segunda-feira, julho 27, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Chapim-de-poupa [Parus cristatus], Pinhal da Praia do Cabeço, Castro Marim
  
 Jumento do dia
    
Juiz Alexandre

A ideia de "prender" Ricardo Salgado no seu domicílio foi do juiz, isto é em vez de ficar em liberdade o banqueiro fica na sua vivenda rodeada de jardins e muros e o Estado paga a um polícia para se fazer de conta que o senhor está preso e assim fiquemos a admirar o poderoso magistrado. Será que o valoroso juiz pagasse a encenação policial ineficaz com dinheiro do seu bolso teria adoptado esta medida?

Sejamos honestos , dizer que um polícia à porta de uma vivenda da Gandarinha, em Cascais, elimina o perigo de fuga é gozar com o pagode, o único que não pode fugir é o polícia que está ali de serviço e no caso de se ir embora leva uma ripada! Ridículo demais para ser verdade.

Face ao que tem decidido no caso de Sócrates o juiz Alexandre tinha de defender a sua credibilidade, sabendo que a comparação entre os dois casos judiciais é mais do que óbvia. Se deixasse Ricardo Salgado em liberdade o duro juiz Alexandre dava a imagem de duro com quem lhe tirou férias e mole com os ricos. Assim inventou uma falsa prisão domiciliária e para não incomodar o tornozelo do banqueiro o juiz decidiu que Cascais ficaria com menos os seis polícias que os contribuintes pagarão para que se faça de conta que se Ricardo Salgado pretendesse fugir não o conseguiria.

«Os procuradores titulares do processo que investiga o colapso do banco e do grupo Espírito Santo não pediram a prisão domiciliária do ex-presidente executivo do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado. A medida de coacção foi decretada por vontade do juiz de instrução, Carlos Alexandre, que considerou que as sugestões do Ministério Público não acautelavam os perigos existentes, nomeadamente o perigo de fuga.

Os procuradores queriam que o ex-banqueiro ficasse apenas proibido de se ausentar do país e de contactar com algumas pessoas. Além disso, propunham  que a caução de três milhões de euros, já prestada no inquérito Monte Branco, fosse afectada a este processo. Esta informação foi avançada ao PÚBLICO pela própria Procuradoria-Geral da República (PGR), na sequência de um pedido de esclarecimento feito pelo jornal.

A possibilidade de o juiz de instrução aplicar uma medida de coacção mais gravosa que a pedida pelo Ministério Público, que dirige a investigação, é bastante polémica nos meios universitários, entre os especialistas em Direito Penal. Mas está expressamente prevista na lei desde 2010.» [Público]

 Eu assinei esta petição
  
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Eles não o demitem, mas ficam irritados! (aqui)

 Uma perda irreparável

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 A anedota do dia

A justiça invoca perigo de fuga em relação a Ricardo Salgado e instala-o na sua residência sem pulseira e com um polícia à porta para cumprimentar quem entra e quem sai por aí,

Resta uma dúvida, o agente da PSP está no local à custa do OE ou o Ricardo Salgado considera que o agente está guardando a sua propriedade e paga-lhe a título de serviços remunerados?

 Plutão


  
 JJ

Esta versão Paula Bobone do Jorge Jesus é bem divertida do que do Jesus que não sabia o nome do treinador do clube agora aliado do seu presidente. Por enquanto o treinador do SCP está muito tenso e apresenta-se tão rígido que até parece que engoliu um chapéu-de-chuva. Mas está fazendo um grande esforço para evitar calinada e até deixou de fungar com o nariz, por este andar ainda vai saber distinguir entre talheres de carne e talheres de peixe!

      
 Orelhas moucas
   
«1. "Nós temos hoje um Presidente visível (Cavaco) e atrás dele temos uma "sombra", que é o (juiz) Carlos Alexandre. É ele que fala dizendo as coisas que o Cavaco sabe mas não pode dizer. E se a gente ver a política assim, de repente, o silêncio do Cavaco, a passividade do Cavaco, tem uma interpretação completamente diferente, porque ele sabe aquilo que os tipos que respondem nas sondagens não fazem a mais pequena ideia que ele sabe." [sic]

Estas declarações são de Joaquim Aguiar, administrador do Grupo Mello, ex-assessor político do Presidente Ramalho Eanes, ex-consultor político do Presidente Mário Soares e habitual comentador televisivo, e constam do livro de Diogo Agostinho e Alexandre Guerra "Insondáveis Sondagens" publicado pela Aletheia.

