sábado, abril 06, 2013

A hora das hienas


Uma análise interessante do caso Relvas é abstrairmo-nos dos nossos sentimentos em relação à personagem, ignorar a sua face política e concentrarmo-nos nos comportamentos humanos dos principais intervenientes, incluindo o Miguel Relvas.
 
Comecemos pela questão da licenciatura, um tema muito querido dos portugueses e em relação ao qual somos contraditórios. Quantos não desejariam serem tratados por “doutor” e sempre que podem desvalorizam quem o é. O próprio Relvas é contraditório, não perde a oportunidade de dizer que subiu a pulso e de valorizar a sua disponibilidade para aprender fora de um sistema formal de ensino, mas não resistiu à tentação do título.
 
Vejamos agora a forma como a conseguiu, ficamos com a ideia de que o maroto enganou uma universidade sem credibilidade que obtém receitas vendendo diplomas. Terá sido mesmo assim ou alguém a quem deveria caber a defesa da honorabilidade da universidade optou por sugeria a Relvas que aparecesse na Lusófona que se arranjava maneira de entrar lá com o secundário saindo logo de seguida doutor? O caso Relvas não é um mero erro administrativo ou um conflito de regulamentos internos, revela a dimensão humana de alguns dos nossos “catedráticos” da treta.
 
O que dizer de uma justiça, designadamente, de um Ministério Público que no caso Sócrates investigou tudo, desde a licenciatura aos desenhos de construção civil e agora, no tal tempo em que terá acabado a impunidade, nada fez, acabando agora por ficar com o processo enviado pelo próprio ministério?
 
Cavaco Silva decidiu aproveitar o caso Relvas para puxando dos seus galões de professor defender a honra e a credibilidade das academias, como se as universidade privadas não se tivessem multiplicado como cogumelos, no teu tempo e na sua quase totalidade dirigidas por gente ligada ao PSD do seu tempo. Mas, pior do que isso, é que a autoridade moral de Cavaco Silva para falar do tema não é das melhores, puxando um pouco pela memória dos portugueses vem-nos à memória que Cavaco Silva foi alvo de um processo disciplinar arquivado de forma pouco clara, foi acusado na Universidade Nova de faltar excessivamente.
 
Os mesmos jornalistas que há poucos dias bajulavam Miguel Relvas, que ignoraram todas as barbaridades que ele fez na comunicação social, que se esqueceram de ser solidários com a colega do Público que foi perseguida pelo então ministro, atiram-se agora ao mesmo Relvas de forma muito corajosa. Essa gente ainda tem na boa o gosto dos ditos do Relvas, tanto foi o tempo que passaram a a lambê-los  agora que ele já não pode influenciar os negócios no sector são muito corajosos.
 
Por fim, a forma indecente como o velho amigo Passos Coelho se serviu de Relvas, manteve-o durante meses e quando era acossado por todos os lados usou o amigo como um bocado de carne podre que se atira aos lobos para os distrair. Passos Coelho segurou Relvas até ao momento em que lhe foi útil, quando estava à beira da queda, atacado por uma moção de censura, com um Tribunal Constitucionbal a declará-lo incompetente atirou Miguel Relvas às feras no meio da arena para divertimento da populaça.
 
Relvas é o que é, terá as suas qualidades e defeitos tudo levando a crer que o peso dos segundos é muito maior do que o das primeiras, mas a verdade é que muitos dos que estão benzendo a sua honra com o sangue de um Relvas caído em desgraça são ainda piores do que o Relvas. O Relvas vai desaparecer, mas essa gente nojenta vai continuar a dominar a nossa vida política, a governar, a investigar ou a manipular a informação.

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Arraiolos
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Estátuas gêmeas [A. Cabral]

Jumento do dia
  
Cavaco Silva
 
É deprimente ver um presidente dizer banalidades e justificar-se permanentemente pelo que faz e agora com muita frequência pelo que não faz. Cavaco já não preside ao país, pela forma que se justifica a todo o momento é evidente que preside a pensar na sua imagem, como se no meio de toda esta crise que vivemos a sua imagem tivesse alguma importância. Cavaco foi uma personagem que passou por este país sem deixar nada de bom. Ele sabe disso e bem luta contra essa imagem.

Uma das estratégias de auto-justificação de Cavaco é dar o exemplo dos seus antecessores, é uma pena que desta vez não o tenha feito, poderia comparar a posição de Jorge Sampaio em relação a Armando Vara com a que tem mantido no caso Relvas. Digamos que Sampaio era bem mais exigente em relação à honestidade.
 
