segunda-feira, outubro 13, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Fontanário de Alfama, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nuno Crato

Depois da estratégia do desculpa-me Nuno Crato evoluiu para o malabirismo gramatical para se eximir às responsabilidade, agora ensaia nova estratégia e o DN, uma espécie de agência de comunicação do governo, ensaia a estratégia do político responsável. Tal como fez a ministra da Justiça Nuno Crato passa a ideia de que aconteceu algo pelo qual não foi responsável e agora trabalha 16 horas por dia para superar o problema.

Não seria mais fácil demitir-se ou ser demitido e no seu lugar ser colocado alguém minimamente competente. Compreende-se que só ujm doido aceite colaborar com um governo que sofre de lepr, mas há sempre alguém que quer ser ministro, nem que seja para constar no currículo.

«Gabinete do ministro é a sala de operações onde juristas e técnicos tentam resolver os problemas dos concursos. Há três semanas que Nuno Crato trabalha pelo menos 16 horas por dia.

Dia 18 de setembro, três dias depois do início oficial das aulas, Nuno Crato pede desculpa no Parlamento pelo erro nas colocações de professores. Desde então praticamente deixou de ter descanso. Do 13.º andar da 5 de outubro, onde fica o seu gabinete, só sai depois de cumpridas 16 horas de trabalho, e apenas para continuar os telefonemas e emails em casa. Ao primeiro-ministro apenas terá dito que queria ser ele a apagar o fogo que, apesar da revisão das colocações, ainda arde. 

O seu lugar no Governo esse está, como já disse muitas vezes, "à disposição do primeiro-ministro". Mas o DN sabe que Nuno Crato não apresentou formalmente a sua demissão a Passos Coelho. "Primeiro quer resolver o problema", refere fonte próxima da equipa de Crato.» [DN]

      
 A preocupante relação da ministra das Finanças com a verdade
   
«A ministra das Finanças possui uma preocupante relação com a verdade e com o respeito pela sua própria palavra. Depois de ter negado veementemente no Parlamento que os contribuintes, isto é, todos nós, não teriam de pagar  a falência do BES, -“o financiamento do Estado é “transitório” e dele nunca sobrará qualquer factura para os contribuintes.“, disse no Parlamento, em Agosto deste ano  – “veio agora admitir que os bancos participantes no Fundo de Resolução do BES podem vir a ter prejuízos com a operação, entre os quais a Caixa Geral de Depósitos, ou seja, no limite, os contribuintes”.

Como  se não tivesse antes dito precisamente o contrário, ainda acrescentou com a maior naturalidade e descaramento que esse é o custo de Portugal “ter um banco público”. Só falta mesmo dizer que a culpa é da oposição porque este governo até queria privatizar a CGD.

Ainda como  Secretária de Estado do Tesouro Maria Luís Albuquerque tinha revelado uma inesperada vocação para alterar os factos quando negou conhecer os contratos swaps  assinados por empresas públicas, afirmando que o anterior governo não tinha dado informação sobre esses contratos. no que foi desmentida pelo próprio  Vítor Gaspar que reconheceu ter recebido do seu antecessor essa informação.

Veio depois o Expresso  traçar da ministra um retrato não muito edificante, apontando-lhe  características que a revelam como uma pessoa oportunista, desleal e capaz de não olhar a meios para atingir os fins, retrato esse baseado em testemunhos que Maria Luís  nunca desmentiu.

Mas tão preocupante como as meias verdades, as inverdades e as mentiras que se ouvem por  vezes aos governantes é a naturalidade e mesmo a segurança com que Maria Luís Albuquerque afirma  uma coisa que depois é desmentida pelos factos, sem se preocupar com o que disse antes, ostentando até um ar provocatório quando confrontada com as suas contradições.

É por demais evidente que Maria Luís Albuquerque tem “as costas quentes”, sabendo-se protegida pelo seu anterior aluno e agora chefe, Passos Coelho, e por isso nem se digna reconhecer que mentiu ou pelo menos que faltou á verdade e pedir desculpa como fizeram os seus colegas Paula Teixeira da Cruz e Nuno Crato. Ao menos isso.

Aliás, o primeiro-ministro é uma espécie de repetidor da sua ministra das Finanças: Ela disse na quarta-feira que os contribuintes podiam ser chamados a pagar o Fundo de Resolução do BES, através da CGD, e na sexta-feira Passos repetiu a “lição” da sua ex-professora perante os deputados.

