sábado, abril 26, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 

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Grafitti, Lisboa
  
 Fotos enviadas pelos visitantes d'O Jumento

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Cravo em Lisboa neste 25 de Abril (P. Santos)
  
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Praça da República em Ovar, este 25 de Abril (M. Henrique)

 Jumento do dia
    
Cavaco Silva

O discurso de Cavaco foi pobre, banal, intelectualmente fraco, desprovido de inteligência política e será esquecido em menos de 24 hora. Cavaco não disse nada que mereça registo, se as comemorações do 25 de Abril tivessem sido feitas numa missa de acção de graças pela inspiração que Deus tem dado a Passos Coelho este discurso serviria perfeitamente para homilia. Aliás a imagem que melhor caracteriza esta presidência é a do sacristão a quem cabe abrir e fechar a igreja e ajudar na missa.

Como seria de esperar o discurso tinha de ter o seu momento cavaquista, o selo de um presidente que nunca foi nem será capaz de o ser dos portugueses mas sim dos militantes e simpatizantes do seu partido. Falando do 25 de Abril não referiu os militares de Abril entretanto já falecidos ou as vítimas das balas da PIDE no dia 25 de Abril, das vítimas mortais do terrorismo da direita do ELP, dos perseguidos pelos independentistas da MAdeira e dos Açores hoje integrados no PPD. Foi lembrar-se do arraial do cerco ao parlamento, mostrando que é incapaz de enterrar os velhos machados de guerra..
 
"É difícil compreender que agentes políticos responsáveis não consigam alcançar entendimentos"

Quem o diz é alguém que exerceu o cargo durante uma década e durante todo esse tempo não procurou qualquer entendimento seja com quem for e designava as instituição da República por forças de obstrução. Pior, o seu poder começiou exactamente por destruir o consenso entre o PSD e o PSD, levando ao derrube de um governo maioritário por um governo minoritário, por si chefiado e que aproveitou para adoptar medidas populistas, como a (nacionalista) revalorização do escudo que conduziu o país à bancarrota e a um pedido de ajuda ao FMI.

"... se privilegia o insulto e a difamação, o imediatismo e a superficialidade"

Quem escreveu o discruso a Cavaco tentou limpar o que ele disse oralmente escolhendo outras palavras, desapareceu a palavra crispação ou politiqueira o que se percebe muito bem, eram adjectivos que assentavam que nem uma luva a comportamentos e declarações do passado. Quem agora fala de insulto é o mesmo presidente que deu cobertura à actuação do seu braço-direito Fernando Lima que em colaboração com um jornalista do Público montou uma conspiração contra um governo democrático sugerindo que escutava o Palácio de Belém.

"Existe uma insatisfação crescente com o funcionamento do nosso sistema político"

Aqui Cavaco tem alguma razão, os seus amigos iam afundando o sisetma financeiro, os seus parceiros de governo são hoje riquíssimos e até ele foi acusado de fazer negócios muito originais com as acções da SLN ou com trocas imobiliárias vantajosas. Como se pode esperar que o povo tenha consideração por estes políticos?

"Ou persistimos numa visão de curto prazo, olhando para aquilo que nos divide, ou pensamos Portugal numa perspectiva de futuro, partindo daquilo que nos une"

Pois, foi precisamente isto que Cavaco Silva fez quando era primeiro-ministro, usou o dinheiro do FSE para promover a formação profissional, apostou nas ciências e nas universidades, investiu na ciência. É fácil seguir esta orientação de Cavaco SIlva, basta fazer o que ele fez enquanto primeiro-ministro.
 
"É tempo de abandonarmos a política de vistas curtas, ditada pelo tacitismo e pelos interesses de ocasião"

Quem agora parece querer atingir a oposição falando de taticismo e de interesses de ocasião, alinhando com o discurso governamental, foi o mesmo que ignorou as mais elementares regras da democracia e tentou "comprar" o apoio do PS à política do actual governo a troco de eleições em que aquele partido poderia chegar ao poder. Cavaco devia explicar aos portugueses o que entende por taticismo.

"É difícil compreender que numa democracia consolidada agentes políticos responsáveis não consigam alcançar entendimentos sobre questões essenciais para o nosso futuro coletivo"

O que é difícil de entender não é isso, é o facto de um presidente de uma democracia não entender que há posições irreconciliáveis e é para isso que servem as eleições, a democracia não é a ditadura da unanimidade imposta por agentes presidenciais ao maior partido da oposição.

