segunda-feira, maio 11, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



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Gravuras incisas de Almada negreiros, Faculdade de Letras, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Carvalho da Silva, uma espécie de marxista-leninista-estalinista

Este argumento só serve para apoiar a direita que tanto tem sido apoiada pelos Carvalhos da Silva, sejam os mais radicais ou a versão mais recente. O que este senhor tenta é explicar ao povo português a razão porque não se importa que seja a direita a governar com a sua preciosa ajuda.

Este é um argumento meramente estratégico que visa aligeirar as culpas por uma estratégia que em vez de considerar o povo considera os seus objectivos ideológicos, Carvalho da Silva deve ter estado muito metido nos seus livros e não reparou no que se tem passado em Portugal.
   
«O antigo líder da CGTP considera que é “preocupante observar que as distâncias programáticas entre a Direita e o PS vão-se atenuando”, algo que na perspetiva de Carvalho da Silva retira ao PS espaço de “ação transformadora”, pode ler-se no texto que assina este domingo no Jornal de Notícias.» [Notícias ao Minuto]

 Pedro Passos Coelho, marido sofredor

Passo Coelho referiu-se em Évora aos quatro feriados que eliminou para conquistar a simpatia de uma Merkel mal informada como "os quatro feriados que desapareceram", parece esquecer que o que António Costa fez mais não foi do que fazer seu um compromisso do governo que sempre assumiu que a eliminação dos feriados seria revista no fim do período de ajustamento.

Se Passos Coelho sofre de alguma doença que o faz esquecer dos compromissos que assumiu com os portugueses ou dos acórdãos do Tribunal Constitucional o melhor é acrescentar um capítulo ao livro da Aureliana sobra a sua própria pessoa, seria mais um capítulo sobre a saúde da família, desta vez dedicado á sua própria saúde pois começa a dar sinais de problemas de cabeça.

 O candidato mais apoiado pelo Observador

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Será que o Compromisso Portugal vai voltara reunir-se para apoiar a candidatura de Henrique Neto, que o merceeiro holandês vai presidir à sua comissão de honra e o José Manuel Fernandes vai ser o seu porta-voz?

Tudo isto é ridículo e miserável, isto são truques mais próprios da Venezuela do que de um país europeu.

      
 Ai aguenta, aguenta
   
«1. Os Liberais Democratas, que governaram o Reino Unido em coligação com os Conservadores, foram varridos do panorama político britânico. Em termos muito simples e não desprezando outros fatores, os eleitores decidiram que queriam manter o atual governo, mas julgaram o partido mais pequeno da coligação dispensável. Ou seja, não lhe reconheceram um papel relevante na definição das políticas prosseguidas - que, pelos vistos, os britânicos maioritariamente aprovaram - nem às propostas para o futuro. Salvas as devidas distâncias, o paralelo com o papel do CDS em Portugal é claro.

Paulo Portas deve ter dado umas palmadinhas nas próprias costas quando soube do resultado eleitoral dos Liberais Democratas britânicos e os seus correligionários, que defendiam a ida do CDS sozinho às urnas, engoliram com certeza em seco.

Pode ser que seja agora claro para todos as razões pelas quais Portas suporta todas as humilhações que Passos Coelho se diverte a fazê-lo passar, todas as desconsiderações a que sujeita o CDS, todo o desprezo que tem pelos ministros centristas. Portas não quer saber se Passos Coelho lhe chama indiretamente irresponsável - como voltou a fazer na biografia nesta semana divulgada - e não se importa de servir de espécie de prova para que o primeiro-ministro seja visto como alguém que teve de lutar contra tudo e contra todos, até contra o seu parceiro de coligação - e, claro está, Passos bem sabe que nada mais agradável para os militantes do PSD que umas pancadas fortes no líder do CDS.

