segunda-feira, setembro 08, 2014

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Auto Palace, Rua Alexandre Herculano, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
António José Seguro

Quando inventou as directas para escolher o candidato a primeiro-ministro pelo PS a única hipótese de sobrevivência política de Seguro residia numa ajuda in extremis de Cavaco Silva, a convocação de eleições antecipadas, inviabilizando qualquer processo de substituição do líder do PS. Cavaco Silva, um apoiante incondicional de Passos Coelho disse não, a magra vitória eleitoral do PS nas europeias não dava lugar a qualquer crise de representatividade do governo e Cavaco recordou a Seguro que se tivesse aceite a sua proposta de acordo com o PSD estaria à beira de aceder a uma cadeira governamental na sequência de eleições antecipadas.

Sem eleições antecipadas Seguro arrasta-se no PS e agora com uma situação caricata, é líder de um partido que não o quer na liderança e só uma chapelada nas directas do PS o salvariam. Chega-se ao ridículo de um partido não se rever num líder que se mantém agarrado a estatutos que ele próprio manipulou e espera que a direita acorra às directas para o manter como candidato de um partido que não o deseja para primeiro-ministro.

Imagine-se que com a ajuda de uma chapelada conseguido com o voto em massa da direita Seguro ganhava as directas no PS, teria condições para concorrer às eleições ou, no caso de as vencer, de ser primeiro-ministro? É óbvio que não, mas Seguro não percebe isso, ele insiste em ver o país como uma grande escola preparatória onde ele quer ser presidente da associação de estudantes. Seguro comporta-se mais como a criança mimada que acusa os outros de quererem roubar-lhe o brinquedo do que como alguém com estatura humana e política para governar um país.

 Cá se fazem, cá se pagam

Os mesmos governos que "ajudaram" os seus terroristas a irem para a Síria matar sírios receiam agora que os seus filhos pródigos regressem a casa.

      
 A abada
   
«As eleições para as federações do PS concluíram-se no sábado, com os candidatos que apoiam António Costa às eleições primárias socialistas a vencerem em 10 das 19 estruturas.

As votações concluíram-se em oito federações no sábado, juntando-se aos resultados das federações que realizaram as eleições na sexta-feira, perfazendo o total das 19 estruturas socialistas.

No sábado, decorreram as votações em Braga, Coimbra, Castelo Branco, Viseu, Santarém (começou na sexta-feira), Porto, Vila Real e Algarve.

Os candidatos que apoiam o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, nas primárias socialistas de 28 de setembro venceram em Lisboa, Aveiro, Federação Regional do Oeste, Leiria, Setúbal, Braga, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Algarve.

Os candidatos que apoiam nas primárias o secretário-geral do PS, António José Seguro, venceram em Bragança, Viana do Castelo, Coimbra, Viseu, Santarém, Baixo Alentejo, Guarda, Porto e Vila Real.» [Observador]
   
Parecer:

Seguro está mais perdido do que a barca do arroz.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se pelos debates.»
  
 Credibilidade do Banco de Portugal chega ao grau zero
   
«O Novo Banco vai ser vendido em quatro ou, no máximo, seis meses e já há bancos interessados, revelou este sábado Marques Mendes no seu comentário semanal da SIC. O social democrata diz que, esta semana, o Banco de Portugal já vai reunir com o BNP Paribas para definir a “cronologia das operações”.

Um mês depois de o BES ter sido separado em dois bancos, um deles com os ativos tóxicos, Marques Mendes diz que a venda do ‘banco bom’ está para breve. E até dá pormenores sobre a venda: o banco será vendido no seu conjunto, e não em partes, “para potenciar o seu valor”. Será vendido numa espécie de “concurso público” com carta fechada. E já há bancos interessados.» [Observador]
   
Parecer:

Um governador do Banco de Portugal que vê Marques Mendes dizer num sábado o que era ultra secreto e seria ele a divulgar no domingo só não pede a demissão do cargo porque tem um sentido da dignidade muito liberal. A pouca vergonha continua e agora Marques Mendes goza que nem um perdido com Carlos Costa e divulga como vai ser vendido o BES.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente a falta de dignidade que impera no BdP.»

 Brilhante Brilhante!
   
«O socialista Eurico Brilhante Dias antecipa eleições primárias "fortemente disputadas" e sublinha que a candidatura de António José Seguro, que apoia, conta com mais votos do que a de António Costa, destacando que no final os simpatizantes é que decidirão.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Se este Brilhante não brilhasse teríamos de lhe dar brilho, o homem percebeu que Seguro perdeu o PS e agora resta-lhe sonhar com uma chapelada nas directas, talvez com a inscrição da JSD como simpatizante do PS. Outra possibilidade é imitar os seus camaradas de Braga e mobilizar a populaçãio do Cemitério do Alto de São João.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Portas volta a defender a moderação fiscal
   
«O líder do CDS-PP, Paulo Portas, reiterou no sábado à noite, num jantar com militantes no Algarve, que o partido defende uma política de moderação fiscal, que deve ser feita faseadamente e no quadro da maioria.

