segunda-feira, julho 01, 2013

A ministra tóxica

O Vítor Gaspar faz lembrar um soldado que depois de ter estado nas piores batalhas de uma guerra regressa a casa onde acaba por morrer porque comeu um ovo estragado. Depois de tanta luta, de tanta ida a Berlim, de tanta gente a dizer que o homem ficava enquanto quisesse, acabou por se demitir em circunstâncias pouco claras
 
A agora ministra tem um currículo que nem lhe dava para poder passear o cão nos jardins de Harvard, uma licenciatura que foi tirada numa universidade que está a meio caminho entre um liceu e uma C+S enriquecida com um mestrado no ISEG, curiosamente em produtos derivados. Neste ponto sofre do mesmo problema do Gaspar, também o Gaspar sentiu a necessidade de transformar o seu vinho em Porto com a aguardente vínica da Universidade Nova.
 
A agora ministra não tem qualquer formação ou experiência no domínio da política económica, saberá algumas coisas de gestão financeira e de derivados, o suficiente para ter feitos uns negócios com swaps que ficaram de fora, ao que parece alguém concluiu que os swap eram como as drogas e os da senhora estavam para a cocaína como os outros estão para a heroína, são menos prejudiciais.
 
Se os swaps da senhora eram tão benignos como a cocaína, já o mesmo não se pode dizer das suas declarações. A sua brilhante ideia de passar a responsabilidade política para o PS dizendo que o dossier não lhe tinha sido entregue acabou por estragar o fim-de-se-semana ao ministro, o Gaspar teve que encontrar uma fórmula que encobrisse a ministra e respeitasse a dignidade do seu antecessor. O problema é que a sua própria dignidade ficou em causa e a secretária de Estado deu-lhe a machadada hoje de manhã, ao insistir que nada lhe tinha sido dito.
 
Passos Coelho que quando o TC declarou inconstitucionais algumas medidas do OE foi a Belém mais o ministro, para pedir ajuda a Cavaco, desta vez deixou o Gaspar em casa e em vez de o levar a Belém para o convencer a ficar, despachou-o e no seu lugar meteu a secretária de Estado tóxica.
 

O problema é que a partir de agora quando Passos Coelho quiser saber alguma coisa de economia terá de perguntar ao motorista. O primeiro-ministro será a próxima vítima desta ministra altamente tóxica. 
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