terça-feira, dezembro 16, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Estátua na Rua Augusta, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Pedro Mota Soares, ministro Lambretas

Independentemente da bondade da medida na perspectiva dos sindicatos que a consideram tardia, a verdade é que adoptar uma medida com as consequências desta, sem qualquer informação prévia em sede de concertação social, discriminando negativamente os trabalhadores do Estado e sem nenhum governante dar a cara não é a forma de governar num país europeu.

O governo não quer admitir que fracassou e agora em vez de adoptar uma mudança de orientação opta por ciorrigir os excessos adoptando medidas eleitoralistas, como se os eleitores devessem ficar gratos porque os ministros deste governo são ligeiramente menos canalhas do que eram.

«O Governo não vai prolongar a redução de 50% no pagamento de trabalho suplementar e em feriados que termina no final deste ano, avança o Dinheiro Vivo. Os patrões estão preocupados com o agravamento de custos e exigem compensações.

Esta redução nos pagamentos de trabalho extra e em feriados no setor privado estava em vigor desde 2012, e implicava o pagamento de 25% na primeira hora e 37,5% nas restantes, enquanto os feriados, antes pagos a 100%, eram reduzidos a metade. No entanto, diz o Dinheiro Vivo, o Governo não vai estender este regime.

Os patrões reclamam medidas para compensar o fim desta redução e dizem mesmo que muitas empresas não vão aguentar. “Assinámos um acordo social em 2012 que se mantém válido. E esse acordo tinha um conjunto de medidas que permitiam maior crescimento e que o Tribunal Constitucional veio penalizar e desequilibrar”, disse António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ao Dinheiro Vivo, considerando ainda que o Governo tem margem para estender a medida por mais um ano.

Esta regra não se aplica à Função Pública, que continuará no próximo ano a sofrer cortes no trabalho suplementar e no pagamento dos feriados. No Orçamento do Estado para 2015, o Governo voltou a incluir “como medida de estabilidade orçamental” que o trabalho suplementar é pago em apenas 12,5% na primeira hora e 18,75% nas seguintes, sendo o feriado pago em apenas 25%.» [Observador]

 Marcelo e o reality Show BES

Marcelo acusou a comissão parlamentar ao caso BES de se ter transformado num reality show. no sentido em que toda a gente via e isso significa que os actores alimentam mais a curiosidade popular. Mas como comentou Marcelo o que se tem passado naquela comissão? Precisamente como se estivesse a comentar um reality show, reduzindo tudo a tricas como se o objectivo da comissão fosse escolher o melhor ramo da família. Para Marcelo no caso BES não há nem governo, nem governador e muito menos pequenos accionistas levados à miséria pelas garantias dadas por um Presidente da República que parece saber de negócios de acções quando é ele a estar metido.

No fim ainda teve tempo para uma sugestão subliminar aos que odeiam Sócrates para invadirem Évora com visitas, parece que depois de pensar que as comunicações foram silenciadas, Marcelo gostaria de ver o presídio esquecido.

 Interrogações que me apoquentam relativamente à TAP

Não sendo o presidente da TAP nem cidadão português nem accionista da TAP em que qualidade fala tantas vezes na defesa da privatização da TAP? Será que o seu contrato de trabalho inclui influenciar a opinião pública portuguesa a favor de uma solução que pode ser da sua conveniência?

Quando é que o presidente da TAP ou o ministro da Economia esclarecem os portugueses sobre as causas das centenas de voos cancelado em pleno Verão, uma situação que provocou maiores prejuízos financeiros e mais danos à imagem da companhia do que todas as greves dos últimos dez anos? Que me recorde o ministro ficou muito indignado e chegou a dizer que ia questionar a empresa, o facto é que nunca se explicou e as desculpas esfarrapadas da empresa foram meias mentiras. Aquela paralisação foi um mero acidente de negócios, coisa que habitualismo é coberta por seguros, ou resultou de incompetência culposa de gestores da TAP? A verdade é que passaram meses e ninguém assumiu as responsabilidades.

