quarta-feira, março 15, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
António Saraiva, primeiro-minsitro do distrito da Guarda

O senhor António Saraiva acha que por o PS estar no governo deve ser considerado um mini-primeiro-ministro das região da Guarda, onde é líder distrital do PS. Segundo esta lógica de grande primarismo político e intelectual, os governantes devem obediência so líderes distritais. Isto significa que estes são promovidos ao estatuto de caciques e decidem sobre todos os assuntos regionais, dando ordens a ministros, directores-gerais, administradores da CGD e militares.

Quando será qe esta gente se reforma e deixa de fazer figuras imbecis?

«Saúde da Guarda ou retiramos-lhe a confiança política. De uma forma genérica, foi esta a ameaça feita na última sexta-feira pelo presidente da Federação Distrital do PS da Guarda, António Saraiva, ao ministro da Saúde, através de um e-mail enviado para o ministério, ao qual o Observador teve acesso e que já tinha sido noticiado pela rádio Altitude.

O ministro decidiu nomear para a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda Isabel Coelho, que não é militante socialista mas tem um currículo adequado à função. O dirigente do PS — que não tem a maioria na comissão política distrital — transmitiu ao ministro que “a federação do PS da Guarda” não pode “concordar e aceitar a proposta de equipa para integrar o próximo Conselho de Administração” da ULS.

O Observador sabe que há um mal-estar no PS da Guarda por causa deste mail “ridículo”, como classifica um dirigente socialista do distrito. “Estamos a insistir na convocação de uma Comissão Política Distrital para pedirmos a cabeça do António Saraiva”, afirma o mesmo socialista com assento neste órgão partidário.» [Observador]

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Temos, portanto, uma líder partidária, candidata a presidente da CML e daqui a um par de anos candidata a primeiro-ministro, que assinou a resolução do BES sem conhecer nada do dossier e a mando da ministra Maria Luís Albuquerque.

 Reestruturar a CGD em ano de autárquicas

Se os nossos dirigentes partidários locais pudessem a CGD não só teria uma agência em cada aldeia como os negócios dos caciques locais seriam todos financiados pelo banco público a taxa reduzida. Se ao nível nacional todos dizem querer salvar a CGD, a verdade é que ao nível local muitos autarcas tentam ganhando votos evitando o fecho de agências que só dão prejuízo.

 O "microwave gate" e as escutas a Belém

Estão explicadas as escutas a Belém, como em São Bento tudo se resolvia com rezas e promessas da DOna Maria está visto que o Sócrates escutou Belém recorrendo ao micro-ondas da cozinha e enquanto a primeira dama ia fazendo carapaus alimados o tenebroso primeiro-ministro ia ficando a saber dos segredos presidenciais.

 Interrogações que me atormentam

Paulo Portas estará doente, terá ficado mudo, andará por aí incomunicável e não tem ideia do que se passa em Portugal?

 Da série "Terá batido com a cabeça nalguma parede?"



      
 "Microwave gate"
   
«A conselheira política do Presidente dos EUA admitiu hoje no Good Morning America da ABC "não ter nenhuma prova" de que Barack Obama tenha posto Donald Trump sob escuta antes deste ser eleito.

Porém, antes já tinha especulado num jornal de New Jersey que "infelizmente", há "muitas maneiras nos vigiarmos mutuamente", referindo, a título de exemplo, fornos microondas "que se transformam em câmaras" de filmar - o que automaticamente a colocou numa posição de chacota generalizada nas redes sociais, que já criaram o "microwave gate"

No show da ABC, Kellyanne, uma das figuras mais controversas do staff de Trump, explicou-se dizendo que esta referência aos microondas não foi feita no âmbito específico das acusações a Obama mas sim como teoria geral sobre vigilância.» [DN]
   
Parecer:

Como é possível uma anedota destas ser conselheira presidencial no país mais rico, desenvolvido e com algumas das melhores universidades do mundo? Isto não é populismo, é estupidez à solta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
  
 Passos acreditava em legislativas antes das autárquicas
   
«Mas foi-lhe dada alguma justificação que lhe explicasse porque não havia essa vontade?
O que posso dizer é que, em final de Agosto, quando falei com o dr. Passos Coelho sobre a questão das autárquicas e a questão de Lisboa, creio que o nosso quadro de cenário político era muito diferente. Eu estava já convencida na altura que as eleições autárquicas iam ser o primeiro acto eleitoral nesta legislatura. E, portanto, que o primeiro desafio para CDS e PSD seriam as autárquicas — e que era aí que tínhamos de apostar tudo, nomeadamente em candidaturas fortes, que pudessem tirar câmaras ao PS. O quadro e o cenário de pensamento do dr. Passos Coelho não era esse: na altura, em final de Agosto, ele entendia que podia haver um risco de eleições legislativas antes das eleições autárquicas. Ele até, enfim, me felicitou pela coragem de avançar para Lisboa, mas via aqui algum risco — de como é que faria, se houvesse eleições legislativas antes das eleições autárquicas. Mas isso, para mim, era uma questão perfeitamente arrumada na minha cabeça — achava que não ia haver.» [Público]
   
Parecer:

Quem o diz é Assunção Cristas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

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