Quarta-feira, Dezembro 07, 2011

O regresso da velha Europa

A queda do Muro de Berlim que poderia ter representado mais uma época de desenvolvimento na Europa acabou por desencadear um processo que só poderá terminar em conflitos e revoluções como sempre sucedeu. As feridas nunca foram curadas, basta visitar os museus europeus para ali verem o resultado da pilhagem, o Museu Britânico tem uma boa parte da história grega que foi desmontada pedra a pedra e roubada, a Alemanha nunca pagou o que Hitler destruiu e nem sequer devolveu as riquezas que pilhou na Europa ocupada, a própria Alemanha foi pilhada pelos soviéticos e os museus russos ainda hoje escondem o resultado das sua pilhagens. Não há nenhum país europeu que não tenha problemas de fronteiras, nem mesmo Portugal que se gaba de ter as fronteiras mais antigas da Europa tem um espinho chamado Olivença.

Hoje percebe-se que a direita europeia não aprendeu nada durante o século XX, nunca concordo com o modelo social europeu, o projecto de integração ou a criação do euro não passaram de oportunismos de circunstâncias. Mal se viram livres da ameaça dos misseis nucleares russos começou acorrida à destruição de tudo o que cheire a progresso social e perante a primeira grande crise financeira internacional cada país colocou o seu interesse acima do da Europa e onde era habitual uma resposta conjunta ouviram acusações. Foi uma vergonha na história da Europa ver ingleses a designar por pigs quatro estados europeus, ouvir governantes idiotas a reafirmarem sucessivamente não serem como os gregos, ou políticos e negarem a existência de uma grave crise internacional e a jogar com a segurança dos seus países para assaltarem os governos.

A Europa está a desmoronar-se e uma direita idiota, dela dizia Miterrand ser a mais estúpida do mundo, insiste em arranjar bodes expiatórios a sacrificar no altar dos mercados, como se a imensa dívida alemã que absorve uma boa parte dos recursos financeiros mundiais não fosse mais responsável do que as dívidas das pequenas economias da EU. A mesma Merkel que apelava ao investimento público quando o Lehman Brother faliu vem agora mandar troikas chicotear os países que lhe obedeceram. O mesmo palermar que está à frente da Comissão da EU que hoje defende tudo o que a Merkel combina com o totó que é marido da Carla Bruni esquece que foi a Comissão Europeia a defender o levantamento do limite aos défices para responder à crise internacional.

A EU ainda existe como agremiação unida por interesses e enquanto cada país tiver a ganhar ou pensar que ganha mais do que o vizinho nesta EU sobreviverá. Mas já está suficientemente fragilizada e incapaz de responder aos mercados, os investidores perceberam-no e estão a ganhar biliões com os aumentos dos juros. A banca europeia dedicou-se ao proxenetismo, pedia ao BCE a 1% e enriquecia com os juros da dívida soberana, e apesar de os juros atingirem níveis absurdos nunca faltou a oferta, agora receiam a falência de Estados membros e já profetizam a morte do euro.

A direita foi gulosa demais, pensou voltar ao capitalismo da primeira metade do século XX, ao tempo em que a alta burguesia se divertia nos salões dos grandes paquetes enquanto os pobres suavam a alimentar as fornalhas. Sonhou com o fim dos custos do Estado social e com o empobrecimento forçado da classe média e dificilmente recuará. A Europa corre um sério risco de voltar ao que sempre foi, e continuará a ser, um continente de guerras, convulsões e revoluções.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


 
Toutinegra-de-barrete-preto [Sylvia atricapilla], Lisboa
Imagens dos visitantes d'O Jumento


 
Farol de Porto de Mós [A. Cabral]
    
Jumento do dia


Diogo Freitas do Amaral

Freitas do Amaral já fez de tudo um pouco, até já se manteve no parlamento contra a vontade do seu partido para ter o tempo necessário para ganhar a reforma miserável que é atribuída aos políticos. Já foi de direita, do centro e da esquerda, agora que vai ter um super tacho na GALP graças à intervenção governamental não admire que fale mal de Sócrates e dos seus governos.
 
É caso para dizer que este Freitas trabalha a petróleo.
 
«Diogo Freitas do Amaral afirma que não há outra hipótese senão "apertar o cinto para pormos as contas em ordem", sublinhando que "durante anos e anos se andou a gastar demais", numa referência ao Governo de José Sócrates.» [DE]

 Prendam o sacana do Sócrates!

