sábado, julho 04, 2015

Não dou para esse peditório

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Nos intervalos das filas do Multibanco os gregos tiveram cinco dias para servem atingidos por doses de cavalo de manipulação política, agora têm um dia de reflexão, vão ter de escolher qual a melhor das chantagens, a escolha é entre a chantagem dos países do Eurogrupo que só enviarão dinheiro para alimentar a economia grega se livrarem a Europa do(s) Syriza(s) e a chantagem do governo grego que lhes diz que ou votam no não ou levam com um pouco mais de austeridade do que aquela que o Syriza aceita. O Eurogrupo está a mando da Merkel e quer que o Euro seja o marco, o Syriza vê a oportunidade de lançar o seu projecto político.
  
A esmagadora maioria dos gregos não está estudando as teses do Varoufakis e do Louçã, nem lhes passa pela cabeça ler os artigos dos prémios Nobel ou os editoriais do Financial Times e muito menos ler o último relatório do FMI, para confirmar se o mesmo tem uma única frase, a que o Tsipras está usando para dizer que tem razão. A esmagadora maioria dos gregos quer saber se no próximo mês terá pensão, se na segunda-feira pode ir levantar dinheiro para comprar o almoço, se os hospitais vão ter medicamentos para tratar os doentes. Os defensores do sim dizem que isso só será possível se houver um acordo nos termos exigidos por quem vai dar o dinheiro, os defensores do não garantem que a recusa das exigências levará a um perdão de dívida e mais uma década de fartura. Os gregos dividem-se entre votar com medo dos credores ou votar convencidos de que metem medo a esses mesmos credores.
  
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Para o Syriza o referendo não serve para perguntar aos gregos o qual as melhores soluções para os seus problemas, o referendo serve os seus resultados serem usados nas negociações, isto é, quem votar sim está cedendo ao estrangeiro e está contra a Grécia, votar em nome da Grécia é votar não, a pergunta é clara, como dizia a Helena Rioseta nem é necessário tempo para pensar, e´sim ou não, pergunta-se aos gregos se aceitam as imposições do estrangeiro. Isto significa que quem votar sim é olhado pelos seus concidadãos, pelos seus vizinhos, pelos seus colegas de trabalho, até mesmo por familiares como um traidores, como um defensor dos interesses estrangeiros.
  
É isto um exercício da democracia como defendem se assumem como os herdeiros da democracia da Grécia Antiga? O referendo foi convocado para exibir a vontade dos gregos aos credores e estes reagiram em conformidade, querem que os resultados do referendo sirvam para derrubar um governo eleito segundo regras democráticas. A Europa que bombardeia a Líbia em nome de uma Primavera Árabe para abrir caminho ao EI acha agora que a democracia europeia é um referendo onde os gregos se dizem amantes da Europa sob pena de o seu país ser destruído?  Vamos ter uma Europa feita de Alemães do Leste que queriam comer Hamburguers da Mc Donalds, Checos que queria usar calças Lewis, gregos que queriam cair nas graças da senhora Merkel, Polacos que queriam vir a Fátima sem restrições, a Europa da democracia dá lugar á Europa da chantagem e das fantochadas eleitorais, a Europa da solidariedade e da coesão social dá lugar à Europa dos bajuladores e da caridade internacional.
  
É divertido ver os que por cá votaram contra o PEC IV serem agora a favor de uma proposta de austeridade do governo Grego que tem o triplo da dose de austeridade que constava naquele PEC. Por cá juntam-se personalidades dos mais diversos quadrantes em defesa do Syrisa, são, por coincidência, muitos dos que ajudaram direita e Cavaco a derrubar o governo anterior, os que se afirmavam democratas contra um primeiro-ministro autoritário, os que defendiam uma má maternidade porque os deixariam de haver portugueses no Alentejo. É lamentável que tantos democratas estejam a alinhar num peditório miserável. Agora ignora-se que em quatro dias o primeiro-ministro fez quatro discursos na televisão, fazendo lembrar o Kadafi, o ministro das Finanças deu três entrevistas e que os defensores do não quase não tiveram acesso à comunicação social e são apontados como traidores. É isto a democracia que o Manuel Alegre & Friends defende? É assim que o Passos Coelho imagina uma Europa? Desta forma indigna que o Cavaco decide quantos ficam dos 19?

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Panteão Nacional, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Anabela Rodrigues, ministra da Administração Interna

Recebeu quase quatro anos de trabalho do seu antecessor e em poucos meses destruiu quase todo o trabalho que tinha sido feito pelo ministério. Esta senhora confunde o ministério com uma quinta que herdou da avó.

«Cerrca de meia centena de polícias estão concentrados junto ao Ministério da Administração Interna (MAI), para protestarem contra a proposta do estatuto profissional e exigirem à ministra que retome as negociações. Numa vigília convocada pelo Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), o protesto conta com a participação de outras estruturas sindicais da PSP, designadamente o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes (SNCC), Associação Sindical Autónoma de Polícia e Sindicato Unificado da Polícia (SUP).  

Alguns dirigentes do SINAPOL aproveitaram o protesto para entregar folhetos aos turistas que passavam pelo Terreiro do Paço, para dar a conhecer os problemas dos polícias. "Estamos aqui para que a ministra [da Administração Interna] perceba que as negociações têm de continuar", disse o presidente do SINAPOL.» [Expresso]

 Manuela Ferreira Leite

Ao ouvir a ex-líder do PSD no seu tempo de antena na TVI24 fiquei com a impressão que tinha acabado de entrar em modo Passos Coelho, depois de anos a criticar o governo já se adivinha a sua declaração de apoio, da última vez apoiou Passos por detestar Sócrates, veremos a explicação de 2015. Entretanto a senhora lançou uma nova tese sobre as forças de obstrução, a ex-ministra das Finanças acha que um governo que conta com a Administração Pública, com centenas de assessores e adjuntos e que paga milhões a consultores externos em vez de ser auditado devia ter uma espécie de Tribunal de Constas a anteriori, que fizesse sugestões pedaógicas. Enfim, mais lata é difícil.
  
 A lei do enriquecimento ilícito

Com procuradores como o Teixeira e juízes como o Alexandre não percebo o porquê da adopção desta lei. Com a actual lei já se prende primeiro, condena-se na comunicação social e só se acusa depois, ainda querem mais? Um dia destes todos os portugueses nascem acusados e têm até aos seis anos para provarem que são inocentes, parece que os nossos justiceiros querem que o MP funcione como pia baptismal onde se lavarão os pecados dos que já nascem fruto do pecado.