      
 Quanto mais primo, mais assassino
   
«O PÚBLICO desafiou os leitores a contarem como será o primeiro Natal pós-troika. Em boa hora: a família Espírito Santo fará as pazes para comemorar o nascimento de Jesus Cristo e celebrar o fim do ódio entre primos. Comovedor relato que “lida maravilhosamente com a verdade”, aprovado por uma mancheia de Proenças de Carvalho, advogados

Antes de se acenderem os fornos de assar bois, o que não veio a acontecer por dificuldades inesperadas que todos conhecem, na noite da Consoada, o dr. Ricardo Salgado virou-se para a família que enchia o salão da Quinta da Marinha e, no espírito harmonioso da quadra, desejou:
— Feliz Natal a todos, menos a um.

O dr. Ricciardi, mais expansivo do que o primo dr. Salgado, estando no lado oposto da sala, com o nariz dentro de um cálice, interpretou abusivamente a frase como um comentário à sua presença. Isso agora não interessa, uma vez que a concórdia regressou à família, mas, na opinião do dr. Salgado, o sanguíneo dr. Ricciardi ajudou a afundar a sua governance... E a ajudar ao desaparecimento do BES, perturbando o mês de Natal do povo — afinal de contas, são os portugueses os “donos disto tudo” — com intermináveis directos da Assembleia da República, em vez  do Natal dos Hospitais e do Circo do Mónaco.
— Mais uma infâmia do dr. Mentiras, disse o dr. Ricciardi.
— Nunca me ouvirão dizer mal da minha família, incluindo de quem de certeza recebeu contrapartidas do Banco de Portugal, da troika, do Governo e dos angolanos para me trair.
— As vergonhas que temos de aturar. Primos e primas! Antes de saírem, confiram se ainda têm as carteiras. Anda para aí um líder centralizador que faz desaparecer coisas no ar.
— Oh eu, vítima da maldade do mundo. Um leopardo quando morre deixa a sua pele, e um homem quando morre deixa a sua reputação, como dizem, parece-me, uns chineses de cara de arroz que compram vistos gold como eu comprava partidos políticos!

Mas ninguém ouviu esta inocente troca de palavras porque os homens jogavam às moedas e as mulheres, nas cozinhas, lutavam por um quilo de açúcar, enfarinhando os vestidos na confecção de bolos. Como eram doces para vender nos restaurantes de Cascais, aquilo que enchia as mesas do salão, se vistas de perto, não passava de adereços de plasticina com a forma de croquetes, mais azevias e filhoses amassados em papelão. O peru, uma bola de futebol pintada de castanho, oferecida por uma SAD em falência técnica, e as pernas do assado as metades de dois tacos de golfe. As lagostas, garrafas de óleo cortadas ao meio, pintadas de laranja.

Ideia do dr. Salgado: ninguém de fora imaginará coisas falsas sobre as mesas do centenário banqueiro e empresário. Mas uma sombra caiu por instantes debaixo do pinheiro. As crianças — os pequenos inocentes! — imitavam os pais nas casitas da Comporta, brincando aos pobrezinhos com latas de atum e velas de cera, queimando os tapetes.

Tropelias adoráveis, imaginações prodigiosas, talentos para a contabilidade criativa. Mas... mal sabem o que as espera se um dia não lhes dermos os códigos das contas secretas off-shore, pobres anjinhos, pensava o dr. Salgado, preocupado com a comunidade em geral e com a família em particular (menos com o dr. Ricciardi, que “tem um comportamento no mínimo curioso” e devia ir morrer longe).

Se o Banco de Portugal e o juiz Alexandre não param com os disparates, estas crianças terão de trabalhar aos sábados no resto da vida, como o avô.

Tocou à porta o empresário J. Guilherme. Trazia uma prenda que encheu de alegria o clã unido na comunhão natalícia.
— Venho com o espírito de entreajuda e solidariedade, como diz o dr. Maia da Universidade de Coimbra.
— Estou com pouco dinheiro para pagar mais pareceres desses... Já estava a estranhar a falta da sua amizade pessoal.
— Dr. Salgado, os amigos são para as ocasiões. Trouxe 14...
— ... milhões? Outra vez, meu amigo? Finalmente um justo na Terra.
— Ahhh, não. Como é Natal, é para comer. São 14...
—... faisões, das suas caçadas?...
— Não. Catorze coscorões. Fritos pela minha tia. É para tirar as suas manas da cozinha, bem merecem um Menino Jesus.

