terça-feira, abril 08, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Marquês de Pombal, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nunes Liberato, Chefe da Civil da PR

O que tem o chefe da Casa Civil da Presidência da República de Cavaco Silva a esconder da curiosidade dos cidadãos? Até apetece perguntar-lhe se acha que o melhor é fazer escutas a Belém para se saber aquilo que a lei determina que seja público e publicitado para conhecimento dos cidadãos, que dessa forma podem escrutinar a legalidade das despesas e a transparência dos procedimentos de aquisição. Quem esconde é porque receia que se veja.

«Há milhares de organismos e entidades públicas que não publicam qualquer procedimento de aquisição de bens e serviços no portal Base dos contratos públicos ( http://www.base.gov.pt/base2/).

A publicitação dos procedimentos contratuais no portal é obrigatória e o Código dos Contratos Públicos (CPC) determina até que a não publicitação tem como consequência a sua "ineficácia", nomeadamente em termos de pagamentos.

A pesquisa efectuada pelo i aos contratos publicados no primeiro trimestre deste ano permitiu constatar que a lista de organismos que não publicou qualquer contrato é muito vasta. E o número de procedimentos divulgados por muitas das entidades que o fizeram é irrisório, tendo em conta que estamos a falar de todo o tipo de compras para o seu funcionamento corrente.» [i]
 
 Barroso tem um futuro promissor

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 Ridículo demais para ser verdade

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Ver José Rodrigues dos Santos a invocar a edição do Público para provar que Passos Coelho tinha feito uma determinada declaração na passada sexta-feira. A RTP ficou sem imagens do debate quinzenal? A forma como o nosso jornalista muito british usa os arquivos para encontrar truques novos suscita algumas dúvidas, mas enfim, deve ser assim que se trabalha na BBC.

É óbvio que não caberia a José Rodrigues dos Santos transformar um espaço de opinião num grelhador jornalístico, a tarefa que o jornalista chamou a si foi a de tentar humilhar Sócrates, em vez de acabar com o programa recorrendo a um acto de censura, pretende-se que seja o próprio Sócrates a sair derrotado.

Mas tiveram azar e escolheram o jornalista errado, José Rodrigues dos Santos bem que montou as armadilhas, lança as perguntas conduzindo a resposta para a ratoeira que já está montada, o chuico esperto da RTP confundiu Sócrates com um javali. A estratégia é ingénua e comete o erro de meter um Chico esperto à frente do político português mais experiente e o resultado está à vista, José Rodrigues dos Santos deu cabo de uma boa parte da sua imagem, de caçador virou vítima e já se sente ofendido.

Para já José Rodrigues dos Santos não conseguiu levar o Sócrates ao tapete, já levou alguns golpes duros e em vez de acabar o combate por KO conseguiu aumentar o interesse pelo mesmo e arrica-se a ser ele a ter de abandonar por KO, por agora já foi várias vezes ao tapete.

É lamentável que um jornalista tão cuidadoso na gestão da sua imagem tenha aceite fazer fretes e, pior do que isso, tenha achado que o poderia fazer sem grandes esforços e com pouca inteligência. Foi pena, à direita ninguém vai agradecer-lhe o frete e à esquerda perdeu todo o prestígio. Confesso que esperava mais de um jornalista pago a 13.000 euros mensais, pelo menos mais inteligência e menos ar de vítima de violação.
 
 Dúvida

Terá sido Rui Machete a alertar o Durão Barroso para as eventuais irregularidades no BPN? É uma boa hipótese pois o agora ministro estava em condições de saber muito mais sobre o que se passava no banco ou na SLN do que o regulador bancário. Curiosamente este senhor sempre foi alérgico a reguladores externos quando estava `frente da Fundação Luso-Americana.
 
      
 Três anos de troika e de produção da culpa
   
«Fez ontem três anos que Teixeira dos Santos chamou a troika através de uma declaração ao "Jornal de Negócios" depois do chumbo do famoso PEC-IV. Ouvir o discurso de Pedro Passos Coelho nesse particular momento vale a pena - é um bocadinho como ouvir os discursos socialistas do PSD em 1976 ou Durão Barroso, nos tempos do maoísmo, numa reunião geral de alunos.

Faz parte do conhecimento geral que o PSD se preparava para dar luz verde ao PEC-IV (independentemente de, no meio da crise que abalava a Europa, ser praticamente impossível evitar o resgate). Nessa manhã, Miguel Relvas dá uma conferência de imprensa na sede nacional do PSD onde abre a porta à aprovação do documento. Para Relvas, "tudo o que seja reforçar" a possibilidade de Portugal atingir os objectivos orçamentais "é sempre positivo". Depois, Passos Coelho é avisado de que "ou há eleições no país, ou há eleições do PSD". A seguir ao aviso, decide chumbar o PEC porque o governo está "a atacar os alicerces do Estado social" e tem "o despudor de transferir para os portugueses os custos dos seus sucessivos erros" e ainda porque volta com "exigências adicionais sobre aqueles que são sempre sacrificados".

