quarta-feira, maio 06, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Paulo portas

Será que o líder do CDS ainda não percebeu que Passos Coelho tem um especial prazer em humilhá-lo ou estará disposto a suportar tudo a troco da sua sobrevivência?
 
«As revelações de Passos Coelho numa biografia autorizada não caíram bem no seio do CDS. “Desnecessárias” é o mínimo que os centristas contactados pelo Observador dizem sobre as palavras do primeiro-ministro, que no livro se queixa que Paulo Portas se demitiu em julho de 2013 por SMS.

Em privado, ninguém gostou de ver escrito que Paulo Portas se demitiu por SMS (“essa é uma versão”, dizem”) e muito menos quando os dois partidos querem evitar querelas na opinião pública agora que decidiram ir coligados às eleições legislativas. Em público, a norma é o silêncio para evitar centrar as atenções na relação entre os dois líderes, Passos Coelho e Paulo Portas, que já sofreu vários altos e baixos.

“Foi infeliz”, diz um centrista em declarações ao Observador. Mas não são só as declarações na primeira pessoa ao livro “Somos o que escolhemos ser” que não caíram bem no seio do CDS. Também os elogios públicos de Passos Coelho a Manuel Dias Loureiro, no passado fim de semana deixaram o CDS incrédulo. No conjunto, são dois episódios protagonizados pelo chefe do Governo e líder do PSD que os centristas dispensavam. “É evitável”, classifica um. “Era dispensável”, desabafa outro. No caso do elogio a Dias Loureiro, os centristas ficaram agastados por aquilo que consideraram ser palavras “sem se perceber o objetivo ou o enquadramento”.» [Observador]

 Dúvida

Se a greve dos pilotos da TAP tem sido um fiasco então porque motivo o secretário de Estado dos Transportes quase chorava quando apelava aos pilotos a regressarem ao trabalho?

      
 Dias Loureiro desligou da política
   
«Manuel Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna, ex-conselheiro de Estado e ex-administrador do BPN, desvaloriza o elogio inesperado que recebeu na sexta-feira por parte do primeiro-ministro e que suscitou a crítica da esquerda e o silêncio dos partidos da maioria. Em declarações ao Expresso, o social-democrata não quis comentar diretamente as palavras do primeiro-ministro, sublinhando que já não está na política. “Estou fora. Praticamente não leio jornais, vejo as gordas. A minha vida é fora, desliguei da política”, disse, referindo-se a Luanda, cidade onde “passa a maior parte do tempo”. Ao mesmo jornal, Dias Loureiro explica que não é conselheiro de Passos, que não vai “a S. Bento há anos” e que estava presente na inauguração de uma queijaria em Aguiar da Beira, onde recebeu pessoalmente o elogio do primeiro-ministro, porque é “um velho amigo” do dono da empresa. Aguiar da Beira é a terra natal do social-democrata.

E o que disse Passos? “Conheceu mundo. É um empresário bem-sucedido. Viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos”, afirmou.» [Observador]
   
Parecer:

O problema é que Dias Loureiro é um especialista de bastidores e é sabido da sua colaboração com este governo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Estalou novamente o verniz
   
«Em 'Somos o Que Escolhemos Ser', da autoria da assessora do PSD, fala-se no facto de Paulo Portas ter anunciado a sua intenção de demissão no dia 2 de julho de 2013 por mensagem. Isto aconteceu poucas horas antes da apresentação de Maria Luís Albuquerque como Ministra das Finanças.

“Era bom também que o livro dissesse de que forma o primeiro-ministro informou Paulo Portas sobre o nome da nova ministra das Finanças”, retorquiu o dirigente centrista Diogo Feio, em declarações ao Económico à Uma. O dirigente coloca também em causa a credibilidade da obra.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Parece que o livro de Passos ajeita os factos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 Cavaco ainda saberá o que diz?
   
«O Presidente mantém a confiança de que Portugal poderá atingir os 2% de crescimento do PIB em 2015 apesar de num encontro com empresários ter falado em 1,7%.» [DN]
   
Parecer:

Desconfio que este não aguenta até ao fim do mandato.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

   
   
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