sexta-feira, abril 25, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Parada militar no dia 25 de Abril de 2004, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

Ainda bem que Paulo Portas solicitou um esclarecimento público por parte da PGR, assim todos podemos dormir descansados pois o vice de Passos Coelho é mesmo inocente no processo. Graças a Deus.

«Foi Paulo Portas quem pediu ao Ministério Público que comunicasse publicamente a sua audição como testemunha no processo dos submarinos, confirmou ao DN fonte oficial da Procuradoria-geral da República. Para isso, o vice-primeiro ministro invocou junto do MP uma disposição na lei que admite "esclarecimentos públicos quando forem necessários ao restabelecimento da verdade e não prejudicarem a investigação" a "pedido de pessoas publicamente postas em causa".

Aliás, foi com base neste artigo da lei (alínea a) do nº13 do artigo 86 do Código do Processo penal) que a Procuradoria-geral da República emitiu, hoje, um comunicado, dando conta da audição de Paulo Portas no Departamento Central de Investigação e Acção Penal como testemunha no processo dos submarinos.» [DN]
 
      
 A notícia do Coelho esfolado é exagerada
   
«Ontem, num ambiente económico - aniversário do Diário Económico e discussão sobre o fim da troika - Pedro Passos Coelho saiu-se com esta frase: "Não devemos esfolar um coelho antes de o caçar." A assistência riu, como nos cabe, povo simpático, perante frases surpreendentes. É verdade que o primeiro-ministro, sorrindo, mostrou que assumia a piada quando prosseguiu: "Eu que estou aqui e sou Coelho, não gostaria de ser caçado antes de poder dizer que nós concluímos todos os exercícios do programa de ajustamento." Ora tudo isto não faz sentido nenhum. A menos, como julgo, que o faça. Comecemos pelo inverosímil: "Não devemos esfolar um coelho antes de o caçar" dito por alguém chamado Coelho ou Melquíades é o mesmo, é sempre tolo. Mesmo os portugueses acusados de pouco sentido prático sabem que esfolar um coelho que esperneia é difícil, quanto mais ousar fazê-lo a um que ainda corre nos bosques! Por isso, porque o povo é sábio, é que não há nenhum provérbio assim. Há é um provérbio que soa parecido: "Não vendas a pele do urso antes de matá-lo"... E era aqui que o primeiro-ministro queria chegar, tanto que inventou uma frase e colou-se a ela ("eu, que sou Coelho"). Afinal, não era de economia que ele falava, mas de política: "A notícia de que o Coelho já está esfolado é exagerada...", lançou ele aos adversários. Foi subtil e se Seguro fosse prudente atirava-se também a provérbios imaginativos. O debate político ficava a ganhar.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
   
 A direita no seu melhor
   
«O PSD na Madeira decidiu excluir o símbolo do CDS dos cartazes da candidatura da Aliança Portugal ao Parlamento Europeu.

Ao contrário dos sociais-democratas açorianos que adoptaram a mesma linha gráfica da coligação nacional, no cartaz afixado esta semana no Funchal, com a fotografia da candidata madeirense Cláudia Aguiar, apenas figura o símbolo e sigla do “PPD/PSD Madeira”. Por “Uma nova Europa, a das pessoas e não do capital”, os mupis têm, no canto inferior direito, uma referência à Aliança Portugal mas omitem o símbolo do parceiro CDS/PP que estará impresso, ao lado do PSD, no boletim de voto do círculo único nacional.

A exclusão do CDS/PP dos cartazes “só prejudica a coligação, porque confunde os eleitores que verão os dois símbolos no boletim de voto”, declara o líder regional dos populares, José Manuel Rodrigues, ao PÚBLICO. “Sinceramente, não consigo perceber com que objectivo amputaram o símbolo da Aliança Portugal”, confessa.» [Público]
   
Parecer:

E chamam a essa treta "Aliança Portugal".
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Paulo Portas se também tem um relógio com a data em que vai recuperar a sua dignidade..»
  
 Até tu Tó?
   

«- Senhor ministro, calça Portugal? 
- Às vezes calço Portugal 
- depende, tem dias! 
- Isso quer dizer que nem sempre calça sapatos portugueses, certo? 
- Todos nós temos a oportunidade de comprar mais português, como é evidente. 
- Mas neste momento calça sapatos portugueses? Teve esse cuidado? 
- Neste momento? Não.   

Este diálogo, entre o jornalista do Negócios e o ministro da Economia, aconteceu a 4 de Março passado, em Milão, no final da visita de Pires de Lima a algumas empresas portuguesas presentes na Micam, maior feira mundial de calçado.    

