domingo, junho 21, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Elevador da Bica, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Marinho Pinto

Se acontecesse no PS o que tem acontecido no seu partido em tão pouco tempo, com acusações de fascismo, imagine-se o discuro que Marinho Pinto teria no seu tempo de antena na CMTV.

«O líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, afirmou este sábado que a votação para o Conselho Nacional está a decorrer com” normalidade". O ex-deputado do PS Eurico Figueiredo, que acusou o presidente do PDR de ser um “falso profeta”, desistiu de ir a votos assim como outras pessoas.

Marinho e Pinto referiu ao PÚBLICO que desistiram 12 pessoas num total de 30 das listas para o Conselho Nacional a decorrer até às 17h00 deste sábado, na sede do partido em Lisboa. Entre elas está o antigo militante socialista Eurico Figueiredo (que encabeçava a lista C), que acusou Marinho e Pinto de avançar "de um partido que já é caudilhista para um partido fascista".

"O doutor Eurico Figueiredo faz acusações muito graves há mais de meio ano a outros membros que se sentam ao lado dele na comissão organizadora. Esse tipo de acusações define-o mais a ele do que a mim", respondeu o líder do PDR.» [Público]

 Depois do polvo Paul temos La Teta Teresa



 O Conselho que devia ter sido realizado em 2010

Ao contrário de alguns montanheiros que andam por aí exigindo o cumprimento de regras sem dizer quais são os governos eruopeus decidiram organizar agora a reunião de um Conselho Europeu que já devia ter sido realizado em 2010. É inaceitável que com vários países à beira do colapso a Europa tenha ignorado a crise e sujeito esses países a técnicos de segunda linha e sem grandes conhecimentos, como é o caso do representante do FMI em Portugal.

Esta foi uma grande vitória do governo grego.

 Esvoaçando (Expresso)

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 São uns grandes preguiçosos, esses pobres

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Segundo Passos Coelho a pobreza não aumentou e os pobres sempre foram protegidos. Isso significa que as ajudas das muitas organizações envolvidas nessa mega operação de caridade justifica-se porque os pobres são uns preguiçosos e não gostam de se dar ao trabalho de ir ao hiper.

 Sinalética do WC presidencial

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 O que querem? Tacho

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O Observadior aderiu ao Livre?

      
 Hum, a Grécia ainda há de dar umas mais-valias
   
«Alguns dizem que é só lenda, mas se julgam que isso me vai estragar uma crónica estão enganados. Então, vou contar-vos a grande batalha de Londres - há exatamente 200 anos, 20 de junho de 1815. Pouco evocada, porque ofuscada pela vizinha data de 18 de junho de 1815, a batalha de Waterloo.

Venham até à Capel Court, entrem na Bolsa de Londres e olhem para aquele indivíduo impassível, como sempre, e como sempre encostado à que já era conhecida por "coluna do Rothschild". Nathan Mayer Rothschild sente os olhos de todos tentando adivinhar-lhe as intenções e já ouviu o sussurro que lhe dedicam: "Ele sabe..." Nesse 20 de junho, os agentes do banqueiro estavam a vender as ações à pressa. Ele era um banqueiro nato, porque nasceu Rothschild e em Frankfurt (nisto de dinheiro não há coincidências, hoje sede do Banco Central Europeu). A família tinha uma noção diferente de Napoleão para conquistar a Europa - não, não seria pela infantaria nem pela artilharia - e mandara Nathan para Inglaterra, para constituir o ramo britânico dos banqueiros Rothschilds. Ele deu-se bem, sobretudo quando, embora sem comandar soldados, começou a investir na guerra: apoiou o rearmamento da Prússia e investiu nas campanhas do inglês Wellington em Portugal e Espanha.