 Cavaco Silva

Cavaco Silva só não anda de fato laranja com medo de o confundirem com um fundamentalista de Guantanamo, fundamentalista é mas quando grita Allahu Akbar não se refere ao deus de Maomé mas sim ao deus da alta finança de Frankfurt.

 Mais uma estopada do Cavaco

A única coisa boa dos discursos do Cavaco Silva é que estamos sempre á espera que ele tenha um fanico.

PS: repararam que na cerimónia no Panteão o Presidente da República cantou o hino nacional para dentro, até me lembrei do Deco nos jogos da selecção!


 O outro lado do sucesso do Núncio Fiscoólico
   
«Os dados constam da Conta Geral do Estado (CGE) de 2014, publicada esta semana, e que revelam um total de 13.539 milhões de euros de impostos por cobrar. Ou seja, liquidações que foram emitidas e que ainda não foram objecto de cobrança e/ou anulação ou extinção.

Para o fiscalista João Espanha a receita fiscal que escapou aos cofres do Estado significa que "não basta liquidar impostos, é necessário cobrá-los e, para tal, a máquina de cobrança tem de estar bem oleada e é preciso que quem seja chamado a pagar tenha dinheiro para o fazer".

De facto, a CGE de 2014 conclui que o montante de impostos que ficou por cobrar não sofreu praticamente qualquer alteração face a 2013 (13.545 milhões de euros). Esta variação quase nula é explicada por ter havido mais impostos por cobrar no IRC e IRS (339 milhões), apesar do bom desempenho na cobrança do IVA (355 milhões). Diz o boletim que houve uma redução do total de receita de IVA por cobrar (-6,1%) pelos montantes que se conseguiram recuperar, enquanto as receitas de IRS e IRC tiveram uma variação contrária, mais 5,2% e 4,3% respectivamente.

Do total de receita que não entrou nos cofres do Estado, 7,6 mil milhões de euros são impostos directos (pesando aqui o IRC 58% com 4,4 mil milhões de euros) e cerca de seis mil milhões a impostos indirectos com a fatia de leão a caber ao IVA (5,5 mil milhões).

Prescrições de 83 milhões

O relatório revela ainda que o Estado deixou de cobrar 83 milhões de euros por dívidas ao Fisco já prescritas. O valor de impostos prescritos aumentou 85% face aos 44 milhões registados em 2013. "Este aumento expressivo foi comum aos três principais impostos", lê-se no documento: as prescrições de IVA aumentaram 65% para 52 milhões, seguindo-se o IRS (mais 20% para 16,3 milhões de euros) e o IRC (mais 15% para 12,3 milhões).

Segundo a CGE, no valor global de prescrição (cujo prazo é, regra geral, de oito anos) estão englobados 47 milhões de euros de dívida que já se encontrava declarada em falhas. Ou seja, devido à falta de bens penhoráveis do contribuinte executado ou por se encontrar ausente em parte incerta o devedor do crédito penhorado.

As anulações de dívidas fiscais efectuadas em 2014 somaram 390 milhões de euros, menos 35,5% face a 2013. Em causa está a anulação de 74.580 dívidas, contra 185.187 que tinham sido anuladas em 2013 num total de 605 milhões de euros. Nos montantes de dívidas anuladas, IRC e IVA foram os que registaram maiores quebras.» [DE]
   
Parecer:

Nem tudo são sucessos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Questione-se o SEAF sobre estes dados.»

 Saco azul?
   
«Antero Henrique foi constituído arguido por suspeitas de espionagem a atletas do FC Porto. O vice-presidente do clube servia-se da SPDE, empresa de segurança no centro da investigação desta quinta-feira, para vigiar ilegalmente os futebolistas, avança o Correio da Manhã.

O jornal adianta que existem “milhares de horas de escutas telefónicas aos suspeitos, tendo sido transcritas várias conversas entre Antero Henrique e Eduardo Silva, dono da SPDE.”

No âmbito das buscas – relacionadas com a Operação Fénix e realizadas esta quinta-feira na sua casa – a PSP apreendeu 70 mil euros em notas de 500, e Antero Henrique foi constituído arguido. A sede da SPDE também foi um dos alvos da operação, depois de Eduardo Silva ter sido detido.» [Observador]
   
Parecer:

Para que teria um dirigente desportivo 70.000 euros em notas de 500?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao senhor se era para dar gorjetas.»

 PT passou a ser caloteira
   
«A Associação Nacional de Empresas de Tecnologias de Informação e Eletrónica (ANETIE) diz que o a PT Portugal está a fazer "vai além do aceitável". A Associação, disse o seu presidente Vítor Rodrigues,  está a fazer um levantamento de todos os fornecedores da PT nas áreas de tecnologia para poder tomar uma posição fundamentada junto das autoridades e eventualmente recorrer aos tribunais.  

A PT Portugal, diz Vítor Rodrigues, não está a tratar todos os fornecedores da mesma maneira. Os mais pequenos e mais expostos à PT estão a ser mais pressionados, enquanto face aos grandes fornecedores que ameaçam sair, a operadora tem estado a recuar. A Novabase, como já noticiou o Expresso, foi uma das que ameaçou sair, a outra foi a Accenture.» [Expresso]
   
Parecer:

Dantes pagava e ainda eprdia dinheiro no BES.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Pires de Lima se era a este comportamento que se referia nos seus elogios à Altice.»
  

   
   
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sexta-feira, julho 03, 2015

Solução

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Sejamos honestos, os que dizem que a alternativa a esta política na Grécia é diminuir a austeridade ou andam iludidos ou não dizem o que pensam, não há política económica que salve a Grécia enquanto esta tiver que sustentar o serviço de uma dívida brutal. Dizer que uma ajuda à Grécia que mantenha a dívida e que assente num aumento desta graças ao financiamento externo de um aumento do défice é mentir. Não há solução económica que torne a dívida da Grécia sustentável.
  
Qualquer solução para a Grécia passa por uma redução drástica da sua dívida o que implica um perdão dessa dívida por parte das instituições europeias. As alternativas que se colocam à Grécia são apenas duas: ou não paga porque não pode ou não quer ou não paga porque os credores assumem uma parte substancial dessa dívida. A primeira hipótese é a defendida pelos teóricos da aritmética, 19-1=18, nesse cenário a Europa e o mundo teriam custos mais elevados do que os decorrentes de um perdão de dívida e teríamos de continuar nessa tabuada dos idiotas, depois do 19-1 viria o 19-2 e, porventura, o 19-3.
  
