sábado, julho 18, 2015

Umas no cravo e outra na ferradura



   Foto Jumento


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Resudência estilo Pombalino, Vila Real de Santo António
(residência da família Folque)
  
 Jumento do dia
    
Passos Coelho, ladrão de funcionários públicos

Só depois de apanhado pelo TdC é que Passos Coelho descobriu que os excedentes da ADSE seriam para os seus beneficiários, não explicando porque razão só agora o diz e porque não reduziu as taxas se eram excessivas. Passos diz que o dinheiro conta para o défice mas não foi retirado da ADSE. Resta saber agora onde estará depositado, se na ADSE ou se nos cofres da esposa do brutamontes do Albuquerque.

O problema de Passos Coelho é que um dia diz uma pequena verdade e ninguém vai acreditar.

«Depois de uma conferência no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), o primeiro-ministro Passos Coelho reagiu à auditoria do Tribunal de Contas (TdC), que fez saber que o aumento da taxa de desconto da ADSE para 3,5% em 2014 foi "excessivo" e que apenas resultou da necessidade do Governo em reduzir o financiamento público, por imposição da troika. Para o primeiro-ministro estas alegações são falsas.

"Os excedentes que foram criados destinam-se aos próprios beneficiários da ADSE. Não há uma apropriação do Estado desse excedente financeiro para utilizar noutras coisas. Como a ADSE é pública a receita acumulada ajuda a equilibrar as contas públicas, mas esse dinheiro não está a ser desviado para financiar outras necessidades públicas. É dinheiro que está à disponibilidade dos beneficiários", garante.» [Notícias ao Minuto]

 Censura

Ontem esqueci-me de que o Augusto Santos Silva tinha sido saneado a bem da Naçãoe  do governo e passei sem querer pela TVI 24, qual não foi a minha surpresa, dei com o Porfessor Adriano Moreira e com um conhecido bancário madeirense que ainda não percebi se é da ala direita do PS ou da ala esquerda do CDS. è como se fosse jantar pensando que a companhia seria a Irina e em vez da russa se sentasse à mesa a Judite Sousa, enfim, um susto.

 O CM informa que Sócrates não é gay

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Depois de anos de muitas insinuações temos de agradecer ao procurador e ao inspector do fisco este importante esclarecimento, Sócrates não é gay! Está explicada tanta investigação em relação a Sócrates desde há vários anos, o Rosário queria tirar esta dúvida aos portugueses.

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Mas é pouco provável que estejam preocupados em desmentir a sugestões do agora muito digno Santana Lopes. Pelo contrário, este processo começa a lembrar o dos Távoras, não basta queimar Sócrates, é preciso também queimar os familiares e mais íntimos e salgar o solo para que nada nasça. Os tempos são outros, mas os filhos da mãe pouco mudam ao longo dos tempos.

 A lista VIP invertida

Dantes dizia-se que havia uma lista VIP para proteger os dados de governantes, agora parece haver uma lista VIP invertida, isto é uma lista de cidadãos cujos dados podem ser vasculhados e divulgados na comunicação. Dessa lista fazem parte os familiares e amigos de José Sócrates que devido a essa condição também são suspeitos, não se sabe bem do quê, mas primeiro são suspeitos e depois logo se vê o que fizeram.

      
 A narrativa aldrabada
   
«A entrevista do primeiro-ministro à SIC foi um verdadeiro monumento de mistificação e distorção grosseira dos factos. Começou na Grécia, passou pelos números do desemprego e do défice e acabou com o anúncio do fim da austeridade.

Na questão da Grécia, chegou a ser patético. Contra toda a evidência testemunhada pelo Mundo inteiro em dias seguidos de elevada tensão negocial, Passos quis convencer-nos de que "houve sempre unanimidade no Eurogrupo", o qual, vejam lá, até deu provas de uma imensa "generosidade" para com a Grécia. Esqueçam, portanto, as resistências da Finlândia e da Alemanha e a preferência de Schäuble pelo ‘Grexit' temporário; esqueçam as iniciativas e pressões de Hollande e o sonoro "basta!" de Renzi - nada disso conta. O nosso excelentíssimo primeiro-ministro, que esteve lá, viu tudo ao contrário de toda a gente: total "unanimidade" e profunda "generosidade", garante ele. E, em boa verdade, já que inventou uma história tão bonita, porque não arranjar-lhe também um final feliz? Se bem o pensou, melhor o fez. Vai daí, escolheu para si o papel principal: por acaso, a ideia para o acordo final até foi dele. Também por acaso, mais ninguém reparou nisso. Mas um criativo talentoso nunca deixa que os factos atrapalhem uma boa história.