«"Nos termos da constituição, o Governo, politicamente, responde perante a Assembleia da República", disse Cavaco Silva, ao ser confrontado com a possível instabilidade política provocada pela moção de censura do PS e pelo pedido de demissão do ministro de Miguel Relvas, à margem da inauguração da nova refinaria da Galp em Sines.
   
"A Assembleia da República, há apenas dois dias, acabou de confirmar a confiança no Governo, o que significa que, de acordo com as regras do regime democrático que temos, o governo tem toda a legitimidade para governar", disse, salientando que o executivo depende do Parlamento e não do Presidente da República.
   
Cavaco Silva disse ainda que foi informado em devido tempo do pedido de demissão de Miguel Relvas, acrescentando que cabe ao Presidente da República proceder à exoneração do governante e que só a partir dessa data o pedido de demissão produz efeitos.» [CM]

 Relvas

O mais grave no caso Relvas não está no facto de um seu curso ter dado menos trabalho a fazer do que a tirar uma bica, facto que certamente Passos Coelho conhecia pois é estranho ter um amigo íntimo que chega a doutor sem que tenhamos reparado que tenha ido a uma aula.

O mais grave deste caso é que Relvas não era um ministro qualquer, Relvas é o responsável político de um governo e tinha uma falsa licenciatura em ciência política. Talvez por isso o governo já não passe de um cadáver político, ainda que o coveiro de Belém insista em assistir à sua putrefacção recusando-se a enterrá-lo.

 Ainda a demissão do aluno nº 20064768
 
Passada a festa que a demissão de Relvas parece ter provocado na sociedade portuguesa ainda é tempo de tecer alguns comentários.
  
1. É bom recordar que quando o caso Relvas surgiu não faltou quem apostasse num Relvas inocente por oposição a um Sócrates que por causa de uma cadeira de inglês técnico foi acusado de falso inocente. A este propósito recorde-se o que escreveu o autor do "Portugal Profundo" um dos mais assanhados no ataque a Sócrates.
  
"Creio que é útil ao ministro Miguel Relvas proceder ao esclarecimento rápido e detalhado do seu percurso académico na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, para não ficar pendente qualquer dúvida, sobre si próprio e sobre o Governo. Mesmo que a Universidade Lusófona não seja a Universidade Independente e Relvas não seja Sócrates."

A esta hora o que pensará o autor do Portugal Profundo, continuará a achar que a Lusófona é uma HArvard lisboeta e que Relvas é um verdadeiro cientista político? Ou estará gravemente doente porque engoliu o seu próprio veneno?
  
2. Agora que se concluiu que a licenciatura de Relvas é um aso de polícia e o processo foi enviado para o Ministério Público seria interessante questionar esta instituição sobre o que fez quando em tempos foi questionada. Aliás, vale a pena comparar a actuação em relação a Relvas com a que no passado foi adoptada em relação a Sócrates. O mesmo se poderia dizer de alguns sindicalistas patrocinados pelos suspeitos do processo Monte Branco.
  
3. O mais incrível do processo da Inspecção-Geral do Ensino está no facto de ter ignorado os 160 créditos correspondentes às equivalências, acabando por se centrar numa cadeira, deixando a impressão de que basta a Relvas fazer essa cadeira como deve ser para voltar a ser doutor.
  
4. É óbvio que o caso foi abafado durante meses, primeiro na esperança de se prolongar por mais tempo, depois para escolher o melhor momento para usar Relvas numa manobra destinada a salvar o Gaspar. Ao atirar Relvas aos bichos o primeiro-ministro salva o odiado ministro das Finanças. É um erro que vai pagar caro, Miguel Relvas era uma válvula de escape do governo, ajudava o país a digerir o ódio transformando-o em humor e em boa disposição. Servia ainda como mata borrão da nódoa que é Passos Coelho. Sem Relvas acabou o bom humor dos portugueses e se o Álvaro também foi dispensado, então o ódio passará a ser o único sentimento de oposição ao governo, ódio que a partir de agora se concentrará no Gaspar e em Passos Coelho.
  
O longo discurso despedida de Miguel Relvas além de inédito foi ridículo, mas mal ou bem o homem  é licenciado em ciência política e os seus artigos de opinião até valeram cadeiras universitárias. Pode ser um falso licenciado não será burro ao ponto de não ter percebido a figura que fez. Mas fê-la e para dedicar uma boa parte do tempo a elogiar Passos Coelho e a frisar constantemente o percurso comum, quase dando a entender que sem ele o primeiro-ministro seria um Zé Ninguém, algo em que todos concordamos com o ex-ministro. Estaria Relvas tentando ajudar Passos Coelho ou revoltado com a forma como acabou por ser usado e os seus restos atirados aos bichos?
   
 Cá se fazem....