    
 

 Preparem-se, a Europa está a morrer

«A União Europeia e o euro estão a morrer às mãos da Alemanha. Pela Alemanha nasceram, por causa da Alemanha arriscam a morte.

Hoje todos aceitam as directivas de Angela Merkel que Nicolas Sarkozy finge serem também da França. Estamos submergidos pelas dívidas e subjugados pelo terror do fim do euro. Mas a humilhação dos povos, pelos menos de alguns, paga-se.

As bolsas festejaram, as taxas de juro caíram e os líderes do outro lado do Atlântico respiraram de alívio. Mas tudo pode ser efémero. Pela actuação dos investidores e pelo que a história ensina dos povos europeus.

Os que ditam as regras do mercado, claro, reagem mais rapidamente que os povos. Ontem, ao fim do dia, a agência de "rating" Standard & Poor's revelava ao "Financial Times" a possibilidade de baixar o "rating" da Alemanha, França, Holanda, Áustria, Finlândia e Luxemburgo que hoje contam com a nota máxima (três A). Basta a França perder o valor de país sem risco para o mesmo acontecer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) que está a angariar recursos para países como Portugal. No outro lado do Atlântico, onde se compreende muito bem como funciona a economia financeira, valem zero as conversas sobre revisões de tratados e regras de disciplina financeira que levam meses e são ditados por dois países em 17 ou 27.

Deste lado do Atlântico, quem conhece a Europa, sabe que a dupla Merkzozy traçou um caminho incerto para ganhar a batalha do colapso imediato do euro mas aprofundou ainda mais as feridas, abertas desde que esta crise começou em 2010, na soberania e na democracia dos países europeus e da União Europeia.

A Europa de Jean Monnet foi construída com os valores do respeito pelo outro, num tempo em que a Alemanha não era a grande Alemanha, mas a Alemanha saída da guerra - como este fim-de-semana lembrou Helmut Schimdt. Os tratados foram sempre revistos num ritual que respeita os valores da democracia e a diferença entre os povos. Nunca nasceram de reuniões entre a França e a Alemanha. Sim, a história conta que o euro nasce de um compromisso entre Paris de Miterrand e, na altura, Bona de Kohl. Eu, disse a Alemanha, concordo em partilhar a minha soberania monetária, e eu, disse a França, concordo com a unificação alemã. Mas nem por isso se deixou de construir um Tratado, o de Maastricht, com todos os rituais que os valores da democracia e liberdade exigem.

A Alemanha prefere sacrificar os valores da democracia e da igualdade entre os povos no altar da sacrossanta proibição do financiamento monetário da dívida que vai alimentando ganhos financeiros. Sem se dar conta, a Alemanha está a ser cúmplice dos ganhos de milhões que muitos bancos, investidores, estão a obter, cobrando 6 a 7% aos Estados soberanos do euro para, com esses títulos, a renderem essas taxas, irem buscar dinheiro a 1% ao BCE. Porque o banco de Frankfurt pode deixar os bancos ganharem dinheiro à custa dos soberanos, mas não pode ajudar directamente os povos. Porque, na narrativa que nos vai sendo feita, os povos têm de ser castigados por terem gasto de mais. Sem que ninguém queira saber porque gastaram e como gastaram e muito menos quem foi que quebrou, sem consequências, a regra do Pacto de Estabilidade.

Temos de nos preparar. Os povos sofrem, mas não esquecem. De Atenas a Dublin, passando por Lisboa, de Roma a Madrid, as feridas vão ficando. Podemos estar seriamente perante a vitória numa batalha que nos lança para a pior das guerras, a da desintegração europeia.» [Jornal de Negócios]

Autor:

Helena Garrido.
  
 O governo usa a polícia para instigar a violência

«Quando, no dia da Greve Geral, sindicatos e manifestantes dispersos informaram da presença de agentes infiltrados na concentração em frente à Assembleia da República, a PSP e o ministro da Administração Interna desmentiram. Perante as imagens captadas por anónimos e jornalistas de um polícia à paisana a espancar um cidadão, a polícia informou que se tratava de um cidadão alemão procurado pela INTERPOL. Revelou-se uma imaginativa falsidade. Se fosse verdade seria muito grave, já que a pessoa em causa saiu em liberdade, por ordem do tribunal, no dia seguinte.

