terça-feira, abril 28, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



 Foto Jumento


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Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Fernando Pinto, presidente da TAP

Quando soube que o presidentre da TAP tinha convocado a comunicação social para uma conferência de imprensa pensei com os meus botões que o senhor ou ia anunciar um acordo ou pedir a demissão pelas consequências ruinosas que o seu negócio no Brasil teve para a sobrevivência da empresa.Enganei-me, o presidente da TAP apenas queria tentar apelar aos pilotos que furem a greve.

«O presidente da TAP, Fernando Pinto, afirmou esta tarde, numa conferência de imprensa, que a greve dos pilotos da TAP, agendada para entre os dias 1 e 10 de maio, tira um milhão de euros por dia à empresa pelo cancelamento de reservas.

"Dez dias de greve é algo extremamente crítico para qualquer empresa", afirmou, dando a greve praticamente como certa ao dizer que as "energias" já estão todas voltadas para a operação no período de paralisação. "Da minha parte considerei como finalizado o processo de negociação", disse.» [DN]

  A diferença entre Portugal e o Vaticano

O Vaticano tem um papa emérito, Portugal tem um presidente sem mérito.

 A refundação do Estado segundo o CDS

O CDS, um pequeno partido no extremo da direita que representa pouco mais do que 5% dos eleitores detém vários ministérios e está colocando militantes seus em dezenas de cargos dirigentes do Estado. Quando sair do poder e voltar a embarcar no taxio este pequeno partido vai dominar uma boa parte do aparelho de Estado, usando estes cargos para boicotar a política dos futuros governos.

A nomeação dos dirigentes do Estado tem sido uma verdadeira fraude, os concursos só servem de fachada às escolhas políticas do governo.

 Avalanche nos Himalaias



      
 António Correia de Campos
   
«Uma Década para Portugal, documento produzido para o PS por uma equipa de economistas sobre o cenário macroeconómico que queremos influenciar, abriu um debate político de natureza diferente do habitual, a seis meses de eleições legislativas. Mesmo os mais encarniçados oponentes à oposição, prática hoje corrente em governos sem programa, reconhecem utilidade à iniciativa e alguns até lhe apreciam a qualidade. Não o Governo, cada vez mais fechado à medida que se fecha o ciclo político, mas comentadores próximos, o que revela impacto e surpresa. Impacto, por um simples documento continuar na agenda política, ocupando a respectiva centralidade. Surpresa, por em tempos de descrédito da política, poucos esperarem propostas claras, detalhadas, articuladas, pertinentes e razoavelmente fundamentadas, vindas de um think-tank criado pelo principal partido da oposição.

A Década varreu, de uma assentada, vários mitos: o de que o PS não tinha programa e teria dificuldades em o preparar; o de não haver alternativa à austeridade, tal como a troika e os seus seguidores aditivados haviam interiorizado; o de que o debate eleitoral seria à volta de “mais do mesmo”, assemelhando-se as políticas e programas de esquerda e direita como gémeos univitelinos; o de que as medidas de política apenas se analisam pelo seu custo orçamental, em soma algébrica de cortes e aumentos; e que tendo o PSD deitado a toalha ao chão na reforma de Segurança Social, nenhum partido se atreveria a nela tocar. Desde terça-feira passada tudo mudou.

O documento desenha um cenário macroeconómico por alternativa ao da Comissão Europeia, propondo sobre ele um programa realista e inovador. Documento de gente sabedora mas com humildade para acolher críticas, aperfeiçoamentos e correcções no mês e meio que medeia daqui até ao programa eleitoral.

Existe alternativa à ideologia e teimosia da austeridade cuja execução acrítica nos levou ao fundo do buraco: mais trinta pontos percentuais de dívida pública, desemprego elevado que erraticamente avança e recua, exportações que patinam na dependência da escala do exportador e do comportamento inseguro dos mercados de destino; investimento anémico; défice que não nos larga e provavelmente este ano registará dois choques adicionais: novas dívidas na saúde e os prejuízos da resolução do BES; crescimento económico ainda tímido e apenas devido à recusa do Tribunal Constitucional em caucionar todos os cortes.