"Diversos sinais apontam para um aumento das assimetrias que podem pôr em causa a coesão do país, como as desigualdades na distribuição do rendimento, as situações de pobreza, a desertificação de vastas parcelas do interior ou as acentuadas disparidades entre o litoral e o interior."

Sinais? Parece que Cavaco tem um problema grave de glaucoma político. Não são os objectivos do governo que apoia e são as políticas que ele quer que sejam consensuais.

 Cheiro a bafio

E qual será o cheiro dos livros sobre Salazar que ele aconchega debaixo da sua bunda durante as viagens oficiais?
 
 Manobras e batalhas navais

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Sempre que Paulo Portas dá sinais de divergência em relação a Passos Coelho surgem notícias sobre submarinos, desta vez o conflito estalou em torno de uma eventual descida do IRS e Paulo Portas foi ouvido como testemunha num processo que leva mais tempo e dinheiro aos contribuintes do que uma viagem de circunavegação no velhinho submarino NRP Barracuda, na imagem.

às vezes fica-se com a impressão de que entre Portas e Passos em vez de haver luta política há uma batalha campal. O problema é que nesta batalha que decorre na piscina do Palácio de São Bento enquanto Paulo Portas atinge o porta-aviões com disparos de very lights recebe em troca torpedos sob a forma de supositórios.

Será que é a esta crispação e falta de consenso que Cavaco Silva se refere qnos seus sucessivos discursos e intervenções públicas?

 Speed Flying au Mont-Blanc

 
 Sugestão a Passos Coelho

E porque não concessionar o Zoo de Lisboa a privados? Se dá prejuízo compensam-se os privados oferecendo-lhes os deputados da maioria como compensação, sempre podiam dar uns números de circo como aqueles a que já nos habituaram.
 
 25 de Abril

O povo esteve na rua, os jornalistas foram à festa da Çãozinha.
 
 Não havia mais ninguém para a capa o 25 de Abril?

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 Agora já não gozam com o Magalhães
   
«Um ato cultural na Venezuela assinalou na quinta-feira a cifra de um milhão de computadores portáteis Canaima (nome local do Magalhães) montados ao abrigo dos acordos de cooperação celebrados entre Lisboa e Caracas

O ato teve como propósito assinalar também o Dia Internacional dos Meninos, Meninas e Jovens em Tecnologias de Informação e Comunicação, uma iniciativa da União Internacional de Telecomunicações e que contou com a presença dos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manuel Fernández, e da Educação, Héctor Pérez.» [DN]
   
Parecer:

A sorte do Magalhães é ser um produto de uma empresa privada, não teria escapado ao ódio de Passos a tudo o que seja obra de Sócrates.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
     
 Russos gozam com destroyer americano?
   
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SU-24

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Destroyer Donald Cook
  
«Na semana passada, foi discutido ativamente na internet russa um comunicado de como um bombardeiro da frente russo Su-24 equipado com um o sistema de neutralização radioeletrônica de última geração paralisou no mar Negro o mais sofisticado sistema americano de combate Aegis a bordo do destroier Donald Cook.

O destroier participava das manobras americano-romenas.

“Destaque-se que a entrada de navios militares americanos neste espaço aquático contraria a convenção sobre o caráter e os prazos de permanência no mar Negro de embarcações de guerra dos países não banhados por este mar”, diz Pavel Zolotarev, perito em assuntos políticos.

A Rússia, por seu lado, enviou um avião desarmado Su-24 para sobrevoar o destroier americano.

O Aegis ainda de longe teria interceptado a aproximação do avião dando alerta de combate. Tudo decorria como de hábito, tendo os radares calculado a distância até o alvo. Mas de repente todos as telas se apagaram. O Aegis deixou de funcionar e os mísseis não receberam a indicação do alvo. Entretanto, o SU-24 sobrevoou a coberta do destroier, fez uma virada de combate e imitou um ataque de mísseis. Depois fez uma volta e repetiu durante 12 vezes consecutivas a manobra.

Após o incidente, o Donald Cook entrou com urgência num porto da Romênia.» [Gazeta Russa]


   
   
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