Saltando de mentira em mentira, o assunto foi morrendo nos jornais. Mas as imagens de vídeo e de fotografias (assim como a pesquisa das imagens de televisão transmitidas naquele dia) começam a deixar clara uma coisa muitíssimo mais grave: tudo aponta para a existência de agentes provocadores naquela manifestação. Ou seja, agentes à paisana que instigaram a atos de violência, que insultaram e provocaram os seus colegas, fazendo-se passar por manifestantes (tudo convenientemente próximo da comunicação social), e que até estiveram na primeira linha do derrube das barreiras de segurança. Ou seja, que acicataram os manifestantes mais exaltados, fazendo-se passar por seus "camaradas", e que criaram o ambiente que justificaria, de alguma forma, uma intervenção policial em direto nos canais de notícia, ofuscando assim a greve geral.

A confirmarem-se todas as informações documentadas por imagens que vão chegando à Internet (a polícia já confirmou que dois homens que aparecem em fotografias a envolverem-se em desacatos contra os seus colegas são agentes) isto tem de ter consequências. Como cidadão pacifico e cumpridor da lei, quero exercer minha liberdade de manifestação, consagrada na Constituição, sem correr o risco de me ver no meio de uma guerra campal. É essa, supostamente, a função das forças de segurança. Se elas trabalham no terreno para causar os distúrbios (justificando uma intervenção que ajuda a criminalizar o protesto e ofuscar os objetivos das manifestações), elas passam a ser um factor de insegurança e de ilegalidade.

Claro que não acredito que aqueles agentes, a confirmar-se o que as muitas imagens que por aí circulam indiciam de forma tão esmagadora, tenha agido por mote próprio. Por isso, quero saber quatro coisas:

1. Se está garantida uma investigação independente - é para isto que serve a Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) - para saber quem são aqueles homens que ora aparecem a insultar e provocar polícias ora aparecem a ajudar a prender manifestantes?

2. Caso se confirmem as suspeitas, de onde veio a ordem para ter agentes à paisana numa manifestação com o objetivo de criar um ambiente violento naquilo que deveria ser uma manifestação pacifica?

3. Caso essa ordem tenha vindo da direção-geral da PSP (seria ainda mais assustador perceber que a polícia está em autogestão), o que pretende fazer o ministro com o seu diretor-geral? Deixar à frente das forças de segurança pública um agitador que espalha a desordem nas manifestações?

4. Caso a ordem tenha vindo da direção-geral da PSP com o conhecimento do ministro, o que pretende fazer o primeiro-ministro? Deixar no seu lugar um político apostado a criar um clima de insegurança nas manifestações e assim violar um direito constitucional?

Por mim, como cidadão, não desistirei deste tema até as imagens que estão disponíveis serem devidamente esclarecidas e, caso se prove o que elas indiciam, os responsáveis por este ato contra a paz social e a liberdade sejam politicamente, disciplinarmente e criminalmente punidos. E pelo menos nisto, junto-me ao Sindicato do Ministério Público e ao Bastonário da Ordem dos Advogados que exigem esclarecimentos e as devidas medidas de punição para os responsáveis.

Nada tenho contra a PSP. Nem contra a instituição, nem contra os seus profissionais, que também são vítimas da austeridade. Considero que a polícia, quando faz o seu trabalho, garante a nossa liberdade. Incluindo a liberdade de manifestação, impedindo que provocadores ou idiotas se aproveitem de protestos pacíficos para espalhar a violência. Mas quando a polícia serve (ou é usada pelo poder político) para criar um ambiente de medo e um clima de violência que justifique a limitação das liberdades fundamentais, não posso, como cidadão, ficar em silêncio. Nem eu, nem todos os que acreditam e defendem a democracia.

Do muito que está disponível, podem ver este vídeo, estas fotos e esta notícia:

http://www.youtube.com/watch?v=8mrlu_tasRc

http://5dias.net/2011/11/29/mais-dois-provocadores-infiltrados-desmascarados-casal-de-policias-a-paisana-o-de-casaco-azul-e-o-de-casaco-castanho-estao-os-dois-em-todas-as-fotos-guedes-da-silva-director-da-psp-junta-se/

http://www.mynetpress.com/pdf/2011/dezembro/201112022951a6.pdf » [Expresso]

Autor:

Daniel Oliveira.
     

