sábado, fevereiro 04, 2017

Umas no cravo e outras na ferradura




 Jumento do Dia

   
Maria Luís Albuquerque

É impossível ler o relatório da UTAU relativo às contas de 2016 sem nos recordarmos das previsões feitas pela própria UTAO e da aritmética da Dra. Maria Albuquerque, a guru de política económica de Passos Coelho. Além disso, as posições de Maria Luís Albuquerque segundo a qual o défice de 2016 não cumpriria as metas porque isso era aritméticamente possível, apoiavam-se muito nos relatórios  sucessivamente pessimistas da UATO.

Afinal a aritmética de Maria Luís denucniou alguém mutiop mau em contas. Maria Luís falhou redondamente, falhou nas contas e nnos números armadilhados que deixou e que estavam na base da vinda do Diabo no passado mês de Stembro. Enfim, é caso para dizer o Diabo que aleve.

«A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) aponta para "um défice em torno do limite definido" para 2016, que estimou ser de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) se forem excluídas as medidas extraordinárias.

Na nota sobre a execução orçamental de dezembro em contabilidade pública, a que a Lusa teve hoje acesso, a UTAO apresenta uma primeira aproximação à contabilidade nacional (a ótica que conta para Bruxelas) e antecipa "um défice em torno do limite definido para o objetivo anual".

A meta para o défice de 2016 em contabilidade nacional foi revista em alta pelo Governo no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), correspondendo agora a 2,4% do PIB (incluindo medidas extraordinárias), tendo a UTAO estimado na altura que, "em termos ajustados de operações extraordinárias, o défice a considerar é de 2,6%".» [DN]

 Paulo Macedo igual a si próprio

O guru da gestão começou igual a si próprio, usando a comunicação social em seu favor, algo que aprendeu a fazer na DGCI. Quando esteve nos impostos levou muito tempo para visitar um serviço, mas mal chegou à CGD já visitou uma agência. Mas não o fez como um gestor de um banco, fê-lo como se fosse um artista de cinema, com toda a comunicação social convocada para ouvir as suas baboseiras.

A CGD está na mesma, mas  a imagem do Opus Macedo já beneficiou de muitos minutos de exposição mediática. Veremos se para a CGD Paulo Macedo tem quem lhe faça o trabalho, como teve na DGCI, ou se tem um mecanismo equivalente às penhoras brutais como a lei lhe facultou para cobrar as dívidas fiscais.

 E os que não são precários?

É bom que se acabe com a precariedade, mas se isso significar integrar todos os precários terá de se colocar a questão de saber como foram admitidos. È que se para alguém ingressar nos quadros do Estado há procedimentos concursais exigentes, o mesmo pode não suceder com a generalidade dos precários.

Integrar um precário que passou por um concurso faz sentido, integrar um precário que entrou pela famosa "porta do cavalo" significa integrar alguém que passa à frente de outros sem demonstrar ter mérito para isso. São conhecidos casos de professores que por causa de meia dúzia de dias de antiguidade são ultrapassados por centenas de colegas que sempre ficaram atrás nos concursos.

O objectivo político de combater a precariedade não se pode sobrepor ao da transparência e muito menos ao direito constitucional à igualdade.

 Dúvidas que me atormentam

O que será feito da Dra. Teodora Cardoso, terá ido de férias com a nossa especialista em aritmética orçamental?

O país aguarda que a presidente do Conselho de Finanças Públicas faça uma intervenção sobre as consequências negativas para a economia portuguesa das suas previsões sistematicamente pessimistas e hoje comprovadamente erradas. Quanto terão custado ao país os alarmismos excessivos da Dra. Teodora Cardoso?

 Os segundos serão os primeiros








E Lithuania Third!




      
 De chefe da cadeia a subdirector da CIA
   
«O presidente dos Estados Unidos nomeou Gina Haspel para o cargo de subdiretora da CIA. Gina foi investigada pelo Senado por atos de tortura quando chefiava uma cadeia clandestina na Tailândia. Gina, de 60 anos, trabalhou como agente infiltrada durante a maior parte da carreira e desempenhou um papel central na implementação do programa extrajudicial dos Estados Unidos que visava a captura, prisão e interrogatórios a suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque.

A nova subdiretora da CIA, chefiada por Mike Pompeo, dirigiu na Tailândia o primeiro desses centros de detenção clandestinos dos Estados Unidos conhecidos como “black sites”. Mas Pompeo não lhe poupou os elogios. “Gina é uma funcionária da Inteligência exemplar, uma patriota com mais de 30 anos de experiência. É uma líder que tem uma capacidade misteriosa para fazer coisas e inspirar aqueles que a rodeiam”, disse Pompeo, citado pelo El País.» [Observador]
   
Parecer:

Linda escolha!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Investigue-se se o Mengel ainda estará vivo.»
  
