domingo, outubro 05, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Violeta selvagem do parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Crato. ministro teimosamente cratino

Se este senhor tivesse um pingo de vergonha na cara ia-se embora e quando já estivesse em casa escrevia a Passos dizendo que arranjasse um voluntário disposto a substituí-lo.

«A Direção Geral da Administração Escolar (DGAE) enviou às escolas um pedido de revogação das listas de colocação de professores contratados, publicadas a 12 de setembro, e pediu aos diretores que informassem os candidatos de que a decisão de colocação fora anulada. As direções da escola, segundo o Diário de Notícias, recusam fazê-lo temendo processos em tribunal.

As listas para as Bolsas de Contratação de Escola, publicadas há duas semanas, continham um erro no cálculo da fórmula utilizada para classificar os professores. Uma classificação assente em dois critérios: a avaliação curricular e a graduação profissional. O erro levou à demissão de Mário Agostinho Pereira, à frente da DGAE desde 2009.

Esta sexta-feira, no dia em que Maria Luísa Oliveira tomou posse à frente da DGAE, foi publicada um nova lista. No comunicado enviado às redações, o MEC garantiu não haver grandes alterações.

Mais. Assim que o erro foi detetado, Nuno Crato disse na Assembleia da República que os alunos não seriam prejudicados e que os professores já colocados continuariam a dar aulas. Uma afirmação contrariada com esta ordem da DGAE, que pede às direções das escolas para informarem os professores de serviço há duas semanas de que devem abandonar os seus postos de trabalho.» [Observador]

 Testemunhos para memória futura

Agora que se fala muito do BES e do Ricardo Salgado e quando se fazem insinuações de vendetas vale a pena recordar um acontecimento que já foi esquecido. Em 2012 o sindicato dos magistados do MP organizou o seu congresso no luxuoso hotel Tivoli da Marina de Vilamoura. A propósito deste hotel e do seu programa social diziam os magistrados:

«Abraçado pela emblemática marina e pela praia concessionada, o Tivoli Marina Vilamoura, é um hotel de 5 estrelas em Vilamoura com capacidade para 1200 pessoas, com intensa vida social e nocturna de Vilamoura, em que não faltam as compras, o casino e o golfe. Nos jardins deste resort no Algarve, os congressistas podem entregar-se aos cuidados do Angsana Spa para desfrutar de uma vasta gama de tratamentos revigorantes na melhor tradição oriental e saborear deliciosas iguarias nos restaurantes e bares do hotel.»

Na ocasião deu nas vistas o luxuoso programa para os acompanhantes, algo só possível com muito dinheiro pois o custo da estadia no hotel era quase simbólico.

Coincidência das coincidência, a quem pertencem os hotéis Tivoli? Isso mesmo, ao BES?

E a quem instituição coube o privilégio de inscrever o seu nome na curta lista do alto patrocínio do congresso dos nossos magistrados? Pois, pois.... Há com cada coincidência neste país...

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 Zangam-se as comadres

O país ficou a saber que o governo sabe o que não deveria saber porque tem a responsabilidade de gestão do CITIUS, queixam-se os juízes. O que o país gostaria agora de saber é a razão porque os juízes só se queixaram agora.

 Cavaco

De certeza que o homem ainda é presidente? Não parece.

 Crato

Quando Crato disse que ia implodir o ministério ninguém o levou a sério. Afinal o homem não é só parvo, também é louco e pela forma como actua até parece que está a fazer um estágio antes de ir como jiahdista para a Síria.
   
      
 De sucesso em sucesso até ao buraco
   
«O cumprimento da meta do défice em 2014 vai exigir uma consolidação de cerca de 1,5 pontos percentuais do PIB semestral na segunda metade do ano, "quase o dobro da conseguida no primeiro semestre", estima a UTAO.

