sexta-feira, dezembro 05, 2014

Mas que grande governo!

O país atravessa uma das crises mais graves da sua história, no plano populacional caminha para um desastre com as gerações mais jovens e qualificadas a abandoná-lo enquanto os sistemas sociais do Estado correm o risco de colapsar, a justiça arrasta-se em vendetas enquanto muitos investidores estrangeiros fogem quando lhe dizem quantos anos tardam os processos judiciais a ser decididos, o sistema financeiro é vendida a retalho ao novo riquismo internacional, a PT é vendida em saldo. E o que fazem os nossos governantes?
  
O primeiro-ministro dá uma entrevista para anunciar que talvez seja a altura para aproveitar boleias duvidosas e avançar com a lei do enriquecimento ilícito já chumbada por violar a Constituição. EM sentido inverso vai a ministra da Justiça que adia debates sobre este tipo de questões porque o pior que se poderia fazer é analisar os problemas tendo por motivação processos judiciais em curso.

No parlamento debate-se uma grandiosa reforma do IRS que durante mais de um anos rendeu mais publicidade a um modesto secretário de Estado do que aquela que o Pingo Doce fez durante o mesmo tempo. Depois de um corrupio de associações e personalidades a reuniões de promoção pessoal do governante e de uma comissão cheia de professores e doutores a reforma tem menos dimensão do que costuma ter o capitulo do OE dedicado ao IRS. Começou por ser uam reforma, passou a ser uma salganhada e acabou por ser uma boa ação de um cristão que espera ter um lugar do céu por conta da ajuda fiscal às boas famílias cristãs.
  
Outro bom exemplo desta pobreza governativa que nos empobrece colectivamente foi o espectáculo dado pelo governo em relação aos feriados e tolerâncias de ponto. Tentando tirar à oposição a iniciativa na reposição dos feriados Paulo Portas tirou o tapete anunciando a intenção de repor um feriado. A respostas do governo não se fez esperar e de uma assentada deu dois dias de baldas ao Estado com a desculpa do Natal e do Ano Novo serem à Quinta-feira. O ministro da Economia, o bobo da Horta Seca, responde aos jornalistas com ao seu ar cómico dizendo que tinha acabado de saber.
  
Isto é governar um país que está em crise? 

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