sexta-feira, outubro 02, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
José Cesário, secretário de Estado do Paf! aos jovens

Nem no tempo de Salazar se assistiu a tanta mentira e manipulação de dados, isto é gente sem escrúpulos e sem nível para governar um país.

«Os portugueses continuam a deixar o país e em grande número, 110 mil em 2014, tantos como em 2013. Dados do Observatório da Emigração (OE) e que foram entregues à secretaria de Estado das Comunidades em julho, já que, habitualmente, o relatório é apresentado na Assembleia da República antes das férias. O governo justifica o atraso com a falta de informação, nomeadamente do Observatório, ao qual pediram um quadro da evolução da emigração portuguesa comparada com outros países. Mas o coordenador nega o pedido de elementos adicionais.

"Ainda estamos à espera de dados, nomeadamente um quadro comparativo da emigração dos portugueses e dos restantes europeus. E há outros dados que falta reunir, também da Direção-Geral dos Assuntos Consulares. O Relatório da Emigração é muito vasto e não o podemos divulgar só com um quatro ou dois", justifica o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, para não ter publicado o relatório em julho, como aconteceu o ano passado. Em viagem pelo Canadá, acrescenta que o documento será apresentado quando regressar a Portugal, depois das eleições legislativas.» [DN]

      
 Manobra de diversão
   
«A proposta apresentada pelo Novo Banco aos emigrantes que detêm aplicações em vários produtos do BES foi aceite por 80% dos clientes, o que permite dar seguimento às alterações necessárias para a concretização da solução, anunciou esta quinta-feira a instituição.

A solução, que passa pela extinção de várias empresas e que, por isso, implicava a sua aceitação por uma maioria dos clientes, vai permitir a recuperação da quase totalidade das poupanças mas em vários anos (pelo menos seis)  e sujeita a um conjunto de condições. Em causa estão 750 milhões de euros, detidos por sete mil clientes.

A solução apresentada aos emigrantes abrange os clientes detentores de acções preferenciais dos veículos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro 8, sedeadas na Ilha de Jersey e classificados de veículos, que foram objecto de comercialização pelo BES. Há ouros produtos financeiros detidos também por emigrantes que os clientes não podem levantar e para os quais ainda não há uma solução.» [Público]
   
Parecer:

Perante a notícia de que um relatório da Comissão confirma que o Novo Banco será suportado pelos contribuintes este banco, certamente por ordem de alguém, divulga a informação de que 80% dos lesados cederam à sua chantagem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Juiz e procurador não respeitam o tribunal
   
«A mesma questão, os mesmos protagonistas: há cinco anos, o procurador Rosário Teixeira e o juiz Carlos Alexandre tentaram justificar a manutenção do segredo de justiça num processo ligado ao BPN como "medida cautelar", dado que ainda não estava decretada a especial complexidade da investigação. Em março de 2010, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) considerou "ilegal" esse argumento. Cinco anos mais tarde, e agora no caso de José Sócrates, os mesmos protagonistas insistiram na receita, mas o resultado acabou por ser o mesmo, com o TRL a rejeitar tal modo de atuar.

Foi já depois do final do prazo legal para a fase investigação do processo que envolve o empresário Ricardo Oliveira e o antigo ministro da Saúde Arlindo Carvalho (suspeitos de burla ao BPN) que se encontra em julgamento, que o procurador Rosário Teixeira pediu ao juiz Carlos Alexandre, em novembro de 2009, para decretar o segredo de justiça (isto é, mantendo os arguidos sem acesso aos autos), enquanto não estava declarada a especial complexidade dos autos, o que iria alargar tal prazo. O juiz acabou por concordar com o procurador, decretando "à cautela" a manutenção do segredo de justiça.» [DN]
   
Parecer:

Estão-se marimbando para a lei.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

 Um presidente cheio de preconceitos
   
«O Presidente da República decidiu não estar presente nas comemorações do 5 de Outubro por considerar que este é um momento particularmente delicado da situação política. A decisão não tem nada que ver com as celebrações do 5 de Outubro que a Câmara de Lisboa organizará.

Não é a primeira vez que um Presidente não intervém nessa data, nomeadamente devido à ocorrência de campanhas eleitorais. Em Belém, o momento atual é comparado a uma situação desse tipo.» [Expresso]
   
Parecer:

O melhor que ele fazia era resignar e fazer como fez com os portugueses dos EUA, despedir.-se dos da Europa e recolher-se na Quinta da Coelha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se.»

   
   
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