 Já temos para onde fugir do Gaspar

«A NASA confirmou esta terça-feira a existência de um planeta na zona orbital habitável do sistema planetário Kepler 22, a 600 anos-luz da Terra, no qual poderá haver condições para a formação de água em estado líquido.» [CM]
     
 DGCI desconhece a idade dos contribuintes?

«Uma rapariga de 16 anos, de Vila Real de Santo António, recebeu duas cartas de dívidas às Finanças por ter passado em portagens sem pagar, quando não tem qualquer veículo no seu nome. As dívidas, de quase 180 euros, são de 2008, quando tinha apenas 13 anos.

Solange Rodrigues ficou estupefacta quando no final do mês de Outubro deste ano recebeu em casa duas cartas das Finanças de cobranças coercivas de 176,93 euros com o nome da filha, Catarina Ribeiro Rodrigues. A jovem, de 16 anos, teria passado, durante três meses, por pórticos sem pagar, em 2008, quando tinha apenas 13 anos. "É impossível isso ter acontecido até porque ela nunca conduziu na vida nem tem qualquer automóvel no seu nome", explica, ao CM, a mãe.» [CM]

Parecer:

que tretas de programas informáticos usa a DGCI que são incapazes de detectar um erro destes.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao director-geral da DGCI se mai indemnizar o contribuinte pelos transtornos causados e se já adoptou medidas para que uma situação ridícula como esta não se volte a repetir.»
  
 O Macedo cobra aos que não se podem escapar

«O ministro da saúde, Paulo Macedo, revelou ontem o valor das novas taxas moderadoras. Uma ida a uma Urgência num hospital polivalente passa a custar 20 euros, em vez de 9,60 euros, e uma consulta num centro de saúde custará cinco euros, em vez de dois euros e vinte e cinco cêntimos.» [CM]

Parecer:

Assim é fácil ser ministro, aumenta-se brutalmente o custo nas urgências.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Macedo o que está fazendo para assegurar a cobrança das taxas moderadoras.»
  
 Pobre Europa

«A S&P colocou hoje o ‘rating' do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) sob vigilância negativa, o que indica a possibilidade de uma descida iminente da nota de crédito do veículo que emite dívida para financiar Portugal e Irlanda. A decisão surge depois de a agência ter colocado todos os países do euro, incluindo os seis que têm ‘rating' máximo, em revisão negativa.» [Diário Económico]

Parecer:

A Europa está a ser vítima de uma´má colheita de líderes, principalmente à direita onde dominam as anedotas.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Esper-se pelo pior.»
  
 Pobre Felícia Cabrita

« [Expresso]

Filho de José Guedes revelou que o ajudou o pai a rever o texto onde descreve os supostos homicídios durante o recente Portugal-Bósnia.»

Parecer:

Por este andar ainda abandona a brilhante carreira de jornalista de investigação para se dedicar a jornalista da bola.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada de desprezo.»
  
 Só agora?

«O governo da Alemanha acordou pagar pensões a mais 16.000 vítimas do Holocausto a nível mundial, após um ano de negociações com a "Claims Conference", uma organização sedeada em Nova Iorque.

Com o novo acordo, anunciado na segunda-feira, a Alemanha passa a pagar pensões de indemnização a um total de 66.000 sobreviventes dos campos de concentração e guetos nazis, incluindo pessoas que tiveram de viver escondidas sob falsa identidade.» [Expresso]

Parecer:

A senhora Merkel devia ter vergonha na cara.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
  
 Nem sempre a troika é para levar a sério

«A história repete-se. Em algumas das mais recentes nomeações para conselhos de administração de centros hospitalares voltou a acontecer a tradicional dança de cadeiras, apesar das recomendações da troika: saíram gestores do PS, entraram gestores com ligações ao PSD e ao CDS. E, noutras nomeações ainda em preparação, fervilham as movimentações partidárias para a escolha de militantes ou simpatizantes dos partidos no poder.

O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.» [Público]

Parecer:

A explicação do Opus grunho é uma peça digna de um museu da sacanice humana.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Faça-se um sorriso.»
  
