sábado, novembro 22, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



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Vila Verde de Ficalho

   Fotos dos visitantes d'O Jumento


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Grafitti [foto de A. Moura]
  
 Jumento do dia
    
Paulo Macedo o Opus Ministro da Saúde

Nas últimas duas semanas Paulo Macedo andou numa grande agitação, primeiro fez surf nas ondas do ébola e logo de seguida mudou-se para a praia da legionella surfou de tal maneira que se instalou na casa dos portugueses a toda a hora graças a uma imensa manobra de promoção pessoal nas televisões.

O problema é que há um outro lado que o dr. Macedo não controla e que começa a aparecer aos olhos dos portugueses, o gestor hospitalar que prefere amputar pernas por ser mais barato, as médicas que são questionadas se vão ter filhos nos concursos e os medicamentos que não são comprados. Como diz o António Costa este ministro é mesmo um exemplo de competência.

 O Maduro desapareceu

parece que o ministro Maduro terá caído num desses buracos feitos pela chuva se é que não foi arrastado para alguma sargeta. Enquanto o governo ataca a RTP o ministro da tutela está em parte incerta. Se calhar juntou a Cavaco e a outras personagens que devem estar em excursão na Quinta da Coelha.

 Filhos da mãe

Quem tira um complemento de pensão a um trabalhador que se reformou antecipadamente num processo negocial da iniciativa da empresa e no interesse desta não é um político sério, só pode ser designado por filho da mãe.

 A lembrar o BPN e o BES



 Notícias do grande Opus Macedo
   
«Há doentes com cancro da bexiga que não estão a fazer o tratamento adequado para prevenir o reaparecimento de tumores. O fármaco BCG- Medac está em rutura desde junho e não há data para reposição.
  
As falhas têm vindo a afetar hospitais públicos e privados de todo o país. Aquele medicamento, feito à base do bacilo de Calmette-Guérin (bacilo da tuberculose), está em rutura desde o dia 9 de junho, sendo que o titular de autorização de introdução no mercado previa repor o abastecimento a 20 de outubro. "Não conseguiu cumprir com esta data e não dispõe ainda da data de recolocação no mercado", referiu, ao JN, o Infarmed.» [JN]
  
«Os novos tratamentos para a hepatite C aprovados neste ano pela Agência Europeia do Medicamento e que têm taxas de cura superiores a 90% poderiam evitar, até 2030, quase 500 transplantes hepáticos num país com a dimensão de Portugal e 8500 mortes prematuras relacionadas com esta doença. As conclusões fazem parte de um estudo antecipado ao PÚBLICO e que será apresentado nesta quinta-feira num painel sobre financiamento e contratualização da hepatite C inserido no 5.º Congresso Internacional dos Hospitais.» [Público]
  
«Um elemento da administração do hospital Amadora-Sintra questionou um médico sobre qual o procedimento mais barato entre a amputação e colocação de uma prótese para salvar a perna a um doente, segundo uma denúncia feita à Ordem dos Médicos.» [JN]
  
«Várias médicas denunciaram a um advogado da Ordem dos Médicos que, nos concursos de seleção para unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lhes era perguntado se pretendiam engravidar, uma situação que o bastonário repudia veementemente.
  
Segundo o bastonário José Manuel Silva, a situação passou-se em entrevistas em concursos de provimento de admissão em unidades do SNS, embora as jovens médicas em causa não queiram identificar-se nem nomear os júris em que a situação ocorreu, por receio de serem penalizadas.» [DN]
   
Parecer:

Enquanto o Opus Macedo aproveita as desgraças alheias para propaganda em proveito próprio a comunicação social vai dando conta das desgraças de um SNS onde se cortou em tudo, onde se aumentam os horários de trabalho e mesmo assim piora a qualidade enquanto os gestores dos hospitais do Opus Macedo se revelam se vergonha no focinho.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Elogie-se a competência do Opus Macedo e pergunte-selhe se já mandou Cavaco condecorar o gestor do Amadora Sinta ou se vai convidá-lo para a missa de acção de graças..»

 Dinheiro mal gasto
   
«A Presidência da República vai gastar quase o mesmo dinheiro deste ano. No Orçamento que está na Assembleia da República, a equipa de Cavaco Silva propõe um orçamento de 14.780 mil euros, 150 mil euros mais alto que este ano, parte, justificada com a reposição do corte dos funcionários públicos.