O debate já não vai ser à volta de “mais do mesmo” como a direita e a esquerda à esquerda do PS tanto gostariam: ninguém ficou indiferente às propostas — os empresários a quem a descida do IRC não agrada; os sindicatos, avessos a qualquer mudança, que receiam a redução das pensões no futuro, em troca do alívio temporário das taxas contributivas patronal e laboral para a Segurança Social; a direita, roída de inveja pela inovação que supunha estar esgotada à esquerda, acusa o modelo de relançamento do consumo, poupança, investimento e emprego como eleitoralismo que tanto gostaria de aplicar; jornalistas económicos dissecam números com lupa e bisturi, dividindo-se entre o cepticismo prudente e uma ainda hesitante adesão, perdida que foi a oportunidade de desancar uma proposta cuja qualidade os surpreendeu. O documento instalou-se no meio do debate político, recolheu surpreendentes apoios, elevou o nível do debate e fez estremecer o Governo.

Todas as medidas se relacionam e interactuam. O clássico normativismo da esquerda foi substituído pela concepção de incentivos a comportamentos desejáveis, sobretudo na criação de emprego e solidificação do precário. Não mais é possível uma contabilidade de deve e haver, ela complica-se com o multiplicar e dividir, efeito de incentivos e penalidades numa economia regulada de forma mais inteligente que o trivial. Poderá não se realizar? Certamente. Mas a esquerda demonstra que se pode modernizar, enquanto a direita ficou no dogma, lançando medida atrás de medida sem estimar os seus efeitos perversos. É tempo de inovar na política económica.

Restam as propostas sobre a Segurança Social. Tão interessantes e complexas que a elas teremos de voltar em próxima ocasião. E o Governo, como reagiu? A quente, sem ler o documento, postulando aquilo que ele não continha. Em stress, enviou o vice-primeiro-ministro ao Parlamento, convencido que dois ou três sound bites resolviam o problema. Preparou um argumentário negativo. Enterrou-se. Filho da austeridade receia a orfandade, reagindo com comentários entre a desacreditação e a ironia. Pede o consenso do PS para um corte de 600 milhões em pensões, por não saber como os encontrar, perdido no labirinto austeritário. Não se viu ainda uma refutação substantiva e quando se atiram números eles são como chapadas de cimento a uma parede não descascada. Não pegam. Nem sequer dão sinal de terem lido bem o texto e de tentarem compreender as contas. E depois, exibir o fantasma de 2011 começa a cansar.» [Público]
   
Autor:

António Correia de Campos.


 Voar alto com os negócios do Estado
   
«O Ministério Público está a investigar o contrato de contrapartidas entre o Governo e a Airbus. De acordo com o jornal Público, Artur Mendes, que era em simultâneo conselheiro de comunicação do ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e sócio de Miguel Caetano Ramos, neto do fundador do Grupo Salvador Caetano e gestor de topo do grupo, pode ter ajudado a Salvador Caetano a reunir com o Ministério da Economia. Manuel Pinheiro, na altura adjunto do ministro da Economia, fez chegar a informação do interesse da Salvador Caetano à Airbus.

O primeiro contacto entre Governo e Salvador Caetano aconteceu no início de 2012. Estariam presentes Artur Mendes, que também tinha sido consultor de imagem de Passos Coelho, na campanha eleitoral que lhe deu a vitória e o cargo de primeiro-ministro, o ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, Miguel Caetano Ramos, neto do fundador do Grupo Salvador Caetano e Manuel Pinheiro.

Foi aí que a Salvador Caetano apresentou ao ministro um projeto de entrada na atividade da aeronáutica. O grupo pretendia ser um dos beneficiários das contrapartidas devidas pela Airbus Space and Defense, divisão da Airbus responsável pelo desenvolvimento e produção de produtos destinados à aplicação aeroespacial e de defesa. As contrapartidas vinham na sequência da compra, por parte do Estado à Airbus, de 12 aviões C-295, em 2006.

Após um aditamento ao contrato entre Governo e Airbus, o nome da Salvador Caetano não só passou a fazer parte do acordo como passou a ser o maior parceiro. Em setembro de 2012, um mês após o aditamento ao contrato entre Governo e Airbus, foi criada a Salvador Caetano Aeronautics.