 Hackers atacam Ministério Público

«Sobre o processo da aquisição à Alemanha de dois submarinos, Cândida Almeida dizia, em Agosto do ano passado, que ainda se investigava a eventual prática de crimes de corrupção activa e passiva, tráfico de influências e branqueamento de capitais. "Porém, no decurso daquela investigação foram recolhidos indícios da prática de crimes associados à celebração e execução do contrato de contrapartidas, nomeadamente de burla qualificada e de falsificação de documentos", refere ainda a propósito do caso onde aparece referenciado como um dos principais intervenientes o então ministro da Defesa Paulo Portas.

Sobre este caso, Cândida Almeida diz que foram revelados pormenores, nomeadamente acerca da vida pessoal dos procuradores envolvidos, que visaram a "descredibilização da investigação, do carácter, honorabilidade e profissionalismo dos magistrados e departamentos que investigam o crime organizado".» [Público]

Parecer:

E ficamos com a sensação de que o caso dos submarinos foi abafado.
  
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Solicite-se um comentário inflamado ao presidente do sindicato dos magistrados do MP..»
  
 O Alberto diz que o quiseram matar

«Alberto João Jardim declarou-se hoje alvo de “tentativa de assassinato político-pessoal”. Ou, “sabendo-se das vulnerabilidades da minha saúde”, “mesmo tentativa de assassinato”, disse o líder regional que não espera receber “bombons” de Passo Coelho, nem dar-lhe “bolos de mel”.» [Público]

Parecer:

Anedótico e decadente.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   




Terça-feira, Dezembro 06, 2011

Não ao gasparismo e a outros ismos

Há alguns dias o Otelo disse que hoje seria mais fácil fazer um 25 de Abril e foi o alvoroço nacional que se viu, à direita ouviram-se os habituais guinchinhos de gente que só defende a democracia quando é do seu interesse, a Procuradoria-Geral apressou-se a ler e reler as declarações em busca de um crime e até o Mário Soares descansou o povo dizendo que por vezes o Otelo é um totó.

Ontem António Ribeiro Ferreira, director de um “i” que cada vez mais se tenta assumir como o jornal do regime, apelou à ditadura num editorial inflamado onde se colocava o Gaspar num pedestal acima do de Oliveira Salazar e parece que ninguém se incomodou. O jornalista chega ao ponto de afirmar que “Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica” Sendo esses formalismos próprios de gente rica a própria democracia.

É um editorial que vale a pena ler pela ajuda que pode dar para entendermos os tempos que vivemos e os riscos que corremos se persistirmos em aceitar todos os sacrifícios em nome da austeridade e com medo da troika. Há quem nos queira servir a ditadura numa colher que devemos engolir sem saborear nem pestanejar senão vão buscar a troika. Como o jornalista chega a elogiar no seu artigo inflamado a coisa chegou ao ponto de o Gaspar já estar autorizado a humilhar um ministro em plena reunião do Conselho de Ministros. Aquilo que deveria ser reprovável é exibido no jornal “i” como um motivo para prescindirmos da ditadora em favor das decisões do Gaspar.

Vivemos tempos de mentira, o ministro das Finanças goza com o parlamento e um dia destes faz-se representar pela auxiliar que um seu antecessor costumava encarregar de lhe comprar preservativos. O governador do Banco de Portugal já se dirige aos deputados como se estivesse numa taberna a falar de futebol. E não há um único ministro em todo aquele hemiciclo que venha em defesa da honra da Assembleia da República e dos valores da democracia.

Enquanto a ministra italiana é incapaz de conter as lágrimas quando divulga medidas de austeridade, a imagem do nosso ministro das Finanças e do primeiro-ministro é a de gozo, o seu semblante mais frequente é o do sorriso e da gargalhada. O debate político não passa de um jogo de mentiras, inventam-se desvios colossais, escondem-se os excedentes, inventam-se ordens ada troika, no país com maiores injustiças sociais do mundo desenvolvido o governo recorre à mentira para impor uma reengenharia social que visa a destruição da classe média com o objectivo de expropriar a sua riqueza para entrega-la aos mais ricos.

Portugal não precisa de salvadores, o modelo de desenvolvimento imposto pelo miserabilismo de Vítor Gaspar é precisamente o mesmo que o país já experimentou com Oliveira Salazar, as soluções para a actual crise são decalcadas do programa de Salazar enquanto ministro das Finanças. Não admira que se comecem a ouvir vozes de elogio a este novo velho Estado Novo do Vítor Gaspar.