Não diria que temos um governo de mentirosos mas lá que mostra (ver aqui, aqui , aqui, aqui, aqui) uma evidente vocação para trocar demasiadas vezes as voltas à verdade, lá isso mostra…» [VAI E VEM]
   
Autor:

Estrela Serrano.

 O maior incompetente
   
«1 Não entendo a surpresa de tanta gente com a permanência de Paula Teixeira da Cruz e de Nuno Crato no governo. É que das duas uma: ou eram eles a pedir a demissão ou teria de ser o primeiro-ministro a demiti-los.

Como é público e notório, nenhum dos dois ministros tem consciência da sua incompetência. Um escarnece dos cidadãos e das vidas de milhares de alunos e muitos professores brincando com tempos verbais. A senhora ministra, no intervalo da sua enésima declaração sobre pedofilia, diz que o que se passa nos tribunais não é grave, ou seja, a justiça civil parada é apenas um contratempo. E até pedem desculpa, como se a gravidade dos seus erros políticos fosse apenas uma travessura. Sendo este um governo que fala tanto do exemplo da gestão de empresas privadas - apesar de tão poucos terem esse tipo de experiência a sério -, talvez não fosse má ideia perguntar a um homem com provas dadas, António Pires de Lima, por exemplo, o que faria a um seu administrador que decidisse fazer uma mudança no software e que por causa disso a empresa ficasse sem poder faturar dois meses ou mais. Ou a um que mudasse um sistema de alocação de recursos e o resultado fosse a incapacidade duma fábrica funcionar normalmente.

Por outro lado, se o primeiro-ministro os demitisse, seria como apresentar a sua própria demissão ou, pelo menos, seria a confissão final do seu estrondoso fracasso. Seria o último espasmo dum estertor que já vai longuíssimo. É que só sobram eles do grupo que era considerado chave para a revolução anunciada. São eles os últimos dos visionários que iam transformar Portugal, e que, para mal dos nossos pecados, em grande parte, conseguiram.

Tínhamos o grande ideólogo, Vítor Gaspar, que se foi embora porque percebeu que se tinha enganado - aliás, voltou a escrevê--lo esta semana, indiretamente, num relatório do FMI que é mais um momento da sua espetacular mudança de ideias. Miguel Relvas, a alma gémea de Passos Coelho, que não saiu pela sua gigantesca incompetência na coordenação política, nem por ter mentido descaradamente no Parlamento, nem por ter tido uma atitude vergonhosa com uma jornalista, mas por querer ser licenciado sem se dar ao trabalho de estudar para isso. Mesmo assim, e foi ele que o declarou, saiu porque quis sair. Santos Pereira, o homem que escreveu um livro onde garantia saber a fórmula para a mudança estrutural da nossa economia com muita atitude e pastéis de nata. O Álvaro saiu porque, bom, incompetência já não era a palavra apropriada, a coisa estava no âmbito da gargalhada.

O ramalhete revolucionário completava-se com Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz. Também eles eram a vanguarda da revolução, pessoas que iam mudar dois setores fundamentais para a comunidade. Ele era o homem que queria dinamitar o ministério (pelos vistos: uma vez extremista, sempre extremista), exames com fartura, o fim do facilitismo num sistema com uma taxa de reprovações e abandono escolar muito acima da média europeia. Nem vale a pena perguntar ao ministro o que pensa agora sobre o rigor e a responsabilização que apregoava.

Na Justiça seria o fim da lentidão, o fim da impunidade e a mais importante reforma na Justiça dos últimos duzentos anos (a ignorância é dum atrevimento sem fim).

O disfarce comum para a incompetência e a ignorância é a ideologia. Ou melhor, a invenção duma qualquer ideologia. É por isso que ouvimos que isto são apenas problemas normais que acontecem sempre nas grandes transformações.

Passos Coelho aguentará estes autênticos símbolos de incompetência o mais que puder - como aguentou até ao limite os outros -, convencido de que eles esconderão a de quem os escolheu e promoveu. Vai tarde. Já todos percebemos quem é o maior incompetente.

2 Todo este espetáculo do fim do BES, e agora da PT, é demasiado português para o olharmos sem sentirmos vergonha da comunidade que fomos criando. Amigos que promovem amigos que depois os ajudam utilizando bens e recursos que não são deles, homens que aceitam vender um bocado da alma para singrar na vida, criação de autênticos heróis nacionais que passada meia dúzia de meses passam a vilões e claro, não podia faltar, muita falta de vergonha.

