terça-feira, maio 26, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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O "28", Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Carlos Silva, líder dessa coisa a que chamam UGT

Este governo já cortou as pensões a título definitivo e a medida foi revogada por um acórdão do Tribunal Constitucional que na ocasião explicou ao governo que um corte em todas as pensões não era uma reforma, ao contrário de ter sido essa a definição dada ao corte das pensões. Apesar de ser inconstitucional o governo insiste num corte de pensões e já comunicou a Bruxelas essa intenção, insistindo agora num consenso, isto é, o PSD/CDS tenta iludir o tribunal Constitucional com um consenso que corresponde a uma maioria constitucional.

No passado sábado a ministra das Finanças teve uma recaída de honestidade e explicou como conseguiria a redução da despesa com pensões, seria um corte nas pensões que estão sendo pagas e ponto final. Parece que a honestidade da ministra surpreendeu muita gente, até o professor Marcelo, um candidato a talvez candidato presidencial, veio a público defender que a ministra devia ser desonesta e esconder essa decisão dos ouvidos populares.

A posição mais original foi a de um tal Carlos Silva, o líder da UGT que mereceu a simpatia do patrão Ricardo Salgado, decidiu pedir uma reunião com o vice-presidente do PSD Marco António, que, como é sabido, tem a tutela das Finanças e da Segurança Social. Esclareceu o "pequenito" Marco António aquilo que se sabia, que o corte das pensões tinha sido comunicado a Bruxelas e que cabia aos "partidos do arco da governação" (quem terá autorizado o pequeno novo rico de Valongo a excluir eleitores e partidos parlamentares?) chegar a consenso quanto à forma de chegar a cortes cuja decisão e comunicação a Bruxelas não resultou de qualquer consenso.

Perante isto coube ao tal senhor da UGT tranquilizar os pensionistas os portugueses, em representação do PSD esclareceu que o PSD não pretendia cortar nas pensões. Enfim, ainda bem que não cheguei a vomitar pois não tinha um saco à mão, mas aquela declaração meteu-me tanto nojo que estive á beira de vomitar.

 Mais um momento de esquerda do Observador

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Este observador não se cansa de entrevistar políticos de esquerda, desta vez foi a vez de Joana Amaral Dias. Até parece que a direita financiou a versão actual da Voz do Povo, numa homenagem ao José Manuel Fernandes.

 Pois, os espanhóis são estúpidos

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Compreende-se não lêem o Observador e em especial os artigos de Rui Ramos.

 Como diria o outro, velha é a tua tia!

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 A escolha de Carlos Costa

Os regulados escolhem o regulador que menos regula e se as coisas corrrem mal investem uns milhões na manipulação da opinião pública e na eleição dos políticos que lhes fazem os fretes.

      
 Governar a bricar
   
«O Governo brinca com o Povo a anunciar que até final do ano esgotará a lista de utentes sem médico de família, como brinca com os 400 profissionais que pensa atrair para o activo com apenas um terço do ordenado.

Desde há muito que, mesmo num país onde o improviso é apreciado, os governos apresentam programas, elaboram planos e cingem-se a orçamentos. Com recursos finitos e infindas necessidades, os bons governos fazem escolhas, sacrificam umas acções a outras para melhor servirem o interesse público. Neste segmento final da sua vida o nosso actual Governo, com eleições pela frente, oculta o seu programa, se é que o tem, promete coisas impossíveis, fumega pelo nariz, à espera de conseguir criar a nuvem de fumo que o esconda dos seus ásperos julgadores.

No Inverno passado, rebentou uma crise nas urgências. Bem tentou o Governo disfarçar com o “frio extremo” a incapacidade de atender e escoar doentes nos hospitais. Só então deve ter percebido que tudo tem causas e consequências. A acorrência inusitada às urgências não era um fenómeno da natureza, mas a natural consequência de graves restrições que impôs na saúde, não substituindo pessoal, desmantelando equipas, encerrando camas, congelando novas unidades de saúde familiar (USF) e arrastando os pés na criação de unidades de cuidados continuados. O resultado foi catastrófico: sem novas USF, o aumento natural da morbilidade embateu na barreira dura de urgências desmunidas de gente experiente, forradas de tarefeiros, pessoal desorientado correndo de um lado para o outro sem poder acorrer a tudo. Serviços atravancados de macas e camas, escoamento impossibilitado por falta de leitos, e de cuidados continuados. Casos ligeiros amontoados com casos graves, esperas infindáveis, doentes com fome, gemendo de dores, reclamando um olhar, um pouco de água, uma atenção. Foi preciso que surgisse uma câmara indiscreta para que o País conhecesse a dimensão do inferno.