Portas está ciente de que a sobrevivência política do CDS, no curto prazo, depende de ir coligado com o PSD às próximas eleições. Alguém consegue discernir uma réstia das bandeiras do CDS neste governo? O partido do contribuinte foi o coautor da maior subida de impostos da história da nossa democracia. O partido do reformado estava no Ministério da Segurança Social durante os cortes de pensões e reformas. Que motivação terá um apoiante deste governo e das políticas prosseguidas para votar no CDS? Há algum traço democrata-cristão que tenha resistido às políticas radicais do governo? Nenhum. O CDS dissolveu-se no radicalismo deste PSD.

Paulo Portas não ignora que para reerguer o seu partido - seja ele ou outro o líder - e lhe dar uma matriz ideológica diferente da que foi a deste governo, tem de ter uma presença com algum significado no Parlamento. Precisa de readquirir iniciativa política, de mostrar que tem um caminho próprio, quase de se reinventar. É incomparavelmente mais difícil fazê--lo com três ou quatro deputados do que com 14 ou 15. E, claro, só um deputado pode chegar para condicionar um futuro governo, mas meia dúzia de deputados não chegam para dar peso institucional e político.

Pouco importa se os deputados do CDS forem eleitos por cidadãos que queriam votar no PSD. É evidente que o acordo entre os dois partidos faz que o CDS vá ter deputados que não teria se concorresse sozinho, ou seja, quase todos os deputados que o CDS vai ter seriam naturalmente homens e mulheres do PSD. Não deixa de ser, aliás, paradoxal que será com deputados emprestados pelo PSD que o CDS tentará reocupar o espaço político que perdeu neste governo ou que negociará com os socialistas uma coligação ou até um apoio parlamentar - já está absolutamente claro que, para não variar, não há possibilidades de acordos à esquerda.

Portas suportará todo o bullying deste mundo porque sabe que o que está em jogo é a sobrevivência e a relevância política do seu partido. Sabe também que a vingança é um prato que se serve frio e o líder dos centristas não o deixará de servir. Ganhe a coligação as eleições ou não.

2 Passos Coelho, na sua biografia autorizada, acusa Cavaco Silva de "deixar o governo em banho-maria depois de 20 dias de estéril negociação com o Partido Socialista".

Agora, pouco importa lembrar que o governo afirmou repetidamente o seu empenho nessa negociação e que até fez constar que estaria praticamente fechada.

Por outro lado, é de registar a resposta apropriada do Presidente da República a este comentário despropositado e fora do tempo de Passos Coelho, quando afirmou que só depois de findo o seu mandato é que contaria os detalhes do seu mandato.

Mas o que fica mais uma vez evidente é a forma como os mais importantes atores da política nacional perderam o respeito a Cavaco Silva, e por uma razão simples: porque lhes traz vantagens.
Todos os anteriores presidentes da República, quando chegados a esta fase dos seus mandatos, estavam com índices de popularidade e aprovação altíssimos. Um ataque mais ou menos destemperado não seria bem visto, até correria contra quem o fizesse. Neste momento, compensa atacar o Presidente da República ou, pelo menos, não é algo que cause qualquer dano político. Até Passos Coelho, que tanto lhe deve, percebe isso e não hesitou em criticá-lo.
Cavaco Silva não precisa de procurar culpados para este estado de coisas: é ele e só ele o culpado.» [DN]
   
Autor:

Pedro marques Lopes.

        
 Paulo Portas disse ao bobo para atacar Costa
   
«O ministro da Economia diz que os acionistas privados não aceitarão ter posição minoritária. PSD acusa líder do PS de "condicionar o mercado".

A rejeição da venda a privados da maioria do capital da TAP e a reposição das 35 horas e dos feriados já no próximo ano - que António Costa admitiu ontem em entrevista ao DN - levaram a maioria a acusar o líder do PS de falta de realismo e de eleitoralismo. A maior central sindical também critica o líder da oposição, dizendo que as medidas que propõe "sabem a pouco".» [DN]
   
Parecer:

Esperemos que Paulo portas não responda a este rapazola convencido.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se o senhor à bardamerda porque as únicas empresas que ele tem defendido aão as que beneficiariam da sua oposição ao aumento do imposto sobre as cerveja..»

   
   
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