Mas um perdão da dívida resolve apenas o problema do financiamento da despesa pública grega, não garante que em poucos anos as mesmas políticas ou as mesmas causas económicas ou políticas que conduziram a esta crise não se repetiriam num futuro próximo. Não basta estalar os dedos e aumentar o défice orçamental para que a economia cresça de forma radiosa, como se viu nos últimos anos os défices com quase dois algarismos resultaram em crescimentos raquíticos.
  
É preciso encontrar formas para assegurar investimentos e criação de empresas que criem emprego para jovens cada vez mais qualificados, criando mais riqueza e exportando produtos mais competitivos e com maior valor acrescentado. É preciso inverter o ciclo miserável da última década em que o país investiu na qualificação enquanto a economia apostava na desregulamentação e nos baixos salários. Nunca teremos salários suficiente baixos para competir com os países africanos ou com os países asiáticos, se tivermos salários baixos não conseguimos competir com os nossos parceiros europeus para fixar os quadros mais qualificados.
  
A solução da Grécia é a mesma de que Portugal precisa, uma dívida dentro do suportável (abaixo dos 70% do PIB) e políticas económicas que apostem em sectores, como as economias renováveis, com vista ao progresso e internacionalização do país e não para vender ao primeiro chinês que apareça e nos prometa dar um bom emprego a um qualquer Catroga cá da praça. As economias grega e portuguesa não estão magras apenas por falta de alimento, estão magras devido à doença. Uma doença que se chama pouca qualificação dos trabalhadores, pouco investimento que aposte na qualificação e um Estado que apodrece em favorecimentos pessoais e em pagamentos a consultores externos, escritórios de advogados e em compras inúteis.
  
As causas da crise económica permanente em que Portugal vive há duas décadas, depois de uma integração falhada porque conduzida por um incompetente dado às aritméticas tem muitas causas, baixa qualificação, pouca concorrência, favorecimento de tubarões empresariais parasitários, corrupção, desvalorização e desqualificação dos políticos, etc., etc.. Dizer que tudo se resolve com um mero aligeirar da austeridade e esperar que o Tsipras ganhe esperando que daí resulte uma gorjeta da senhora Merkel para Portugal é pura hipocrisia. 

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Baixa de Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Bruno de Carvalho, presidente pato-bravo do SCP


Se verdade que o SCP confinou os adjuntos a duas salas em actividade, como ouvi na TV, então poderemos estar perante uma prática de assédio laboral. Ou os juristas do SCP confundem a lei com a lei do Bruno ou este está a ser mal aconselhado pelos seus juristas. É mau que um grande clube como o SCP se comporte no domínio das relações laborais com o SCP se está comportando.
 
O SCP não é nem uma empresa, nem uma empresa qualquer que possa recorrer a truques para torturar psicologicamente os trabalhadores com o objectivo destes cederem a decisões à margem dos contratos que assinaram. O SCP é uma instituição de utilidade pública e da mesma forma que se invoca este estatuto na hora de eprseguir ou pedir para que os seus dirigentes sejam perseguidos pela justiça, como decorre das palavras que ouvi do seu presidente da assembleia geral, também tem obrigações no respeito das leis laborais, abstendo-se de truques de patos-bravos.

É lamentável que tanta gente notável sportinguista manifeste a sua solidariedade com os antigos treinadores, mas não têm a coragem de exigir ao presidente do SCP que se comporte em conformidade com o cargo em vez de actuar como um pato-bravo sem valores éticos.


«João Pedro e Gonçalo Pedro, adjuntos de Marco Silva, não puderam entrar esta quinta-feira na Academia para se apresentarem no arranque dos trabalhos leoninos. O acesso foi-lhes negado pelo clube, o que levou os dois técnicos a chamarem a GNR para registarem o sucedido.

Quando Marco Silva foi informado do processo disciplinar que visa o despedimento com justa causa, João Pedro e Gonçalo Pedro foram informados pela SAD qye estavam dispensados, mas que, ao contrário do que sucede com Marco Silva, não estavam inibidos de frequentar as instalações leoninas, isto enquanto decorre a negociação das rescisões de contrato.» [DN]
 

 E quem pena nos gregos?

A extrema-esquerda grega queria provar ao mundo que a sua solução é a melhor e tentou levar a Europa a um perdão de parte significativa da dívida grega, ainda que nunca o tivesse assumido nas negociações. Assim, empatou as negociações com papelinhos atrás de papelinhos, ameaçou os alemães com contas antigas do seu passado nazi, fez de tudo para conduzir o debate para onde pretendia, quando percebeu que as coisas correram mal e estava num beco sem saída convocou um referendo. A ideia era negociar mais uns papelinhos e levar a Europa a escolher entre os custos de um perdão da dívida e o impacto da bancarrota grega nas economias europeias.
  
À chantagem grega a Europa respondeu com chantagem, os gregos ameaçavam levar a Europa para o fundo, esta sugeriu aos gregos que experimentassem. A extrema-esquerda foi a jogo e organizou um simulacro de bancarrota durante a semana que antecedeu a farsa referendária que convocou, a Europa alinhou no simulacro e fechou a torneiras das notas de cinquenta euros com que os gregos se abasteciam diariamente com levantamentos diários de mil euros. Agora o papel-moeda está escondido nos colchões e a economia grega entrou em regime de PREC. Tsipras aproveita para estimular o voto no não, a Europa faz os gregos provar o sabor amargo da receita do Syriza.
 
Os políticos da direita portuguesa querem a bancarrota da Grécia porque isso os favorece e só agora que a estratégia se tornou evidente para os eleitores é que decidiram mudar o discurso. Cavaco Silva decidiu assumir mais uma vez a liderança desta direita trauliteira e montanheiro e foi claro, dezanove menos um são dezoito, a Grécia está a mais na zona euro. A esquerda que sempre foi alérgica a referendo descobriu agora as virtudes de um referendo convocado quase sem regras e num quadro que é tudo menos favorável a escolhas esclarecidas e democráticas.  O PCP sonha com revoluções, o BE quer fazer seu o programa do Syriza se as coisas correrem bem e o PS espera que da desgraça grega resulte uma mudança na política europeia.
 
Os europeus não vão passar a fome dos gregos, os políticos gregos não são propriamente pobres, o Tsipras continuar a viver sem ter de ir ao mercado enquanto o Varoufakis regressa para o Texas, o pessoal do BE continuará com vencimentos parlamentares e no caso da revolucionária de Estrasburgo continuará a ganhar os 20.000 por mês. Quem sofre e vai continuar a sofrer são os gregos, são os trabalhadores das empresas que vão fechar, são ios pensionistas que só receberam metade da pensão de Junho, é o cidadão comum que com bancarrota ou com austeridade vai ficar bem mais pobre.
 

