quinta-feira, outubro 23, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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A Baixa de Lisboa vista desde o miradouro do Elevador de Santa Justa
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho

Passos Coelho entrou em modo eleitoral e como já não engana ninguém com baboseiras e mentiras optou por regressa ao estatagema do diálogo e dos debates, o incompetente que não debateu com ninguém o que tem feito nos mais diversos domínios quer agora debates. Desde que António Costa chegou à liderança do PS que se desdobra em propostas, começou com o Paulo Macedo a defender o debate na saúde, depois foi Passos Coelho a propor um debate da Segurança Social, de seguida veio o Núncio Fiscólico propor um debate da reforma do IRS, agora é de novo Passos a querer debater a reforma do Estado.

É o truque de quem não quer discutir o que fez e prefere ficar a ouvir o que os outros propõem para estar na posição confortável de quem critica. Mas Passos está enganado, ninguém quer debater com ele ou com Portas o que quer que seja. Enquanto o PSD e o CDS forem liderados respecticamente por Passos Coelho e Paulo Portas não têm credibilidade para serem interlocutores de qualquer debates. a reforma do Estado, que reformou a segurança social vem agora querer debates como se nada tivesse acontecido?

A verdade é que Passos Coelho e Paulo Portas perceberam que estão derrotados, que já não passam de impostores e precisam que seja a oposição a dar-lhes com debates a credibilidade que perderam depois de tanta maldade e incompetência. Para a proposta de Passos Coelho só pode haver uma resposta, a famosa resposta que um dia deu o saudoso almirante Pinheiro de Azevedo.

PS: Aposto com quem quiser que dentro em breve Cavaco Silva virá defender o debate em torno das grandes questões nacionais. Recorde-se que esta estratégia da direita teve a luz verde de Cavaco Silva no seu discurso do dia 5 de Outubro.
 
«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, voltou hoje a defender a necessidade de Governo e da oposição discutirem os problemas do país, afirmando querer “um amplo debate nacional sobre matérias importantes” como a reforma do Estado.

“Gostaria muito que nós conseguíssemos fazer um amplo debate nacional sobre estas matérias que são importantes. Os governos duram o que têm que durar nos termos da Constituição e desde que não haja crises (…). Temos este tempo ainda para que o Governo governe e para que a oposição faça oposição, mas entre quem governa e quem faz oposição tem de haver espaço para discutir os problemas do país”, afirmou Pedro Passos Coelho, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez.» [Observador]

 Vamos ajudar Passos a pagar a dívida

Se a palavra de Passos Coelho em relação aos credores valer tanto como vale quando se dirige aos portugueses então o melhor é esperarem sentados pois o ainda e por enquanto primeiro-ministro nunca cumpriu qualquer promessa e a sua palavra vale menos do que o BES mau. Além disso, Passos Coelho anda a dizer que paga mas a verdade é que a dívida tem aumentado e pelas políticas que tem adoptado é óbvio que nuca pagará nada.

Portanto, os que concordam com Passos Coelho e acham como eu que a dívida é mesmo para pagar devem começar por defender o eu defendo e correr com este primeiro-ministro.

 Comentário imaginário do Portas para o Passos Coelho

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Depois disto podemos imaginar o Portas a dizer ao Passos:

"Quem é amigo, quem é amigo? Deves-me uma!"

 A dúvida dos dias que correm

Durão Barroso vai regressar ao seu tachico de consultor do BES no BES bom ou no BES mau?
  