Por falar em falta de vergonha, na mesma semana que o primeiro-ministro e a ministra das Finanças vieram admitir aquilo que já todos sabíamos, que o caso BES ia ter custos para os contribuintes, o primeiro-ministro janta pública, amistosa e calmamente com José Maria Ricciardi, presidente do Banco Espírito Santo Investimentos.

Escusado será dizer que o sr. Ricciardi não tem nada que ver com o que aconteceu com o BES e com o GES, nunca soube de rigorosamente nada do que se estava a passar, fez os possíveis e os impossíveis para evitar tudo o que veio a acontecer. Às tantas, o jantar serviu para preparar uma homenagem pública ao sr. Ricciardi. A oeste nada de novo.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.

 Baralhar e dar de novo
   
«Tudo pode acontecer daqui para a frente, quando a Europa se prepara para entrar na sua terceira recessão desde o início da crise financeira, a deflação continua a ser uma ameaça e o FMI, o G20, o Banco Mundial dizem que o crescimento mundial vai desacelerar por causa da Europa.

1. Seria, talvez, esta a melhor conclusão do que se tem passado nos últimos dias na Europa. Claro que não é fácil rever uma estratégia para salvar o euro e garantir a sua governabilidade, considerada desde o início sem alternativa, que foi imposta pela Alemanha e à qual faltou sempre uma parte: como equilibrar as contas públicas, evitando o efeito destruidor da austeridade, praticada ao mesmo tempo nos países ricos e pobres, indisciplinados ou rigorosos, mesmo que em doses diferentes.

Na sexta-feira, a ortodoxa Finlândia (o país que mais deu dores de cabeça a Bruxelas em matéria de contribuição para os resgates) viu o seu “triplo A” ser reduzido para um “duplo A” pela Standard & Poor’s. Já só restam a Alemanha e o Luxemburgo. Vale a pena lembrar o que disse em 2011 o actual primeiro-ministro finlandês, Alexander Stubb, agora às voltas com uma inevitável recessão, citado pela Reuters: “Os princípios darwinistas devem aplicar-se à zona euro e as economias mais fortes devem ter a decisão final sobre a maneira de dirigi-la”. Agora lembra que a crise na Ucrânia e o abrandamento da economia russa trocaram as voltas à economia finlandesa.

Na verdade, tudo pode acontecer daqui para a frente, quando a Europa se prepara para entrar na sua terceira recessão desde o início da crise financeira, a deflação continua a ser uma ameaça e o FMI, o G20, o Banco Mundial dizem que o crescimento mundial vai desacelerar por causa da Europa. Mario Draghi, que tem de novo a crise nas mãos, tenta avançar com cautela nas medidas não convencionais para estimular a economia europeia, com um olho posto em Berlim à espera de uma ligeira mudança. Por enquanto, apenas pode escutar as palavras de Wolfgang Schauble insistindo em que o caminho continua a ser o mesmo e é para cumprir.

2.Vale, aliás, a pena começar pela Alemanha, que esta semana andou nas bocas do mundo por duas razões mais ou menos inesperadas. A primeira, quase hilariante pelos seus contornos, foi o estado das suas Forças Armadas. A questão foi debatida no Bundestag a partir de um relatório a que os jornais tiveram acesso, que as descreve como um desastre. Meia dúzia de exemplos: só um dos seus quatro submarinos funciona; só 70 dos seus 180 tanques Boxer estão em condições operacionais; apenas sete da sua frota de 43 helicópteros da Marinha podem voar, etc. É irresistível reproduzir um título de um jornal alemão, citado pela Reuters: “Se os tanques Boxers se mantêm de pé é graças à laca da ministra da Defesa”. Úrsula von der Leyen é criticada por gostar mais de se deixar fotografar do que de tratar da Bundeswehr. Médica e mãe de sete filhos, quer ser a sucessora de Angela Merkel na CDU. Judy Dempsey, do Carnegie Europe, recordava há dias que a Alemanha está a ter dificuldades para trazer os seis soldados no Afeganistão de volta a casa porque os aviões estão avariados. Dos 56 há apenas 24 operacionais. A analista também lembra que a Alemanha viu-se obrigada informar a NATO de que não consegue arranjar os aviões pedidos para patrulhar a fronteira dos Bálticos. Os exemplos são infindáveis. Para um país a quem toda a gente pede que assuma maiores responsabilidades internacionais, não é o que se estava à espera. A redução do orçamento da Defesa para 1,3 % do PIB pode ser uma explicação. A falta de prioridades é outra. Talvez valesse a pena explicar aos alemães que as despesas com a defesa têm de aumentar num mundo cada vez mais caótico, incluindo à volta das fronteiras da Europa.