Pouco depois, diria à imprensa internacional - Reuters e Wall Street Journal precisamente o contrário. Tinha chumbado o PEC-IV porque as medidas eram "de menos". A partir daí nasce o Memorando da troika benzido pelo PS, PSD e CDS e fotografado por Eduardo Catroga, que reclamou como seu boa parte do articulado. Depois, desencadeia-se o mecanismo da produção de culpa, inspirado pelos deputados de direita alemães e de outros países do Norte. É a fase do "vivemos acima das nossas possibilidades", um mantra que se transforma num sucesso. É repetido à exaustão por boa parte da opinião pública, incluindo muitos dos afectados pelas medidas, e consegue manter o governo de Passos num misterioso estado de graça nos primeiros tempos. É fácil engendrar a culpa nos portugueses - Salazar não fez outra coisa em 40 e tal anos, com um incrível sucesso em termos de durabilidade. Absorvida a "culpa" e os cortes - hoje festeja-se que os cortes sejam definitivos e não vão ainda mais além - ficou-nos um país muito mais pobre, com ainda mais medo de tudo, atarantado com as possíveis alternativas e debaixo de uma ditadura de instituições europeias não eleitas. Para comemorar os 40 anos do 25 de Abril, é o pior dos retratos.» [i]
   
Autor:
 
Ana Sá Lopes.
   
   
 Tadinho do Zé
   
«A reação surgiu após o ex-primeiro-ministro dizer: "Não basta papaguearmos tudo aquilo que nos dizem para fazer uma entrevista"

O suspense estava criado. José Sócrates e José Rodrigues dos Santos voltaram a encontrar-se ontem na RTP 1, após a polémica gerada há duas semanas. O jornalista acabou por se sentir "ofendido" com as palavras do ex-primeiro-ministro.» [DN]
   
Parecer:

O José Rodrigues dos Santos parece uma criancinha indefesa que foi objecto de abuso socrático.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Machete faz concorrência a Portas
   
«O ministro dos Negócios Estrangeiros visita a partir de quarta-feira a Coreia do Sul, acompanhado por 13 empresas portuguesas, que procuram parceiros de negócios e possibilidades de exportação.

"Pela primeira vez, uma missão empresarial acompanhará uma visita oficial de um ministro dos Negócios Estrangeiros à Coreia do Sul", disse fonte do ministério de Rui Machete.» [DN]
   
Parecer:

A sorte é que não sabe falar coreano e é pouco provável que diga asneiras nalguma entrevista à rádio local.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Deseje-se boa sorte ao velho senhor da SLN.»
   
 Pobre Catroga
   
«O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga perdeu dinheiro ao aceitar, em fevereiro de 2012, o cargo de presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, cujo vencimento é de 35 mil euros por mês. Em carta enviada ao CM, o responsável da elétrica nacional sublinha que a sua remuneração foi "decidida pela comissão de vencimentos escolhida pela assembleia geral", e acrescenta: "Não chega a compensar totalmente o que deixei de ganhar pelo não exercício de outras funções de administração ou consultoria em empresas privadas." 

Na mesma carta, e a título de esclarecimento de uma notícia do CM publicada na edição da última quinta-feira, Catroga confirma que tem uma pensão de 9693,54 euros por mês, mas faz questão de sublinhar que "é uma pensão unificada, resultante das contribuições de quase 47 anos de atividade de gestão privada, e pelo facto de ter exercído funções de professor universitário em diversas fases ao longo de 20 anos em horário pós-laboral". Assim, adianta que a pensão que é paga pelo Estado "tem origem em 90% em atividade de gestão privada". Ainda sobre o seu vencimento, o negociador do PSD do Memorando de Entendimento com a troika (Catroga não é militante do PSD) refere que, para desempenhar o cargo na elétrica, teve de "reajustar a aplicação" do seu tempo às exigências da função. Apesar disso, em declarações ao CM, o ex-ministro não quis adiantar quanto perdeu por ter aceitado o cargo. E recordou que quando foi chamado por Cavaco Silva a desempenhar o cargo de ministro das Finanças, entre 1993 e 1995 e aos 51 anos, também perdeu dinheiro, já que passou a "ganhar apenas 10% do que ganhava" no setor privado. Por essa razão, remata: "Não devo nada à política, a política é que me deve a mim."» [CM]
   
Parecer:

Digamos que foi para a EDP e ainda perdeu alguns pentelhos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
   
 Os socialistas vão comer criancinhas!
   
«O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP às eleições europeias, Paulo Rangel, considerou hoje que a candidatura socialista encabeçada por Francisco Assis representa "um regresso ao despesismo" descontrolado, que levaria o país "novamente à bancarrota".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Mas que merda de político!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «»
   
 Coisas que temos de agradecer a Passos
   
«A Bial vai exportar, pela primeira vez, para os EUA, um medicamento totalmente desenvolvido em Portugal.

Em causa está o Zebinix, usado para o tratamento da epilepsia, que foi aprovado há cinco meses pelo regulador daquele país, responsável por cerca de metade das vendas de fármacos para epiléticos.

“O mercado norte-americano é ‘o’ mercado. Vem reforçar a nossa estratégia de crescimento nos mercados externos", afirmou o CEO da farmacêutica, António Portela, ao Diário Económico.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Este novo medicamento é o primeiro grande resultado dos cortes na investigação e na nova estratégia científica desenhada pelo ministro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Era de esperar, os russos querem ser russos
   
«“Com o objetivo de criar um Estado popular, legítimo e soberano, proclamo a criação do Estado da República Popular de Donetsk”. Assim foi anunciada, pelo porta-voz do movimento de manifestantes pró-russos, que se intitula de Conselho Popular de Donetsk, a intenção de libertar esta região da Ucrânia da soberania de Kiev, avança o The Guardian.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

A golpada de Durão Barroso e amigos falhou.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se por todas as consequências.»
     

   
   
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