Por acaso alguém está preocupado com o cidadão grego comum, com aqueles que não apareceram nos telejornais a levantar molhadas de notas de cinquenta euros, com os agricultores idosos das muitas ilhas gregas que mal conseguirão perceber o texto do referendo e nem percebem o que se está passando.  Foi assim que começaram todas as desgraças europeias, a pequena burguesia da política lutaram pelo poder até muito para além do aceitável e foram os povos que se lixaram.

 O Sporting não tira ninguém das fotografias

Mas o treinador que lhes deu uma taça de Portugal nem constou da lista dos candidato a melhor treinador. Compreende-se, no Sporting os excluídos nem t~em direito a serem fotografados.
  
 Cartoon

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 Nem aposta é: a Grécia fica porque sim (2)
   
«Se o problema é financeiro, não se compreende o desperdício: nos últimos 14 dias houve sete reuniões extraordinárias do Eurogrupo. Expliquem-me: "Extraordinárias" porquê, se acontecem dia sim, dia não? Como ensinou Paulo Portas, o político: porque nada na política é irrevogável. Os filósofos gregos pensaram tudo isto há muito tempo. Heráclito, por exemplo, o pai da dialética. Tudo flui, dizia ele... Olhem a cara de Alexis Tsipras, que parece dizer-nos: "Deixem ver se vos percebo... Então, vocês emprestaram-nos dinheiro, certo? Bom, e agora querem-no de volta?!" Não é a cara de um aldrabão, que foge do pagar. É espanto sincero de quem não vê uma relação imperativa entre emprestar e querer ser pago. Para Tsipras, não é que essa não seja uma possibilidade a ser ponderada. É. Mas não é a única! É legítimo que ele pense assim porque, por exemplo, da primeira vez que Mario Draghi passou por uma ponte grega era diretor executivo da Goldman Sachs e levava a Grécia a gastar à doida; agora, da segunda vez que Draghi passa pela ponte grega, é patrão do BCE e pede contas certinhas... Conclui Tsipras, naturalmente: como tudo se transforma, discuta-se tudo. Mais exemplos de que Parménides, o metafísico, estava errado quando dizia que tudo era imutável? Ontem, Merkel: "Não à retoma de negociações antes do referendo." E, também ontem, Hollande: "Tem de haver um acordo antes do referendo." Europa, dialética e contraditória. Ainda bem. Discute-se.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes



 Livre mas torto
   
«Afinal, o advogado Ricardo Sá Fernandes, que tinha ficado em terceiro lugar no círculo eleitoral do Porto nas primárias do Livre/Tempo de Avançar para as legislativas deste ano, vai ser cabeça de lista. Suspeitas de irregularidade nos votos que deram vitória a Daniel Mota levaram a queixas à comissão eleitoral que acabou por considerar 46 votos inválidos e fazer a reorganização da lista: Daniel Mota passa agora para 11º lugar, na nova lista já ordenada com o critério da paridade.

A decisão foi tomada depois de a Comissão de Ética e Arbitragem ter recebido várias queixas sobre o processo eleitoral realizado no Porto, todas elas recaindo sobre os votos que deram vitória ao candidato Daniel Mota. Perante as suspeitas, a Comissão decidiu analisar o caso e optou pela recontagem dos votos, explica o Livre/Tempo de Avançar em comunicado.


Em causa está o facto de os 46 votos por correspondência que foram enviados através do círculo do Porto terem todos “a mesma hora de registo no posto de correios”, lê-se no comunicado. Ou seja, a situação insólita levantou dúvidas sobre a individualidade do voto e sobre o caminho que o voto terá feito até chegar à urna, que é, neste caso, a caixa postal.» [Observador]
   
Parecer:

Parece que a luta por um lugar no parlamento vale tudo e no Caso do Livre nem era difícil "comprar" um lugar de cabeça de lista pelo porto, bastaram 46 votos para que o 11.º classificado tivesse passado para 1.º, o que quer dizer que o esquema da escolha não passou de uma encenação mediática.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 FMI já defende o óbvio
   
«Atenas tem de reformar a sua economia, mas isso leva tempo, e os credores oficiais europeus (Comissão Europeia através dos fundos europeus de resgate, países que celebraram empréstimos bilaterais à Grécia e Banco Central Europeu) têm de providenciar “financiamento adicional e alívio de dívida”. Eis a posição do Fundo Monetário Internacional (FMI) preto no branco no dia em que o Eurogrupo e a chanceler Angela Merkel decidiram que só haverá retoma de negociações entre Atenas e os credores oficiais após o referendo grego de 5 de julho.

O FMI endossou esta quarta-feira a posição a título pessoal expressa pelo seu economista-chefe Olivier Blanchard num artigo colocado a 14 de junho no blogue do Fundo, que o Expresso referiu na altura.

O FMI considera, agora, oficialmente, que a melhor metodologia para lidar com a atual crise grega é “uma abordagem equilibrada expressa num blogue recente pelo economista-chefe, com a Grécia dando os passos para reformar a sua economia e os parceiros dos países europeus providenciando financiamento adicional e alívio de dívida”. O comunicado sublinha, ainda, que sabe por “experiência” que a mudança de uma economia “é difícil e leva tempo”.» [Expresso]
   
Parecer:

Isto vai acabar com uma reestruturação da dívida grega, mas sem o Syriza no poder.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

 O regresso do filho pródigo
   
«Miguel Relvas era próximo de Passos Coelho e uma das figuras de relevo do PSD, muitas vezes tratado como o ‘homem do aparelho’. Mas casos como o da polémica licenciatura prejudicaram a sua imagem, levando mesmo à sua demissão.

Numa altura em o antigo governante está de volta à vida pública, para a apresentação do livro ‘O outro lado da governação’, sobre a reforma administrativa, o seu eventual regresso à ‘luta’ política volta a estar em cima da mesa.

Ao Diário Económico, fonte próxima de Relvas assegura que, embora o regresso à política não seja para o imediato, definitivamente o afastamento do social-democrata da política não foi “para sempre”.» [DE]
   
Parecer:

Filho pródigo ou progenitor político de Passos Coelho?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Relvas se não seria aconselhável estudar primeiro.»

 SCP recorre a assédio laboral?
   