Depois, apareceu o Pai Natal P.Q.P. que reinou com o dr. Salgado.
— Tu tens um problema, pá, não lidas maravilhosamente com a verdade.
— E tu não lidas maravilhosamente com a comida, pá.

Mas no final comeram todos um leopardo assado no forno, que estava óptimo. E o Natal de 2014 foi lindo porque o dr. Salgado vendeu a pele na Feira da Ladra, numa operação perfeitamente legal, e as contas do grupo batem outra vez certo, como ele sempre disse.» [Público]
   
Autor:

Rui Cardoso Martins.


 Vamos todos votar CDS!
   
«O Governo não vai prolongar a redução de 50% no pagamento de trabalho suplementar e em feriados que termina no final deste ano, avança o Dinheiro Vivo. Os patrões estão preocupados com o agravamento de custos e exigem compensações.

Esta redução nos pagamentos de trabalho extra e em feriados no setor privado estava em vigor desde 2012, e implicava o pagamento de 25% na primeira hora e 37,5% nas restantes, enquanto os feriados, antes pagos a 100%, eram reduzidos a metade. No entanto, diz o Dinheiro Vivo, o Governo não vai estender este regime.

Os patrões reclamam medidas para compensar o fim desta redução e dizem mesmo que muitas empresas não vão aguentar. “Assinámos um acordo social em 2012 que se mantém válido. E esse acordo tinha um conjunto de medidas que permitiam maior crescimento e que o Tribunal Constitucional veio penalizar e desequilibrar”, disse António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), ao Dinheiro Vivo, considerando ainda que o Governo tem margem para estender a medida por mais um ano.

Esta regra não se aplica à Função Pública, que continuará no próximo ano a sofrer cortes no trabalho suplementar e no pagamento dos feriados. No Orçamento do Estado para 2015, o Governo voltou a incluir “como medida de estabilidade orçamental” que o trabalho suplementar é pago em apenas 12,5% na primeira hora e 18,75% nas seguintes, sendo o feriado pago em apenas 25%.» [Observador]
   
Parecer:

Passos Coelho poupa no mexilhão e o Lambretas trama a lagosta, a saída limpa está a tornar-se muito suja no plano eleitoral.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Mais um partido da extrema-esquerda fina
   
«O movimento “Juntos Podemos” decidiu neste domingo não excluir a sua constituição como partido político para concorrer às próximas eleições legislativas, remetendo para o dia 24 de janeiro uma decisão sobre esta matéria. A proposta de não excluírem poder a vir a participar nas próximas eleições foi defendida pela antiga deputada do BE Joana Amaral Dias e pelo jornalista Nuno Ramos de Almeida e votada, entre outras, numa “assembleia cidadã” que terminou hoje em Lisboa.

A assembleia decidiu também que, embora remetam para um outro momento a discussão da criação de um partido (uma outra assembleia a realizar no dia 24 de janeiro), começam já a recolher assinaturas para entregar no Tribunal Constitucional e poderem constituir-se como partido, que é a única forma legal de concorrerem às eleições legislativas, em que não se admitem listas de movimentos de cidadãos.

“Houve um consenso geral de que será sempre um movimento de cidadãos, que depois pode assumir formas diversas em função das circunstâncias”, sintetizou aos jornalistas João Romão, que, tal como Ramos de Almeida e Joana Amaral Dias estava na mesa da assembleia e faz parte da equipa coordenadora do “Juntos Podemos”.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a extrema esquerda não perdeu a velha mania de fazer mais um partido por cada mais quatro militantes, agora é a Joana Amaral Dias que quer chegar a deputada para dizer em Saõ Bento as alarvidades políticas e futebolísticas que diz na CMTV. Parece que o velho BE está a sentir muitas dificuldades para se habitual à perda dos empregos que conseguiu nos parlamentos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 A fantochada das nomeações no Estado
   
«Quinze dias. É este o prazo que Passos Coelho dá aos ministros para acabarem com o atraso nas nomeações de dirigentes públicos. Neste momento, há quase 60 casos por resolver. As tutelas têm os nomes dos candidatos na mão, mas tardam em preencher os cargos. Passos Coelho veio agora garantir ao PÚBLICO que todos estes processos “estarão concluídos até ao final do ano”.