"Nós, obviamente, defendemos uma política de moderação fiscal que pode ser feita faseadamente e que tem que ter em conta a responsabilidade financeira e contribuiremos, no quadro da maioria, para um compromisso nessa matéria", afirmou.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Há aqui alguma confusão, Portas é coordenador da área económica do governo e defende a moderação fsical, mas quem manda é a ministra e esta foi a Castelo de Vide dizer que não.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Magistrado curioso
   
«José Sócrates realçou este sábado que o juiz do caso Face Oculta "leu as escutas" a telefonemas seus com Armando Vara "e confirmou que nada têm a ver" com esse processo.

O ex-primeiro-ministro assinalou, na RTP, que as escutas em causa foram feitas de forma ilegal e não foram destruídas quando o presidente do Supremo Tribunal de Justiça o mandou fazer há quatro anos.

"É matéria que veremos", respondeu José Sócrates quando questionado sobre se iria instaurar algum processo judicial num caso em que "os pistoleiros do costume" tentaram "mais uma vez" envolver o seu nome.» [DN]
   
Parecer:

Com que intenção um juiz ouve escutas ilegais e que o Supremo tinha mandado destruir. Este juiz é um curioso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao juiz o motivo do seu voyeurismo judicial.»

 BdP não foi avisado
   
«A KPMG diz uma coisa, mas o Banco de Portugal diz que não é bem assim. Em entrevista ao Expresso, no passado dia 16 de julho, a KPMG revelou que se reuniu com o vice-governador Pedro Duarte Neves e que alertou para um problema com a recompra de obrigações do Banco Espírito Santo (BES) emitidas em 2012.

No entanto, em comunicado agora emitido, e citado pelo Diário Económico, Pedro Duarte Neves sublinha que esse problema foi apenas “brevemente mencionado pela KPMG” no final da reunião e que não foi apresentada “uma descrição completa” nem “referida qualquer ordem de grandeza para eventuais perdas nas contas semestrais”.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Isto est´+a a ficar feio, até parece que o BdP deixou de trabalhar durante a semana para passar e emitir comunicados ao fim de semana. Agora há um vice-governador que tenta dizer que não foi avisado quando o país começa a pensar que o BdP foi mesmo o último a saber.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se ao senhor que se demita.»
  
 Cavaco desconfia que o governo lhe escondeu informação?
   
«O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou este domingo esperar que o Governo lhe tenha comunicado todos os factos “relevantes” sobre a crise no BES assim que deles teve conhecimento.

“O Presidente da República não tem ministérios, não tem serviços de fiscalização ou de investigação. Recebe toda a informação das entidades oficiais e espera que logo que o Governo tenha tido conhecimento de factos relevantes não o deixe de comunicar. No caso que refeiu, espero que tenha sido assim. É o que resulta da Constituição”, afirmou em resposta aos jornalistas, em Arganil, referindo-se às regras de relacionamento entre Governo e primeiro-ministro.

Cavaco prosseguiu dizendo que é a essa informação, via canais oficiais, que o Presidente “atribui mais importância”, mas que também ouve outros agentes económicos e sociais e “regista tudo” e “tem em conta as informações que recolhe nas conversas que tem com o Governo”.

O Presidente da República saiu ainda em defesa do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, considerando que a solução encontrada para o BES (dividindo-o em banco bom e banco mau) foi a melhor para o país. “Perante a situação complexa, havia várias alternativas que foram ponderadas. Considero que o Banco de Portugal, de acordo com as competências que lhe cabe e de acordo com as regras comunitárias, enfrentou uma situação extremamente difícil da melhor forma para a defesa do interesse nacional”.» [Observador]
   
Parecer:

Isto está a ficar bonito... depois de se desculpar com o governador do BdP Cavaco insinua qu o governo lhe escondeu informação.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se perante este espectáculo degradante.»
  
 Livrarias francesas recusam-se a ser lixeiras
   
«As memórias da relação de Valérie Trierweiler com François Hollande podem ter alcançado o topo da lista dos livros mais vendidos em França, mas nem todas as livrarias estão ansiosas por ganhar dinheiro à custa das revelações “explosivas”, conta o jornal britânico Telegraph.

Ao que parece, apareceram placas informativas à entrada de algumas livrarias francesas para explicar porque eles não iriam vender o livro Merci Pour Ce Moment (Obrigado por este momento, em tradução livre), apesar das vendas iniciais das memórias privadas do casal francês estarem a ultrapassar os números alcançados pelo romance erótico 50 Sombras de Grey, no país. “Nós temos 11,000 livros [na loja]. Não somos o caixote do lixo para a Trierweiler e o Hollande”, dizia um aviso. “Esta livraria não está a planear tornar-se um mercado para a lavagem de roupa suja da senhora Trierweiller”, dizia outro.» [Observador]
  

   
   
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