«João Pedro e Gonçalo Pedro, adjuntos de Marco Silva, não puderam entrar esta quinta-feira na Academia para se apresentarem no arranque dos trabalhos leoninos. O acesso foi-lhes negado pelo clube, o que levou os dois técnicos a chamarem a GNR para registarem o sucedido.

Quando Marco Silva foi informado do processo disciplinar que visa o despedimento com justa causa, João Pedro e Gonçalo Pedro foram informados pela SAD qye estavam dispensados, mas que, ao contrário do que sucede com Marco Silva, não estavam inibidos de frequentar as instalações leoninas, isto enquanto decorre a negociação das rescisões de contrato.» [DN]
   
Parecer:

Se verdade que o SCP confinou os adjuntos a duas salas em actividade, como ouvi na TV, então poderemos estar perante uma prática de assédio laboral. Ou os juristas do SCP confundem a lei com a lei do Bruno ou este está a ser mal aconselhado pelos seus juristas. É mau que um grande clube como o SCP se comporte no domínio das relações laborais com o SCP se está comportando.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Reserve-se lugar para o espectáculo final.»

 Joca, o novo Guarda Abel....
   
«Os investigadores acreditam que a empresa de segurança privada funcionava como base formal para este grupo considerado perigoso pelas autoridades. A PSP descreve-o como um "grupo violento que operava numa considerável faixa do território nacional".

O sócio-gerente da SPDE, de 42 anos, foi detido pela PSP pouco depois das 1h30 em sua casa, em Lavra, Matosinhos, adiantou fonte policial. Agentes do Grupo de Operações Especiais da PSP arrombaram a porta da habitação para cumprir o mandado de busca e detenção.

Por essa altura, já o empresário se tinha apercebido da presença da polícia através de câmaras de vigilância colocadas no exterior da residência. Alarmado, telefonou a vários seguranças ligados à sua empresa e a Jorge Couto, ex-agente da PSP, expulso em 2011 da polícia depois de investigado por agressões.

Joca, como era conhecido entre os colegas, apareceu junto à habitação de Eduardo Silva envergando um colete anti-bala da polícia e foi de imediato detido. Ao que o PÚBLICO apurou, existia também um mandado de detenção em seu nome. Desde que foi expulso da polícia, fazia segurança ilegal e era suspeito em vários casos de agressões e extorsão. O ex-agente ficou também conhecido devido ao grau de parentesco com Bruno Pinto Pidá, seu primo e alegado líder do gangue da Ribeira do Porto, que cumpre 24 anos de prisão pelo homicídio de um segurança cabo-verdiano em Novembro de 2007. Nesse ano, o Porto ficou marcado por uma guerra entre grupos de seguranças da qual resultaram outras três mortes.» [Público]
   
Parecer:

O que faria um civil vestindo um colete anti-bala, ainda por cima num dia quente?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Português com sorte
   
«Heitor Lourenço foi detido no Aeroporto de Paris, quando se preparava para regressar a Lisboa num voo da Trasavia.

Momentos antes de o avião descolar, o piloto mandou sair todos os passageiros, encaminhando o ator português para a esquadra do aeroporto.

Foi lá que a polícia o informou de que teria sido “denunciado por suspeitas de terrorismo a bordo e que tinha estado a recitar o Corão em voz alta, a dizer um texto que envolvia a palavra morte e bomba. Acharam, portanto, que era um terrorista e suspeitaram de uma ameaça de bomba”, segundo explicou à SIC.

Só mais tarde percebeu o motivo da confusão: uma vez que o voo se tinha atrasado, Heitor Lourenço ocupou o tempo a fazer meditação, lendo a partir do smartphone um texto com caracteres tibetanos. Ao seu lado, tinha ainda o tablet, que cronometrava o tempo que gastaria a meditar. O passageiro do lado terá achado que o ator contava o tempo para a bomba explodir e terá feito a denúncia.


O incidente fez com que Heitor Lourenço permanecesse na esquadra durante seis horas. De lá só saiu quando as autoridades viram vídeos seus na internet e leram, na Wikipédia, que era referenciado como budista.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se fosse em Portugal ficava seis meses em prisão preventiva até que um competentíssimo procurador e um competentíssimo juiz provassem que era mesmo um perigoso terrorista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Como cresceu o Big Mac
   
«Vinha sorridente, bloco de apontamentos na mão, e quis ficar de frente para a porta. "Tenho amigos que percebem disto, não vá o Diabo tecê-las", justificou. Depois respirou fundo. Estaria indisponível para declarações ou 15 minutos de fama. Mas explicaria o que o movia, "em nome de um futuro melhor para os nossos filhos".

Desconhecido dos portugueses até há semanas, Paulo é militante e ex-dirigente do PSD no distrito, católico praticante e empresário. Saiu do quase anonimato aos 42 anos para denunciar à Justiça "o alpinista político", vice-presidente do partido, Marco António Costa, os "seus homens de mão" e a sua "rede". A tese, vertida para sete páginas e enviada ao Ministério Público em finais de abril, é esta: Marco promoveu o "tráfico de influências" e enriqueceu "sem olhar a meios". A Procuradoria abriu o inquérito 567/15.9TELSB, atualmente em curso na 12.ª secção do DIAP do Porto.

O texto da denúncia foi viral nas redes sociais. Os principais visados reagiram com honra ferida e desdém. Marco anunciou uma queixa-crime, o deputado Miguel Santos resume o caso a "teorias da conspiração" e o secretário de Estado Agostinho Branquinho não pretende perder tempo com o assunto. "Ouvir o Paulo a falar do PSD é a mesma coisa que ouvir o emplastro a dar palpites sobre o FC Porto", reagiu Virgílio Macedo, líder da distrital, lamentando as "alucinações".» [Visão]
   
Parecer:

Uma ternura...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Leia-se.»


  

   
   
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quinta-feira, julho 02, 2015

Democracia à grega

Imagine-se que a direita portuguesa tivesse convocado um referendo para a semana seguinte à discussão da petição das senhoras anti-aborto para perguntar aos portugueses se aceitavam as alterações da lei propostas pelas tais senhoras. Teria caído o Carmo e a Trindade com a indignação da esquerda e em especial dos syrizas tugas, que era anti-democrático, que coisas tão importantes não se decidem sem reflexão, que não havia tempo para a oposição intervir, que o governo estava em vantagem. Como é lógico teriam razão e até poderiam usar tal referendo para demonstrar a desconfiança histórica da esquerda portuguesa em relação a esta forma de ouvir os eleitores.
  