 Comissária estúpida
   
«“Na Suécia, o assédio é visto como perseguição, [mas] nos países do sul é entendido como elogio“. A palavra inglesa usada pela comissária Věra Jourová foi compliment. A plateia que participava na conferência em Malta sobre “Respostas da União Europeia à Violência de Género” ficou perplexa, conta ao Observador a eurodeputada Liliana Rodrigues (PS). “Tive de por os pontos nos is”.

O episódio foi relatado na conta de Facebook da socialista. “Pedi de imediato a palavra”, escreve Liliana Rodrigues.”Estou farta de ouvir o argumento de que é tudo uma questão cultural quando a própria estereotipia é uma questão cultural”, sublinha. “Nós também somos um país do sul”. A eurodeputada interveio de imediato — ao lado, uma eurodeputada alemã pedia-lhe calma na sua intervenção — para lembrar à comissária europeia com a pasta da Igualdade de Género, mas também da Justiça, que Portugal tem legislação sobre assédio, um ato considerado “um crime“, clarifica.

“A senhora comissária conhece mal a lei e conhece mal os países“, insiste Liliana Rodrigues, que destaca o “excelente trabalho” que tem sido feito em Portugal pelo parlamento e pelas próprias organizações que combatem a violência contra as mulheres. Perante a interpelação da eurodeputada portuguesa, Věra Jourová ainda insistiu, dizendo que se estava a referir a situações de assédio. “Também eu”, respondeu a socialista. No final da conferência, uma das conselheiras da comissária dirigiu-se à eurodeputada portuguesa. “Foi forma infeliz de se expressar”, justificou-se.» [Observador]
   
Parecer:

Há com cada estúpido na Comissão Europeia que nem se notava se Trump lá estivesse.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se a senhora comissária à bardamerda.»

 O massacre de Bowling Green
   
«Kellyanne Conway, conselheira de Donald Trump – conhecida por ter cunhado a expressão “factos alternativos” –, e uma das estrategas da sua campanha eleitoral, mencionou, numa entrevista, um massacre perpetrado por dois cidadãos iraquianos na cidade de Bowling Green, no estado de Kentucky, para justificar a decisão do Presidente de proibir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos provenientes de sete países maioritariamente muçulmanos. Só que o “massacre de Bowling Green” nunca existiu, e Conway foi profusamente criticada e ridicularizada nos media.

Um dia após a polémica, esta sexta-feira, Conway fez um tweet admitindo o erro e corrigindo-o.» [Público]
   
Parecer:

E estamos no século XXI.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»

 A nova versão do poder dos mercados?
   
«O Presidente da República revelou esta sexta-feira a manutenção do rating de Potugal pela agência Fitch. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "a agência Fitch mantém o rating de Portugal, à espera das decisões das instituições europeias", verificando-se que "em três pontos está a haver uma evolução que é positiva", como é o caso do saldo primário, da balança de pagamentos nas relações com o exterior e do crescimento económico. A declaração de Marcelo foi feita antes da Fitch fazer qualquer declaração sobre a matéria.

O Presidente português defendeu a necessidade de as instituições europeias reconhecerem que "Portugal está a dar passos" na redução do défice orçamental e na consolidação do sistema financeiro.

"É preciso confirmar estes números nos próximos meses e é preciso que as instituições europeias, olhando para isso e para a evolução do sistema financeiro, reconheçam que Portugal está a dar passos", sublinhou.» [Público]
   
Parecer:

Cavaco dizia para respeitarmos os mercados, Marcelo opta por ser o porta-voz dos mesmos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Costa diverte-se com relatórios da UTAO
   
«"Como relatório da UTAO [Unidade Técnica de Apoio Orçamental, diria mesmo que é uma coisa excelente, porque convém recordar que há cerca de um ano a UTAO previa que o défice ia ser 3,3% (do PIB), em dezembro já tinha baixado para 2,8%, hoje já vai em 2,6%. Ainda acabará com uma previsão melhor do que aquilo que o Governo prevê", disse António Costa, em La Valetta, à margem de uma cimeira informal de líderes da UE.

"Por nós, reafirmo aquilo que temos dito até agora: (o défice de 2016) não será superior a 2,3%" do Produto Interno Bruto, acrescentou o primeiro-ministro.

Na nota sobre a execução orçamental de dezembro em contabilidade pública, a que a Lusa teve hoje acesso, a UTAO apresenta uma primeira aproximação à contabilidade nacional (a ótica que conta para Bruxelas) e antecipa "um défice em torno do limite definido para o objetivo anual".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Não é bonito mas a verdade é que os técnicos da UTAO enterraram-se em sucessivos relatórios que só serviam para aumentar a especulação contra a dívida soberana portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se..»

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