É preciso dizer não ao fascismo venha ele disfarçado de um cruzado do cristianismo ou de um tecnocrata a mando do BCE, a democracia não é incompatível com a boa gestão das contas públicas, os portugueses sabem debater os seus problemas e não precisam de mentiras para que sejam impostas soluções. A uma política assente em jogos de mentiras e que adopta medidas inconstitucionais é uma política ilegítima e o governo que a pratica torna-se um governo ilegítimo.

Umas no cravo e outras na ferradura




Foto Jumento


Castanhas assadas
Imagens dos visitantes d'O Jumento


Reflexos [A. Cabral]
  
A mentira do dia d'O Jumento
 
 
O Jumento soube que a única coisa que ainda impede a senhor Merkel de aceitar os eurobonds é a discordância do primeiro-ministro português, que, por sua vez, é aconselhado pelo Gaspar.

Jumento do dia


João Almeida, deputado

O deputado João Almeida não só tem um excelente sentido de humor como parece ser dado às palhaçadas, dizer que a troika não autorizava a transferência do fundo de pensões é para rir, ser ele a dizer a troika deixa ou não vai mais longe, é uma palhaçada dos deputados que apoiam um governo desastrado e sacana, que já não sabe como disfarçar as mentiras colossais.
 
 
«O deputado do CDS, João Almeida garante que a troika só deu luz verde à transferência do fundo de pensões da banca porque houve corte de subsídios.

João Almeida defendeu hoje que o Governo não tinha margem de manobra para abdicar do corte dos 50% do subsídio de Natal este ano, porque a troika só dava luz verde à transferência do fundo de pensões da banca se fosse tomada esta medida.» [DE]

 Acidente no Japão


 Diferenças de educação e de civismo


No Câmara Corporativa.
  
 Caso estripador ou caso Sol

  
Parece que neste caso o estripado foi o SOL!

 Descubra


  
Qual dos dois é um farsante? Qual dos dois políticos lhe parece um canalha?

 A opinião do Gaspar está a passar, já defendem abertamente a sua ditadura

António Ribeiro Ferreira já defende a ditadura gaspariana em editorial do i, mais uns editoriais e vai defender a repressão ou mesmo a criação de uma nova PIDE:

«Agora é tempo de acabar com os direitos adquiridos e encontrar uma carta dos deveres atribuídos a todos os portugueses, de alto a baixo. Agora é tempo de acabar com utopias e ilusões, soberanias e independências. Agora não é tempo para o exercício de democracias directas ou indirectas. Agora já não há tempo para hesitações ou referendos sobre o que se vai passar na Europa e em Portugal. Se Vítor Gaspar tem razão quando diz que “não há dinheiro”, não é menos verdade que Portugal não tem tempo a perder com formalismos próprios de gente rica. A ordem está falida e os frades famintos. » [i]

O artigo de opinião escrito em tom inflamado e que começa por recorrer à expressão com que Gaspar humilhou o Álvaro em pleno Conselho de Ministros não é um mero acaso, pretende ser uma chama na pradaria em favor de um novo salazarismo protagonizado pelo ministro das Finanças. Este artigo é a melhor opinião que já se escreveu em apoio dos valores ideológicos de Vítor Gaspar.
     
 

 Voltando à vaca fria

«O Correio da Manhã teve ontem a melhor manchete do ano: "Estripador Falha Provas". Pelos vistos, o "estripador de Lisboa" não vai conseguir os mínimos. Deve ser terrível. Um tipo colecciona recortes de jornal, lê livros, aprende onde enfiar o gargalo e rasgar, enfim, treina-se para o sonho de uma vida - ser reconhecido como o "estripador de Lisboa" - e, no momento dado, falha provas! É como morrer na praia, coisa indigna, porque pulmões encharcados não é o mesmo que vísceras revolvidas. E pensar que esteve tão perto... O filho, quase convencido: "Pai, és o 'estripador de Lisboa'?", ao que respondia com aquele dúbio sorriso paternal quando os ganapos perguntam se chegámos a jogar à bola com o Eusébio na tropa... Depositado o grão de ilusão, o orgulho de ver um filho concorrer a programa de televisão à pala do jeito de faca do pai. Depois, emoção, o destino pôs-se a correr. O contacto com uma célebre jornalista, a confissão detalhada, o prazer de ser por ela ensinado que isso de querer arrancar úteros tem significado. "Freudiano", foi o que ela lhe chamou, qualquer coisa a ver com a mãe (o que se aprende com gente célebre!). A seguir, a glória: capa de semanário e vídeo nas tevês. Mas começaram a surgir dúvidas, de incréus daquela verdade científica: "Os estripadores não mentem!" A confissão não chegou. Enfim, não chegou para se provar que o Estripador era o estripador, só bastou para provar que isto anda extirpado de juízo.» [DN]

Autor:

Ferreira Fernandes.
  
