quarta-feira, abril 01, 2015

Umas no cravo e outras na ferrdaura



   Foto Jumento


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Pintos de pato-real no Jardim Gulbenkian, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marco António

Há poucos dias o pequeno imperador Marco António que, como se sabe, é um rapaz com um humor quase tão fino quanto o do bobo da Rua da Horta Seca, decidiu gozar com PS sugerindo que por pedir a colaboração dos simpatizantes este partido não saberia fazer um programa de governo. Agora sabe-se que o PS não ficou atrás e andou a pedir ajuda aos seus. A política portuguesa feita por idiotas é assim, feia, porca e suja.

O mais divertido de toda esta palhaçada foi a desculpa dada por um tal Rogério Gomes que confrontado com as patacoadas do pequeno Marco António justificou-se declarando que no "PSD há uma estrutura sólida de pensamento". Há sim senhora, deve ser o resultado das parvoeiras da Paula Teixeira da Cruz com as do maduro devidamente estudas no plano universitário pelo Miguel Relvas.

Para a história destas palhaçadas na elaboração dos programas que ninguém vai cumprir fica o oportunismo descarado do pequeno a quem os progenitores imaginaram grande e por isso lhe deram o nome de um imperador romano.

«O gabinete de estudos do PSD recebeu, desde final de outubro, 550 propostas de militantes e da sociedade civil para a proposta de programa de governo com que o partido social-democrata se vai apresentar às eleições de outubro e que nos próximos dois meses será apresentada aos militantes e à sociedade civil.

O número foi avançado, esta terça-feira de manhã, numa conferência de imprensa, pelo diretor do gabinete de estudos, Rogério Gomes, o qual garantiu que o programa de governo do PSD não terá "obsessões eleitorais".

"Connosco não haverá obsessões eleitorais que levem a aumentar ordenados na Função Pública e a baixar pensões para logo, um ou dois anos depois, termos que tirar tudo isso porque a situação económica obviamente não permite", disse o responsável, garantindo que haverá "constância e solidez" nessas medidas e que uma eventual redução da carga fiscal será feita de forma "faseada".

Questionado pelos jornalistas, disse que é "extemporâneo" estar, neste momento, a falar de medidas concretas, como a redução da sobretaxa do IRS, e admitiu que o principal problema do país é o combate ao desemprego e que será dada prioridade à redução dos impostos que favorecem o emprego e o investimento.» [JN]

 Eleições na Madeira
 
Não será melhor pedir à Organização de Unidade Africana que analise e valide os resultados das eleições regionais?
 
 Quem influencia mais no Twitter?

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 Finalmente Costa falou sobre a sua derrota madeirense
   
«O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa, considerou segunda-feira à noite que os resultados das eleições da Madeira “não têm dimensão nacional”, vincando que se trata de um ato eleitoral com “causas próprias”.

“As eleições regionais são eleições regionais. O PS já ganhou eleições nos Açores, perdendo no país. Já ganhou eleições no país, perdendo na Madeira. São eleições completamente distintas, não têm dimensão nacional”, disse António Costa.

Sobre as próximas legislativas, o socialista garantiu que a “meta é clara” e que “o PS vai bater-se pela maioria absoluta”. Sobre as sondagens que dão o PS a pouca distância do PSD, Costa responde: “Habituei-me a contar votos, não sondagens”.» [Observador]
   
Parecer:

António Costa voltou a ser um político pontual nos seus comentários e dias depois da derrota do PS na Madeira veio dizer que não tem nada que ver com o assunto, aquilo é um tão nacional como a cultura da banana madeirense. A dúvida está em saber se o comentário teria sido o mesmo em caso de vitória ou se o líder do PS ainda fosse António José Seguro.

Se as eleições eram um exclusivo madeirense o que foi o líder do PS lá fazer? Certamente não foi para dançar o bailinho da Madeira.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Oferta de emprego
   
«Os bordeis da Alemanha “precisam” de uma pessoa credível para avaliar a qualidade dos estabelecimentos no país. É assim que começa o artigo publicado no Elite Daily e que dá conta daquilo que pode ser considerado, no mínimo, um trabalho original. Uma rede social alemã destinada a prostitutas, clientes e donos de bordeis em todo o mundo está à procura de um “avaliador de bordeis” para averiguar a qualidade do serviço, a limpeza e a prática de sexo seguro nas casas de prostituição em Berlim.