 Experimentem fazer o mesmo ao cavaco


      
 As metáforas de Passos e chorar por mais
   
«Antes das últimas eleições legislativas, em janeiro de 2011, Passos Coelho disse dos seus: "O PSD não está cheio de vontade de ir ao pote." Ontem, à espera das próximas eleições, Passos Coelho falou dos outros, "os que olham agora gulosamente para as eleições". Assinale-se a coerência lambareira da análise. Vamos a caminho de quatro anos e o pensamento do primeiro-ministro não sai da papila gustativa. A política externa? "Hummm, crepes Suzette..." E quanto à Defesa? "Brigadeiros, claro." E a dívida pública, senhor primeiro-ministro? "De comer e chorar por mais!" Não é que eu não goste, gosto. Mas não é a ideia que tenho de debate eleitoral, ver qual o político que mais passa a língua pelos lábios. Preferia que a política pusesse sobre a mesa mais ideias e menos sobremesas. Além de que, com a má fama que o açúcar começa a ter na política da Saúde, eu não entendo a insistência de Passos Coelho em ser acusado do aumento da diabetes. Ontem, frase completa usada para repetir a que já se vai tornando habitual política de faca e garfo era contra aqueles que "sabem alimentar-se da desgraça e que olham gulosamente para as eleições". Como veem, é uma preocupação com o dar ao dente própria de um país subalimentado. Já enjoa. A única justificação que vejo é a de lembrar que nem todo o setor bancário está em crise. O Banco Alimentar contra a Fome tem em Passos Coelho um propagandista incansável.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 E proque não cortam também os ditos?
   
«Mota Soares não quer que quem recebe prestações sociais tenha mais rendimentos do Estado do que se recebesse um salário e, por isso, o Governo vai impor um teto para quem recebe Rendimento Social de Inserção, Subsídio Social de Desemprego e subsídio de doença. Disse Mota Soares que estas são prestações sociais do regime não contributivo que substituem rendimentos do trabalho e que “não devem os beneficiários com idade e capacidade para trabalhar, que recebam prestações sociais, receber mais do Estado do que receberiam se auferissem rendimentos do trabalho”.

Para as contas do rendimento vão contar todas as prestações sociais que uma família receba: desde o abono de família, aos apoios à educação ou à habitação, muitos deles concedidos por câmaras municipais, mas o corte será apenas nas prestações não contributivas que substituam os rendimentos do trabalho. Ou seja, nas contas do Governo entra o subsídio social de desemprego, o subsídio de doença e ainda o Rendimento Social de Inserção.» [Observador]
   
Parecer:

Grandes f......
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Recomende-se a entrada destes fdp no Reino dos Césus.»
  
 O "ai aguentam" na versão suave
   
«“A estratégia orçamental é correta e seja quem for que esteja no poder não vai poder ter objetivos quantitativos muito diferentes destes”, defende Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, em comentário à proposta de Orçamento do Estado para 2015. “Não há varinhas mágicas” atira.

O presidente do BPI defende que “Portugal não tem grande margem de manobra para fazer muito diferente disto”. “Vamos ter de viver muitos anos a fazer isto”, diz o banqueiro, referindo-se à consolidação orçamental e a geração de saldos primários da despesa (sem juros) positivos.» [Observador]
   
Parecer:

Este senhor era mais inteligente se ficasse calado.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o banqueiro à bardamerda.»

 PSD quer conhecer filiações secretas?
   
«O PSD ameaça obrigar todos os políticos a declararem publicamente todas as suas filiações, mesmo as secretas (Maçonaria, Opus Dei, etc).

A ameaça foi feita pela deputada Teresa Leal Coelho, vice-presidente do partido, numa reunião da Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, no final de uma reunião sobre se os registos de interesses dos fiscais das 'secretas' devem ou não ser públicos.» [DN]
   
Parecer:

Pode muito bem dar o exemplo e divulgar as filiações secretas dos membros do governo, a começar pelos que são da Opus Dei. Esta velha dirigente do Benfica de Vale e Azevedo é um pouco agressiva.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»

 Desaparecimento oportuno
   
«Os documentos do Centro Português para a Cooperação (CPPC) - fundado por Passos Coelho em 1996 - terão sido enviados para o Ministério do Emprego, mas não se sabe onde se encontram.

O Ministério da Solidariedade, do Emprego e Segurança Social disse ao Público que não consegue encontrar os documentos relacionados com o CPPC de Passos Coelho, que lhe foram enviados em 1997.  