Ao Público, Artur Mendes disse que não se recorda de alguma vez ter participado na reunião. Manuel Pinheiro afirma que foi ali que conheceu o conselheiro de Álvaro Santos Pereira. Há mais contradições. A Airbus explicou ao Público que tomou conhecimento do projeto da Salvador Caetano através de “um pedido do gabinete do ministro da Economia”, onde trabalhava Manuel Pinheiro. Manuel Pinheiro afirma que nunca sugeriu a Salvador Caetano. Por seu turno, a empresa portuguesa diz que se tratou de “uma iniciativa direta da Airbus com a Salvador Caetano, sem qualquer relação com o Governo”. A Airbus insiste que os contactos em relação às contrapartidas eram feitos com o Governo.» [Observador] [Páginas do Público 4 5]
   
Parecer:

Este caso mostra o porquê de tanta gente estar interessada nos lugares de adjuntos e assessores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 Marcelo já fala como candidato presidencial
   
«“São dois caminhos diferentes mas têm pontos em comum. Se o resultado das legislativas não apontar para uma maioria absoluta, há espaço para conversações entre PSD e PS. Tenho a certeza absoluta disso”. Foi assim que o ex-líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou a apresentação das propostas económicas do PS.

No comentário semanal na TVI, o professor de Direito da Universidade de Lisboa examinou as duas alternativas, considerando que a direita “tem uma aposta empresarial forte e é tímida em relação às famílias” enquanto o PS “olha pouco para o tecido empresarial”. E defende que PSD e PS convergem tanto na preocupação com o défice e a dívida pública como partilham do mesmo “ponto fraco”: a Segurança Social. “Onde vão buscar dinheiro?”, perguntou referindo-se às propostas de baixa da TSU.» [Observador]
   
Parecer:

Marcelo já fala como presidente.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O Bilhim está triste
   
«O presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CreSap), João Bilhim, admite, em entrevista à Lusa, que sentiu "muito desconforto" e "tristeza" com as nomeações políticas feitas na área da Segurança Social.

Em causa estão as nomeações para os Centros Distritais da Segurança Social (CDSS) onde, segundo um trabalho publicado pelo Jornal de Negócios em fevereiro, a maioria dos cargos foi entregue a responsáveis do PSD e do CDS.

João Bilhim diz só ter conhecimento do assunto pela comunicação social, uma vez que o trabalho da CreSap é o de apresentar três nomes ao Governo que, a partir daí, faz a sua escolha. Ainda assim, diz que esta é uma situação que "dá muito desconforto".» [DN]
   
Parecer:

Pobre senhor.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Varoufakis em queda
   
«O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras decidiu alterar a equipa responsável pelas conversações com os parceiros europeus e com os credores, depois de o ministro das Finanças ter sido duramente criticado pela sua actuação na reunião da zona do euro, na passada sexta-feira.
  
O próximo líder da equipa deverá ser Euclides Tsakalotos, vice-ministro das Relações Exteriores e um economista com larga experiência internacional, nomeadamente na universidade de Oxford.
  
Varoufakis ficou isolado na reunião do Eurogrupo em Riga e passou a ser um problema que o governo grego tem de resolver. Não apenas pelo impacto que a sua actuação causou - nomeadamente por via de comentários que deixou nas redes sociais, onde se mostrava confortável com o "ódio" com que os seus homólogos do Eurogrupo lhe dedicam - mas porque, mesmo internamente, Varoufakis está a deixar de ter apoio.» [Diário Económico]
   
Parecer:

Vaidoso demais para o cargo que exerce, enfim, uma vaidade que por cá também é visível no BE.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 veremos o que dá esta batalha da CNPD
   
«A associação de consumidores DECO lançou a aplicação IRS Sem Custo sem solicitar a autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados para o tratamento da informação pessoal que recolhe junto dos contribuintes através da Internet.» [Expresso]
   
Parecer:

Esta comissão começa a evidenciar alguma ambição por mais poder, um dis destes vão querer serem os polícias do país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver se fazem com a DECo o que fizeram com a AT.»
  

   
   
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