domingo, abril 26, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



 Foto Jumento


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Vista de Lisboa (São Bento)
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva, condómino ilustre da Quinta da Coelha


Se Cavaco Silva fosse sincero na sua busca de consensos teria imposto esse desejo a Passos Coelho a propósito do Plano de Estabilidade, mas não o fez e aceita que um governo minoritário e sem hipóteses de renovar a maioria absoluta e mesmo de vencer as eleições comprometa Portugal com mais um programa de austeridade para quatro anos.

Ao nada ter feito em relação ao PE Cavaco SIlva perdeu o direito de falar de consensos e os seus apelos devem a partir de agora como meros actos de politiquice, termo que ele muito aprecia.

«Cavaco Silva reforçou o apelo a entendimentos entre os partidos “para garantir estabilidade política e a governabilidade” e apontou áreas onde no futuro seria desejável a convergência: natalidade, emprego jovem, justiça, sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e crescimento. O Presidente diz que os partidos devem reconhecer a necessidade de consenso “de uma vez por todas”. Costa diz que ninguém deve pedir consensos ao PS e que o Presidente não deve definir programa do Governo. PSD pediu “mais humildade” e diz que o país está confrontado com a escolha entre o “caminho da responsabilidade” e o “caminho da ilusão”.

Em ano de eleições legislativas, o Presidente da República insistiu que os últimos 41 anos de democracia mostram que os entendimentos inter-partidários são “imprescindíveis”. Lembra que se tem assistido em Portugal a um nível de “crispação e agressividade” que não hesita em “extravasar da controvérsia de opiniões para os ataques e os insultos de caráter pessoal” e, por isso, pediu aos deputados (atuais e da futura legislatura) que elevem o debate público. E deixou mais um aviso: é preciso mobilizar os portugueses: “Se não existir, da parte dos agentes políticos, a consciência clara de que devem mobilizar os portugueses, para estes desafios, de pouco valerão os sacrifícios que fizemos, e que, em muitos casos, deram azo a situações dramáticas”.» [Observador]


  Michael Seufert

Este deputado do partido de Paulo Portas fez o discurso mais miserável e canalha de que há memória nas comemorações do 25b de Abril. A paciência para aturar deputados que imitam o chefe nos fatos às riscas a lembrar os sicilianos é um preço a pagar por uma democracia que é generosa para aqueles que mesmo em ditadura seriam deputados, e nessa altura acabaria o discurso com o mesmo "Portugal sempre!" como se só os deputados da direita mais à extrema fossem defensores do país, como se um viva aos que fizeram a democracia tivessem esquecido Portugal.

Graças a descuidos destes percebemos que há dua versões do partido de Portas, a versão democrata que exibe em público e a versão ultra que esconde o mais que pode.

 Siameses culigados

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Parece que os cenários macroeconómicos dos economistas de António Costa provocaram diarreia na direita e daí a culigação anunciada à pressa. 


 Tratar o cão com o pêlo do próprio cão
   
«As medidas, a saber, a reintrodução do imposto sucessório, a criação do complemento salarial para os trabalhadores abaixo do limiar mínimo e o contrato de trabalho único, foram defendidas pela troika. Porém, o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho opôs-se a elas e vetou-as.

Explica o Expresso que é o caso do complemento salarial, por exemplo, que chegaria pela via de um crédito fiscal, na prática um ‘imposto negativo’  aplicável a todos os que durante um ano declarassem um rendimento do trabalho inferior ao limiar da pobreza.

A medida foi sempre empurrada pela coligação para um período pós-troika, mas é agora recuperada pelos economistas socialistas que apresentaram um modelo macroeconómico em que se baseará o programa do PS. » [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O PS apanhou Passos Coelho de surpresa, ainda se anteciparam na TSU depois de terem ouvido alguma dica mas acabaram por ser surpreendidos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Discurso de quarta classe 
   
«"Pouco mais do que generalidades resta à direita. Basta ver o discurso do Presidente da República de hoje, sobre o 25 de Abril, na Assembleia da República. Um discurso das habituais generalidades que não cabem a um Presidente da República discorrer sobre elas. Um discurso de quarta classe", declarou Carlos César.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Foi mais de telescola...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  

   
   
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