A constatação de que há dezenas de nomeações por concretizar não caiu bem no Governo. Depois de o PÚBLICO ter noticiado que havia 61 dirigentes públicos à espera de nomeação, surgiram movimentações dentro do Executivo para identificar e resolver rapidamente estes casos. Neste momento, e depois de o Ministério das Finanças ter nomeado quatro subdirectores-gerais no Orçamento na semana passada, são 57 os cargos de topo por preencher há mais de três meses em organismos do Estado.

O PÚBLICO sabe que, depois de a notícia ser publicada, o gabinete do ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares pediu à Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), que gere o processo de escolha dos dirigentes públicos, que enviasse a lista das nomeações em atraso. O objectivo de Luís Marques Guedes seria identificar estes casos e perceber quais os motivos para a demora na escolha dos candidatos.» [Público]
   
Parecer:

Este governo tentou iludir os portugueses pretendendo dar um ar de seriedade às nomeações de boys, promovendo para isso concursos que só resultam em despesa pública. Como nem sempre as coisas correm bem ou é o próprio governo que não confia nos concursos ou nos candidatos que manda concorrer fica tudo empatado, coisa que nunca se viu no Estado, há importantes organismos públicos em gestão há muitos meses.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Semedo enjoativo
   
«Considerando que o Bloco não está em desagregação e que o seu futuro não está dependente de alianças que venha ou não a fazer, João Semedo, em entrevista ao Público, critica António Costa por todos os dias esconder uma medida.

Ciente de que “toda a esquerda tem problemas” devido “à austeridade que esmagou os movimentos sociais, dificultou a resposta social e política”, o ex-líder do Bloco de Esquerda garante que ainda “está cheio de energia” e que jamais se cansaria “da discussão”, característica que mais aprecia no Bloco de Esquerda.

João Semedo assume que o partido que liderou “disputa os votos ao PS” e critica António Costa por não apresentar medidas

“Com António Costa a política do PS é um jogo de sombras. Diz rejeitar a austeridade mas não quer colocar em causa a politica que a suporta”, defende, referindo ainda que “se criticava António José Seguro por anunciar todos os dias uma medida. Com António Costa é o contrário, todos os dias esconde uma medida”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este Semedo parece que desde que está no BE que engoliu uma cassete onde diz sempre o mesmo sobre o PS e os seus líderes, já enjoa. Os Semedos do BE parece não quererem perceber que depois da ajuda preciosa que deram à direita já não enganam ninguém com esta tentativa saloia de crescerem à custa do eleitorado do PS, a verdade é que lhes está sucedendo o inverso, o BE está em decadência acelerada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao Semedo que vá à bardamerda.»
 Pobre Marcelo
   
«José Maria Ricciardi, presidente do BESI, desmentiu no final da noite de domingo, em comunicado, as afirmações feitas por Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI.

O banqueiro acusou o comentador de dizer "mentiras" e de sentir "mágoa" por ter deixado de passar férias na casa de Ricardo Salgado no Brasil. 

"Relativamente aos comentários da autoria do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa dominical da TVI, venho por esta forma transmitir publicamente o seguinte: Eu compreendo que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa tenha muita mágoa em não poder continuar a passar as suas habituais e luxuosas férias de fim de ano na mansão à beira-mar no Brasil do Dr. Ricardo Salgado, mas essa mágoa não o autoriza a dizer mentiras a meu respeito e do banco a que presido, conforme fez no seu comentário de ontem". 

Ricciardi acrescentou: "Primeira mentira: o BESI, ao contrário do que disse, nunca avalizou a emissão e colocação do papel comercial do GES. Segunda mentira: outra vez ao contrário do que disse, não só manifestei formalmente em fevereiro de 2014 ao Banco de Portugal a minha indisponibilidade para continuar no BES, se não fosse alterado o modelo de governação, como ainda suspendi o meu mandato de administrador da ESI em Fevereiro de 2014 e apresentei a minha demissão no mês seguinte".

Marcelo Rebelo de Sousa comentou, na noite de domingo, as audições da comissão de inquérito parlamentar à gestão do BES e do GES. O professor afirmou: "Ricardo Salgado mandava e José Maria Ricciardi não venha dizer que não sabia, porque sabia".» [CM]
   
Parecer:

Este ano terá de ir ver o fogo de artifício ao Terreiro do Paço... ou então fazer bolos à noite para poder passar a passagem do ano no meio de velhos alemães num hotel do Algarve.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
   
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