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 Passos Coelho:" "o ministro Miguel Relvas não cometeu nenhum abuso" 

 
 Dúvida

O Cavaco que hoje se manifestou muito preocupado com a qualidade no ensino universitário é o mesmo que em tempos teve um processo disciplinar na Universidade Nova e que foi arquivado de forma estranha pelo então da educação e futuro ministro dos Negócios Estrangeiros e ainda comissário europeu João de Deus Pinheiro? Ao que parece esse processo foi-lhe instaurado por excesso de faltas.

 O suposto atraso do TC
 
Quem critica o suposto atraso do TC esquece que Cavaco enviou o seu pedido no último dia do prazo e sem qualquer urgência, isto é, parece que apostou numa situação de facto esperando uma declaração de inconstitucionalidade sem efeitos práticos como sucedeu no anterior.

De certeza que a culpa do atraso é do Tribunal Constitucional ou de quem tudo fez para que não houvesse qualquer pressa?
 
 Pois
 
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 A paixão segundo Relvas
   
«No debate da moção de censura do PS houve, perto do final, antes do discurso de Portas (et pour cause), um momento premonitório. Relvas na bancada governamental a abraçar os ministros da Economia e da Saúde (dois dos nomeados em notícias recentes como remodeláveis) e a sair de seguida, solitário. Uma cena de despedida. Tanto que, no Twitter, perguntei: "Relvas saiu do Governo?" As respostas foram as expectáveis: "Quem dera."
  
Afinal, alguém deu. Relvas saiu. E apesar de ter decidido não dizer aos jornalistas - e portanto ao País - porquê, a divulgação da existência de um relatório que supostamente lhe retira a licenciatura "de equivalências" na Lusófona é apontada como causa próxima. Sucede que o dito relatório, agora enviado ao Ministério Público pelo Ministério da Educação e pondo em causa a licenciatura de "um aluno", estava há meses (quantos?) em poder do Governo. Portanto, foi agora libertado para "justificar" a demissão - e não o contrário.
  
Por motivos de conveniência político-partidária, um ministro manteve na gaveta um relatório que põe em causa o grau académico de um colega. É um escândalo? Claro que sim. Muito pior do que um ministro que antes de ser ministro aceitou tirar um curso superior com 90% de equivalências é o responsável da tutela que sonega ao País as conclusões de uma auditoria pública - e quem lhe ordenou que assim procedesse. Mas, afinal, este é o Governo dos partidos que chegaram ao poder a prometer, já depois de assinado (e de assinarem) o memorando, o fim da austeridade: quão surpreendidos podemos ficar por quererem aldrabar-nos?

A pergunta a fazer, pois, não é se nos estão a tentar aldrabar: é porquê agora e para quê. Nas vésperas da divulgação da decisão do Tribunal Constitucional sobre o OE 2013 (esperada para hoje), e quando paira a ameaça de demissão do Governo, temperada com notícias que dão por certa a remodelação exigida pelo parceiro de coligação, PP - na qual Relvas seria o primeiro a abater -, Passos decide deixar cair o seu siamês, o homem que por todos lhe é considerado indispensável. Fá-lo porque é o preço de permanecer à tona. Não decerto porque ache não poder manter no Executivo um tipo com uma licenciatura aldrabada - não foi ele, Passos, a qualificar o caso como "um não-assunto"? Não é decerto por vergonha, ou por respeito aos portugueses, ou por reconhecimento de qualquer falta. Aliás, a despedida de Relvas, invocando "não ter condições anímicas" e, portanto, remetendo o motivo não para factos mas para "sentimentos", e frisando ter estado os últimos cinco anos a trabalhar para fazer chegar Passos ao poder, é claríssima. Sai por, supostamente, não aguentar mais ataques, não por ter feito algo de errado; dirige o discurso para o partido e não para o País. Sai como entrou e esteve: sem dimensão nem sentido de Estado, respirando impunidade e descaramento. Sai como cordeiro sacrificial do seu duplo - ou seja, fica. Antes não saísse de todo: era mais honesto.» [DN]
   
Autor:
 
Fernanda Câncio.   

 Condições anímicas
   
«Há muito que a permanência do ministro Miguel Relvas no Governo se tornou motivo de espanto e indignação no País inteiro. A sua demissão era, pois, inevitável, a bem até do próprio Governo. O que surpreende, portanto, não é que o Ministro tenha saído. O que surpreende é que o tenha feito da pior maneira possível, fragilizando ainda mais o Primeiro-Ministro.