De acordo com o Orçamento da Presidência, o Estado vai gastar na representação do Estado mais de 4.822 mil euros, é aqui que estão os gastos com os ex-presidentes da República que custam cerca de um milhão de euros por ano. Além das despesas com gabinetes, pesa nesta rubrica 220 mil euros para o próximo ano pago em subvenções, como o Observador noticiou esta semana.

No Orçamento da Presidência da República, há também um aumento na rubrica de gestão administrativa para 8.764 mil euros. O aumento é justificado pela Presidência com a garantia de “financiamento do aumento da despesa com pessoal”, em cerca de 300 mil euros. Com a decisão do Tribunal Constitucional, que levou a que houvesse uma nova reposição de salários dos funcionários públicos, a Presidência sofre um agravamento na despesa anual, caso não houvesse este agravamento, o orçamento ficaria 1,3% abaixo do deste ano, garante a Presidência.» [Observador]
   
Parecer:

mais valia levar-lhes as refeições à Quinta da Coelha e hospedar o Fernando Lima na pensão mais próxima.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Acabou o verniz
   
«A convenção do Bloco de Esquerda está à porta e é muito possivelmente a mais importante de que há memória. Num avanço inédito na esquerda, a coordenação de Catarina Martins e João Semedo foi desafiada por Pedro Filipe Soares e o duelo está renhido.”Nunca nos impusemos na liderança como tendo de ser a solução (…) mas fiquei surpreendida por uma parte da direção ter considerado que este era o momento para fazer uma divisão”, diz Catarina Martins em entrevista ao Observador.

Defende que a moção de Pedro Filipe Soares deixa o Bloco numa posição “perigosa” porque se aproxima do discurso do PS sem se querer juntar a ele, e porque fecha mais o partido em vez de o abrir à sociedade. E que a solução para as dificuldades da esquerda passa por “arriscar mais”. “Queremos ser um partido de poder”, garante, mas “só o Bloco não chega”. Então vai juntar-se a quem? “À força social”, já que nenhum dos atuais partidos responde ao mesmo apelo. Mas também aqui há um bloqueio: “Em Portugal não há mobilização social”, diz.» [Observador]
   
Parecer:

Ver um dos conjugues da liderança do BE chamar CDS à Ana Drago e amigo só pode dar vontade de rir. Enfim, parece que acabou o caviar e chegou a linguagem das sandes de courato.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Director-geral carregado
   
«O ex-presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo, o principal suspeito na operação Labirinto, tinha oito telemóveis, todos operacionais, no dia em que foi detido pela Polícia Judiciária, de acordo com o jornal Sol.

Tal terá contribuído para o facto de António Figueiredo ser, a par do empresário chinês Zhu Xiaodong, um dos suspeitos detidos em regime de prisão preventiva. Maria Antónia Anes, Jaime Gomes e Manuel Jarmela Palos ficaram igualmente em prisão preventiva, mas a medida de coação poderá ser convertida para prisão domiciliária quando forem reunidas as devidas condições.

No centro do labirinto – um esquema de corrupção que envolvia o pagamento de luvas a troco da atribuição de vistos Gold – estaria também a ex-secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes: no verão deste ano, terá recebido em sua casa António Figueiredo, o ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos e altos dirigentes dos serviços de informação, nomeadamente, o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira, e o ex-diretor do Serviço de Informações de Segurança, Antero Luís, segundo avançou o mesmo jornal.» [Observador]
   
Parecer:

O home quase teria que andar com uma mochila escolar para carregar tantas transmissões. Provavelmemnte sofria de uma qualquer tara.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 O governo anda a inventar guerras
   
«A RTP defende-se com um despacho do gabinete de Poiares Maduro, que considera transmissão de jogos da Liga dos Campeões como “acontecimento de interesse generalizado do público”, e garante que “nunca incorreria em custos extraordinários com a aquisição de programas”.

Em causa está o concurso aos direitos de transmissão dos jogos da Liga dos Campeões para o triénio 20015-2018.

A estação pública emitiu um comunicado poucas horas após o ministro Marques Guedes, no final do Conselho de Ministros, ter dito que o Governo discorda da compra de direitos de transmissão jogos de futebol pela RTP, e que deu orientações nesse sentido no passado, cabendo agora ao Conselho Geral Independente (CGI) da empresa estatal pronunciar-se.» [Observador]
   
Parecer:

A estratégia de Passos Coelho para desviar a atenção das escolas, da ministra da Justiça, do BES e do Labirinto é inventar guerras com empresas. Começou com as energéticas, agora ataca a RTP.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pela próxima vítima da coragem do governo.»
  

   
   
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