quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Monsaraz
  
 Fotos dos visitantes d'O Jumento
  
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Chaminé algarvia, Tavira [A. Moura, Faro]

 Jumento do dia
    
Cavaco Silva, presidente da república

De vez em quando Cavaco Silva parece ter um ataque de uma desconcertante doença chamada Cavaco Silva e é igual a si próprio, o político que faz dele o maior erro de casting da democracia portuguesa e o mais penalizador e desastroso erro eleitoral de muitos portugueses. Foi o que agora sucedeu, só um Cavaco Silva chama solidariedade europeia a tirar muitos milhões "dos bolsos dos portugueses".

Não sei bem se Cavaco sentiu irem-lhe aos bolsos pois se o sentiu deve ir ao médico ver se anda por ali alguma coisa reanimada, não vá ter tomado alguma pastilha por engano. Cavaco esquece que esse empréstimo foi feito ainda no tempo de José Sócrates, quando ninguém tinha descoberto as malfeitorias financeiros do governo, mas esquece também que Portugal foi buscar dinheiro aos mercados para emprestar à Grécia tendo obtido juros bem mais baixos do que aqueles que ficou a cobrar aos gregos.

Nesta intervenção Cavaco diz outra coisa muito engraçada que quem diria que Portugal ia pagar tão depressa o que devia ao FMI O que Cavaco não diz é que esse pagamento não significa uma dívida mas sim pagar uma dívida criando outra. Portugal não conseguiu ter dinheiro, o que conseguiu e foi graças ao BCE foi financiar-se nos mercados a juros mais baixos do que os praticados pelo FMI.

Mas Cavaco não é um mero merceeiro nem tem desculpa para usar uma linguagem que Sousa Franco designou por linguagem de taberneiro, Cavaco foi quem esbanjou muitos milhões de ecus que em vez de terem servido para aproximar a Portugal dos níveis de qualificação e de desenvolvimento dos parceiros europeus, serviu para pouco mais do que para criar uma nova classe de burgueses inúteis, oportunistas e corruptos a que se designou por cavaquismo.

om estas intervenções Cavbaco Silva acha que coloca o que suopoe ser a sua grande inteligência política ao serviço do governo e dos partidos da coligação. Esta actuação não passa de mais um dos muitos biscates eleitorais que Cavaco tem vindo a fazer.

Como português sinto vergonha de ouvir esta linguagem naquele que para mal deste país ainda é presidente da república, com letra pequena mas ainda assim presidente. Apetece-me dizer "Ó homem, volta para Boliqueime e deixa o país seguir em frente!".

Com

«"Muitos milhões de euros estão a ser tirados dos bolsos dos portugueses" para apoiar a Grécia, afirmou, por mais de uma vez, esta quarta-feira de manhã o Presidente da República. Cavaco Silva defende que "o que não tem faltado é solidariedade perante a Grécia", recordando que Portugal, mesmo em dificuldades, já emprestou 1.100 milhões" ao país e "tem vindo a transferir para a Grécia o produto do juros das obrigações na posse do Banco de Portugal".
  
Em declarações aos jornalistas à margem do Congresso do Milho, a decorrer em Lisboa, o Chefe de Estado insistiu na ideia de que "solidariedade tem que vir ao lado da responsabilidade" e, num tom critico para com o recém-eleito governo grego, Cavaco declarou que "cada um não pode fazer aquilo que bem entende, porque pode prejudicar o outro" dado que "as economias nos sistemas financeiros estão interligadas".
  
Sobre o encontro de hoje do Eurogrupo, onde os ministros das Finanças da zona euro se vão reunir extraordinariamente para debater a crise helénica, Cavaco diz ter "esperança" que o executivo liderado por Tsipras "continue a corrigir as suas posições". "O governo grego já apreendeu algumas coisas. As propostas têm vindo a evoluir, já abandonou a ideia de perdão de divida, cada dia parece que demostram evolução. Tenho esperança de que continuem a corrigir as suas posições". Isto porque, para Cavaco Silva seria "um desastre para a Grécia sair do euro".» [DE]

 As cruzadas de Ana Gomes

Ana Gomes aprece não perder uma oportunidade para dar nas vistas, de preferência atacando o seu próprio partido porque dessa forma consegue maior exposição na comunicação social. Espetou-se contra uma parede na forma como julgou poder "entalar" Paulo portas, mas mal percebeu onde se tinha metido aproveitou-se de um comentário de uma deputada do PS para reiniciar a sua velha cruzada dos voos da CIA.

