sexta-feira, novembro 29, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Flores do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Brilhante Dias, "agente de seguros"

Briulhante Dias decisiu responder a Soares mas nada disse, ficou-se por truques de linguagem e por palavras na moda, como o tão apreciado pela direita "activismo". Parece que Brilhante ficou incomodado por Soares dizer que o PS desaparece e em vez de responder a Soares optou pela ironia.

Agora ficamos à espera que Brilhante Dias responda a cada um dos portugueses que criticam o PS mas porque não têm acesso às televisões perdem o direito às ironias de Brilhante Dias. A verdade é que Brilhante Dias se esqueceu de explicar a razão que leva o PS a ficar nos trinta e pouco por cento, o que se explica pelas dúvidas cada vez mais fundamentadas que muitos portugueses têm em relação a Seguro.

Se Brilhante dias fosse mesmo brilhante em vez de estar preocupado com as críticas de Soares, em vez de brincar com ironias, estaria a reflectir sobre as razões que levam os portugueses a não confiar em Seguro e na sua equipa para liderarem o governo. A verdade é que Seguro é o seguro mais brilhante que Passos Coelho comprou e ainda por cima à borla.

Pois é meu caro Brilhante, a melhor forma de tratar o cão é com o pêlo do próprio cão e se há político que neste momento é alvo de ironias é o seu amigo Tozé.

«"Julgo que a expressão do dr. Mário Soares não é para ser levada à letra", disse ao DN Eurico Brilhante Dias, membro do Secretariado Nacional do PS.

No seu entender, "o dr. Soares tem dado mostras que um ativismo cívico cada vez mais empenhado - o que é saudável". E, sendo assim, "é natural que queira ser acompanhado por todas as forças sociais e políticas que contestam o Governo nesse empenho reforçado".

Além do mais, acrescentou, "se há politico que nunca quis um País em que um partido tivesse 90%, esse político foi o dr. Mário Soares".» [DN]
 
 Viana do Castelo

Enquanto em Viana do Castelo há ue construa navios, em Lisboa anda um Miguel de Vasconcelos armado em exportador.
 
      
 A natureza humana
   
«Há um país no meio do Pacífico que se chama Kiribati. É um arquipélago formado por 33 ilhas, na verdade 32, porque uma delas, Banaba, é apenas uma pequena elevação de coral no meio daquele oceano magnífico. Talvez já tenha ouvido falar deste sítio: não há assim tantos que vivam com a certeza de que vão afundar nos próximos anos, submergidos pela subida dos oceanos provocada pelo aquecimento global. Os 103 mil habitantes de Kiribati não vão ao engano. Eles sabem o que os espera: o território tem uma elevação inferior a dez metros, prevê-se que nos próximos 20 anos os lençóis de água que ainda aguentam a vegetação e que asseguram a existência de vida - terra arável, árvores, essas coisas mundanas - fiquem de tal forma contaminados pela infiltração de sal (mas não só) que se tornará impossível viver em qualquer das ilhas.

O que é mais chocante neste genocídio pós-moderno não é apenas o desinteresse absoluto do mundo inteiro por esta tragédia gota a gota, uma desgraça sem limites que só acontece porque o ambiente (a natureza) é uma coisa que na verdade não interessa um pinguim, embora fique bem na fotografia quando domesticado nos relatórios de sustentabilidade das grandes empresas - quem já teve um destes calhamaços nas mãos, altares do design Wallpaper, sabe bem o que significa desperdício de papel, energia e dinheiro. Na verdade, estes relatórios, estes troféus ecológicos que fazem cócegas à nossa consciência coletiva, são eles próprios a metáfora do esbanjamento. São o contrário do que apregoam ser: 100% inúteis.

Dizia eu: o que é chocante nisto tudo é apenas o detalhe macabro de os kiribati não terem qualquer responsabilidade no aquecimento global que lhes afogará o país; mas também o facto de eles próprios, os habitantes das ilhas e não outros, estarem pela sua mão a acelerar o processo de contaminação das águas e das terras das quais dependem para sobreviver. Não só defecam nas águas da lagoa à volta das ilhas - é difícil mudar de hábitos -, como enterram os mortos ao pé dos poucos lençóis de água que ainda se aguentam. É difícil mudar de tradições, nós sabemos. Tudo isto acontece apesar do debate permanente no país (suspeito que deve haver um Prós & Contras em Kiribati) para que as pessoas compreendam e se mobilizem.