Em 1810, Nathan Rothschild já tinha cunhado uma frase: "Comprar com o som dos canhões, vender com o som das trombetas", que influencia ainda hoje as bolsas mundiais. A interpretação é linear. Com a guerra, as massas medrosas vendem ao desbarato, é altura de os especialistas comprarem; com a vitória, os pobres diabos põem-se eufóricos, é altura de lhes vender caro. A bolsa é a capoeira livre, onde as raposas livres podem depenar as galinhas livres... Mas naquele 20 de junho de 1815, a London Stock Exchange, a Bolsa londrina, ainda não sabia se poderia usar aquela frase. Afinal, aquela tática de investimento era para ser usada em sociedades vencedoras - num país derrotado não há massas eufóricas nem investidores ousados e otimistas. Naquela manhã, ainda não se sabia qual o destino de Napoleão e, se ele fosse vencedor, com as trombetas das tropas francesas por Londres fora, as ações dos têxteis de Manchester e das companhias do império britânico não valeriam um penny.

Nathan Rothschild estava, pois, encostado à sua coluna habitual. Apesar da sua fleuma, o trabalho intenso dos seus agentes, "vendemos", "vendemos", começou a criar a convicção geral. A seguir à suspeita, "ele sabe", seguiu-se a certeza: Wellington tinha perdido, Napoleão tinha ganho! A derrota espalhou-se tão mais rapidamente quanto ela confirmava o que Londres já sabia duma batalha precedente: a 16 de junho, em Quatre Bras, entre Charleroi e Bruxelas, já o marechal Ney tinha derrotado um corpo do exército do duque de Wellington. Agora, se Rothschild se punha a vender ações ao desbarato, era porque ele sabia...

E sabia. Logo que ao tombar da noite de 18 de junho Napoleão viu chegar não o apoio do seu marechal Grouchy, mas o ataque do marechal prussiano Blücher, a sorte de Waterloo estava decidida. Um enviado de Rothschild correu para Ostende, atravessou o estreito de Dover. Chegado a Inglaterra, mandou um pombo-correio para o patrão. Não havia um só jornalista em Waterloo, mas quando Nathan Rothschild entrou na bolsa, a 20 de junho, já sabia o que ninguém mais em Londres sabia. Os seus agentes atiraram-se a vender as ações e os outros brokers precipitaram-se no mesmo. Mas quando as ações caíram nas ruas da amargura, o banqueiro comprou-as com sofreguidão.
Entretanto, o duque de Wellington regressou a Bruxelas, a 19. Foi para casa da sua amante Lady Frances Webster repousar e só à tarde concluiu o relatório para o ministro da Guerra, Lord Bathurst. Entregou-o a um oficial, juntamente com dois estandartes das águias napoleónicas conquistadas. O oficial só chegou a Londres com a novidade da vitória no dia 21. Depois de a vitória inglesa tornar-se oficial, o banqueiro Nathan Rothschild pôde praticar a parte adequada da sua frase: "(...) vender com o som das trombetas."

Houve muitas versões sobre como viajou a notícia do acontecimento que mudou a Europa. Diz-se também que houve sinais de luzes: "Wellington defeated [o que pode ser "derrotou" ou "derrotado"] Napoleon at Waterloo", o que, com o nevoeiro a interromper a notícia nas duas primeiras palavras, causou confusão... Mas a história de Nathan Rothschild encanta-me. Até pelo que ela sugere para a atualidade. Agora, 200 anos exatissimamente depois, que a Europa está à beira dum acontecimento que a pode acabar, será que há alguém encostado a uma coluna, matutando no lucro que lhe pode trazer a Grécia?» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

 A 10.000 metros de altivez
   
«1 A bordo de um avião da TAP, a caminho de uma viagem de Estado à Bulgária, o Presidente da República achou a ocasião própria para declarar um “alívio” a venda da companhia aérea.

Como vem sucedendo ultimamente e com uma frequência preocupante, também desta vez Cavaco Silva perdeu uma excelente oportunidade para guardar silêncio ou ponderar melhor o alcance do que disse. Primeiro, por respeito à tripulação daquele avião e a todos os trabalhadores da TAP, que vivem tempos de incerteza e instabilidade que certamente o Presidente não pode dissipar. Depois, por respeito às gerações de portugueses, residentes e emigrados, que andaram ao colo da TAP e com a TAP ao colo, sustentando-a com a sua fidelidade e com o seu dinheiro (500 milhões, por exemplo, no governo do dr. Cavaco Silva) e que a consideravam coisa sua — agora vendida sem lhes dar cavaco.