A segunda questão que irrompeu no debate alemão tem a ver com a economia. Marcel Fratzscher, director do DIW (Instituto Alemão para a Investigação Económica), conselheiro habitual do Governo, acaba de publicar um livro sobre “A Ilusão Alemã”, que aponta para as fragilidades de uma economia que se apresenta como o modelo a seguir. As infra-estruturas de transportes estão envelhecidas e ninguém as repara. O desemprego baixo deve-se aos “mini-jobs” mal pagos e em part-time. O investimento caiu para 17 por cento e cada vez mais as grandes empresas preferem investir fora da Alemanha, por exemplo nos EUA. A produtividade cresceu muito pouco nos últimos anos (entre 2007 e 2002, 0,3%, para 0,5 na Dinamarca, 0,7 na Áustria, 0,9 no Japão ou 1,5 nos EUA e 3,2 na Coreia). Os salários continuam a perder valor real. Só exportar, exportar, exportar torna a economia alemã particularmente vulnerável a cada desaceleração da economia europeia e mundial. O director do DIW lembra que a Alemanha está em condições de se financiar a custos baixíssimos e era o que devia fazer para estimular a economia. O último sinal de alarme foi a queda inesperada das encomendas à indústria de 5,7% no segundo trimestre. Como escreve o Telegraph, “a Alemanha apenas parece saudável porque as outras economias europeias estão moribundas.”» [Público]
   
Autor:

Teresa de Sousa.

     
 E ninguém demite a incompetente
   
«Pedófilos que não são afastados das crianças, heranças que não são pagas, regulações parentais por definir, indemnizações congeladas, cartas de condução cativas. Por muitas voltas que se dê ao discurso, nada altera as consequências da paralisação do sistema de justiça causada pela generalização do Citius, depois da entrada em vigor da reforma, a ?1 de setembro.

Na secretaria geral do serviço externo do Palácio de Justiça de Lisboa passava um pouco de  tudo. Agora passa muito de nada. "O meu serviço recebe de todos os tribunais. Antes do Citius fazíamos cerca de ?3 mil mandados por mês, agora fazemos uns 30. Estamos quase parados porque as novas plataformas não conseguem emitir os mandados para o serviço externo, que não é assumido como estando dentro do sistema", disse à VISÃO Francisco Medeiros, membro da direção do Sindicato dos Funcionários Judiciais.

Noutros tribunais começa a sentir-se o desespero: "O Citius era o nosso oxigénio. Estamos a respirar com botijas sem oxigénio", desabafa um funcionário da zona centro. O problema agrava-se a cada dia que passa sem sistema - e já lá vão mais de 40. Por exemplo, nos tribunais do Trabalho, conhecidos como sendo dos mais céleres, os julgamentos estão a ser marcados para o final de 2015. Porque, "um dia de paragem não é um dia de atraso nos processos, é muito mais".

Mesmo que a normalidade voltasse nos próximos dias, as consequências da paralisação já não poderiam ser evitadas. "Um simples relatório médico é uma peça processual. Como não se encontram os processos nos tribunais, vão-se acumulando os papéis, em pastinhas e montinhos. Quando isto tudo estiver arrumado, os processos podem ficar incompletos ou coxos porque faltam coisas. O Citius vai ter costas largas durante muito tempo", vaticina Mauro Paulino, psicólogo forense, coordenador do livro Psicologia, Justiça e Ciências Forenses.

Embora se associem os serviços de Justiça a grandes casos mediáticos, a verdade é que entram em assuntos normalmente tão banais como uma carta de condução, retirada como pena acessória em caso de violação do código da estrada - e agora difícil de recuperar mesmo depois de cumprido o castigo porque não se encontram os processos - ou a viagens com filhos para o estrangeiro. Aqui se relatam alguns casos exemplares.» [Visão]
   
Parecer:

Esta senhora devia desaparecer.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «mande-se a incompetente de volta para a advocacia.»
  
 Mendes tenta limpar a face de Crato sacrificando CDS
   
«O antigo líder do PSD, Marques Mendes, salientou este sábado, no seu comentário semanal na SIC, que o atraso na colocação dos professores é uma situação «insustentável e inadmissível, sublinha que o secretário de Estado da Educação «já devia estar na rua».