Nos números do desemprego, Passos andou perto da desonestidade intelectual. Começou por comparar a evolução da taxa de desemprego entre 2005 e 2011, durante os governos socialistas, omitindo que em 2011 se operou uma quebra de série por alteração da metodologia estatística do INE, o que transforma qualquer comparação linear numa pura fraude. Depois, atribuiu o aumento do desemprego nesse período ao "modelo de desenvolvimento económico socialista", omitindo a redução do desemprego verificada entre 2005 e meados de 2008 e ignorando, ostensivamente, a crise financeira internacional que a partir de 2008 fez o desemprego aumentar não só aqui mas em toda a Europa; finalmente, descreveu uma imaginária dinâmica de criação de emprego na economia, escamoteando o único balanço que interessa: ao fim de quatro anos de governação PSD/CDS, centenas de milhares de empregos foram destruídos e o desemprego é hoje mais alto do que era quando a direita chegou ao poder.

Depois, veio a conversa dos défices de 2010 e 2011, numa tentativa esfarrapada de justificar a austeridade "além da troika" com as contas alegadamente "mal feitas" do Memorando inicial (que, aliás, o PSD também negociou). Ora, nem o défice oficial de 2010 era desconhecido ao tempo da negociação do Memorando (salvo quanto à fraude estatistica operada pelo Governo do PSD na Madeira, sendo que a revisão posterior, e retroactiva, da metodologia estatística do Eurostat em nada alterou o esforço orçamental pedido para efeitos do Memorando), nem o défice registado no primeiro semestre de 2011 (também inflaccionado pela fraude estatística do PSD na Madeira) justifica as medidas de austeridade que o Governo, por sua livre opção, de imediato resolveu tomar (designadamente, o corte de 50% do subsídio de Natal, que o Expresso garantiu na altura já estar decidido pelo Governo muito antes de conhecidos os números do défice) e depois ainda agravou mais em 2012 (cortando salários e pensões) e 2013 (com o enorme aumento de impostos). Ao contrário do que diz Passos, a verdade é que houve nisto tudo uma escolha de política orçamental do Governo, que sempre acreditou nas virtudes redentoras da austeridade e do empobrecimento - e gabou-se disso. Acresce, em todo o caso, que o défice de 2011 acabou por ficar muito abaixo (e não muito acima!) da meta prevista no Memorando e isto porque o país dispunha de uma medida alternativa e extraordinária (a transferência dos fundos de pensões), a que o Governo acabou por recorrer já tarde demais. Por muito que custe, descontado esse efeito extarordinário registado nas contas do segundo semestre de 2011 e a fraude estatística do PSD na Madeira, o famoso défice do primeiro semestre de 2011, que o primeiro-ministro agora diz estar na origem de todos os sacrifícios destes quatro anos, foi MENOR do que o défice obtido na gestão orçamental do segundo semestre de 2011, já com o Governo de Passos e Portas. É por essas e por outras que estes senhores não podem ficar a falar sozinhos sobre tudo isto, como se fosse deles a verdade histórica e a pudesssem manipular a seu bel prazer para efeitos de campanha eleitoral.

Finalmente, o primeiro-ministro acabou a sua entrevista à SIC com chave de ouro, prometendo acabar com as medidas de austeridade e até esboçando uma vaga intenção de "combater as desigualdades". Mas não é nada urgente: fica para a próxima legislatura. Foi aqui que a jornalista Clara de Sousa terá achado que a coisa estava a ir um bocado longe demais e perguntou como é que o primeiro-ministro conciliava isso com a decisão já anunciada pelo Governo de cortar ainda mais 600 milhões de euros nas pensões de reforma. Infelizmente, não se percebeu nada da resposta.» [DE]
   
Autor:

Pedro Silva Pereira.

      
 Merkel discorda do 
   
«A Europa está a viver alguns dos dias mais dramáticos”, declarou esta manhã Angela Merkel no Bundestag (Parlamento alemão), numa sessão que servirá para aprovar o início das negociações com vista a um terceiro resgate da Grécia.

A chanceler alemã contraria assim o ministro germânico das Finanças, Wolfang Schäuble, garantindo que a saída da Grécia da zona euro não era um plano apoiado por nenhum país com moeda única: "Nós não poderíamos permitir isto [um Grexit]. A alternativa a este acordo não era uma saída temporária do euro, mas um imprevisível caos", afirmou perentória.» [Expresso]
   
Parecer:

Agora o problema está em saber em relação a quem Passos Coelho é obediente, se à senhora ou ao seu amigo extremista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao jiahdista de Massamá.»
  
 Um boche muito empenhado em ajudar os gregos
   
«Schäuble tomou a palavra diante do parlamento (Bundestag) para pedir o voto favorável à abertura de negociações de um terceiro resgate para a Grécia, depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter apresentado o acordo alcançado na zona euro como a única solução possível.

"É a última tentativa e temos uma tarefa excecionalmente difícil pela frente", sublinhou o ministro das Finanças alemão, deixando claro que o voto do Bundestag é apenas o começo de um longo caminho.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Entretanto já decidiu que era a última tentativa de ajudar a Grécia.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 É agora
   
«As autoridades portuguesas estão agora bastante interessadas em perceber quais os negócios da empresa e a relação com Sócrates, avança o Expresso.