De acordo com uma nota da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre as contas nacionais da primeira metade do ano, a que a Lusa teve acesso, tendo em conta as projecções oficiais para o Produto Interno Bruto (PIB) e para o défice em 2014, "será necessário que o défice do segundo semestre ascenda a 3,1% do PIB semestral para que se concretize o objectivo anual".» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

AO longo deste ano o governo só tem tido sucessos na execução orçamental, os aumentos da despesa ou foram meros descuidos ou culpa do TC. Agora caminha a longos passos para mais um desvio colossal. Compreende-se agora as diuvergências em torno de um corte nos impostos, o CDS manda no fisco e como quer continuar a ser o partido dos contribuintes exige uma redução do IRS por conta do seu sucesso nas cobranças. Do outro lado está uma Maria Luís que ainda tentou fugir par Bruxelas que continua armada na Merkel tuga e tem de endireitar as contas que deixou desequilibrar. Mais uma vez  a Maria Luís cruza-se com Portas e já ninguém sabe quem coordena a área económica do governo. Se calhar é o Opus Macedo que continua a escolher os dirigentes do fisco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O Frasquilho do BES voltou
   
«Miguel Frasquilho insistiu hoje que Portugal deve esforçar-se para aliviar a carga fiscal sobre as famílias e trabalhadores, que, defendeu, atingiu "níveis incomportáveis".Na opinião do ex-deputado do PSD e agora presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho, Portugal precisa de fazer "esforços maiores" em três áreas: o endividamento público, a carga fiscal sobre as empresas e sobre as famílias, que estão em "níveis incomportáveis".Miguel Frasquilho, que falava durante o primeiro painel do segundo dia de trabalhos do 3.º Fórum Empresarial do Algarve, que decorre até amanhã em Vilamoura, reiterou ainda que, ao nível do IRS, deve ser dado um sinal, "uma redução ão breve quanto possível, no sentido de uma "redução gradual e progressiva da tributação", nos próximos anos.O presidente da Aicep apontou os sinais que mostram a melhoria de Portugal nos rankings internacionais de competitividade destacando ainda o facto de, apesar da recessão económica, as exportações representam já quase cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do caminho feito, Miguel Frasquilho reconhece "que muito pode e deve ainda ser feito" no sentido de "colocar o país numa trajetória de crescimento sustentável". Para tal, considera que "é fundamental reforçar a aposta na captação/retenção de investimento e nas exportações". E por isso, defende, "ter-se-á de continuar a corrigir desequilíbrios existentes e a manter o ímpeto reformista".» [DN]
   
Parecer:

Tem andado um bocadinho escondido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se se ficou no BES bom ou no BES mau.»

 Grande João!
   
«O homem que levou Passos Coelho para a presidência de uma Organização Não Governamental (ONG), cujo financiamento tem levantado suspeitas, diz que as acusações de que o primeiro-ministro tem sido alvo têm uma “motivação” política. Em entrevista ao jornal i, João Luís Gonçalves admite que receberam despesas de representação, Só não se lembra em que moldes.

João Luís Gonçalves era secretário-geral da JSD quando foi desafiado pelo empresário Fernando Madeira, na altura acionista maioritário da empresa Tecnoforma, a integrar a ONG. O Centro Português para a Cooperação (CPPC) destinava-se a desenvolver alguns projetos e tinha sido criado, em 1996, para poder candidatar-se a programas de financiamento.

O então secretário-geral da JSD diz que contactou com Passos Coelho e desconhece porque Fernando Madeira afirmou, à revista Sábado, que ele não tinha sido contratado “pelos seus lindos olhos”. “Nunca se colocou a questão de haver uma remuneração pelo sucesso da aprovação das candidaturas, nunca. E acabou por não haver sucesso em quase nenhum projeto”, sublinhou João Luís Gonçalves.

João Luís Gonçalves admite ao jornal i que tanto ele como Passos Coelho terão recebido dinheiro para cobrir as despesas. Admite que até possam ter sido valores fixos. Mas não se recorda bem em que moldes, se sob adiantamento ou outro modo. Passaram 16 anos desde os acontecimentos.» [Observador]
   
Parecer:

Passos Coelho tardou uma semana para piar, esperou pelo assentar da poeira e quando julgou que já não haveriam novidades deu umas meias explicações. Este Gonçalves foi ainda mais cuidadoso e quando teve a certeza de que Passos Coelho já estava salvo pôs o fato de banho vermelho e veio armado em nadador salvador. Este espectáculo da Tecnoforma é uma exibição de pequenas misérias dos jotas do tempo de Passos Coelho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

   
   
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