«Tudo isto é insustentável e inadmissível. Há anos que há sempre problemas na colocação dos professores, mas este ano é demais. Só encontro em 2004, no governo de Santana Lopes, este pandemónio. Há um mês que começou o ano letivo e no meio disto há ainda uma guerra entre o ministro da Educação e secretário de Estado», declarou Marques Mendes. 

O comentador entende que o secretário de Estado, João Grancho e o ministro da Educação, Nuno Crato, deveriam demitir-se das suas funções.

«O secretário de Estado já devia estar na rua, já devia ter saído pelo seu pé ou então, substituído. E o ministro da Educação deixou de ter condições. É muito competente, mas está capturado por aquele centralismo do Ministério e não tem mais condições. Acho que o ministro já pediu para sair», precisou.» [A Bola]
   
Parecer:

Isto está a ficar bonito.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Crato, o Cratino
   
«Esta sexta-feira, Fernando, professor, ficou colocado simultaneamente em 75 escolas de Portugal Continental. À sua disposição, segundo outras tantas mensagens electrónicas que recebeu da Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE), tinha 53 horários para dar aulas ao 1.º ciclo e 22 como docente de Educação Especial. Uma dupla surpresa: pela fartura de lugares e por não ter direito a qualquer um – desistiu do concurso, a Bolsa de Contratação de Escola (BCE), no dia 16 de Setembro, e insistiu duas vezes com os serviços do Ministério da Educação e Ciência (MEC) para que anulassem todas as suas candidaturas.

A situação "seria cómica se não tivesse efeitos tão sérios", faz notar Fernando (nome fictício). Isto porque, ao ser colocado em 75 escolas, por erro dos serviços do MEC, bloqueou a entrada de outros tantos professores naqueles horários, a maior parte dos quais são anuais (até 31 de Agosto) e completos (com 25 horas, no caso do 1.º ciclo). Na próxima semana, as turmas daquelas 75 escolas continuarão sem professor do 1º ciclo e de Educação Especial. E o problema poderá manter-se, se o MEC continuar a ignorar os seus pedidos para ser retirado dos concursos.

A história começa com dois erros que o próprio MEC já assumiu. Na primeira Bolsa de Contratação de Escola (BCE), um concurso destinado às 304 escolas TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária) e com autonomia, verificaram-se dois problemas que levaram Nuno Crato, o ministro da Educação,a pedir desculpa ao país e a decidir anular todas as colocações do primeiro concurso, cujos resultados foram conhecidos a 12 de Setembro.» [Público]
   
Parecer:

Isto em Portugal e já em 2014, é incompetência a mais para suportar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se um valente pontapé no traseiro de Crato.»
  
 O jardinismo no seu melhor
   
«O contrato de concessão da linha de transporte marítimo entre o Funchal e Porto Santo, celebrado há 18 anos entre o governo regional da Madeira e a Porto Santo Line Lda (PSL), sofreu várias alterações relativamente ao caderno de encargos e já foi prorrogado por duas vezes sem passar por concurso público. Agora está em vigor até 2025.

Nunca divulgado nem publicado no Jornal Oficial da Região, o contrato tem sido criticado pela oposição local, por alegadamente incluir cláusulas leoninas que beneficiariam um grupo económico já com o monopólio das operações portuárias no arquipélago. O PÚBLICO teve acesso ao caderno de encargos e ao contrato de concessão, que também não foi submetido à fiscalização prévia do Tribunal de Contas, e verificou que o clausulado do caderno de encargos inicial – que fez excluir outros potenciais interessados na concessão – sofreu alterações significativas, sempre favoráveis ao interessado e seu proponente. O concessionário ficou, por exemplo, dispensado de pagamento da renda da concessão fixada em 20% dos lucros apurados antes de imposto, conforme previa o caderno de encargos.

“Como contrapartida da desistência por parte do proponente Porto Santo Line da exigência de indemnizações compensatórias previstas na sua proposta apresentada a concurso, o concedente desiste da percepção da renda da concessão”, estabelece o novo artigo 18º introduzido no contrato depois da realização do concurso. O caderno de encargos não obrigava o governo concedente ao pagamento de quaisquer compensações indemnizatórias.» [Público]
   
Parecer:

Quando o país se livrar do jardim vai perceber que o PSD-MAdeuira tomou posse da madeira e que aquilo é uma colónia dos jardinistas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»
  

   
   
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