Ao considerar a venda da TAP um “alívio”, o Presidente ou conhece os termos do contrato ou assina de cruz a decisão do Governo

Ao considerar a venda um “alívio”, o Presidente deixou insinuada uma de duas coisas: ou que conhece os exactos termos do contrato de venda (que ninguém mais, excepto o Governo, conhece) ou que, mesmo desconhecendo-os, assina de cruz a decisão do Governo. Na primeira hipótese, é notável para quem está há dois anos a reclamar consensos e, pelos vistos, não se importa e é solidário com um negócio feito no desconhecimento e contra a vontade do maior partido da oposição e da totalidade dos donos da empresa: os contribuintes. Na segunda hipótese, o apoio entusiástico de Cavaco Silva a um negócio cujos contornos desconhecerá e não poderá avaliar, significaria apenas um passo — mais um — na direcção de apoio incondicional que vem dando ao Governo em funções, a quatro meses das urnas. Lamentável, mas já sem surpresa para ninguém.

Aliás, lá em cima, a 10.000 metros, ponderando sobre as críticas recebidas a este propósito, Sua Excelência declarou-se também absolutamente indiferente a elas, com o “ego satisfeito” que lhe dão as quatro maiorias absolutas recebidas ao longo destas penosas duas décadas em que ocupou o topo do Estado. É assim que ele reflecte sobre os dados referentes ao crescente descrédito com que uma maioria consistente de portugueses analisa o seu desempenho. Mas está de saída, já não lhe importa o que os portugueses pensam sobre ele. A seu tempo, tratará de cuidar para que a historiografia oficial registe apenas o que lhe interessa. E, daqui até ao final do mandato, não é provável que Cavaco Silva tenha de abdicar, em visitas de Estado, de aviões fretados à TAP sob a insígnia “Air Portugal”, que certamente prefere a aviões fretados à EasyJet ou à Balkan Airlines. O que não faltou a Cavaco Silva foram motivos de alívio. 

2 Já com os pés bem assentes na terra da Bulgária, Sua Excelência aproveitou também uma pergunta de circunstância para azucrinar os gregos e o seu Governo. Fica-lhe mal, é feio bater em quem está por baixo e melhor teria feito em deixar essa tarefa para o seu Governo, pois que a representação do Estado não se adequa com o envolvimento nas questões dos governos europeus. Aliás, deverá ter acreditado no desonroso acontecimento a que assistiu, quando, noutra visita de Estado à República Checa, tinha Portugal acabado de pedir ajuda externa, ouviu, em silêncio, o anfitrião checo criticar, em termos ofensivos, os portugueses e o seu Governo. O novo-riquismo é sempre uma coisa feia de ver.

3 Felizmente, tenho fundadas razões para crer que as palavras de Cavaco não chegaram à Grécia e ao seu Governo — com coisas bem mais importantes em que pensar por estes dias. Ou, se chegaram, terão produzido o mesmo efeito que as críticas internas produzem em Cavaco Silva, segundo o próprio: nenhum.

Esta quinta-feira à tarde, em Atenas — no que se anunciou como o último dos dias D para a Grécia —, enquanto o Eurogrupo discutia no Luxemburgo o futuro dos gregos na Europa, o céu ficou subitamente cinzento e a chuva começou a cair, augurando más notícias, depois de dias de sol e calor tórrido. Mas, passadas umas duas horas, o sol estava de regresso, as colinas de Atenas e a da Acrópole estavam outra vez nítidas, como estava o mar do Pireu, para lá delas, e o Parténon vigiava do alto da cidade, lembrando que aqui começou a Europa dos valores que são os nossos. No ar, havia de novo um horizonte de ilhas, de ciprestes e de oliveiras, a inteireza do mundo mediterrânico que será para sempre a melhor civilização que o homem conseguiu criar.

