quarta-feira, maio 27, 2015

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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Navio Escola Sagres, Lisboa
  
 Jumento do dia
    
Nuno Crato

Para o ministro da Educação a sujeição dos alunos do 6,º ano de escolaridade era a única garantia de que as crianças aprendiam. Para isso montou um exame com todas as perturbações que isso provoca, reservou as escolas para que fosse feitas as importantes provas e agora deixa os alunos na rua para que os professores avaliem as provas. Depois de um início de abertura do ano lectivo indiciadora da incompetência do ministro somos surpreendidos com um encerramento do ano lectivo a condizer. Ainda não se sabe quantos alunos terão passado nas importantes provas, mas já é óbvio que o ministro chumbou e só não vai mais cedo para casa porque o primeiro-ministro quer ir com ele.

«O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, lamentou nesta segunda-feira que “mais uma vez” se esteja “a demonstrar que para o Ministério da Educação e Ciência os exames são mais importantes dos que os alunos”.

“O calendário das provas de final do 1.º e 2.º ciclo, que já deixou sem aulas milhares de alunos, na semana passada, volta a afectar as escolas nas próximas duas semanas devido à dispensa concedida aos classificadores. Não é fácil trabalhar assim”, frisou Manuel Pereira, criticando o calendário das provas.

A dispensa de dois dias de componente lectiva para os professores que classificam as provas de Matemática e de Português feitas por cerca de 217 mil crianças do 4.º e do 6.º ano foi reclamada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof). Na quinta-feira passada um despacho do secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário dava conta às escolas de que os professores classificadores estavam dispensados de dar aulas. Fernando Reis respondia assim pela positiva ao requerimento que lhe fora apresentado pelo presidente do Instituto de Avaliação Educativa, Hélder de Sousa, lembrando que a classificação “é realizada por professores em plena actividade lectiva” e que, por isso, “é absolutamente incontornável que se assegure” aquela dispensa pois a não existir “é impossível a afixação de resultados de acordo com o previsto” ou seja, a 16 de Junho.  » [Público]

 Qual o motivo da solidariedade com Marcelo Rebelo de Sousa

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Imagem de A. Moura (Faro)

Ao saber de um jantar de lombo de porco assado na Casa dos Rapazes, em Faro, em solidariedade com Marcelo Rebelo de Sousa fiquei preocupado. O "agarrem-me se não candidato-me a Presidente" está doente, ficou maneta, está com dificuldades financeiras depois da namorada ter perdido o mecenato do BES, o Passos Coelho bateu-lhe, terá dado de caras com o sub-comissário de Guimarães, o Zeca Mendonça ter-lhe-á dado algum pontapé?

Esta coisa de não se perceber se Marcelo está em pré-campanha de apoio a Passos ou de lançamento da sua candidatura leva a estas fórmulas.

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O convite aparece num pequeno cartaz que está em baixo desta versão tuga do muito boche "Deutscheland uber alles", a jantarada de solidariedade com o pobre coitado é no dia 29, na Casa dos Rapazes e quem quiser inscrever-se pode fazê-lo pelo telefone 911 116 000.


 Interrogações que me atormentam

Passos Coelho ainda é líder do PSD ou essa liderança já imita a liderança conjugal do BES e já é partilhada por uma Maria Luís que na verdade conduz a direita nesta fase? O PSD tem dois líderes, o que vai perder as eleições e a que o vai suceder após a derrota eleitoral.

      
 Para que servem os quadros tão competentes e bem pagos?
   
«O Banco de Portugal justifica a contratação da empresa TC Capital para apoiar a venda do Novo Banco com a necessidade de aconselhamento financeiro em matéria de fusões e aquisições.

A TC Capital foi contratada por ajuste direto por 800 mil euros para apoiar a venda do Novo Banco. Este contrato junta-se à assessoria entregue também por ajuste direto ao BNP Paribas, num valor que pode ir até 15 milhões de euros, também para assessorar a venda do Novo Banco.

A contratação da TC Capital, cujo contrato produz efeitos a partir de outubro do ano passado, terá gerado, segundo a TSF, algum mal-estar na equipa técnica que prepara a venda da instituição. Em causa está a circunstânciado acionista da empresa ser Phillipe Sacerdot, um antigo diretor-adjunto do banco UBS, onde se cruzou com o vice-governador do Banco de Portugal, António Varela, que é um dos responsáveis do BdP que assinou o ajuste direto.