Imagine-se que quando Vítor Gaspar se demitiu à pressa com uma carta reconhecendo o falhanço estava em Belém uma espécie de Cavaco de esquerda que tivesse optado por convocar um referendo para a semana seguinte para que o povo se pronunciasse sobre a continuação da austeridade ou a recusa em continuar a aplicar o memorando mais as suas sucessivas alterações secretas. Passos Coelho protestaria, a Europa declararia o referendo ilegal e o Hollande ameaçaria deixar de bombardear a Líbia, onde os seus Miraje estavam a dar uma preciosa ajuda ao EI, para atacar São Bento.
  
No meio deste ambiente de PREC em que a Europa mergulhou vale tudo, o governo  grego fazem chantagem sobre a Europa ameaçando-a de arrastar a zona Euro para a bancarrota da Grécia, ameaça os outros países do sul com o contágio das consequência das suas decisões, dizem que não saem da zona euro mesmo que o país tenha de regressar a um regime económico assente na troca directa. Por sua vez, a Europa faz chantagem com os gregos ameaçando-os com a miséria se não votarem no sim e chamam a si a decisão sobre as consequências do referendo substituindo-se à Grécia para decidir quem pode e quem não pode ser governo, nada que já não tenha sucedido no passado, foi com um Conselho presidido por António Guterres que a Europa condenou a Áustria ao isolamento porque os austríacos elegeram radicais de direita, primos dos mesmos radicais de direita que na Grécia formaram um governo com os radicais da esquerda.
  
No meio de tudo isto e em ambiente pré-revolucionário os gregos vão votar ainda que não saibam no que estão votando. Uns votam não porque a sua agenda ideológica é indiferente às consequências económicas, outros porque ainda acreditam que a Europa tem medo da bancarrota grega e da estratégia de terra queimada de Tsipras e Varoufakis, alguns acreditam mesmo que a democracia grega se sobrepõe à vontade dos outros povos numa espécie de subsidariedade eleitoral. Os do sim acham que estão votando nas legislativas e que se a coisa der para o torto os militares dão a volta à situação com o apoio da Europa.
  
Há quem chame a isto um exercício de democracia, há quem considere este referendo uma emanação democrática dos antepassados dos gregos, há quem defenda que é com referendos organizados desta forma e com perguntas que mais parecem uma página da Wikipédia que se deve decidir o futuro de um país e de um povo e provavelmente o sucesso ou a desgraça da União Europeia. Noutros tempos os coronéis ou as guerrilhas do partido resolviam isto a tiro, agora transformaram os gregos em monições de uma guerra feita na comunicação social e, por enquanto, com manifestações de rua.
  
Se o sim ganhar o Syrisa vai abandonar o poder ou vai manter-se para cumprir o mandato e volta a arrastar os pés durante mais uns meses com a economia grega paralisada e com as caixas multibanco a emitir senhas de racionamento? Se o não ganhar o que vai fazer o Syrisa perante credores que dirão que o referendo não os vincula?
  
A verdade é que seja qual for o resultado do referendo a Grécia entrará num impasse, quer no plano da política interna, quer no quadro das negociações com os credores. Isto porque o referendo não passa de uma farsa democrática de valor muito questionável, decidido de forma emotiva e num ambiente de crispação em que o governo usa as vantagens do poder. A Grécia estava à beira da bancarrota e com esta fantochada democrática arrisca-se a que no domingo fique também à beira de uma guerra civil.

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Olaria do Desterro, Lisboa

   Mais uma mentira do Jumento

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Depois de saberem que em Portugal também havia um Coelhino metido em lides eleitorais as "Hookers 4 Hillary" decidiram manifestar apoio ao seu amigo português.


  
 Jumento do dia
    
Rui Rio

Rui Rio continua a ser o não candidato que é candidato, mas que não sabe como se candidatar, sem se comprometer com o governo do seu partido e fica furioso quando os jornalistas sugerem a sua candidatura. Quer ser candidato sem correr os riscos de o assumir, é um pré-candidato que não quer ser ou deixar de ser, é um não candidato que será candidato se tiver a certeza de ganhar,

Há poucos dias Rui Rio disse cobras e lagartos dos jornalistas que anunciaram a sua intenção de se candidatar, agora parece ser um gato a ronronar enquanto um patrão da imprensa e membro do PSD lança a sua candidatura.

«Rui Rio continua sem dizer se avança ou não para a corrida presidencial, mas há já quem não disfarce a vontade de ver o ex-autarca no Palácio de Belém. Esta terça-feira, foi a vez de Francisco Pinto Balsemão, fundador do PSD, a empurrar Rio para o cargo de Presidente da República, deixando bem claro que era Rio quem colhia a sua preferência para ocupar o cargo.

De todas as candidaturas anunciadas, semi-anunciadas, verdadeiras, hipotéticas, até agora conhecidas, a eventual candidatura de Rui Rio à Presidência da República é a que mais confiança e entusiasmo e confiança me inspira”, deixou bem claro o líder do grupo de comunicação social Impresa.

A sede lisboeta da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas estava cheia para a apresentação da biografia de Rio, “Raízes de Aço”. À chamada, no entanto, faltaram as figuras de proa do PSD. Ainda assim, o antigo Presidente da Câmara Municipal do Porto não se pode queixar de falta de apoio de Balsemão: entre muitos elogios ao perfil do antigo secretário-geral social-democrata, o militante nº1 do PSD fez questão de sublinhar que vê em Rio o homem capaz de “liderar a Chefia do Estado”.» [Expresso]
  
 JJ prometeu acordar o leão adormecido
  


 Queixa à entidade errada

Pires de Lima, senhor dos programas e programinhas, queixou-se à PGR de que alguém anadava a querer ganhar algum por conta das privatizações fazendo-se passar por seu representante. Independentemente de se poder concluir que se alguém queria ganhar algum é porque o negócio o justifica, convenhamos que Pires de Lima se queixou à entidade errada. Só mesmo alguém muito parvo ou doido é que se faria passar por representante de tal personagem pelo que em vez de uma queixa aos polícias de toga devia ter-se queixado às autoridades de saúde e o senhor impostor seria um case study curioso para os investigadores do Hospital Júlio de Matos. A dúvida estaria em saber se os investigadores deveriam estudar o Pires de Lima ou o suposto investigador.

Se os ministros, secretários de estado e directores gerais começarem a queixar-se e a encher páginas de jornais com estas notícias da treta o melhor será deixar de ler jornais. Imagine-se o que seriam centenas de notícias acompanhadas por páginas e páginas de auto-elogios como o que agora fez o ministro do e-Bay das empresas públicas portuguesa, cinco linhas de queixa e uma página de afirmação das suas grandes qualidades como pessoa, como político e como chefe de família.

