domingo, maio 10, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Fragata "Huangshan" da armada da China no Rio Tejo (Abril de 2013)
  
 Jumento do dia
    
Pedro Passos Coelho

Depois da defesa de Dias Loureiro faz todo o sentido que Marinho Pinto lhe sugira que coloque o famoso banqueiro do povo nas listas do PSD. Mesmo calado Passos Coelho sujeita-se a ser o Jumento do Dia face a um desafio tão apropriado.

«Em declarações à agência Lusa, por ocasião de uma reunião com os núcleos concelhios no Algarve, em Albufeira, para preparar o primeiro congresso do PDR, Marinho Pinto criticou Passos Coelho por ter elogiado Dias Loureiro durante o último debate quinzenal da Assembleia da República, mas também o PS pelo programa económico que apresentou ao país.

Marinho Pinto explicou que a reunião com os núcleos do partido no Algarve serviu para preparar o Congresso do PDR, de 24 de maio, no qual vai apresentar a sua candidatura à liderança do partido e que contará com elementos convidados do Partido Democrático Europeu.

"O que digo ao dr. Passos Coelho é que, se ele acha que Dias Loureiro é um homem com essas qualidades todas que ele apresenta, candidate-o nas listas do PSD, apresente-o ao país nas listas do PSD para ver a resposta que vai ter do país", afirmou o antigo bastonário da Ordem dos Advogados.» [JN]

 O Observador adora o Henrique Neto

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Deve ser triste fazer papéis destes com a idade que este senhor tem.

      
 A insustentável leveza do "ser"
   
«Já que tive o trabalho, por razões de comentário, mas também por curiosidade, de ler integralmente o livro de Sofia Aureliano sobre Passos Coelho e não apenas as partes reproduzidas na comunicação social — escolhidas pelas fontes a dedo —, e esse trabalho foi penoso, mais vale dar conta dele aos meus leitores do PÚBLICO. Digo que foi penoso, porque o livro é ilegível e enfadonho, e porque a curiosidade que ainda me motivava rapidamente se perdeu, dada a vacuidade geral e o terrível mau gosto que o perpassa de uma ponta à outra. O mau gosto, aquilo que se costuma chamar possidónio, chega a incomodar porque, se há coisas que eu não quero saber sobre o primeiro-ministro de Portugal, este ou qualquer outro, são exactamente muitas das que enchem o “lado humano” do livro.

O livro rompe com aquilo que sempre considerei uma qualidade de Passos Coelho, a reserva sobre a sua vida privada. Aqui, Passos abandona de todo, ele e a família, essa reserva, numa exibição de uma “domesticidade” que, como todas as “domesticidades”, fica sempre melhor doméstica, longe dos olhos do público, na descrição. Sempre condenei o ataque ao primeiro-ministro por razões sociais, mas o problema é que, quando no livro se considera que o “espírito” da casa de Massamá é afrontar a “linha de Cascais” e os barões que “velejam” (deve ser nadam), abre-se caminho para as pedantices de Raquel Varela sobre os fatos “de segunda” de Passos Coelho feitos nos subúrbios. Estão bem uns para os outros.

O objectivo de Somos o que Escolhemos Ser, o pomposo nome do livro, citando Sócrates (o outro), é dominado pela frase atribuída a Salazar de que, “em política, o que parece é”, citada aqui erradamente como sendo de Sá Carneiro. Mas, no meio de citações em epígrafe, tiradas da Internet, de Churchill, Gandhi, Kennedy, Shakespeare, Hellen Keller, Heráclito e… Passos Coelho, o livro presta um mau serviço ao “ser” de Passos Coelho, porque consegue a proeza de, em vez de o puxar para cima, como os autores da encomenda certamente pretendiam, puxá-lo para baixo, para uma trivialidade tão evidente que não serve os objectivos hagiográficos da publicação. Tenho para mim a regra daquilo que escrevi um dia sobre Santana Lopes, e que repito para Passos Coelho: por maus que sejam, não se chega a uma função desta natureza sem qualidades. Podem ser qualidades negativas, podem servir o mal e não o bem, podem coexistir com defeitos igualmente intensos e anular-se entre si, mas alguma coisa há. E, no caso de Passos Coelho, elas existem, mas não são as deste retrato psicológico propagandístico, a dualidade entre a “frieza” e a “determinação” na acção pública e o lado “humano” na vida doméstica.

