segunda-feira, novembro 11, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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BIODIVERSIDADE DE LISBOA

Orquídia selvagem do Parque Florestal d Monsanto
 Jumento do dia
    
Jerónimo de Sousa

Jerónimo de Sousa precisava de atacar o PS, o partido que desde 1975 é o seu inimigo principal, para o fazer decidiu dizer que a direita está a definir qual o papel que o PS vai ter para continuar a austeridade. O líder do PCP, que está muito longe da categoria de Álvaro Cunhal, desta vez sabe do que fala, ainda se lembra de ter sido a direita a definir qual o papel do PCP no derrube do governo anterior para se poder viabilizar o maior ataque aos direitos dos portugueses.
 
Álvaro Cunhal nunca teria feito tal jeito à direita e mesmo quando atacava o PS fazia-o com inteligência e classe. A falta de qualidade de Jerónimo de Sousa é em si mesma uma grande homenagem a Cunhal, com líderes como este o PCP tem todas as razões para endeusar Álvaro Cunhal.
 
«O secretário-geral do PCP sugeriu hoje que a maioria governamental PSD/CDS-PP está a "acertar o papel do PS" num futuro próximo para manter as políticas de austeridade, num comício no Campo Pequeno, Lisboa.

"Definiram objetivos. Escolheram quem são as vítimas e os alvos. Só lhes falta acertar o modo e o papel do PS para salvar e prosseguir a política de direita", afirmou Jerónimo de Sousa na celebração do centenário do histórico líder comunista, Álvaro Cunhal.» [Notícias ao Minuto]

 O silêncio ruidoso de Cavaco

Mais uma vez Cavaco dirigiu-se ao país sem abrir a boca, desta vez o pensamento de Cavaco foi tornado público soba a forma de notícia, dizia esta que o infelizmente presidente queria que o PSD ouvisse o PS. Digamos que o ideal era que o OE contemplasse uma ou outra sugestão do PS para que este aprovasse um OE que depois seria apresentado ao Tribunal Constitucional como um OE com maioria mais do que constitucional. Enquanto Cavaco lavaria as mãos mais uma vez confrontar-se-ia a legitimidade do TC avaliar a constitucionalidade de um diploma aprovado com bem mais do que dois terços dos deputados.

Enfim, uma forma estranha, mesmo muito estranha de cumprir e fazer cumprir uma constituição.

 Cavaco já respondeu a Eduardo dos Santos

Mandou-o ler os seus artigos de há dez anos atrás.
 
      
 Uns maduros
   
«1. Durão Barroso, que pôs Portugal nas bocas do mundo quando ensinou George Bush a dizer correctamente José, decidiu não pressionar o Tribunal Constitucional português. E não o pressionou dizendo que se o Tribunal chumbasse algumas normas do Orçamento as consequências para Portugal seriam medidas ainda piores, mais gravosas.

Como Durão Barroso é presidente de uma instituição que faz parte dos credores de Portugal, está-se mesmo a ver que não está a pressionar coisa nenhuma. É assim como dizer "se não fizeres como te disseram, dou-te uma marretada na cabeça". Como está bom de ver, isto não é uma ameaça, é uma sugestão.

Ao lado do presidente da Comissão Europeia estava o primeiro-ministro de Portugal. Como é evidente, Passos Coelho teve bem a noção de que Durão Barroso não pressionou o Tribunal Constitucional. Se assim não fosse, o primeiro-ministro teria imediatamente posto na ordem o presidente da Comissão. Guardião da independência nacional e defensor da democracia liberal, jamais admitiria que um representante de uma organização internacional ameaçasse uma instituição fundamental da nossa democracia. O primeiro-ministro não pactuaria com ataques às instituições do seu país. Mesmo pensando que as medidas que serão avaliadas são óptimas e que o Tribunal estaria a prestar um péssimo serviço ao País se as chumbasse.

É que se assim não fosse, poderíamos pensar que Durão Barroso e Passos Coelho estavam a levar a cabo uma inconcebível farsa. Estaria o guloso a pedir para o desejoso. Que havendo um alinhamento completo de vontades entre os dois, o presidente da Comissão estaria a ameaçar o Tribunal para reforçar os já habituais ataques do Governo e do primeiro-ministro. Passos diria mata, Durão Barroso esfola, o povo português, bem entendido. Ou seja, Passos Coelho não se importaria - e até combinaria - com o presidente de uma organização estrangeira um ataque a uma fundamental instituição portuguesa. Não, não poderia ser. Seria demasiado infame. Seria um acto tão impensável que se assim fosse podíamos duvidar do patriotismo do primeiro--ministro - e eu penso, francamente, que não é o caso.

Quanto ao outro senhor, o Durão Barroso, enfim, é o que é, anda lá por fora a tratar da sua vida.

2.Como é do conhecimento geral, a culpa de termos tido governos incompetentes, de não conseguirmos reformar o Estado, de não sermos capazes de fazer reformas estruturais e até da crise, é da Constituição. Aliás, se o genial plano da troika, com os inestimáveis aumentos, revisões e melhorias do Governo, não correr bem existirão dois principais responsáveis: a Constituição e o Tribunal Constitucional.