Como é evidente, e apesar do tom afirmativo, estamos perante uma mera opinião. Escusado seria também dizer que Cavaco Silva e Carlos Alexandre dão importância a quem muito bem entendem. Assim, e dando de barato que conhecem aquelas afirmações, não têm em grande conta as opiniões de Joaquim Aguiar e decidiram desprezá-las. É absolutamente compreensível e é a única explicação plausível para não terem pedido explicações (que se saiba) ao seu autor.

Imagine-se o que seria se alguém pensasse que um juiz era uma espécie de veio de transmissão das convicções dum Presidente da República, que Cavaco Silva fosse uma espécie de informador do poder judicial e este depois atuaria em função dessas informações, o poder judicial como um boneco de ventríloquo. E, claro, como seria que o Presidente obteria essas informações? Através de que investigadores e com que credibilidade? Isso está em que parte das competências dum Presidente da República? Mais a mais, o juiz em causa não é conhecido (e ainda bem, nem isso é suposto) por falar, mas sim por atuar e atuar de forma contundente. Misturar juízes, informação e Presidente é, digamos, muito arriscado.

Talvez a conduta do Presidente da República e do Juiz Carlos Alexandre, ignorando a opinião expressa, seja a mais apropriada, apesar da gravidade. Seguiram assim o ditado popular: palavras loucas, orelhas moucas. É mesmo capaz de ser muito melhor.

2. Já há muito que não concordava com Cavaco Silva, mas na última quarta-feira - fora alguns despropósitos - vi-me a aplaudi-lo.

Como o Presidente da República, tenho a sensação de que não havendo maioria absoluta da atual maioria ou do PS, teremos um governo sem apoio maioritário na Assembleia da República. Uma espécie de reedição do primeiro governo de Cavaco Silva como primeiro-ministro, mas sem o desafogo financeiro da época, e agora sentados no barril de pólvora europeu, com a situação social terrível como a que nos encontramos hoje. Muito provavelmente viveremos um período de campanha eleitoral que começará logo a seguir à aprovação do orçamento. Um governo e uma oposição esperando o momento certo para provocar eleições que permita a um ou a outro obter a maioria absoluta. Uma crise política permanente com consequências fáceis de prever.

Mas não se pode, nomeadamente quando falamos dum Presidente da República, desligar a mensagem do mensageiro. É que quem fez o apelo ao entendimento dos partidos no período pós-eleitoral tinha que ser alguém que os portugueses e todos os partidos ouvissem. E infelizmente para ele e sobretudo para nós, Cavaco está muito longe de ser essa figura.

Nunca na história da democracia portuguesa, um presidente chega a esta altura do seu mandato com uma taxa de popularidade tão baixa - na última sondagem do jornal Público, 84,6% dos inquiridos disseram que o próximo Presidente não deve ter sequer uma atuação parecida com o do atual. Noutras épocas veríamos os partidos a tentarem colar-se ao Presidente. Hoje assistimos aos mais variados ataques.

Mais, os apelos ao consenso não casam com o clima de crispação entre as principais forças políticas que ele, provavelmente sem querer, ajudou a criar. A falta de cuidado que teve em mostrar posições acima dos partidos, a colagem permanente ao Governo (que poderia, pelo menos, não ter tão veementemente publicitado), a falta duma atitude institucionalmente forte quando o Tribunal Constitucional foi atacado, o seu próprio discurso de vitória eleitoral, as declarações sobre as suas pensões, em nada ajudaram. Resultado: neste momento vital não temos alguém que possa de facto ajudar ao estabelecimento de pontes, alguém que fosse ouvido sem preconceitos e com respeito pelos atores político-partidários.

Não vale a pena, como fez no discurso de quarta-feira, dizer que seriam apenas os partidos os responsáveis pela situação pós-eleitoral. Não, se não tivermos entendimentos e cairmos numa situação muito frágil, a responsabilidade será também da pessoa que foi eleita pelos portugueses para os representar, para gerar consensos, para evitar que caíssemos numa situação como aquela em que podemos cair. É que não basta avisar do que pode acontecer, é preciso ajudar a que não aconteça, e Cavaco Silva não ajudou. Não ajudou mesmo nada.» [DN]
   
Autor:

Pedro Marques Lopes.

