terça-feira, abril 14, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



 Foto Jumento


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Gaivota, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Núncio

Lá vem uma medida simpática do SEAF e ainda por cima fica á borla. Paulo Núncio está de parabéns, sob o seu comando o fisco até consegue ser simpático.

Mas o que as notícias não dizem é o IMI é um imposto que atinge particularmente os menos ricos e ainda por cima nos últimos anos este imposto sofreu um aumento brutal. Perante o agravamento da situação de muitas famílias o bom cristão Paulo Núncio, homem de mão do líder do partido dos contribuintes, condoeu-se com a situação e lançou esta medida. O problema é que a última actualização é de 2009 e a lei obriga a uma actualização de três em três anos. Isto é, a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais preferiu adiar a actualização para nestes três anos cobrar ilegalmente mais IMI do que seria devido.

Este bom cristão tem um lugar assegurado no céu!

«Peritos do Ministério das Finanças vão, até ao verão, percorrer o país para reverem os valores de zonamento e os coeficientes de localização dos imóveis urbanos. Descodificando: o valor fiscal dos prédios vai ser atualizado e, portanto, as quantias a pagar anualmente de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) poderão alterar-se.

A medida, noticiada esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios, pretende “ajustar efetivamente o Valor Patrimonial Tributário [VPT] dos imóveis ao seu real valor de mercado”, explicou Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Esta revisão terá impacto nos valores praticados no mercado imobiliário, já que as alterações poderão incidir no preço por metro quadrado dos prédios.

Uma vez concluído o processo de revisão no terreno, os peritos das Finanças vão depois reunir com responsáveis das autarquias. Os resultados, depois, serão enviados à Comissão Nacional Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU), entidade que desenhará o mapa final de zonamento e coeficientes de localização que será submetido para o governo.» [Observador]

 Dúvida

Não seria melhor adiar as legislativas e antecipar as presidenciais? Parece que há mais empenho nas presidenciais do que nas legislativas e com tantos candidatos presidenciais vamios ter rolos de papel em vez de boletins de voto.

      
 Por cá, até Jerónimo fala como lagosta
   
«Um dia, David Cameron disse de Ed Miliband: "É um anjinho completo." E Miliband chamou ao outro "galinha". Bem, nenhum é insulto grandioso mas, por existirem, já permitem à colunista do Times Caitlin Moran dizer de Cameron: "É um C-3PO [o androide da Guerra das Estrelas] de presunto." Quero eu dizer, os políticos têm a obrigação de caprichar nos insultos de forma a que o povo, na esteira dos seus faróis, possa enxovalhar com graça e encanto. Já nem quero que eles, os políticos, consigam frases lapidares, como a de Churchill sobre o rival Clement Attlee: "O táxi vazio parou em Downing Street e, quando a porta se abriu, Attlee saiu dele." Incisivo, pérfido. Não peço tanto, até porque connosco os insultos são mais obra de cabeça perdida do que de ela a querer ser má. Lá está, não temos tido políticos que deem o exemplo. Ontem, porém, tive alguma esperança. Li no título dum artigo que Jerónimo de Sousa tinha dito do PS: "Não é carne nem peixe, é caranguejo moído." Olha, bela imagem - sorri eu. O PS pastoso e a andar de lado... Tungas! Por uma vez, um insulto decente. Mas, tolamente, baixei os olhos e li a construção da frase do líder comunista. Era assim: "Neste quadro de objetivos claros por parte da direita e deste PS que nem é carne nem é peixe, que mais parece um caranguejo moído em termos de definição de uma política alternativa...", e lá ia Jerónimo por aí fora. Afinal, um insulto com luvas servido como lagosta suada.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.


 Factura do ridículo
   
«Quando o Governo introduziu, a 6 de fevereiro, o sorteio de automóveis para contribuintes com faturas pedidas com o respetivo número de identificação fiscal, negociou um contrato que contemplava 58 automóveis. Porém, já foram sorteados 60 veículos, sem que novo vínculo tenha sido negociado.

Segundo refere a rádio TSF, a Audi, que vendeu os carros para o primeiro ano, não sabe se conseguiu ficar com o segundo contrato. Há duas semanas que o Fisco está por esclarecer a questão à TSF.

Num documento, visado pelo Tribunal de Contas, refere-se que no contrato assinado estavam previstos 58 automóveis ligeiros de passageiros, adquiridos pelo valor de “um milhão, trezentos e setenta mil, quatrocentos e 11 euros e 52 cêntimos”, sendo que o prazo de execução do contrato se “extingue-se com a entrega dos bens”, ou seja, dos 52 Audi A4 destinados aos concursos regulares e dos seis automóveis da marca, modelo A6, destinados aos dois sorteios extraordinários.

Porém, refere a rádio, desde 17 de abril de 2014, quando foi realizado o primeiro concurso, já foram sorteados mais veículos do que os contratados, com o sorteio a acontecer no presente mês.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Enfim, mais um problema.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Penhore-se a viatura do Núncio Fiscoólico e proceda-se ao seu sorteio no e-Fatura!»
  

   
   
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