Dia 3 de outubro foi feito um requerimento para consultar os documentos arquivados "que tenham a ver com projetos e pedidos de financiamento apresentados entre 1996 e 1999" pelo CPPC, e é na sequência deste que o gabinete de Mota Soares fez saber ao Público que os documentos estão desaparecidos.» [DN]
   
Parecer:

Há desaparecimentos que vêm mesmo a calhar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Agarrem-me senão vou-me embora
   
«Em português comum, Durao Barroso disse que "o futuro a Deus pertence". Ou que "l'avenir apartien a Dieu", porque a plateia era maioritariamente francesa e a mensagem era para ser compreendida. Ontem à noite, numa livraria do centro de Estrasburgo e depois de ter feito o seu último discurso ao Parlamento Europeu, o presidente cessante da Comissão Europeia foi a figura principal do lançamento de um livro sobre os seus dez anos de líder europeu.

Falou sobre o seu futuro, mas deixou quase tudo em aberto. "Provavelmente, vou continuar a intervir na vida pública" e seguir as questões "europeias e internacionais". De fora e "seguramente" está a hipótese de um regresso "à vida política activa", hipótese que Barroso já por diversas vezes tinha afastado.

O que vai fazer, então, José Manuel Durão Barroso? A resposta é vaga. Garante não estar "mal de convites", mas há "questões pessoais e familiares" a resolver antes de uma decisão definitiva. Barroso referiu-se concretamente a uma futura actividade em "seminários, conferências e universidades", mas não referiu quais, quando ou de que forma irá ser feita essa colaboração.» [Expresso]
   
Parecer:

Compreende-se que o futuro político seja incerto, por cá os portugueses ainda não o esqueceram, o Cavaco não dá mostra de ter uma doença impeditiva e ninguém lhe pode assegurar que seja Passos a escolher o próximo candidato presidencial da direita, até porque o CDS já o excluiu ao lançar Marcelo. O melhor é mesmo tentar um lugar junto ao filho no BdP que para isso pode contar com a generosidade do Ti Costa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Até tu Juncker?
   
«O futuro presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse hoje que estão enganados os que pensam que apenas a austeridade pode levar à retoma económica, defendendo que as regras da disciplina orçamental devem ser acompanhadas de flexibilidade.

"Àqueles que pensam que excessiva austeridade leva automaticamente à melhoria da economia e à criação de postos de trabalho, devo dizer-lhes que devem abandonar essas ideias. O desaparecimento do défice e da dívida não leva automaticamente ao crescimento, ou a Europa estaria a crescer imenso", afirmou hoje de manhã Juncker na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.» [DN]
   
Parecer:

Um dia destes o Passos ee a Luís ficam a falar sozinhos, isso se não aparecerem a defender a flexibilização do défice acusando o PS de falta de diálogo para o permitir.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Afinal Nogueira Leite não emigrou
   
«António Nogueira Leite criticou o Governo por não ter realizado uma verdadeira reforma do Estada, considerando que não há pessoas com capacidade de gestão e organização do Estado no executivo.

"Há uma questão marcante que é a reforma do Estado, que não foi feita. Isso resulta da falta de pessoas no Governo com capacidade de gestão e organização do Estado", disse António Nogueira Leite.» [DN]
   
Parecer:

Os impostos aumentaram mas Nogueira Leite não cumpriu a sua promessa de se ir embora. Veremos se é o aumento dos impostos do OE2015 que o convencem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Salganhada
   
«O pai da reforma de IRS considerou esta quarta-feira uma “salganhada” a proposta do Governo nesta matéria. Para o fiscalista Rui Morais, nomeado pelo Governo para entregar a proposta de revisão de IRS (o que aconteceu durante o verão), a solução encontrada por Maria Luís Albuquerque tem vários problemas. Um deles é fazer com que as famílias sem filhos paguem efetivamente mais imposto do que até aqui, apesar da cláusula de salvaguarda que o Executivo diz introduzir para que isto não suceda.

A intervenção de Rui Morais, noticiada pelo Público, teve lugar durante uma conferência sobre a reforma do IRS e o Orçamento do Estado, organizado pela sociedade de advogados PLMJ, no CCB em Lisboa.