 O conceito de fraude fiscal tem as costas largas


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Em Portugal tudo o que não seja receita fiscal cobrada em condições absolutamente normais e dentro dos prazos é tratado, por mera conveniência política, como sendo resultado do combate à fraude fiscal. O que se entende por um resultado do combate à fraude?

Se um cidadão se atrasa por falta de meios no pagamento de um imposto que foi liquidado e acaba por o pagar algum tempo mais tarde no âmbito de um processo coercivo o montante que entretanto pagou é considerado um brilhante resultado no combate à fraude fiscal. Se um inspector discordar de um determinado procedimento contabilístico e decide propor uma correcção dos impostos pagos estaremos perante mais um brilhante sucesso no combate à fraude, mesmo que uns anos depois o tribunal dê razão ao contribuinte pois nessa ocasião ninguém irá fazer mais uma notícia sobre o tema.

Em Portugal tudo é combate à fraude fiscal, desde as conclusões dos inspectores a tudo o que seja cobrança coerciva, nem que seja um IUC pago com multa no dia seguinte ao termo do prazo estaremos perante mais um brilhante resultado no combate à fraude fiscal, algo que só foi possível graças a Deus e à competências infinita do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Todos os governos recorreram a este truque propagandístico mas desde que Paulo Macedo subiu na vida graças à manipulação dos resultados que os nossos políticos descobriram que inventar resultados no combate à fraude fiscal era uma forma de promover gente desconhecida a verdadeiras estrelas da política.

Analisemos os dados da notícia:
  1. 1.041 milhões são notas de cobrança emitidas em resultado de correções efetuadas. Não são valores cobrados. São apenas liquidações emitidas. A maioria dessas liquidações são imediatamente impugnadas para os tribunais e nunca são pagas. Estatisticamente devem ser pagos cerca de 10% daquele valor;
  2. 1.148 milhões são cobrança coerciva, que não é a mesma coisa que combate à fraude. O governo considera, pr exemplo, que um contribuinte que pague os seus impostos em prestações contribui para o combate à fraude.
  3. No segundo quadro vão-se buscar mais 757 milhões, considerando-se que o crescimento da receita fiscal entre 2013 e 2014 que não resulta de crescimento económico, resultou do combate à fraude. Esta é a primeira falácia. A segunda é que para compor o ramalhete, na comparação que fazem retiram da receita de 2013, os valores cobrados pelo perdão fiscal daquele ano, sendo, porém, certo, que na sua maioria, as receitas cobradas através dele, são receitas desses mesmo ano.

Como é óbvio a esmagadora maioria dos leitores "engolem" o título e uma boa parte dos que se dão ao trabalho de a ler ou desconhecem a terminologia ou não fazem a mais pequena ideia do que é ou não receita fiscal e muito menos se interrogam sobre o que é ou não fraude fiscal.

Uma pergunta ao SEAF: de todos estes milhões de sucessos quanto correspondem a gente que operava na economia informal e que graças à competência do governo no combate à fraude fiscal foi obrigada a passar  declarar os seus proveitos e a sujeitar-se ao pagamento de impostos? A resposta a esta pergunta seria uma preciosa ajuda para reflectirmos de forma honesta sobre o tema.

A verdade é que há anos que os governos contabilizam vitória atrás de vitória no combate à evasão e fraude fiscais e tanto quanto se sabe estes sucessos não fizeram diminuir o peso da economia informal nas estimativas que vão sendo feitas sobre a sua dimensão económica. Enfim, há aqui algo de muito estranho, tanto sucesso no combate à fraude e esta não para de aumentar.
  
 Uma forma estranha de cumprir a lei

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O governo não só prometeu reembolsar a sobretaxa ou parte dela em função dos resultados do combate à fraude fiscal, como se obrigou pela lei do Orçamento a divulgar periodicamente os resultados para que cada cidadão se entretivesse a sonhar. Tendo em conta que estava em causa um ano orçamental o periodicamente tanto pode significar mensalmente, como bimensalmente como trimestralmente, como quadrimensalemente, como ainda semestralmente. Chegados a Julho é óbvio que o governo se esqueceu de cumprir a lei que em boa hora ele próprio criou.

Bem, se calhar não é bem assim e em vez de publicar os resultados no site da AT conforme determina a lei o governo achou mais interessante divulgar os dados no Expresso com a imagem do casal maravilha. É pouco provável que venha a haver dinheiro e se a Grécia for à bancarrota como o nosso governo parece desejar ainda levamos com outra sobretaxa, mas sempre vamos podendo lamber os dedos enquanto lemos o Expresso que é cada vez mais uma montra da doçaria governamental. Esta ligação do Expresso de Pinto Balesemão ao governo ter´alguma coisa a ver com as dificuldades que o grupo Impresa pode vir a ter por causa dos novos donos da PT, como prevê João Rendeiro no seu blogue? A verdade é que nunca se viu uma SIC ou um Expresso tão mansinhos para com um governo do PSD.

 A democracia segundo os bloquistas

É lindo ver os nossos bloquistas elogiando uma democracia só porque vai haver um referendo convocado com uma semana de antecedência com um governo a dominar a comunicação e sem que os defensores do sim possam assumir-se sequer enquanto tal.

 "Venham a mim as criancinhas", Jesus Cristo 

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«Então lhe trouxeram alguns meninos, para que lhes impusesse as mãos e orasse por eles; e os discípulos repreenderam aos que os trouxeram. Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os impeçais de virem a mim; porque dos tais é o reino dos céus.» (Mateus 19:13-14) 
  
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«Naquela hora chegaram-se os discípulos a Jesus e perguntaram: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? Jesus, chamando para junto de si um menino, pô-lo no meio deles e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Quem, pois, se tornar humilde como este menino, esse será o maior no reino dos céus. Aquele que receber um menino, tal como este, em meu nome, a mim é que recebe; mas quem puser uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e que fosse lançado no fundo do mar.» (Mateus 18:1-6) [Wikipedia]

Como se pode ver a preferência e aposta de Jesus nos Jovens não é de agora, da fase que inicia com o rgresso à sua casa que também era a do Virgolino, Jesus já dizia para irem a ele as criancinhas desde há cerca de 2000. anos. A promessa está feita, ao contrário do que suicedeu com os putos do Seixal os meninos de Alcochete entrarão no Reino dos Céeus da equipa principal.

 A boleia

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Fotos de Pooh Chan.
  