O ministro da Economia confessou então que calçava sapatos de marca estrangeira quando tinha acabado de elogiar a performance da indústria nacional de calçado, “um sector exemplar em Portugal”, que merece que tenha “decidido sair do conforto da Horta Seca [onde se situa o Ministério da Economia, em Lisboa], para estar em Milão estes dois dias com os empresários do calçado”. (...)

Na manhã desta quarta-feira, na Conferência Executive Digest, que decorreu na Católica Porto Business School, subordinada ao tema “A contribuição da indústria para o desempenho global da economia”, Pires de Lima, após voltar a referir a indústria nacional de calçado como um sector “exemplar” em Portugal, rematou: “Até eu já tenho já tenho sapatos portugueses» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:

XCoitado, desde que deixou o negócio da bebedeira e sofreu os cortes no vencimento do Estado até já usa sapatos próprios dos xungas...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «A Santinha da Horta Seca calça-se bem, faz lembrar os sapatinhos Prada do Ti Ratzinger.»
   
 Cavaco Silva vai à China
   
«O parlamento aprovou hoje por unanimidade a deslocação do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, à República Popular da China entre 11 e 19 de maio, para uma visita oficial a convite do seu homólogo Xi Jinping.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Quando o então ministro das Finanças foi à China Cavaco interrogou-se sobre de onde estaria a vir o dinheiro para Portugal. Parece que agora a China já não faz comichão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se optou pela China porque a Dona Maria queria ver a Grande Muralha à borla.»
   
   
 Afinal a Santinha das Horta Seca não é milagreira
   
«Os maiores exportadores portugueses contribuem bem menos do que se pensa para o aumento da riqueza interna da economia, vulgo PIB, diz o Banco de Portugal.

O caso mais evidente é o do sector dos produtos petrolíferos refinados, onde a Petrogal (grupo Galp) é o maior ator: é o grande exportador por excelência, em peso e em dinamismo anual, mas importa tanto que acaba por quase anular o seu contributo aparente para a expansão anual.

No boletim económico da primavera, o banco central governado por Carlos Costa denuncia a situação, analisando o que aconteceu em 2013. “Por exemplo, os produtos petrolíferos refinados reduzem o seu peso (de 7,8% nas exportações nominais totais de bens para 1,9%) enquanto os artigos de vestuário registam um aumento (de 5,5% para 7,1%)”. É a diferença entre considerar-se a evolução normal – utilizada pelo Governo para se congratular pelo sucesso do ajustamento externo – e usar uma medida corrigida da dependência desses sectores às importações.

Também o contributo líquido dos refinados é muito menor. As exportações de bens totais avançaram 27,4% em 2013, sendo que o contributo oficial do sector em causa se saldou em 2,1 pontos percentuais. A medida corrigida baixa essa ajuda para apenas 0,5 pontos.» [DN]
   
Parecer:

Está desmontada mais uma mentira do governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento à Santinha da Horta Seca»
   
 Podemos ficar descansados
   
«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, garantiu hoje em Cantanhede que não será "candidato nestas eleições para a presidência da república".

O ainda presidente da Comissão Europeu - que falava em Cantanhede, onde foi receber a medalha de ouro do município - argumentou que precisa de mais tempo para a família e para "as leituras".» [DN]
   
Parecer:

Parece que nos vamos livrar do cheiro do peixe podre.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Festeje-se.»
   
 Pobre secretariozinho de Estado da Cultura
   
«A Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, cumpriu hoje a promessa de avançar com novas acções judiciais para travar a venda das 85 obras de Joan Miró do espólio do BPN. Fontes judiciais confirmaram ao Económico que deu entrada hoje de manhã no Tribunal Administrativo de Lisboa (TAL) uma terceira providência cautelar que visa impedir a saída da colecção do artista catalão para Londres, bem como o leilão das obras que estava previsto para Junho.

Esta nova acção judicial foi já aceite pelo TAL, que proferiu um despacho a impedir a saída das obras e o leilão, congelando assim todo o processo de venda que está em curso. Esta providência cautelar, segundo a mesma fonte, "visa evitar que as requeridas [Ministra das Finanças, Secretário de Estado da Cultura, Parvalorem, Parups e a própria Christie'S] promovam a saída e leilão das obras em causa sem que previamente seja cumprida a lei". Em causa está, diz, a Lei de Bases do Património Cultural, que "é uma lei de valor reforçado", pelo que não pode ser dada nenhuma autorização de expedição das 85 obras Miró enquanto não estiverem assegurados os procedimentos de inventariação e classificação das obras. O que só por si inviabiliza o leilão que a Christie's tem marcado para Junho, em Londres.» [DE]
   
Parecer:

O homem nunca mais se vê livre dos Miró.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     

   
   
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