A investigação no âmbito da Operação Marquês segue a pista de Odebrecht pela sua colaboração junto do Grupo Lena, numa série de consórcios vencedores de obras públicas durante os governos de José Sócrates.

Em causa está a construção da barragem do Baixo Sabor, as concessões rodoviárias da Grande Lisboa e Baixo Tejo. O Grupo Lena e a construtora tinham ainda o consórcio vencedor da construção do troço de TGV entre Poceirão e Caia.

Recorde-se que a Odebrecht está envolvida na investigação Lava Jato – que analisa um suposto esquema de cartel através do qual grandes empresas de construção civil e políticos brasileiros terão retirado 1,7 mil milhões de euros à Petrobras.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Enfim, já só faltava o turismo judicial, depois de terem feito turismo no Caso Freeport agora vão a banhos para o Brasil. Depois de tanta cavadela a esperança do trio maravilha da justiça, o Rosário, o juiz e o inspector AT, finalmente encontraram uma pista com que provar a corrupção de Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Passos, o grande criador de toda a música europeia
   

 
Este Passos na versão europeia lembra-nos o Tony Silva, criador de toda a música rôc
  
«Por acaso, a ideia para o fundo de privatizações da Grécia, o trust de 50 mil milhões de euros que vai absorver o espólio que for vendido nos próximos anos, veio do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, revelou Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu. O primeiro-ministro português disse na segunda-feira que a autoria foi sua.

Em entrevista a sete jornais europeus, entre eles Kathimerini, Financial Times e Le Monde, Tusk descreveu com grande detalhe as horas críticas e derradeiras -- a "maratona negocial" -- que precederam o acordo prévio sobre a Grécia crucial para se poder negociar o terceiro empréstimo e programa de ajustamento. À mesa estavam o próprio Tusk e pelo menos três chefes de Governo: Alexis Tsipras (Grécia), François Hollande (França) e Angela Merkel (Alemanha).

"O fundo das privatizações era, sem dúvida, muito provocador para Tsipras [o PM grego]", começa por explicar o presidente do conselho na entrevista (pode ler a versão integral, em inglês, aqui no Kathimerini).» [DN]
   
Parecer:

Um primeiro-ministro que mente ao fazer sua uma proposta alheia é uma vergonha para Portugal, começa a ser difícil aos portugueses dizerem de onde são porque com gente como Cavaco e Passos Coelho o melhor é dizermos que sonos espanhóis. No meu caso até é fácil, com um bisavô na guerra da independência de Cuba, um avó na guerra civil e uma mãe espanhola deverá bastar um requerimento, Um dia destes os que não emigrarem vão passar a ir a Badajoz mas já não como no passado onde se ia comprar caramelos, agora vai-se lá para pedir a nacionalidade espanhola e deixar de se ser obrigado a passar por vergonhas.

Passos usou e abusou das bocas de um finlandês, agora arriscamo-nos que o tal finlandês diga que não só vivermos à custa da Europa como aidna somos uns mentirosos plagiadores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira.-se a Passos que não envergonhe o país, pelo menos quando está no estrangeiro.»

 A pobre coitada quer deixar de acabar com a impunidade?
   
«Controlar a investigação dos crimes de colarinho branco é, na opinião do Sindicato de Magistrados do Ministério Público, o objectivo de várias alterações legislativas que o Ministério da Justiça tentou levar por diante, mas sem sucesso, por a legislatura ter chegado ao fim.

Para os sindicalistas, que deram esta sexta-feira uma conferência de imprensa, a mais recente versão do Estatuto do Ministério Público elaborada pelo Ministério da Justiça sofre de inconstitucionalidade por "atacar frontalmente a autonomia do Ministério Público e visar o seu controlo poder executivo".

“Têm medo do Ministério Público!”, observa o secretário-geral do sindicato, Carlos Filipe Preces. “Este estatuto seria catastrófico para o país, porque a autonomia do Ministério Público é um pilar basilar do Estado democrático”.

Ao contrário de uma versão anterior do documento, negociada pelo Ministério da Justiça com os seus parceiros no âmbito de um grupo de trabalho constituído para o efeito, a mais recente formulação legislativa prevê que seja o Governo a aprovar regulamentos de funcionamento de entidades e organismos tão sensíveis quanto a Procuradoria-Geral da República ou o Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Tudo à custa da retirada de competências ao Conselho Superior do Ministério Público,  órgão superior de gestão e disciplina dos magistrados liderado pela procuradora-geral da República, e que esta semana também já veio criticar com dureza as intenções do ministério de Paula Teixeira da Cruz.» [Público]
   
Parecer:

Parece que se as comadres andam zangadas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se aos sindicalistas porque motivo desta vez não se lembraram de pedir uma audiência a Cavaco Silva.»
  

   
   
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