domingo, novembro 10, 2013

Semanada

Esta foi mais uma semana em que quase não se deu por Cavaco Silva que parece mais um agente da secreta do que um Presidente da República, o homem quase não se dirige aos portugueses, para aparecer em público é preciso que o Passos lhe peça para tramar o Seguro ou que o Mário Soares lhe mande uma das suas bocas irritantes, neste caso Cavaco aparece logo, caso contrário justifica o seu silêncio dizendo que já escreveu, que está no site da presidência ou que o seu papel é digno de um agente secreto.
 
Quem também anda quase desaparecido é o Passos Coelho que das funções de primeiro-ministro parece estar limitado ao chá das quintas em Belém, todo o protagonismo é de Paulo Portas e dos muito activos ministros do CDS, até a ida à China serviu para Portas promover Portugal a um grande exportador de arroz, só não se percebe onde iria produzir arroz para tapar a cova num dente a todos aqueles chineses mal nutridos, só se incluiu a Ilha no Pessegueiro na distribuição de terras aos jovens da JC ara ali instalar um vasto arrozal regado com a água do Atlântico. Provavelmente era este o milagre a que o Senhor Super Bock se referiu quando se dirigia aos deputados da maioria.

Bastou que se insistisse no regresso de Sócrates à vida política e que alguém insinuasse que ele ainda poderia remeter Seguro para o estatuto de onde nunca devia ter saído para que as águas se agitasse na vida portuguesa, só Cavaco parece ter resistido a fazer comentários, mas mesmo assim ainda insistiu mais uma vez numa união de facto entre Passos e Seguro o que seria uma garantia de estabilidade partidária. Parece que a direita anda muito nervosa, ataca Sócrates de toda a forma, até a CMTV entrevistou Santana Lopes (um senhor que como toda a gente sabe é muito educadinho e não faz política suja) mais uma tal Moura Guedes cuja boca se assemelharia ao Arco da Rua Augusta se este fosse pintado de vermelho berrante.
 
Depois de tanta impotência o governo teve um orgasmo precoce com os dados sobre o desemprego, ao que parece diminuiu e todo o governo mais os seus deputados festejaram uma suposta criação de emprego. Por acaso até têm razão, só se esqueceram de dizer que o tal emprego que foi criado e que permitiu a redução da taxa de desemprego não ocorreu em Portugal mas sim por outras paragens, nos países para onde estão fugindo numerosos jovens altamente qualificados que estão sendo rejeitados no seu país ou por quadros de empresas que abandonam Portugal porque não estão dispostos a ganhar menos do que ganhava a secretária do Passos Coelho no tempo em que o Ângelo Correia lhe dava de comer.
 

Parece que Durão Barroso se lembrou de que quando fugiu do país justificou-se com o argumento de que poderia ajudar Portugal. Finalmente ajudou Portugal, reduziu o seu país a uma pouca de merda ao tratá-lo como uma Nação onde as regras constitucionais valem menos do que um rolo de papel higiénico.



    
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