A sua identificação de Isabel Moreira como assessora de Luís amado no caso dos voos da Cia é um processo pidesco de difamação, pela forma como o diz sugere que a deputada não tem o direito da criticar por ter cometido um grande crime.Ficamos com a sensação de que recuamos ao tempo do MRPP e aos métodos desta agremiação quando Ana Gomes e Durão Barroso eram camaradas.

Enquanto esta pequena burguesia política se degladia em guerras da treta degradando a imagem do seu partido ou ajudando a derrubar o governo do seu partido são os outros que levam com doses de excesso de troikismo. Estou farto desta gente!

 O torniquete grego não impede a gangrena do euro

EM vez de curar a ferida que resultou da crise financeira de 2008 a Alemanha e uma boa parte da direita europeia achou que a melhor solução para o euro seria tratar os casos da Grécia e de Portugal como se fossem fracturas a que a aplicação de um torniquete impedia uma hemorragia grave.

O problema é que o torniquete de austeridade imposto pela Alemanha à Grécia e a Portugal não impediu a hemorragia que representa o aumento constante da dívida, assim como não resolveu o problema do crescimento, o verdadeiro problema de saúde do euro cuja infecção não está sendo combatida.

 E do Syrisa sou eu?

É divertido assistir a toda uma comunicação social que o Durão barroso dos bons velhos tempos designaria por comunicação social da burguesia, numa autêntica caçada a todo e qualquer português que tenha dinheiro na Suiça, como se não ser pobre neste país significasse ser traficante de heroína. Até apetece perguntar como o faria um antigo treinador da selçecção "e do Syrisa sou eu?".

 A evolução de Cavaco
 
Dantes dizia aos portugueses para respeitarem a vontade dos mercados, agora acha que é ateniense e diz aos gregos para respeitarem a senhora Merkel. Esperemos que tão cedo quanto possível volte a ser de Boliqueime e deixe de representar o país desta forma saloia.

      
 O cancro da Grécia ou o ébola da Ucrânia?
   
«A União Europeia que, por via da Grécia, já não sabe se amanhã é União Europeia, está com a cabeça ocupada fora da União Europeia. É como se um filho mandasse um telegrama à família: "Não posso ir ao enterro da mãe, tenho outro." E o drama é que é um telegrama avisado. Merkel e Hollande têm mesmo de estar onde têm estado, em Minsk ou onde quer que se discuta a situação das Ucrânias (isso, no plural, para que se perceba que não é de uma guerra que se trata, mas de mais brutal, uma guerra civil). O cancro da Grécia ou o ébola da Ucrânia? Optou-se pelo mal menos epidémico. E se alguém lembra: "Mas se Grécia sai, não é também uma epidemia, um castelo de cartas a ruir?", Merkel e Hollande não podem senão correr com o confusionista da unidade de cuidados intensivos... A Europa está na típica situação de quem não sabe para onde se virar porque quando a cabeça não ajuda é o continente que paga. Tinham uma união política e uma união monetária a construir e esqueceram-se da palavra de ligação: união. Com a Ucrânia, outra inadvertência: a Europa não tinha armas e deveria ter uma política e esqueceu-se de que não tinha as primeiras e escolheu mal a segunda. Não devia ter acirrado a Ucrânia contra a Rússia. Devia, como europeia, ter pensado Ucrânia e Rússia. E porque era a menos envolvida deveria ter agido de cabeça fria. Chama-se política, a arte do compromisso, que é coisa que devia ser entregue só a grandes. Mas grandes, que é deles?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.


 Caniche da senhora Merkel
   
«Em cima da reunião do Eurogrupo que vai tomar decisões sobre a Grécia, o comissário português foi claro na resposta ao Observador: “Não nos podemos esquecer que há 28 Estados-membros. Cada um desses países tem o seu eleitorado, a sua visão, e os contribuintes de cada país têm a sua posição”. “Devemos perceber a Grécia mas a Grécia também tem que perceber a situação em que está, à volta de uma mesa com 28 Estados-membros”, afirma. “Espero que tudo corra bem. Desejo o melhor à Grécia. Não são tempos fáceis”, remata. Sempre realçando que “devemos respeitar e perceber a decisão soberana do povo grego”, o comissário português recordou que “os gregos viveram anos muito difíceis” – e por isso espera uma aproximação de posições entre a Grécia e os restantes parceiros.» [Observador]
   
Parecer:

Este Moedinhas ambicioso da Goldman Sachs e ex-representante da troika no governo mete nojo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  

   
   
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