Miguel Relvas, recorde-se, deu duas explicações para a sua saída do Governo: primeiro, disse que saiu por "vontade própria" (comunicada ao Primeiro-Ministro "há algumas semanas"); segundo, disse que saiu "apenas e só" por já não ter "condições anímicas" para continuar. Acontece que nenhuma destas explicações favorece o Primeiro-Ministro e a sua autoridade na condução do Governo.


Passos Coelho, convém lembrar, pagou um preço político elevadíssimo pela manutenção de Miguel Relvas no elenco governativo. Condicionado pelas suas relações de amizade pessoal e pelo seu trajecto comum com Miguel Relvas, o Primeiro-Ministro foi incapaz de pôr em primeiro lugar os interesses da governação do País e de tomar, no momento próprio, a decisão que obviamente se impunha em defesa do seu Governo. Ao contrário, aceitou assistir impávido à degradação da credibilidade do Executivo, agravada de cada vez que o Ministro Adjunto saía à rua, falava, cantava ou se envolvia em novas peripécias. E foi preciso chegar às vésperas da divulgação do Relatório da inspecção sobre as licenciaturas da Universidade Lusófona para que, finalmente, a inevitável demissão de Miguel Relvas acontecesse.

Numa situação destas, o que é que seria normal ouvirmos da parte do Ministro demissionário? A resposta parece óbvia: tudo menos que sai apenas e só por "vontade própria" e por já não ter "condições anímicas" para continuar!


O mínimo que seria de esperar era que Miguel Relvas se lembrasse de agradecer a longa solidariedade que Passos Coelho manifestou para com ele e que tivesse, ao menos, a grandeza política de envolver o Primeiro-Ministro no processo de decisão da sua saída, explicando-a como uma decisão conjunta em nome do superior interesse do Governo. Mas não: Miguel Relvas preferiu resumir tudo à sua "vontade própria" e à sua falta de "condições anímicas". Em suma, a narrativa é esta: por vontade do Primeiro-Ministro ficava tudo como está, Relvas é que já não está para aturar isto.


Como é evidente, a gestão política deste assunto por parte do Primeiro-Ministro foi simplesmente desastrosa. Bem vistas as coisas, a saída de Relvas, depois de adiada para lá dos limites do razoável, acaba por acontecer tarde e a más horas e nas piores condições possíveis: sem qualquer liderança do Primeiro-Ministro e sob a pressão dos resultados incontornáveis de uma auditoria.


Sucede que este é um momento político particularmente delicado para o Governo, em que o Primeiro-Ministro precisava de mostrar capacidade de liderança dos acontecimentos e de proceder, por sua própria iniciativa, à recomposição e ao reforço do Executivo. Desde o início, é evidente para todos a ausência de um "núcleo duro" de coordenação política do Governo, que só uma remodelação profunda poderá colmatar. Certo é que Miguel Relvas nunca foi capaz de cumprir essa tarefa, tal como não se distinguiu no seu desempenho político como Ministro dos Assuntos Parlamentares ou nos vários "dossiers" que lhe foram confiados, com destaque para o processo errático de privatização da RTP e para o fiasco do "Programa Impulso Jovem".


Dizem alguns que esta demissão de Miguel Relvas criará agora a oportunidade para a tal remodelação profunda que é necessária e que o primeiro-ministro tem vindo a adiar. De facto, há gente que acredita em tudo e, certamente, acreditará nisso também. Mas a verdade é que remodelações a sério, não as faz quem quer, fá-las quem pode. Quem é que terá "condições anímicas" para entrar num Governo destes?» [DE]
   
Autor:
 
Pedro Silva Pereira.
      
 Relvas ouviu o apelo de Kennedy
   
«Antes, nomeara um jovem de discurso motivador para embaixador do "Impulso Jovem", um programa para levar os jovens a criar o seu próprio emprego. Dois dias depois e apesar de cinquentão, Miguel Relvas foi o primeiro cliente do tal guru: num impulso, tornou-se ele também, desde ontem, um civil a parte inteira. Há muitas leituras sobre a demissão de Relvas. E a menos interessante não será o "saio por vontade própria", uma frase com que Passos terá de se descoser se se confirmar que a licenciatura vai ser retirada a Relvas (e, logo, a demissão não poder ser um caso de vontade própria, mas uma obrigação). Muitas leituras, mas escolho esta: ser ministro, não era a praia de Relvas. Um erro de casting, o ministro Relvas. Eis outro facto para Passos se explicar, desenvolveria eu aqui, não fosse o dia para falar de um e não de outro - e se fosse para falar de Passos haveria que dizer: também ele o é, um erro de casting. Com um porém: Miguel Relvas, ao contrário do amigo, pode ser um notável homem civil. Os dotes de organizador demonstrou-os na construção da campanha do amigo. E a visão de empreendedor ele tem-na, ao contrário de muitos nossos empresários, sobre o que é, hoje e neste mundo, ser português e negociante. Ter isso e ser homem de Estado serviu para o acusarem, e com boas razões. Empresário, ganha o País. Citando um guru melhor que o dele, trago para aqui Kennedy: ontem, Relvas respondeu ao que pode fazer pelo seu país...» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
  