A Kaufmich.com, que traduzido para português quer dizer “Compra-me”, traçou um perfil muito completo do candidato (ou candidata) ideal. Este deverá ser licenciado, preferencialmente com formação na área ou na indústria hoteleira e ter experiência de vários anos em bordeis na condição de visitante. Aparência cuidada, certificado de saúde, ser comunicativo e gostar de trabalhar com pessoas são também características que trazem valor acrescentado ao currículo. Ser fluente em alemão e numa língua adicional — a preferência recai sobre o francês — é também um requisito, sendo que a prática de sexo seguro é um procedimento obrigatório associado à vaga.

As relações sexuais são, no entanto, apenas uma parte do trabalho, já que o foco é avaliar a qualidade e os standards dos estabelecimentos. Além disso, o candidato terá de dar uma pontuação às prostitutas, uma avaliação que será posteriormente tornada pública na respetiva rede social (a qual faz parte de um grupo internacional com mais de 120 funcionários espalhados pela Alemanha, China e Espanha).» [Observador]

 Pessoal de voo mandou a UGT bugiar
   
«O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) abandonou a UGT, uma decisão que a central sindical considera "uma birra de uma direção vaidosa". Em declarações à rádio TSF, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, acusou o sindicato dos tripulantes de não ser solidário com os outros.

A decisão do SNPVAC foi tomada em referendo, por 84% dos trabalhadores filiados no sindicato. A presidente, Luciana Uva, disse à TSF que nunca se sentiram representados pela central sindical.
O afastamento começou em dezembro, quando os outros sindicatos da TAP afetos à UGT desconvocaram a greve marcada para os dias entre o Natal e o Ano Novo. O sindicato do Pessoal de Voo manteve a paralisação e ficou de forma do acordo com o Governo.» [DN]
   
Parecer:

A tentativa da UGT, em conluio com Pires de Lima, de restringir os benefícios do acordo aos sindicalizados nos seus sindicatos que cederam foi um dos momentos mais vergonhosos na história do sindicalismo português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aprove-se.»

 Os hospitais estão a ficar perigosos
   
«Alerta da Gulbenkian. "Podemos estimar que o número de óbitos por infeção hospitalar em 2013 foi de cerca de 4.500". O número não tem parado de subir desde 2010.

Programa da Gulbenkian vai tentar reduzir as infeções hospitalares para metade em 12 hospitais que custam ao País "milhares de mortos e perto de 300 milhões de euros de despesa, por ano, para o Serviço Nacional de Saúde", segundo notícia da TSF.» [DN]
   
Parecer:

tenho a experiência pessoal de como é fácil  apanhar uma infecção num hospital, ainda por cima de uma bactéria resistente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se medidas.»
  
 E não exige números?
   
«O presidente do PS, Carlos César, chegou a garantir há uma semana que se o Partido Socialista for Governo vai ressarcir os lesados do Banco Espírito Santo, porém, esta segunda-feira à noite, António Costa não foi taxativo sobre o assunto e apenas confessou o receio de que a fatura dos clientes que investiram em papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) vá recair sobre o Estado.

"A solução de resolução do BES desprotegeu os credores, embora sejam de diferente natureza. Esta é uma questão relevante sob o ponto de vista da responsabilidade, que é primeiramente do banco. No entanto, receio muito que, depois de o Banco de Portugal ter limpado o BES para o vender ao melhor preço, a litigância vá sobrar para o Estado ao longo dos próximos anos. Não tenho grandes dúvidas de que isso possa vir a acontecer", disse António Costa numa intervenção do Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia, que contou com cerca de duas centenas de pessoas na plateia.» [DN]
   
Parecer:

É mais do que óbvio que o BdP tem vindo a liberta o Novo Banco de algumas facturas que depois irão surgir nos tribunais, a ideia é esconder o prejuízo nos tribunais e dizer que a resolução do BES não teve quaisquer custos. Há muito que o PS devia ter tomado uma posição firme e exigido ao governo e ao BdP que informem o país sobre que montantes podem estar em causa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Costa que exija números.»
  
 Metro de Lisboa poupa à custa da segurança
   
«O equipamento terá sido arrancado da Linha Vermelha, quer dos comboios, quer das paredes laterais dos cais das estações, porque a empresa não mostrou disponibilidade para estender o mecanismo às novas estações até ao aeroporto da Portela, como defendiam relatórios elaborados internamente.