Os factos biográficos que poderiam ser de interesse para se fazer um retrato de Passos Coelho “em construção” estão ausentes de qualquer detalhe, e de qualquer análise, isto quando a referência a eles vai para além de uma vaga linha de passagem. A vida política de Passos Coelho, desde a sua passagem pela União dos Estudantes Comunistas, continuando pela sua ascensão na JSD, as suas experiências eleitorais falhadas na Distrital de Lisboa (uma delas comigo, em que perdeu), a sua campanha autárquica na Amadora, tudo isso parece à autora irrelevante. O mesmo se passa com a vida profissional de Passos Coelho, assombrada de “casos” como a Tecnoforma, os não pagamentos para a Segurança Social, e outras obscuridades, que não merecem à autora sequer o esforço de tentar ir mais longe. Fala deles porque tinha que falar, mas enuncia-os mais do que os relata. Aliás, repete uns mitos circulantes sobre a resistência “heróica” de Passos Coelho a Cavaco Silva na JSD, de que o mínimo que se possa dizer é que não foi bem assim. Para além do facto de as propostas de Passos e da JSD serem aquilo que ele hoje demonizaria como “despesistas”, as más relações entre Passos e Cavaco tinham a ver com outras razões como seja o facto de haver sistemáticas fugas de informação das reuniões da comissão política, por singular coincidência centradas nas próprias intervenções de Passos Coelho, muitas vezes confusas e incompreensíveis. 

É que há um traço de carácter evidente na biografia real de Passos Coelho, completamente omitido, a sua ambição política e a sua capacidade de orientar a sua carreira para esses objectivos e, mais do que isso, o facto de ele ter sido de há muito o candidato apoiado e preparado e levado ao colo por certos grupos internos no PSD e certos grupos de influência e interesses com um pé dentro e outro fora do PSD. Passos foi, como dizem os ingleses, grooming, treinado, preparado e promovido para chegar onde chegou e foi, como se viu, uma boa escolha.

É por isso que é estranho que o livro seja muito silencioso sobre aquilo que Passos designou, num momento de verdade, como a sua entourage. Quem lê o livro, fica convencido que Passos foi “feito” por Pedro Pinto e Jorge Moreira da Silva ou, mais atrás, por Carlos Coelho. Também foi, mas só residualmente. A esse nível, Dias Loureiro e Luís Filipe Menezes tiveram um papel, assim como um grupo de dirigentes do PSD ligados à Maçonaria, organização que hoje controla muitas das estruturas distritais do PSD e parte do grupo parlamentar. Mas o que retira credibilidade a esta “biografia” é a omissão do papel de Miguel Relvas dentro do partido e de Ângelo Correia dentro e fora, assim como todo o modo como se moldou a sua oposição a Manuela Ferreira Leite. Este último caso é relevante para se compreender como foi “feito” Passos Coelho, as suas relações ambíguas com o primeiro-ministro José Sócrates, e um canalizar de apoios e recursos para a sua actuação com a criação de uma estrutura paralela no PSD e o apoio de um grupo de autores de blogues, jornalistas no activo e consultores de comunicação e marketing, todos eles premiados depois das eleições com lugares, cargos e negócios.» [Público]
   
Autor:

Pacheco Pereira.

      
  Porque não vão gozar com os netos do Balsemão?
   
«Através do recurso a um efeito especial, a produção do programa "Ídolos" mostrou as orelhas do concorrente a crescer enquanto este fazia a audição. A emissão foi para o ar no domingo e desde então o jovem trancou-se em casa.

"Tinha vergonha que me gozassem. A única vez em que saí, usei gorro e um casaco com capuz. Não queria ser reconhecido", contou na edição de hoje do Correio da Manhã.

Para o jovem de 17 anos, aquilo que o "Ídolos" lhe fez é "desumano". Mas tem tido o apoio dos colegas e da escola que frequenta, em Oliveira do Bairro, Vila Nova de Gaia, onde ontem foi recebido com cartazes e onde está a ser acompanhado por duas psicólogas.» [DN]
   
Parecer:

Gente que não presta.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Processe-se a SIC.»
  
 Passos vai mandar Balsemão à UTAO
   
«Líder social-democrata pediu ao fundador para fazer propostas para o programa. Uma delas vai ao encontro do que defende Costa. Balsemão argumenta que desafios que propõe são importantes para PSD manter identidade

Reduzir o IRS é uma das propostas que o fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão, enviou para o gabinete de estudos do PSD de forma que seja integrado no programa eleitoral da maioria. As propostas feitas por uma equipa liderada por Balsemão - a pedido de Passos Coelho - constam de um documento, a que o DN teve acesso, e vão ainda ser sujeitas a análise da direção do partido.» [DN]
   
Parecer:

As propostas do Balsemão devem ser analisadas segundo os critérios que o PSD tentou impor ao PS.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao novo rico de Valongo se já tem as perguntas prontas para mandar ao Balsemão.»
  

   
   
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