     
 Só agora
   
«O Presidente da República disse hoje desconhecer o relatório que envolve a licenciatura de Miguel Relvas, mas pediu ao Ministério da Educação que seja rigoroso para reafirmar a "exigência e qualidade" do ensino português.» [DE]
   
Parecer:
 
Notável este sentido da oportunidade de Cavaco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   

   
   
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sexta-feira, abril 05, 2013

Um governo incompetente, arrogante e vingativo


Independentemente das consequências financeiras o acórdão do Tribunal Constitucional demonstra que o governo é incompetente, arrogante e vingativo. Incompetente porque as inconstitucionalidades são grosseiras, arrogante porque produziu um OE à margem das normas constitucionais e vingativo porque algumas normas foram apresentadas como uma consequência do acórdão anterior.
 
Mas se alguém pensa que este governo vai entrar nos eixos desengane-se, Passos Coelho só respeita a Constituição porque a isso é obrigado, Portugal tem um primeiro-ministro que acha que pode governar à margem do seu programa eleitoral, do programa de governo e da Constituição. Tem um ministro das Finanças que ignora o princípio da legalidade e considera que o país é a sua mercearia.
 
Se alguém pensa que o governo vai acatar o acórdão ou que muda de política está enganado, o governo vai vingar-se nos portugueses, vai voltar a chicoteá-los para que paguem a ousadia dos juízes do Tribunal Constitucional.
 
O governo não vai cair com o acórdão, não vai aceitá-lo, vai querer prosseguir com a sua política, ignorando que é um governo que já está putrefacto mas que insiste em governar contra a vontade dos portugueses e sujeitando-os a uma experiência económica ditada pelo boche de Bona.
 
Aditamento: Depois de falhar em 4 mil milhões o Gaspar decidiu cortar nas funções do Estado e já se falava num corte superior a 5 mil milhões. Se a estes juntarmos o resultado da sua incompetência em 2013 mais o impacto deste acórdão o Gaspar vai propor que os funcionários públicos sejam condenados à escravatura ou então que passem a desempenhar funções ao abrigo do voluntariado.

Quero o meu Relvas de volta


Anda por aí muita gente feliz porque se livrou do Relvas e ficou com o Gaspar, livraram-se do falso doutor e ficaram com o professor, correram com o incompetente e ficaram com o competente. Estão enganados, foram ludibriados, se este governo já era uma seca agora vai ser insuportável.
 
Falam mal do Relvas porque era um falso doutor, mas será isso assim tão importante? Importante seria o Passos Coelho cumprir o seu programa ou propor novas eleições porque mudou de ideias, em vez de nos tirar um vencimento mensal cada vez que por cá aparecem os três parolos da troika.
 
Fala mal do Relvas porque supostamente era incompetente, ao que dizem espetou-se em tudo onde se meteu. Talvez seja verdade, mas os dossiers onde o Relvas se meteu não colidem com o nosso bem-estar. Já o mesmo não se diz de um outro incompetente que também não certou uma. Perguntem aos que perderam o emprego, aos que faliram, aos que perderam o seu negócio se a culpa foi do Relvas.
 
Durante algum tempo até parecia que o Gaspar era mais engraçado do que o Relvas, um era fino, o outro era grosseiro, um era economista, o outro era um político pimba, um era independente, o outro era um troglodita do partido, um era democrata, o outro era um talhante da ANP. Engano, o Relvas sabe perder e o outro cada vez que os portugueses ou o Tribunal Constitucional não lhe fazem a vontade vinga-se, ai não querem a TSU? Então levam uma dose dupla de IRS. Ai o corte dos subsídios aos funcionários é inconstitucional? Então continuo a cortar um subsídio aos funcionários e ainda vou tira um a todos os outros para que sejam democrático. Ai não gostam? Vão queixar-se à tia porque o Cavaco foi parra que já deu uvas!
  
Demitir o Relvas porque não era doutor é a mesma coisa que soltar um canário só porque depois de o termos comprado para o ouvir cantar reparámos que era coxo. Da mesma forma que não se compra um canário para dançar, também ninguém votou no PSD esperando que o Relvas reintroduzisse a Telescola para nela nos fazer prova dos seus dotes intelectuais.
 