“Queremos tudo. Somos o povo do sol na eira e da chuva no nabal. É evidente que, assumindo como pressuposto a manutenção da carga tributária – num cenário à economista, em que tudo o resto se mantém constante –, obviamente que se há desagravamento do ambiente fiscal para as famílias com dependentes, há um agravamento necessariamente relativo [para] as que não têm dependentes. É tão óbvio… Não percebo como é que se possa mascarar uma coisa destas”, afirmou. “Assim, vamos entrar nesta balbúrdia total que se anuncia, com umas cláusulas de salvaguarda”, disse.

“Agora, esta salganhada… A simplicidade [da reforma], que era a grande bandeira, está manifestamente em risco”, acrescentou, considerando que o critério para saber se uma reforma é boa “é saber se a repartição da carga tributária é mais justa”.» [Observador]
   
Parecer:

Uma boa definição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 É perigoso andar de bicicleta
   
«Os 5.741 acidentes envolvendo bicicletas provocaram 134 mortos e 284 feridos graves, entre 2010 e 2013, sendo a colisão com veículos motorizados o desastre mais frequente, indicou esta quarta-feira a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Segundo a ANSR, que apresentou uma campanha para prevenir os acidentes com ciclistas, os desastres com bicicletas representaram 4,5% do total de desastres registados nas estradas portuguesas.

Os dados da Segurança Rodoviária adiantam que a maioria dos mortos e dos feridos graves resulta de acidentes registados dentro das localidades, embora nos últimos três o número de vítimas mortais tenha diminuído seis por cento. Os distritos com maior número de mortos foram, entre 2010 e 2013, Aveiro, Faro e Lisboa, refere a ANSR, sublinhando que é entre as 18h e as 21h que se verifica o maior número de acidentes envolvendo ciclistas.

Para promover o convívio entre utilizadores de bicicletas e automobilistas e prevenir para comportamento de risco, a ANSR apresentou hoje a campanha “Segurança dos ciclistas, uma responsabilidade partilhada”, que vai passar nas televisões. “Com os novos direitos que foram consagrados no Código da Estrada, é tentar que o convívio entre ambos (ciclistas e automobilistas) e a partilha do espaço se faça o melhor possível e se consiga reduzir a sinistralidade decorrente dos problemas de convívio entre eles”, disse à agência Lusa o presidente da ANSR, Jorge Jacob.» [Observador]
   
Parecer:

Anda por aí muito azelha e muita besta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»

 Fernando Ulrich trabalha para a desvalorização do Novo Banco
   
«O presidente-executivo do BPI, Fernando Ulrich, diz que há um “mito” que emergiu nos últimos anos e que “há-de interessar a muita gente”: o “mito de que o Banco Espírito Santo (BES) era o grande banco das PME”. O responsável avisa que “se, um dia, porventura um dia viesse a comprar o Novo Banco, só o faria se metade da carteira de crédito do BES não viesse atrás“, referindo-se a um valor na ordem dos 26 mil milhões de euros.

Fernando Ulrich baseia-se “apenas em informação pública” quando diz que “basta analisar o último relatório e contas do BES e verifica-se que da carteira de crédito e garantias em Portugal, cerca de 52 mil milhões no total, cerca de metade, ou 26 mil milhões de euros, está concentrada em cinco segmentos”. A saber: “construção e obras públicas, atividades imobiliárias, sociedades financeiras (basicamente “holdings” em vários grupos), e depois dois “sacos”, um que é serviços prestados a empresas – não sei bem o que isso é – e depois créditos a outras entidades coletivas incluindo futebol e outras”, enumera Ulrich.

Nas rubricas comparáveis, o BPI tem um valor na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, afirma o presidente-executivo do banco. Isto “pode fazer parecer que nós sejamos uns azelhas e não vimos a mina de ouro que havia ali”. Mas “eu digo já que entrego os 3,5 mil milhões que o BPI tem nesses cinco setores se, um dia, se porventura um dia viesse a comprar o Novo Banco, só o faria se esses 26 mil milhões não vierem atrás”, atira Fernando Ulrich.» [Observador]
   
Parecer:

O único resultado deste tipo de discursos sem bases e antes dosn resultados das auditorias é a desconfiança e a desvalorização do Novo Banco por parte de quem pode estar interessado na sua compra.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Ti Costa do BdP.»

   
 Naki
   
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