quarta-feira, abril 22, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



 Foto Jumento


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Porto
  
 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

Cavaco Silva gosta muito de puxar pelos seus galões sempre que estão em causa relacionadas com a diplomacia ou com as forças armadas. Esperemos para ver o que tem a dizer do facto de os portugueses saberem que Portugal vai mandar tropas para o Iraque através de um embaixador americano.

«Os portugueses sabiam desde dezembro que o país iria apoiar a coligação internacional que vai combater o chamado Estado Islâmico. Mas não como, quando, onde, com quem e por quanto tempo. Descobriram agora, numa entrevista dada em Lisboa pelo representante adjunto do presidente Barack Obama para a coligação internacional contra o chamado Estado Islâmico.
Segundo o embaixador Brett McGurk, numa entrevista que a RTP1 divulgou parcialmente na passada quinta-feira, "a iniciativa de treino em que Portugal vai participar é muito importante porque as forças de segurança iraquianas entraram em colapso no verão passado".
Ora o CSDN, de acordo com o comunicado da reunião de dezembro passado, apenas "analisou e deu parecer favorável [...] à possibilidade de participação na coligação multilateral no Iraque, no quadro da formação e treino militar".

Na reunião seguinte, a 12 de março, o CSDN comunicou que "deu parecer favorável às seguintes propostas do Governo: participação de oito militares, durante um ano, na operação da UE na República Centro Africana, para apoio às autoridades deste país nos setores da segurança e da gestão das suas forças armadas; participação adicional de um navio Patrulha Oceânico, no âmbito da missão no Golfo da Guiné, aprovada na anterior sessão do Conselho."» [DN]

  Uma perguntinha ao bom cristão Opus Macedo

Está pensando na possibilidade de obrigar os enfermeiros que solicitem uma licença de paternidade a realizar algum teste ao vivo para que o ministério se certifique das suas habilitações físicas em matéria de paternidade?

 Um partido pouco sério

A  escolha pelo PSD de um vice-presidente que sabe tanto de economia como de lagares de azeite e que se tem notabilizado por ser alguém que aprece convencido queo dom da palavra não tem qualquer relação com o que se diz, diz tudo sobre a seriedade da liderança do PSD. A um trabalho sério e apresentado com seriedade, como foi a apresentação dos cenários macroeconómicos, o PSD responde com um porta-voz de ocasião e com golpes baixos.

Isto diz tudo sobre um PSD de que nada se espera e com que não há nada a debater, é um partido de paus-mandados do Passos Coelho, por sinal, o mais fraco líder na história deste partido.
 
A verdade é que pela primeira vez é apresentada uma alternativa consistente a uma política económica engendrada entre Vítor Gaspar e Passos Coelho que se propõe acabar com esta experiência digna do regime de Pinochet. A resposta do PSD para além de revelar um baixo nível ético demonstra que não quer ir ao debate, nem o primeiro-ministro, nem a ministra das Finanças são suficientemente qualidifcados para debater o tema, sabem muito de propaganda e de cofres cheiros, mas pouco de política económica.


 Catedrático anedótico
   
«O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga pede que o PS e o PSD se sentem à mesa para celebrar um acordo pré-eleitoral, como antídoto para as “interpretações fundamentalistas” que o Tribunal Constitucional (TC) tem feito. “Se existisse esse acordo, que era fundamental, e que o Presidente da República várias vezes suscitou, essas questões não se punham”, diz Eduardo Catroga à TSF.

Porque seria “fundamental” este acordo? A justificação de Catroga: “Porque o Tribunal Constitucional não teria, por um lado, coragem de ir contra a vontade dos dois maiores partidos portugueses, e por outro lado, se insistisse em certas interpretações demasiado fundamentalistas, a Assembleia da República, por maioria de dois terços, teria sempre a possibilidade de ultrapassar as restrições do Tribunal Constitucional”.

Eduardo Catroga afirma que “o Tribunal Constitucional tem as suas interpretações jurídicas, que há que respeitar, mas a realidade vai-se impor”. O antigo ministro das Finanças lembra que “existem, também, os compromissos portugueses no quadro da União Europeia, existem os compromissos portugueses face aos credores, e portanto eu também não vejo a posição do Tribunal Constitucional como rígida, e vai com certeza ter a flexibilidade necessária, na medida em que está em causa o problema da economia portuguesa, que são valores mais altos do que qualquer interpretação jurídica”.» [Observador]
   
Parecer:

O conhecido gestor ao serviço do Partido Comunista da China, gente que na sua opinião nada deve ter de fundamentalista, esquece um pequeno pormenor nas suas baboseiras, que o PS não só esteve de acordo com os acórdãos fundamentalistas, como estes foram motivados por pedidos de fiscalização da constitucionalidade promovidos pelos seus deputados.

Catroga leu o PE apresentado pelo governo e percebendo que contém medidas de afronta ao TC decidiu vir a público pensar que a opinião de um gestor do regime ajudaria nalguma coisa. Pobre catedrático a tempo parcial 0%.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Há gente que mete nojo
   
«"Boas tardes. Há uma sensação de regresso ao passado." Dez minutos depois de ter terminado, no Largo do Rato, a apresentação das propostas do PS , José Matos Correia, o vice-presidente de Passos Coelho a quem coube reagir, recuperou o papão do regresso ao passado socrático: "a folha de cálculo deste PS parece ser a mesma de José Sócrates em 2009".

Matos Correia lembrou que Sócrates, em 2009, "também prometeu mundos e fundos, subiu salários e pensões e todos nos lembramos do que aconteceu a seguir". O risco da bancarrota. A direção do PSD tenta desacreditar as boas notícias que António Costa veio dar aos eleitores - que os economistas a quem pediu um estudo macroeconómico dizem ser possível repor os salários dos funcionários públicos e acabar com a sobretaxa em dois anos -, colando Costa ao descalabro de há quatro anos.» [Expresso]
   
Parecer:

Uma posição muito pouco digna.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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