Digam o que disserem eu quero o meu Relvas de volta, faz parte dos meus vícios, faz mal à política? Pois é, o tabaco também e ainda paga imposto coisa que com o Relvas não sucedia, divertia-nos quase diariamente, não cobrava nada e o Gaspar ainda não se tinha lembrado de adoptar o imposto especial sobre consumo de Relvas.
 
Quero o Relvas de volta e se for preciso até dou o Gaspar em troca e quem aceitar ainda leva mais o Álvaro, a louraça, o Portas e o Aguiar-Branco sem pagar nem mais um tostão. Ou me dão o Relvas de volta ou ainda vou apresentar uma reclamação no livro amarelo do Cavaco Silva, para que temos um presidente se depois de tudo o que nos tiraram ainda nos levam o Relvas?

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Beja
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Porto de Mós [A. Cabral]

Jumento do dia

Vítor Bento, cavaquista
 
Quem ouve Vítor Bento falar dos políticos do passado até pensa que este conservador que não se percebe porquê tem vindo a ser tratado na comunicação social como um economista de vulto, até pode pensar que estamos perante alguém do futuro ou apoiante de novas gerações políticas. Não, Vítor Bento deve muita da sua notoriedade a Cavaco Silva em cuja sobra tem ganho notoriedade.

Compreende-se bem que alguém tão cavaquista como Vítor Bento e com uma idade que já aconselha alguns cuidados geriátricos fale de políticos do passado para atacar o político mais odiado pelo seu jovem Cavaco Silva.

Começa a ser enjoativo ouvir algumas personalidades falarem ao país como se tivessem o estatuto de grandes filósofos da nação. Se Vítor Bento tivesse pensado nestes termos quando os políticos do PSD controlavam em exclusivo o comentário político, como é o caso de outro Conselheiro de Estado do PSD, ainda se compreenderia, mas ver este substituto de Dias Loureiro no Conselho de Estado vir agora a dar lições de moral ao país até cheira mal, digamos que não será um grande exemplo de honestidade intelectual, qualidade que fica bem a um economista que se preze e goste de falar em público.
 
«O economista Vítor Bento considerou ontem que falta a Portugal uma sociedade civil forte, acusando a comunicação social de ter responsabilidades nesta área e ilustrando com os convites feitos a antigos políticos para serem comentadores nas televisões.

"O que nos falta é uma sociedade civil forte. A comunicação social tem muita responsabilidade nisso. Por exemplo, quando as televisões convidam políticos do passado para serem comentadores políticos. O que interessa em Portugal é o espetáculo", criticou Vítor Bento.» [DN]

 A demissão de Miguel Relvas
 
Foi um cheirinho a Abril ainda que não passe de uma manobra de diversão, Relvas faz de boi da piranha para que a manada governamental passe incólume o rio. Este governo é o Gaspar e enquanto este estiver até a demissão de Passos Coelho seria indiferente.
 
 Curtas sobre a demissão de Miguel Relvas

 
CDS 1 - 0 PSD.
  
Vamos sugerir que Relvas vá para comentador da CM TV.
  
Cá se fazem, cá se pagam, gozaram tanto com Sócrates que inauguram a queda governamental com a promoção de Relvas a burro. Resta saber se também não terá pedido equivalência a burro.
  
Cavaco terá escrito alguma coisa sobre isto no passado que justifique o seu silêncio sobre o tema Relvas?
  
O encobridor Crato não se demite nem é demitido?
  
Passos e Relvas são inseparáveis, um sabe escrever e o outro sabe falar. E agora?
  
Relvas estava à espera de ter Sócrates como comentador para se demitir?
  
Relvas vai seguir a filosofia do seu governo e aproveita este despedimento para emigrar e ir em busca de uma zona de conforto?
  
Já vimos primeiros-ministros demitirem-se com meno pompa e cagança do que se viu com este Relvas.

Barco de quatro ao fundo!

Relvas escolheu a Quinta para evitar a moção de censura, para se antecipar ao acórdão do Constitucional ou para apanhar o país distraído com o Benfica?

É uma perda irreparável, depois da demissão de Relvas este governo só conseguirá dar vontade de chorar.

Relvas fez questão de se demitir com um discurso maior do que o da tomada de posse de Obama que aproveitou para transformar o Passos Coelho na versão política da Santinha da Ladeira, depois do discursos se Passos fosse a eleições teria maioria absoluta.

Miguel Relvas ter-se-á despedido de Paulo Portas?

Passos Coelho devia declarar o dia 4 de Abril como feriado nacional.

A decisão de Relvas foi discutida no grupo de coordenação da coligação criado depois da crise política do OE2012?

 Governo em remodelação permanente

Este governo é remodelado de forma original, até parece que Passos pediu um empréstimo e está a pagar a remodelação às prestações.
  