Como é possível um povo inteiro apressar o seu fim? Como é possível as pessoas não se porem de acordo, um acordo mínimo, quando o interesse coletivo é tão evidente e a destruição tão radical? O presidente de Kiribati disse esta semana que a única alternativa seria suspender a democracia durante seis meses para salvar o que ainda é possível salvar. Disse mesmo, é conferir na Bloomberg, não sei se andou a ler os discursos de Ferreira Leite. Acontece que a natureza humana é isto. A porcaria tem esta tendência viscosa, visceral, para vir ao de cima nos momentos mais difíceis. A crise infiltra tudo, justifica tudo, da agressividade sem limites ao egoísmo mais primitivo à divisão política mais oportunista. Regredimos. Como diz o filósofo Mike Tyson, todos temos um plano até levarmos um murro na boca.» [DN]
   
Autor:
 
André Macedo.
      
 Tratados suavemente a cavalo-marinho
   
«A História, sabe-se, ajuda a não cometer erros no presente. Mas um artigo do Times, de Londres, ontem, mostrou que a Biologia Marítima também não é má a dar lições. Não sei se já mergulharam para ver cavalos-marinhos. Eu vi-os em mangais brasileiros, são pacholas como folhas mortas vogando. Ora a sua principal comida são copépodes, invertebrados pequeninos e muitos - no planeta há mais copépodes do que insetos. Outra característica dos copépodes: são rapidíssimos. Se tivessem o nosso tamanho, nadavam a 3000 km/h (Michael Phelps: 7 km/h). Como é que, então, um cavalo-marinho apanha um copépode? Cavalo-marinho também é nome do mais brutal dos chicotes, feito com couro de hipopótamo, mas é com suavidade que o nosso peixe (o cavalo-marinho é um peixe) se aproxima da presa. Com a sua cabeça equina, nadando de pé, com filamentos que parecem crinas, os cavalos-marinhos, afinal, não cavalgam, nem a galope nem a passo - um estudo da Universidade do Texas mostrou que eles cortam a água devagarinho e sem fazer a mínima vaga. Chegados ao pé das presas, desprevenidas, sugam-nas com o seu focinho em forma de tubo. Ontem, também li que a alemã Volkswagen quer tornar-se a maior fabricante mundial de automóveis, o mais tardar em 2018. Se o conseguir, acho que ela devia trocar o logo da sua marca, o célebre "VW" num círculo, por um cavalo-marinho. E nós podemos marcar na testa a figura, seja lá isso o que for, de um copépode.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.
   
   
 A anedota do dia
   
«"Se as empresas forem mais produtivas, se forem melhores, é esse o caminho, não é um caminho de salários baixos. Nunca foi esse o caminho que escolhemos", disse o secretário de Estado, instado a comentar as declarações do empresário Patrick Monteiro de Barros que afirmou ter "vergonha" do valor do salário mínimo pago em Portugal.

Carlos Moedas, que falava à margem de uma conferência organizada pela Caixa Geral de Depósitos, insistiu que o objectivo do Governo é que" a economia consiga criar melhores empregos, com mais valor acrescentado e, portanto, melhores salários".» [DE]
   
Parecer:

Este 5 cêntimos governamental anda, anda e ainda adere ao Bloco!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se uma ficha de inscrição ao 5 cêntimos.»
  
 Mário Nogueira ameaça invadir o parlamento
   
«A contestação à prova para professores contratados subiu ontem de tom, com protestos em Lisboa, junto ao Ministério da Educação e Ciência (MEC), e no centro de Viseu. Mário Nogueira, líder da Fenprof, garantiu em Viseu que os professores não vão "baixar os braços" e lançou um apelo: "Vamos invadir a Assembleia da República dia 5 de dezembro". Nesse dia vai ser debatido o decreto-lei da prova. "Todos os partidos podem apresentar propostas de alteração ou pode haver um entendimento para baixar à comissão e suspender a prova", disse Nogueira ao CM.

A Fenprof está a tentar travar a prova na Justiça, mas ainda não há decisões sobre as providências cautelares. Os tribunais de Coimbra, Funchal e Lisboa pediram à Fenprof contestação às alegações do MEC, o que deverá remeter uma decisão para perto da data da prova, a 18 de dezembro. Já os tribunais de Ponta Delgada, Porto e Beja ainda não notificaram os sindicatos. A FNE também interpôs providências cautelares, alegando desigualdade dos docentes das ilhas e do estrangeiro, que têm de viajar para fazer a prova. » [CM]
   
Parecer:

Pobre Mário...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
     

   
   
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