O Tribunal Constitucional, como também é sabido, é composto por um bando de malandros que teimam em não interpretar a Constituição como deve ser. Os juízes agarram-se a princípios reaccionários como o da igualdade, da segurança jurídica ou da confiança, em vez de interpretar o texto à luz das circunstâncias actuais. Talvez até seja necessário, no caso de voltar a acontecer uma crise destas, retirar do texto constitucional aqueles detalhes impeditivos do crescimento económico e da necessária austeridade.

Muito se devem divertir os que não querem a Constituição mudada, com tanto cretino a dar todas as desculpas para que ela de facto não mude.

3. Maduro, o venezuelano, decretou a antecipação do Natal para Novembro. Há umas semanas tinha instituído a Secretaria de Estado da Felicidade Suprema. Maduro, o português, disse que o pior para Portugal já tinha passado e que agora é que ia ser. Um secretário de Estado do seu gabinete, Pedro Lomba, afirmou, e não foi num dos seus célebres briefings, que a redução de horário de trabalho na função pública é uma medida "amiga da família". Como também, claro está, será a loucura de dinheiro, cada vez maior, que os funcionários trazem para casa. A família deve estar agradecidíssima: não há dinheiro mas há mais amor.

A cada país o seu maduro.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.
   
   
 Masoquismo ou sadismo
   
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«O economista Paul de Grauwe considera que Portugal não deverá conseguir fugir a uma reestruturação da dívida e que não é masoquismo os portugueses discutirem este tema, mas continuarem a punir-se a si mesmos com mais austeridade.

"Portugal tem tanta austeridade que a dívida se tornou insustentável, algo tem de ser feito. Não acho que consiga sair do problema hoje sem uma reestruturação da dívida", disse em entrevista à Lusa o economista belga e professor na London School of  Economics, que considerou que o Presidente da República, Cavaco Silva, está a "fechar os olhos à realidade" quando considerou que é "masoquismo" dizer que a dívida portuguesa não é sustentável.» [Expresso]
   
Parecer:

Cavaco enganou-se, o que por aí anda são sádicos e não masoquistas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao visado.»
   
 Salvador Dali ofereceu um vibrador a Cher
   
«A atriz e cantora Cher revelou ao diário britânico 'The Guardian' que o pintor Salvador Dalí lhe ofereceu um peixe de borracha. Pensou que era um brinquedo para crianças, mas afinal era para adultos

"Ele deu-me um peixe de borracha muito engraçado porque tinha um controle remoto. Quando comecei a brincar com ele percebi que o rabo se movia para cima e para baixo", contou Cher, de 67 anos, ao jornal.

A estrela recordou que ficou muito surpreendida no momento em que agradeceu o presente a Salvador Dalí. "Pensei que era um brinquedo para crianças e disse-lhe que o achava encantador". Só que o pintor aconselhou Cher a dar outro uso ao brinquedo, dando-lhe a enteder que se tratava de um acessório sexual.» [JN]
   
Parecer:

O pintor já estava velhote...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Troika ressuscita Cavaco
   
«A crise e a troika trouxeram de volta ao PCP o reforço do discurso do patriotismo, num regresso às origens e ao "cunhalismo". Uma orientação que coincide com o centenário de Álvaro Cunhal, que hoje se comemora.

Historiadores e antigos dirigentes ouvidos pelo JN convergem na ideia de que a situação de dependência em que se encontra o país é o terreno fértil para que a atual direção do PCP aproveite o centenário do líder histórico para "voltar às origens" e consolidar a identidade partidária.» [JN]
   
Parecer:

O PCP fez um bom investimento ao juntar-se à direita para derrubar Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 “Portugal errou ao querer ganhar o concurso de beleza da austeridade”
   
«O economista Paul de Grauwe entende que Portugal cometeu o “erro” de ser o melhor aluno da troika, quando a economia estaria melhor se assim não fosse, e defende um lobby do Sul da Europa para mudar políticas europeias.

“O governo português fez o grande erro de tentar ser o melhor da turma no concurso de beleza da austeridade. Não havia razão para Portugal fazer isso, podia não ser o melhor da turma, podia ser mesmo o pior e isso seria melhor para economia”, considerou em entrevista à Lusa o economista belga, para quem Portugal tinha de levar a cabo medidas para reduzir a despesa, mas ao longo de mais anos, de modo a suavizar o impacto económico.

Até economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou, já perceberam que não é possível “fazer a austeridade toda ao mesmo tempo”. “Portugal e outros países do Sul da Europa deviam unir-se e dizer que a maneira como os tratam não é aceitável. Quando Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha levam a cabo medidas de austeridade, os outros países do Norte da Europa deviam fazer o inverso e estimular a economia. Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam”, disse Paul de Grauwe, que está em Lisboa para participar na conferência que assinala os 25 anos do INDEG, a escola de negócios do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Para o economista, se os países com contas públicas mais fortes fomentassem a expansão, isso contrariaria a contracção orçamental dos países da periferia. O excedente comercial (diferença entre exportações e importações) da Alemanha, que atingiu um valor histórico em Setembro de 20,4 mil milhões de euros, também é um problema para Paul de Grauwe, já que “se uns têm excedentes, outros têm défices”.» [Público]
   
Parecer:

Uma boa definição.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao ausente Passos Coelho.»
     

   
   

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