  
 "É o capitalismo, estúpido!"
   
«Já se sabe que a ideologia neoliberal não respeita nem as leis da economia nem as obrigações do direito. Os enredos governamentais apoiam-se na espontaneidade dos mecanismos económicos e na natureza dos acasos. Economistas ilustres como Daniel Bessa ou Ferreira do Amaral e professores universitários como Paulo Morais têm--no dito, incansavelmente, acentuando as características complexas do poder e das liberdades. As consequências são claras: a democracia, tal como a concebemos e foi estruturada na Europa Social, está desfigurada e, por este caminho, condenada a desaparecer. Quando Viriato Soromenho-Marques escreve que a Europa morreu em Chipre, ele adverte-nos de que o intervencionismo económico, tal como aconteceu naquele país, constitui uma ameaça às liberdades.
  
Estamos no interior de uma nova guerra, cujas conclusões são imprevisíveis. Parafraseando o outro: "É o capitalismo, estúpido!" Do ponto de vista desta irracionalidade política, não há lugar para o sujeito plural, para a diversidade de opiniões. "Não há alternativa", frase tão ao gosto de Pedro Passos Coelho, não lhe pertence em sistema de exclusividade: faz parte do breviário da "nova" doutrina, agora, embora tardiamente, condenada pela Igreja católica.
  
"É o capitalismo, estúpido!", decorre da circunstância de não se lhe haver opositor, e as críticas conhecidas (Badiou, por exemplo, L'Hypothèse Com- muniste) encontrarem pela frente um concerto de estipendiados, bem pago e bem organizado, o qual faz eco da frase "Salvemos os bancos!", salvaguarda de um sistema que incorporou "o fim das ideologias" como teoria. É desolador o deserto de ideias à nossa volta. A paixão pelo pensamento crítico parece ter desaparecido; e as páginas dos jornais, habitualmente portadoras de sugestões, incentivando à leitura e ao debate, consagram-se à superfície das coisas, às futilidades e ao desprezo pelas causas. O ser humano está concebido como homo oeconomicus, e a sua existência regida pela rendibilidade e subordinada aos grandes interesses económicos.
  
Uma certa Europa do humanismo e da solidariedade morreu em Chipre, como acentuou Soromenho-Marques. E talvez para sempre, porque a capitulação daquele pequeno país prova que a mutação do ideal social em um Estado omnipotente e autoritário (a Alemanha é que manda, até por interpostas economias) não é capricho do acaso, sim um projecto hegemónico e perigosíssimo, que pode conduzir à guerra (avisou Jean-Claude Juncker).
  
Mas há uma pergunta a formular: alguma vez essa Europa do humanismo e da solidariedade existiu? É o capitalismo que ordena as coisas e a própria vida das pessoas. O capitalismo que chegou excessivamente longe, com o apoio das irresponsabilidades e das cedências de quem devia ter uma posição moral irredutível. Nesta conjuntura avultam muitas traições e imprevidências. Chegámos a esta miséria. E agora?» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.   

 Vítor Gaspar no Bundestag
   
«Com o seu habitual zelo religioso (mesmo que seja a um deus desconhecido), Vítor Gaspar falou quarta-feira aos deputados em Lisboa, como se estivesse no Bundestag, com Merkel a seu lado. Foi incapaz de reconhecer o caminho suicidário do "ajustamento". Incapaz de compreender que a raiz do mal que poderá matar a Europa reside no carácter monstruoso da arquitectura da Zona Euro (que combina perigosamente união monetária com fragmentação orçamental, sem cuidar da união política). Pelo contrário, essa arquitectura é tida como um inalterável fim da história. Custe o que custar, doa a quem doer. Aconselho a Vítor Gaspar a leitura de vozes sensatas e sábias que, na Alemanha, alertam para a catástrofe em que Berlim nos ameaça mergulhar a todos. O grande sociólogo Ulrich Beck, num ensaio com o título significativo de "A Europa Alemã", chama a atenção para o modo como Merkel rompeu as regras do jogo na Europa, passando da cooperação para a imposição: "Porém, este jogo de soma positiva da cooperação transformou-se, ao longo da crise do euro, num jogo de soma nula e alguns participantes têm de se conformar com perdas enormes de poder." Do mesmo modo, o jornalista e editor Jakob Augstein alertava para o egoísmo da chanceler: "A ideia de Merkel para a integração europeia consiste em simplesmente afirmar que a Europa se deve inclinar à vontade política alemã." Tudo isso conduz, segundo U. Beck, a uma encruzilhada: "(...) a crise do euro tirou definitivamente a legitimidade à Europa neoliberal. A consequência é a assimetria entre o poder e a legitimidade. Um grande poder e pouca legitimidade do lado do capital e dos Estados, um pequeno poder e uma elevada legitimidade do lado daqueles que protestam." A Europa só se salvará quando a legitimidade se tornar poder. Mas para isso não basta citar Tito Lívio. É preciso compreendê-lo.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
      
