domingo, novembro 30, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Cogumelos do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo Portas

O irrevogável submarino do governo não sai nada bem do livro de Álvaro Santos pereira, uma preciosa ajuda para o país conhecer melhor o grande lutador pelo fim do protectorado.

«Durante uns tempos o país vai estar entretido a assistir ao espectáculo que a nossa justiça nos vai proporcionando: Os vários processos em curso proporcionam á populaça o prazer da vingança, começou com o processo Face Oculta, passou ao labirinto, que depressa cedeu o protagonismo a Sócrates, entretanto o Duarte Lima também levou pela medida grossa e o que não falta no MP são processos a aguardar melhor prova, comunicações dos bancos, queixas dos neo-nazis e cartas anónimas para que o espectáculo tenha mais episódios.
  
Os defensores do governo poderão sentir algum alívio temporário mas o ano que falta não será penoso apenas para quem o juíz Alexandre prender e para ele próprio, será ainda mais penoso para um Cavaco velho, cansado e com sinais de decadência que terá de se arrastar na presidência dizendo baboseiras por esse mundo fora, como essa ideia maldosa de sugerir as mulheres portuguesas aos árabes endinheirados.
  
Será igualmente um ano penoso para um governo falhado, esgotado e sem ideias, com um Portas permanentemente a dizer que é melhor do que Passos, uma ministra das Finanças roidinha de inveja porque por causa do BES quem abichou o tacho na Comissão foi o Moedinhas, e com ministros como a Paula ou o Nuno a exibir a sua incompetência por mais de trezentos dias seguidos.
  
Um dia destes o pequeno arquitecto e a Felícia perderão o protagonismo, o juiz Alexandre deixa de ser notícia, o governo continuará a arrastar-se, o presidente continuará a vender o país das mulheres bonitas, pondo Portugal a concorrer com as Filipinas ou a Tailândia. Os problemas serão os mesmos e todos perceberemos o logro em que caímos.

O problema é que o super juiz investe muito contra o Sócrates e outros ódios de estimação de alguns sectores da política portuguesa, mas não investe na economia, o seu investimento pode alimentar ódios e vinganças, mas não alimenta o progresso económico. Passada a bebedeira em que o país vai gastando as suas energias estaremos com todos os males que estávamos.» [Observador2]

 As "mulheres bonitas" de que Cavaco falou aos áabes

A propósito da sugestão de Cavaco Silva ter sugerido aos árabes endinheirados para investirem em Portugal porque por cá há muitas mulheres bonitas, aqui fica uma pequena homenagem a algumas dessas mulheres bonitas que irão atrair o investimento dos emires.

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 O arguido inconveniente

Desde há muito que a justiça se impôs pelo medo e na história de Portugal não faltam exemplos disso, desde os autos de fé, aos tribunais plenários, passando pela Santa Inquisição, sempre foi o medo que imperou. Umas vezes mais arbitrária do que outras, mas sempre recorrendo ao terror e à incapacidade de defesa por parte de quem era acusado. Os acusadores nunca gostaram muito de ser incomodados com as defesas e ainda hoje nas democracias mais evoluídas não é raro ouvirmos denúncias de actuações arbitárias de polícias e acusadores.

A aprendizagem, da democracia é um processo lento e os polícias e acusadores não costumam ser os melhores alunos quando está em causa a aprendizagem dos direitos dos cidadãos. Não admira que a prisão preventiva seja usada com tanta frequência em Portugal, quando são confrontados com os juízes de instrução os arguidos devem já estar derrotados e se foram presos preventivamente ficarão calados, destruídos e esquecidos enquanto a “justiça segue o seu curso”.

A segunda grande arma da justiça no passado era a humilhação e a difamação, a exibição de um detido em pleno aeroporto através das televisões mais não é do que a tradição medieval de prender os condenados aos pelourinhos. Os pelourinhos de hoje são as televisões e as chicotadas públicas ficam a cargo do pequeno arquitecto, da Felícia, de alguns jornalistas do Expresso e de outros que se dispõem a fazer o trabalho sujo, gente que nestas circunstâncias nunca falta.

As violações dos segredo de justiça devidamente mitsuradas com mentiras e meias verdades não são novidade na “justiça” portuguesa, sempre assim foi, os acusados sempre foram humilhados e destruídos psicologicamente, a própria PIDE era useira e vezeira na difamação dos seus perseguidos, eram pedófilos, homossexuais e tudo o mais que servisse para destruir a sua imagem.

O problema destas técnicas das polícias e outros acusadores é quando os perseguidos não vergam, são psicologicamente fortes ao ponto de responder. As polícias não sabem conviver com esta situação e se no passado havia como vergar os presos mais resistentes, agora nem tudo é possível. De vez em quando ainda se ouve falar de presos que caem ou se atiram pelas escadas, mas isso não resulta com todos.

Parece que a prisão preventiva de Sócrates pode ter sido um grave erro da justiça que se pode virar contra os acusadores. Passada esta vaga de violação do segredo de justiça veremos se as Felícias serão suficientes para tranquilizar a acusação e os super juízes ou se ainda vão concluir que meteram o pé na argola pois este arguido não “amochou”.


 Até tu Jonet
   
«A presidente do Banco Alimentar contra a Fome, Isabel Jonet, disse hoje que o crescimento económico reflectido nos números não chegou ainda às famílias mais pobres e realçou a situação dos idosos.

"O número de pedidos [de ajuda] tem vindo a aumentar porque, apesar de os número apontarem para algum crescimento económico, aquilo que vemos é que esta situação ainda não chegou às famílias de mais baixos recursos", referiu Isabel Jonet.

Em Portugal, "há muitos idosos pobres e o número de pessoas mais velhas de baixos recursos tem vindo a aumentar", alertou, salientando que "estes idosos são muito penalizados sempre que há alterações fiscais porque têm diariamente de escolher entre comer ou comprar medicamentos".» [i]
   
Parecer:

Parece que a presidente do Banco alimentar se está afastar da postura anteior.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se à senhora porque razão o faz em plena campanha de recolha de alimentos.»
  
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