      
 Os custos da contrafacção
   
«A venda de roupa, sapatos e acessórios falsificados rouba 452 milhões de euros a Portugal, mais de 10% das vendas totais. E faz perder 18 mil empregos. Os números são ainda mais negros se considerados os efeitos indiretos: prejuízos de 992 milhões e 25 mil postos de trabalho perdidos.

Os dados são do Instituto de Harmonização no Mercado Interno (IHMI), que revela que, no conjunto da União Europeia, a contrafação é, direta e indiretamente, responsável por perdas anuais de 43,3 mil milhões de euros e o desaparecimento de 518 mil empregos. Mais. Os 28 estados membros da UE veem as suas receitas fiscais reduzidas em 8,1 mil milhões de euros anuais, entre IVA, IRC e contribuições sociais que ficam por pagar.

O fenómeno da contrafação e da pirataria não é novo, mas "tenderá a aumentar se não forem tomadas as devidas providências, à medida que as empresas portuguesas forem ganhando reputação à escala universal", alerta Paulo Gonçalves, diretor de comunicação da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS). Basta ver alguns números para ter ideia da importância destes dois setores na economia portuguesa: a indústria têxtil e vestuário, por exemplo, emprega mais de 123 mil pessoas e exporta 4,3 mil milhões de euros (9% de todas as vendas de Portugal ao estrangeiro); o calçado dá trabalho a 35 mil pessoas e exportou, só no ano passado, um recorde de 1,87 mil milhões de euros.» [DN]
   
Parecer:

É o custo dos "preços baixos" das feiras como a do Relógio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se medidas.»
  
 Vou ali e já volto
   
«Metade da equipa masculina de hóquei cubana, que competia nos Jogos Pan Americanos, em Toronto, fugiu para os Estados Unidos, revelou, no sábado, um jogador e fontes próximas da delegação.

Segundo a AFP, as fontes indicaram que oito dos 16 jogadores cubanos fugiram, enquanto o membro da equipa Roger Aguilera disse serem antes sete.

"Toda a gente sabe o que aconteceu com a nossa equipa, sete deles estão nos Estados Unidos", disse Aguilera, após um jogo contra Trinidad e Tobago.

Este não é o primeiro caso de cubanos que fogem durante os Jogos Pan Americanos, com quatro remadores a desaparecerem na semana passada, incluindo o vencedor de uma medalha de prata, Orlando Sotolongo.» [DN]
   
Parecer:

Na verdade são emigrantes que procuram um país mais rico. Estão cheios de sorte pois se Cuba fosse uma democracia não poderiam invocar o estatuto de refugiados.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Jerónimo de Sousa.»

 Tsipras preparava-se para sair do euro
   
«Yanis Varoufakis partilhou na semana passada numa conversa com investidores internacionais que desde dezembro, um mês antes das eleições, Alexis Tsipras o autorizou a planear um sistema paralelo de transações bancárias que funcionaria em euros mas que tivesse a capacidade de ser convertido em dracmas “da noite para o dia”. Varoufakis chegou a ter uma equipa de cinco peritos, liderada por um amigo de infância, a fazer hacking no sistema do Ministério das Finanças, escrutinado pela troika.

O Syriza ascendeu ao governo em finais de janeiro com as promessas de acabar com a austeridade e renegociar a dívida continuando um membro de pleno direito da zona euro. Mas, segundo uma bomba publicada este domingo pelo jornal grego eKathimerini, o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, já tinha sido autorizado por Tsipras a preparar um “Plano B”.

1A revelação por Varoufakis deu-se 1no dia 16 de julho, quase duas semanas depois do pedido de demissão, numa conversa em teleconferência com representantes de hedge funds (fundos de cobertura de risco, que fazem essencialmente investimentos rápidos e especulativos). A teleconferência terá sido organizada por um antigo ministro das Finanças do Reino Unido, Norman Lamont.» [Observador]
   
Parecer:

Pelos vistos teve mais medo de sair do euro do que da mulher, a senhora "Red" Betty. Pelos vistos a esposa ficou menos desiludida com o acordo do que a Catarina Martins.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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