 Ainda há duas portuguesas felizes
   
«O que é uma mentira? Uma necessidade, para fintarmos as nossas limitações e faltas. Fizeste os deveres? Sô professor, eu fiz, mas ao vir p'ra escola um cão fugiu-me com o caderno. O carro está pronto? Está, mas falta vir uma peça do armazém. Andas com ela? Credo, só tenho olhos para ti... Uma mentira é sempre um pedido de socorro. Fizeram bem os que mandaram comunicados falsos do Governo, no 1.º de abril, ao se darem por nome Mayday Lisboa. "Mayday", pelo Código Internacional de Sinais, lançam os dos barcos a naufragar e os dos aviões a cair. "Ajudem-me", "ajudem-me", era o que diziam, afinal, os comunicados falsos, assinalando coisas que o Governo estaria a fazer, contratar professores, enfermeiros, isto e aquilo, quando a época é mais de nem isto nem aquilo. Logo no dia seguinte o Governo desmentiu e os do Mayday Lisboa assumiram a autoria desiludida. Eis o que define bem os nossos tempos: o 1.º de abril, porque de mentiras, passa a ser o único dia em que os portugueses podem ter ilusões... O dia 2 e seguintes já são para ser vividos na vil tristeza. Por todos? Não! Ainda ontem, a 3 de abril, na comissão parlamentar de Saúde, duas deputadas, Isabel Galriça (CDS-PP) e Laura Esperança (PSD), recusaram esmorecer. Discursaram elas a Paulo Macedo: "Sr. ministro, parabéns por contratar 600 novos enfermeiros!" Tinha sido a notícia do Mayday... Caridoso, o ministro não desmentiu, deixou-as viver felizes mais uns instantes.» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.
   
  
     
 Cavaco esqueceu-se do que fez
   
«O Presidente da República sublinhou hoje a necessidade de "produzir mais para exportar mais e importar menos", considerando que a agricultura e a pecuária podem dar um contributo significativo para reduzir o endividamento em relação ao exterior.

"Portugal no ano que terminou importou cerca de sete mil e 100 milhões de euros de produtos alimentares de origem agrícola, exportou quatro mil e 200 milhões de euros de exportações de origem agrícola. Portanto, nós temos de conseguir produzir mais para exportar mais e importar menos", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, durante a apresentação da nova plataforma Peço Português.» [i]
   
Parecer:
 
Ouvir Cavaco falar de aumentar a produção agrícola só pode suscitar uma gargalhada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Cavaco se esqueceu o que fez quando foi primeiro-ministro.»
      
 Pobre Relvas, entra cavalo e sai asno
   
«O gabinete do primeiro-ministro acaba de confirmar que o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou a sua demissão ao primeiro-ministro. O PÚBLICO confirmou que o ministro da Educação vai anular a licenciatura do agora ex-ministro.

Tal como o PÚBLICO havia noticiado na quarta-feira, o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, vai deixar o Governo.

Miguel Relvas marcou uma conferência de imprensa para falar sobre a sua demissão, mas não disse uma única palavra sobre o caso da sua licenciatura. "Sei que só a história me julgará convenientemente e com distância", afirmou o ministro demis~sionário.» [Público]
   
Parecer:
 
E parte armado em Fidel Castro.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Sem vergonha na cara
   
«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou nesta quinta-feira, em Viena, que os Estados-membros que enfrentam crises financeiras não devem culpar os outros pelos seus problemas e apelou à solidariedade das economias mais fortes.

“Os países que enfrentam dificuldades pelos erros do sector financeiro devem mostrar mais responsabilidade, devem mostram que levam a sério a análise e correcção dos erros, sem culpar os outros”, disse José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler austríaco, Werner Faymann.» [Público]
   
Parecer:
 
Há momentos em que se sente vergonha de se ser português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Cavaco junta-se a Passos
   
«O Presidente da República escusou-se hoje a falar sobre as acusações e críticas que o antigo primeiro-ministro José Sócrates lhe deixou na semana passada, frisando que um chefe de Estado nunca comenta comentadores.» [DN]
   
Parecer:
 
De certeza que Cavaco não comenta comentadores? Até h´um que está a aguardar julgamento por ter escrito um artigo de opinião acerca dos investimentos imobiliários de Cavaco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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