segunda-feira, dezembro 01, 2014

Portugal em regime de gestão

Quando se candidatou a Presidente da República Cavaco apresentou-se como um professor de economia com muita experiência e conhecimentos internacionais que queria ajudar o país. Durante o primeiro mandato tal ajuda nunca se fez sentir e da experiência pouco mais se pode recordar do que as famosas escutas a Belém que a comunicação social sugeria serem da responsabilidade de Sócrates e realizadas pelas secretas que eram dirigidas por um homem de Passos Coelho.
  
Mas finalmente Cavaco Silva decidiu ajudar Portugal e tem feito de caixeiro-viajante do país, o problemas é que anda a vender o que não deve. Alguém lhe disse par vender cavalos aos árabes por estes terem a mania dos cavalos e vai daí Cavaco lembrou-se das limitações à beleza feminina e já que por aquelas bandas anda tudo de cara tapada, sugeriu-lhes que fossem para Portugal, onde há muitas mulheres bonitas. Estou a ser muito simpático pois se fosse maldoso diria questionar-me-ia sobre o que terão os cavalos e as mulheres em comum na cabeça de Cavaco para que metesse tudo no mesmo catálogo de animais portugueses que estarão à venda.

Desta vez Cavaco estava a falar a mesmo a sério pois não faz sentido que use as mulheres portuguesas em piadas de mau gosto, desta vez era mesmo o Cavaco de quem não é possível tirar Boliqueime que falou, foi o regresso do Cavaco genuíno, do Cavaco que enche a boa de bolo-rei, do Cavaco saloio que não tem grande consideração pelas mulheres portuguesas e acha que as pode usar como chamariz para árabes endinheirados.
  
Mas deixemos de criticar um Presidente que refere as mulheres portuguesas em termos que não a dignifica nada, infelizmente a opinião que tenho sobre Cavaco nunca foi boa e desde que me parece que o verdadeiro presidente é a esposa e só vale a pena ouvi-lo quando lês os discursos escritos sabe Deus por quem não faz  muito sentido levá-lo a sério, é um problema que teremos de aguentar até ao fim do mandato se a natureza não se decidir por ajudar a democracia portuguesa um pouco antes.
  
O que mais impressiona nesta direita agora liderada por Cavaco, Paulo Portas, Maria Luís, Paulo Núncio e Nuno Melo é a total ausência de ideias e de projectos e é essa ausência de ideias que leva a que o discurso oficial da nossa diplomacia seja mais próprio de um sem abrigo do que de um Estado com a nossa história. Esta mendicidade internacional que leva um Presidente a sugerir as mulheres portuguesas a árabes ricos em busca dos prazeres proibidos no seu país não tem nada que ver nem pode se pode justificar com dificuldades financeiras.
  
Podemos estar em dificuldades, podemos precisar de dinheiro como de pão para a boca, mas seremos sempre um país com demasiados anos de história para que sejamos transformados num Estado pindérico que oferece vistos gold a chineses e que diz aos árabes para trazerem o seu dinheiro porque cá podem andar a cavalo. A democracia portuguesa está em regime de gestão, temos uma justiça que prende primeiro e acusa depois, um governo que se arrasta e um presidente que diz asneiras.

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