Com dez meses ainda pela frente esperava-se que o Governo acordasse. Sabia existirem especialistas recém-graduados, instalações disponíveis, vontades e propostas de candidaturas de médicos de família para criação de USF. Que misterioso embargo o impediu de, em tempo útil, preparar planos de contingência para o que já vimos em anos anteriores, uma eventual onda de calor no verão e outro potencial episódio dantesco no Inverno? Passado o pico da crise, depois de Fevereiro, o Governo relaxou.

Até que alguém revelou que no ano em curso apenas uma USF havia sido criada, confirmando a arrefecimento da execução de uma medida que todos, até a Troika, haviam recomendado. Chegou a Oposição com seu programa de governo. Propõe a retoma da política de criação de unidades familiares, cem ao longo de quatro anos. Programa modesto, dando médico de família a pouco mais de quinhentos mil cidadãos hoje sem cobertura, implicando mobilizar quase 800 médicos, dos quais apenas um quarto seriam novos diplomados. Investimento relativamente pequeno, em parte elegível para apoio comunitário. Medida pautada pelo rigor orçamental, sem falsas promessas, exequível e ao alcance dos nossos meios, desde que cuidadamente preparada. A proposta da oposição é conhecida ao fim da manhã.

De tarde, no debate parlamentar era urgente responder. Contas passadas nas costas de um envelope, o Primeiro-Ministro, categórico, ajudado pela sua magnífica colocação de voz, promete até final do ano esgotar a lista dos 1,2 milhões de Portugueses alegadamente sem médico de família, para tal reintegrando no activo 400 médicos recentemente reformados.

Vamos a contas: admitamos que o Governo mobiliza mesmo esse número de médicos, esqueçamos por agora os enfermeiros, o pessoal administrativo, as pequenas obras e o mobiliário e outro equipamento necessário e usemos uma média de três consultas por habitante/ano. Cada médico reformado teria que realizar 9 mil consultas num ano, novecentas por mês, descontando férias e feriados, 40 por dia. Já imaginaram? Num dia de seis horas laborais, com intervalo de dois minutos entre consulta, sem perdas de tempo nem idas ao WC, cada médico poderia atribuir a cada doente apenas 7 minutos. Tendo que cumprimentar o doente, registar os dados da consulta no computador, emitir a prescrição, talvez restasse 1 minuto para a anamnese. Teria que dispensar a observação. Uma verdadeira epopeia que colocaria a medicina nacional nos píncaros da competitividade mundial. Claro que tudo isto é a brincar. Eu brinco com o leitor, como o Governo brinca com o Povo a anunciar que até final do ano esgotará a lista de utentes sem médico de família, como brinca com os 400 profissionais que pensa atrair para o activo com apenas um terço do ordenado. Um governo brincalhão.» [Público]
   
Autor:

António Correia de Campos.

      
 Macário às voltas com a justiça
   
«O ex-presidente das Câmaras Municipais de Tavira e Faro, Macário Correia, foi acusado do crime de prevaricação de titular de cargo público, num processo relacionado com “matéria de licenciamento urbanístico”, lê-se numa nota publicada no site do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, onde corre o processo.

Os factos a que se referem esta acusação dizem respeito ao tempo em que Macário foi presidente da câmara de Tavira, entre 1998 e 2009. Nesse ano, o autarca mudou-se para Faro, onde foi condenado à perda de mandato por ter autorizado o licenciamento de diversas piscinas e moradias privadas em zonas rurais de Tavira, violando expressamente o Plano Diretor Municipal (PDM) do concelho e o Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve.

A acusação a Macário Correia já foi deduzida a 9 de abril, mas só agora divulgada pelo Ministério Público, que contudo não adianta mais pormenores sobre o assunto.» [Observador]
   
Parecer:

Cheira-me que vem aí um processo contra alguém mais à esquerda.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Aguarde-se.»
  
 Cavaco iventa nova fórmula de promulgação
   
O Presidente da República promulgou o decreto-lei sobre a cópia privada, no âmbito da legislação sobre direitos de autor, que tinha anteriormente vetado em nome de uma “adequada proteção dos direitos de autores e consumidores”.

O Presidente da República tinha vetado aquele decreto-lei em março, defendendo uma “reponderação” da lei para que fosse mais justa para autores e consumidores. Apesar do veto, o documento acabou por ser aprovado uma segunda vez pela maioria parlamentar, obrigando o chefe de Estado a uma promulgação, seguindo o que está consagrado na Constituição.

Numa mensagem enviada à Assembleia da República, a propósito agora da promulgação, Cavaco Silva reafirma que “existem elementos que deveriam ter justificado uma reponderação das soluções constantes do regime aprovado” no que toca à lei da cópia privada.«» [Observador]
   
Parecer:

Discorda, promulga e dá puxões de orelhas aos deputados sem se saber muito bem de onde lhe vem tal competência. Enfim, sempre é melhor do que fazer comunicações dramáticas ao país como sucedeu com o anterior governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Tenha-se dó do senhor.»