      
 Jornalismo de qualidade
   
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Artigo de Miguel Prado, no Expresso
  
«Uma entidade portuguesa levou cerca de 30 jornalistas, incluindo Miguel Puro Veneno aos EUA.
Fez parte do pacote, viagens em primeira classe entre os vários destinos, quatro dias em Las Vegas para assistir ao Rock-In-Rio LA, passeios de helicóptero no Grand Canyon e algumas incursões noturnas que será melhor ninguém se lembrar.

Chegados a Lisboa – ou mesmo ainda na viagem de avião – cada um destes jornalistas desatou a fazer entrevistas aos responsáveis da operação ou análises mais críticas ou laudatórias sobre as excelsas qualidades da operadora. Resultaram daqui extraordinárias peças jornalísticas que primaram pelo seu rigor, isenção e elevado nível ético.

No seu conjunto esta operação custou a módica quantia de € 500 000, ou seja, uns € 16 000 por cada jornalista.

No mundo dos delegados de propaganda médica que, em tempos imemoriais, utilizavam as viagens de incentivo, estas viagens acabaram por ser contabilizadas no IRS dos médicos como receitas em espécie.

Aguarda-se, ansiosamente, o que acontecerá aos € 16 000 de receita em espécie no IRS destes cerca de 30 jornalistas.

E já agora quantos prémios de excelência no jornalismo resultarão desta magnífica operação.» [Arma Crítica]
   
Autor:

João Rendeiro.

  O MP fez mais uma vítima sem qualquer julgamento
   
«A decisão está fechada e deverá ser anunciada pelo próprio esta quinta-feira. Suspeito de prevaricação e tráfico de influências, o ex-ministro da Administração Interna terá a partir de amanhã a imunidade parlamentar levantada, por votação unânime dos deputados da Comissão de Ética. José Pedro Aguiar-Branco poderá substitui-lo como cabeça de lista da direita pelo distrito de Braga» [Expresso]
   
Parecer:

É mais uma vítima do sistema policial em que se está transformando a democracia portuguesa, os portugueses podem votar mas apenas naqueles que não foram destruídos pelos procuradores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»

 Estranha forma de ser democrata
   
«“São os políticos que eu contesto em Portugal a decidir? O que é isto”, reage António Marinho e Pinto ao pedido de perda de mandato ao Parlamento Europeu apresentado pelo MPT na Assembleia da República. O partido pelo qual Marinho foi eleito alega que este, ao ter trocado de partido (fundou o PDR), perde o lugar – uma regra que existe para os deputados à Assembleia da República.

Ao Observador, Marinho e Pinto diz-se “tranquilo” pois considera que não tem que ser a Assembleia da República a decidir tal matéria e que o MPT já terá tentado junto do Parlamento Europeu suscitar a questão sem ter tido sucesso. “Então o Rui Tavares do BE não deixou o partido e não formou outro e não perdeu o mandato”, lembra.» [Observador]
   
Parecer:

Para marinho Pinto a legitimidade dos deputados não vem do voto do povo, vem da sua opinião pessoal sobre eles.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Marinho pinto que se vá dedicar à política na Coreia do Norte, pode ser que o líder local morra sem deixar descendentes.»

 Wolfgang Schäuble de Coimbra?
   
«Para o professor da Universidade de Coimbra, o “governo grego desafiou a paciência das instituições e dos demais governos”, ao beneficiar de regras diferentes, como prazos de amortizações e juros incomparavelmente favoráveis, e mesmo assim continua a entregar-se a uma “provocadora chantagem à União Europeia e aos Estados-membros”.

Por nunca se ter convencido de que quem “necessita de empréstimos alheiros não pode ditar unilateralmente os seus termos”, Vital Moreira defende, num artigo que hoje assina no Diário Económico, que os gregos não devem ter dúvidas em punir a “irresponsabilidade” dos governantes.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se a senhora Merkel soubesse do Vital Moreira já o tinha convidado para esrever uns artigos sobre política europeia para publicar no site da chancelaria,
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Vale tudo menos cortar cabeças
   
«Do lado do Governo, a defender a proposta, estava Luís Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, que começou logo por dizer que as secretas portuguesas estavam “desarmadas” para lutar contra fenómenos de terrorismo e de criminalidade altamente organizada e que, por isso, era preciso legislar no sentido de alargar a sua capacidade de intervenção. O caso do jovem ligado ao Estado Islâmico que matou a tiro quase 40 pessoas num resort na Tunísia esta sexta-feira foi lembrado a esse propósito.

Para Marques Guedes, e respondendo às críticas dos partidos mais à esquerda no Parlamento, dotar as secretas da possibilidade de acederem a dados de tráfegos das comunicações – “não ao conteúdo, não às escutas, apenas aos metadados” – não vai contra a Constituição nem contra as liberdades e direitos individuais à privacidade. “Quem vai contra a Constituição e o Estado de Direito são os terroristas, o que é inconstitucional é decapitar pessoas, é pôr bombas para matar milhares de pessoas, isso é que é inconstitucional”, disse o ministro já na sua intervenção final no Parlamento.» [Observador]
   
Parecer:

Este ministro é um advogado muito liberal.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Vão mexer na vigarice dios jogos na televisão
   
«O regulador de media ERC considera que “existem fortes indícios de ações enganosas e de práticas comerciais desleais” nos concursos de participação telefónica nos serviços de programas televisivos e vai produzir uma diretiva sobre este tema.

“A temática dos concursos públicos de participação telefónica inseridos em programas das estações generalistas RTP1, SIC e TVI, bem como a promoção aos mesmos no decorrer desses programas suscitou a submissão à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) de várias participações e pedidos de informação, recebidos entre 27 de janeiro e 27 de novembro de 2014″, refere o regulador na sua deliberação, datada do início de junho, sobre o tema.

O Conselho Regulador delibera (…), independentemente da continuação dos procedimentos tendentes à avaliação das participações de diversos cidadãos sobre estes concursos, relativamente aos quais existem fortes indícios de ações enganosas e de práticas comerciais desleais, remeter a presente deliberação aos operadores televisivos RTP, SIC e TVI, subscritores do acordo de autorregulação, convocando, subsequentemente, os mesmos para uma reunião na ERC”.

O objetivo, adianta o regulador, é “serem apresentadas soluções para a supressão das falhas subsistentes nos concursos publicitários com participação telefónica”.» [Observador]
   
Parecer:

Aqui,lo que existe em Portugal é um casino ilegal em cada estação de televisão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «ASpliquem-se as regras do jogo a estes concursos.»
  

   
   
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