Tartufos da justiça

«Desde há mais de dois anos que eu não era alvo de uma tão intensa bateria de ataques pessoais como tenho sido nas últimas semanas, por denunciar a política errática da actual ministra da justiça e, sobretudo, o nepotismo que se instalou nesse ministério.

Jornalistas, deputados, magistrados, funcionários do próprio ministério da justiça e até a organização de juventude do partido de que a ministra é vice-presidente, todos acorreram em defesa da ministra - não para desmentir os factos que eu tenho denunciado, mas para me dirigir os mais variados ataques pessoais.

Uma deputada do PS chama-me pide - isso mesmo, agente da Polícia Internacional de Defesa do Estado, a respeitável instituição criada por Salazar para meter na ordem social vigente os que tentavam subverter, precisamente, a ordem social vigente; o presidente do sindicato do Ministério Público chama-me «fascista»; alguns jornalistas (!?!?!?) disparam sobre mim outros insultos de idêntico jaez, na esperança óbvia de agradarem à Sra. Ministra; o chefe de gabinete da ministra ataca-me em linguagem desbragada por eu ter ousado revelar factos que põem em causa a credibilidade política de quem lhe arranjou tão invejável «job»; até a jornalista Manuela Moura Guedes abandonou as brumas da bem-aventurança onde se refugiara desde que deixara de protagonizar na TVI magníficos espectáculos político-jornalísticos e desceu à terra para engrossar a marcha dos justiceiros contra mim (desta vez não me chamou «bufo», mas andou perto); num blogue da editora Verbo Jurídico muito usado por magistrados para me insultar, um deles, sob anonimato, foi ainda mais longe e inventou factos totalmente falsos a meu respeito, que logo fez circular na Net, na esperança de que as calúnias produzissem os efeitos desejados antes de serem desmentidos. Na crónica da semana passada desafiei-o a provar os factos que me imputou, mas, como todos os cobardes, continua refugiado nos becos do anonimato.

Mas de todos os ataques o que mais me surpreendeu foi o da JSD, pois mostrou que, afinal, possui mais aptidão para ser uma espécie de claque de apoio (como no futebol) do PSD ou tropa de choque dos dirigentes sem credibilidade do que para defender os verdadeiros interesses dos jovens que diz representar. Longe vão os tempos em que a JSD era dirigida por líderes que não se prestavam a esses fretes e os dirigentes do PSD não se refugiavam atrás da organização juvenil do partido.

Willy Brandt, talvez a maior referência da social democracia europeia do pós guerra, disse uma vez que para se ser um bom social democrata aos quarenta anos era necessário ter sido um bom esquerdista aos dezoito. Só que, hoje, em Portugal, eles já são óptimos social democratas aos 18 anos para, aos 40, poderem ser aquilo que verdadeiramente procuram, ou seja, administradores de um qualquer BPN ou de outra coisa parecida.

E, assim, enquanto outros lhe fazem o trabalho sujo, a ministra da justiça continua a sua meritória acção governativa: ouve falar em corrupção, logo garante que vai acabar com a «impunidade absoluta da corrupção»; um tablóide fala em enriquecimento ilícito, logo ela envia para o Parlamento um projecto de diploma para o criminalizar; os jornais dizem que um arguido está a usar expedientes processuais para atrasar o trânsito em julgado de uma sentença, imediatamente a ministra corre para a comunicação social garantindo que vai acabar com as manobras dilatórias; a comunicação social diz que Duarte Lima não pode ser extraditado para o Brasil, logo a ministra (sem reparar no que diz a Constituição) vai à televisão afirmar que pode; alguns órgãos de informação noticiam que os homicídios do estripador de Lisboa já prescreveram, imediatamente ela surge a prometer legislar para dilatar os prazos de prescrição.