O clima refletia a incerteza destes dias, entre a chuva e o sol, a descrença e a esperança. De um povo que, como me contava uma jornalista grega, se habituou a viver há meses com o seu destino suspenso — não já dia a dia, mas hora a hora. 

A única certeza é que 84% dos gregos querem continuar na UE e no euro. Mesmo que critiquem os excessos de linguagem e de arrogância, apoiam maioritariamente o Governo do Syriza — não pelo que conseguiu, mas pelo que tentou. Por ter tentado, por ter resgatado o orgulho da Grécia. Sabem que cometeram erros e leviandades e que estão a pagar por eles. Mas também acreditam que a receita dos credores é um caminho de empobrecimento sem saída.

No centro de Atenas há menos trânsito e muito menos turistas do que eu guardava memória. Quer ali quer na periferia, não vi gente parada ou a vaguear sem destino: aparentemente, a vida continua como sempre. Não há sinais evidentes quer de miséria quer de riqueza (o parque automóvel é bem mais pobre do que o nosso e metade dos gregos desloca-se de moto). Os fins de tarde e a célebre vida nocturna da cidade já não são senão um resquício na zona da Plaka. A maior parte das pessoas está em casa, em frente à televisão. À espera que lhes digam se o seu futuro está a Leste ou a Ocidente, como tantas vezes sucedeu na história milenar desta terra. Por muito que os teóricos e os economistas se esforcem por dar lições sobre o que é e o que deve ser a Europa, a história continuará a ser sempre a chave de todos os entendimentos.» [Expresso]
   
Autor:

Miguel Sousa Tavares.

      
 Coreia do Norte tem cura para a Sida
   
«Anos e anos de pesquisa de investigadores para encontrar a cura da SIDA ou do Ébola. Tudo em vão, diz o governo da Coreia do Norte. O regime de Kim Jong-un diz ter encontrado uma vacina para “infeções nefastas”, como as provocadas pelo VIH, Ébola e pela MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente).Anos e anos de pesquisa de investigadores para encontrar a cura da SIDA ou do Ébola. Tudo em vão, diz o governo da Coreia do Norte. O regime de Kim Jong-un diz ter encontrado uma vacina para “infeções nefastas”, como as provocadas pelo VIH, Ébola e pela MERS (Síndrome Respiratória do Médio Oriente).» [Observador]
   
Parecer:

Sugira-se que a vacina tenha o nome Kalashnikov e que seja testada no autarca de Loures, um admirador confesso do regime.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se a proposta.»
  
 Ministério Púb,ico 1 - 0 Democracia
   
«Os números são claros e confirmam um dos grandes receios de António Costa: a prisão preventiva de José Sócrates pode ser determinante para o desfecho das legislativas. Esta é a opinião dos portugueses inquiridos para o barómetro de junho do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), feito para o DN, JN, RTP e Antena 1.

Ora, 54% das pessoas não têm dúvidas de que o processo judicial que motivou a detenção do ex-primeiro-ministro irá influenciar o resultado do PS nas próximas eleições, enquanto 42% julgam que o caso não terá efeito nas urnas. Apenas 4% afirmam que "não sabem" ou não respondem à questão.» [DN]
   
Parecer:

Era de esperar e quem fez a coisa sabia-o muito bem.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns à procuradora-geral escolhida pelo governo e designada por Cavaco.»

 Quem gosta de futebol gosta de ver Neymar jogar
   
«O selecionador do Brasil, Dunga, realçou hoje a sanção de quatro jogos de suspensão a Neymar, que o exclui praticamente da Copa América, considerando que "quem gosta de futebol gostaria de o ver em campo".» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Dunga tem toda a razão mas a quem tem de dizer isso é ao Neymar e não aos vão ver futebol para o ver jogar e em vez de futebol assistem a sessões de porrada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 A nossa duquesa d'Alba
    
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«A Procuradora Geral Adjunta e diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, Maria José Morgado, recusou hoje que a investigação do Ministério Público tenha em conta ´timings' políticos, como a realização de eleições..» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Esta senhora começa a lembrar-me da Duqesa d'Alba... Terão sido separadas á nascença e a nossa foi metida na roda?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»



  

   
   
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