Em esclarecimento divulgado esta segunda-feira, o Banco de Portugal realça que recorre de forma regular a serviços de assessoria externa em projetos para os quais não tem recursos internos disponíveis e quando são exigidas competências especializadas. A contratação temporária justifica-se pelo carácter transitório destes projetos como é a resolução do BES e a venda do Novo Banco.» [Expresso]
   
Parecer:

Há aqui qualquer coisa de errado, se é para recorrer a assessores extrenos por tudo e por nada como se justifica o estatuto remuneratório no banco.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Equiparem-se os quadros do BdP à Função Pública.»
  
 Evoluir para o Borundi?
   
«A ministra das Finanças afirmou na segunda-feira, em Rio Maior, que uma Constituição “muito detalhada” como é a portuguesa deve ser atualizada para acompanhar a evolução da sociedade. Maria Luís Albuquerque, que falava numa conversa com militantes sociais-democratas do distrito de Santarém, disse que esta não é, neste momento, a principal preocupação dos portugueses, mas é um tema importante “que também deve ser discutido”.

Questionada por um militante, a ministra lembrou que a Constituição portuguesa já sofreu algumas revisões, mas, disse, “contém ainda elementos que precisam de evoluir”. “A nossa Constituição é muito detalhada e uma Constituição que tem muitos detalhes fica mais facilmente desfasada da evolução da sociedade”, disse, frisando que, sendo um instrumento fundamental no enquadramento da atuação política, “é bom que possa ser atualizada para acompanhar essa evolução”.» [Observador]
   
Parecer:

Que se saiba o princípio constitucional que tem impedido este governo de implementar algumas medidas foi o princípio da igualdade e se a evolução que a senhora pretende é eliminar este princípio o melhor é fugirmos para o Burundi.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 A ministra quer os pensionistas a pão e água
   
«PSD e CDS tentam reduzir impacto do anúncio de Maria Luís Albuquerque sobre o corte de mais 600 milhões nas pensões, que ameaça causar fissuras na coligação. Em quatro anos foram 762 milhões.» [DN]
   
Parecer:

Quer cortar e obrigar o PS a assinar por baixo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
 
 Predadores
   
«A Atena Equity Partner está interessada na reprivatização da CP Carga, empresa do universo do Estado e que o Governo pretende alienar até ao final do mandato.

"A Atena está a estudar o dossier de privatização da CP Carga com vista à apresentação de uma proposta formal que responda aos desafios do processo em curso", adiantou fonte oficial da empresa ao Diário Económico. A mesma fonte salienta que o objectivo é " permitir à empresa criar valor a longo prazo para colaboradores, parceiros de negócio, Estado, accionistas e demais ‘stakeholders'".

A Atena assume-se como um candidato independente de base nacional e assegura que é controlada pelos seus sócios fundadores (João Santos, Miguel Lancastre e Victor Guégués) e que os fundos que gere são participados "pela equipa de gestão e por investidores institucionais europeus e norte-americanos". A empresa, criada recentemente e que se dedica exclusivamente a restruturações empresariais em Portugal tem como sénior advisores Jorge Ponce Leão, presidente da ANA, João Moreira Rato, ex-presidente do IGCP e ainda Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal.» [DE]
   
Parecer:

Uma vergonha.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Proteste-se.»
  
 O que há de errado no Montepio?
   
«O antigo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, revelou esta terça-feira que recusou o convite que lhe foi endereçado por António Tomás Correia, actual presidente do Montepio Geral, para assumir a liderança do banco mutualista.

"No início de Novembro de 2014, o Dr. Tomás Correia, presidente do Montepio Geral, deu-me conhecimento que esta instituição teria que, dentro de alguns meses, proceder a alterações no seu modelo de governação. Quis, na altura, saber da minha disponibilidade para integrar a solução que viesse a ser delineada para a Caixa Económica", informou em comunicado o antigo governante.

"Em Março deste ano, [Tomás Correia] renovou aquele convite, uma vez que a Caixa Económica iria proceder a uma alteração dos seus estatutos que implicaria, neste Verão, uma mudança nos seus órgãos de governação", sublinhou.» [Público]
   
Parecer:

Paira algo no ar.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»

   
   
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