Enfim, num momento em que o país precisava no ministério da justiça de alguém com uma sólida cultura jurídica que constituísse uma bússola para um sistema judicial em profunda crise, o melhor que o Dr. Pedro Passos Coelho encontrou para o cargo foi um catavento que oscila ao sabor das brisas mediáticas.» [JN]

Autor:

A. Marinho e Pinto.
     

 Portugal é o país com mais desigualdades do mundo desenvolvido

«Portugal continua a ser um dos países com maiores desigualdades do mundo desenvolvido, com um fosso acentuado na distribuição dos rendimentos, e o mais desigual entre as economias europeias, revelou esta segunda-feira a OCDE.» [CM]

Parecer:

E depois de o Gaspar aplicar a sua receita nã só estaremos fora dos desenvolvidos como em termos de desigualdades estaremos ao nível do Burundi.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 Mais Camarate?

«"Consideramos que não é uma questão prioritária para o País, mas se ela se colocar o grupo parlamentar decidirá em função dos argumentos que suportam essa reabertura", disse à Lusa fonte oficial da bancada socialista.

O líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o líder do grupo parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, admitiram no domingo a possibilidade de reabertura da comissão de inquérito à queda do avião em Camarate que em 1980 vitimou o então chefe do Governo, Francisco Sá Carneiro.» [CM]

Parecer:

É ridículo ver um primeiro-ministro que está a matar Sá Carneiro pela segunda vez vir com a ideia de mais uma investigação ao Camarate.

acho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se que se inicie mais uma vez o espectáculo do costume.»
  
 Passos Coelho comprou votos da Madeira no OE

«"A razão por que os deputados da Madeira votaram a favor do Orçamento [do Estado para 2012], embora com a declaração de voto que os senhores conhecem, é que antes da votação o primeiro-ministro lhes disse - aos deputados do PSD e ao deputado do CDS - que a Zona Franca ia para a frente", afirmou Alberto João Jardim.» [DN]

Parecer:

Uma vergonha.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
  
 Já se vê a luz da lamparina do Gaspar

«Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição diz que o retalho alimentar está a ter, pela primeira vez no segundo semestre, quebras de 1 a 2%.» [Público]

Parecer:

E a recessão em 2012 vai ser de 2,8%? que grande aldrabão nos saiu este Gaspar.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Exija-se ao Gaspar que deixe de mentir os portugueses e mostre os dados relativos às suas previsões para a contracção económica em 2012.»
  
 O jornalismo de sarjeta da Felícia foi estripado pelo falso estripador?

«O filho de José Guedes, o homem detido pela Polícia Judiciária (PJ) e que o jornal “Sol” apresentou como sendo o estripador de Lisboa, diz agora que afinal o pai não é o autor dos homicídios ocorridos na década de 1990. Pedro Guedes deu uma entrevista à RTP em que admite que pediu à polícia para investigar o pai, mas que tudo não terá passado de “uma brincadeira”.

Pedro Guedes, 22 anos, concorreu ao reality show da TVI Casa dos Segredos com o segredo Sei Quem é o Estripador de Lisboa, mas agora diz nunca ter tido a confirmação de que o pai era o serial-killer: “Como ele tinha estado naquela altura em Lisboa, eu brincava com o assunto. Nunca lhe perguntei directamente se era o Estripador, mas brincava com ele para o picar e ele ria-se para mim e brincava com o assunto”, diz. Questionado sobre os detalhes dos crimes, Pedro Guedes responde que o pai “estava a brincar com a Felícia [Cabrita]”, a jornalista que o entrevistou.

Sobre a existência de um diário onde estarão relatados os homicídios, o filho de José Guedes revela que foi escrito tendo como base relatos da época. “Eu li o diário. Ele apoiou-se num livro sobre os crimes da altura e em coisas que tinha para lá guardadas. Vi-o escrever o diário à mesa de jantar”, garante, concluindo que nunca teve “intenção” de denunciar o pai. “Ele já disse que está lá, está a pagar pela brincadeira que fez.”» [i]
Parecer:

Pobre senhora, ela é que vai ficar com problemas freudianos!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  
 Pobre Gaspar

«Os juros exigidos pelos investidores para negociarem dívida soberana portuguesa estão hoje a subir a dois e cinco anos e a cair a 10 anos, no dia em que a Itália apresenta o novo plano de austeridade financeira.» [i]

Parecer:

Logo hoje que ele foi a Londres convencer a Bloomberg!

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»