 Quando se acabará com esta praga na Baixa de Lisboa
   
«Quem percorre as ruas da Baixa lisboeta não fica indiferente à abordagem de algumas pessoas, presumíveis traficantes de droga a tentar vender haxixe, mas que afinal é louro prensado, como esclareceu à agência Lusa a PSP. Segundo fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, “uma parte dos produtos vendidos na Baixa de Lisboa como sendo haxixe, não é haxixe. É louro prensado e não consubstancia uma prática criminal”, pelo que a PSP não tem legitimidade para proceder a detenções, embora reconheça que tem influência no sentimento de segurança local.

Na Rua Augusta, uma das mais movimentadas artérias da cidade de Lisboa, a Lusa falou com alguns comerciantes, que não quiseram ser identificados com receio de sofrer represálias, mas que revelaram que este “é um problema que se arrasta há cerca de três, quatro anos”. Atualmente, os presumíveis traficantes “estão cada vez mais descarados, seguem os turistas forçando-os a comprar o que dizem ser droga”, contou um dos comerciantes.

Para os lojistas da Baixa de Lisboa, este fenómeno cria “uma imagem negativa da cidade, que prejudica o comércio local”, pelo que criticam o facto de a lei não ser austera o suficiente para reprimir estes casos. A rede de “falsos traficantes de droga” aborda todo o tipo de pessoas, especialmente turistas, tentando vender o que dizem ser uma ‘bolota de haxixe’ por 70 euros, valor que pode ser regateado, como testemunhou a Lusa no local.» [Observador]
   
Parecer:

Bastaria identificar os bem sucedidos comerciantes de folha de louro e tendo em conta os seus rendimentos comerciais isentos de impostos retirar-lhes o direito a rendimento mínimo e outros apoios sociais como casas à borla com direito a electricidade grátis. E quanto à PSP é óbvio que a coragem foi toda gasta em Guimarães.

Lembro-me que em tempos retiraram a licença a quem ganhava a vida legalmente na Rua Augusta mas nada se fez contra os vendedores de louro e outros "artistas" que continuam na baixa a importunar todos os turistas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Adoptem-se medidas para acabar com esse espectáculo triste com que uma dúzia de personagens conseguem destruir a imagem da capital de um país.»

 Valência lançou uma opa sobre o Benfica?
   
«Depois de uma época de empréstimo, João Cancelo vai ser jogador do Valência a título definitivo. A notícia foi confirmada nesta segunda-feira pelo Benfica numa nota publicada no seu site oficial.

O clube “encarnado” não revelou valores, mas as notícias dos últimos dias apontavam para uma verba a rondar os 15 milhões de euros. O jovem lateral-direito é, assim, o quarto jogador a sair da Luz para o clube “che”, depois de André Gomes, Rodrigo e Enzo Pérez.

Segundo informa o site do Valência, Cancelo assinou por seis temporadas, tendo contrato válido até 30 de Junho de 2021. "Estou muito contente por continuar no Valência, que espero poder ajudar durante muito tempo. Vou ter o Benfica no coração para sempre, mas agora tenho a ambição de dar o meu melhor para crescer com a equipa e retribuir a grande confiança que depositaram em mim", afirmou o jogador em declarações reproduzidas no site do clube espanhol.» [Público]
   
Parecer:

E não quererão levar o jesus a título de bónus?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «OPerguntem-lhes.»

 O Crato Eftect chegou aos livros de física
   
«O Diogo largou um gato na varanda do seu quarto, situada a 5 metros do solo." Era este o início do enunciado de um exercício de Físico-Química de um livro escolar da Areal Editores, destinado aos alunos do 9º ano de escolaridade (com idades próximas dos 14 anos). Nele, pedia-se para representar a "força aplicada ao gato durante a queda", "a energia cinética" e "potencial" e o "valor da velocidade" com que o gato chega à "posição B".  

O exercício gerou polémica, dentro e fora das redes sociais, de tal forma que a editora pediu esta quinta-feira desculpa pela "infelicidade" do exemplo, na sua página de Facebook - acrescentando que este "não constará na versão que será disponibilizada aos alunos" (uma vez que a comercialização do livro estava prevista apenas para agosto).  

Um exercício deste tipo pode ter influência em atitudes e ações futuras por parte dos alunos que o tentam resolver ou os estudantes centram-se exclusivamente na resolução da pergunta? A resposta não é tão simples como parece ser e nem os dois psicólogos contactados pelo Expresso concordam na influência que perguntas deste género podem ter no comportamento dos alunos. «» [Expresso]
   
Parecer:

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Este país está a ficar parvo. O professor que concebeu o exercício devia estar na ocasião a cantarolar o"atirei o pau ao gato"...

   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
  

   
   
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