Ou seja, entre manter aquele investimento, que começou a ser planeado aquando da Expo"98, e deitar para o lixo o sistema, a administração da empresa optou então pela segunda via - colocando a segurança na Linha Vermelha, entre São Sebastião e o Aeroporto, a ser estabelecida simplesmente pelo Dispositivo de Travagem Automático de Via (DTAV), com cerca de 37 anos. O JN acedeu a vários documentos, cedidos por fonte ligada ao Metropolitano, onde se alertava a administração para as questões de segurança e para o facto de esta estrutura de transporte estar a tornar-se obsoleta.

"O DTAV é um controlo pontual para o excesso de velocidade. Mas não impediu a colisão, por exemplo, que ocorreu recentemente no aeroporto e que deixou o comboio tipo acordeão. A empresa ocultou essas imagens, porque o maquinista estava cansado e acelerou na saída da estação do aeroporto. Acabou por embater no paredão, porque não havia nenhum sistema de travagem", esclareceu, sob anonimato, um técnico. "Em 2025, o Metropolitano de Lisboa será dos mais obsoletos do Mundo, porque já o é, agora, em termos europeus. Semelhante, só na Roménia e na Bulgária", acrescentou.» [JN]
   
Parecer:

É a gestão à portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se.»

 João Duque pediu desculpa ao "escroque"
   
«Ricardo Salgado enviou mais uma carta à comissão de inquérito ao BES. Desta vez não para se justificar, mas para mostrar aos deputados um pedido de desculpa que lhe chegou. O ex-presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Duque, chamou Ricardo Salgado de “escroque da pior espécie” e agora, Salgado recebeu uma justificação do atual presidente da instituição, Mário Caldeira, que diz que não se revê nas palavras do professor do instituto.

A carta do presidente do ISEG, a que o Observador teve acesso, foi enviada pelo próprio Ricardo Salgado à comissão de inquérito. E porquê? Tudo começou numa entrevista de João Duque ao jornal i, onde esteve se mostrava arrependido por ter dado um honoris causa a Ricardo Salgado quando presidiu ao ISEG: “Premiei um escroque da pior espécie”, disse. As palavras de João Duque foram replicadas na última audição de Ricardo Salgado no Parlamento pelo deputado Carlos Abreu Amorim, do PSD, e é por esse motivo que Salgado decidiu enviar a carta aos deputados. “Em resposta ao senhor deputado Carlos Abreu Amorim repudiei veementemente a expressão em causa e esclareci que enviei uma carta ao ISEG, na qual manifestei a minha posição sobre as palavras utilizadas” por João Duque.

Ora entretanto, o presidente do ISEG, Mário Caldeira, respondeu e disse compreender o “descontentamento de Salgado”. “Gostaria de referir que compreendo perfeitamente o descontentamento de V.Exa com o teor do texto publicado no jornal i”.» [Observador]
   
Parecer:

O grave disto tudo não está no adjectivo mas sim no precisar de alguém estar em baixo para despertar estas manifestações corajosas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Um autarca não é político
   
«Se for dado a premonições e presságios, o secretário geral do PS, António Costa, poderá encarar a sua presença, segunda-feira à noite, no Clube dos Pensadores, em  Gaia como um sinal favorável à sua eleição como primeiro ministro. Ele há coincidências. Há precisamente quatro anos, a poucos meses das eleições,  Pedro Passos Coelho fora o convidado especial  para assinalar o 5.º aniversário do clube. Ontem, Costa foi o 90.º orador da série. Adotou uma narrativa cautelosa, em que as palavras confiança e credibilidade foram as mais repetidas. Credibilidade no programa do governo para ganhar confiança dos portugueses.

E sabe qual a diferença entre um autarca e um político? Costa, que veste os dois fatos, decifra o enigma. "O autarca é testado diariamente na sua credibilidade e por isso em geral é reeleito, ao contrário do político".» [Expresso]
   
Parecer:

Merece registo esta separação subtil de António Costa para passar a aideia de que não é um político, ele que é um político profissional quase desde pequenino, é mesmo um dos políticos profissionais mais antigos ainda no activo.

Mas este tipo de diferença subtil é lamentável pelo contem de populismo e de colagem à ideia propagada por alguns de que os políticos não prestam. Enfim, lamentável, mesmo muito lamentável.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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