sexta-feira, abril 15, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



 Jumento do dia
    
António Galamba, deputado

Num acto de desespero Seguro tentou associar António Costa a negócios, apresentando-se como o líder do PS sem quaisquer ligações a empresas. AO lado de Seguro neste tipo de insinuações estiveram personalidades como Maria de Belém, Beleza e António Galamba, este último um dos mais acirrados acusadores. Parece que Galamba ainda não desistiu e agora descobriu que um perigosos amigo de António Costa tinha, no âmbito das suas funções de advogado, tido ligações a certas empresas.

Para Galamba quem quer que preste um seriço de advocacia com uma empresa é co-responsável pelos crimes eventualmente cometidos pelos dirigentes dessa empresa, pouco importando o tipo de relação profissional, as responsabilidades assumidas e o momento em que isso ocorreu. Quem teve relação com o BES é igual ao Salgado, quem engraxou os sapatos a Al Capone é homicida e quem se cruzou com a Sara Sampaio é tão bonito como ela.

Esta é uma forma de lançar insinuações digna do tempo das fogueiras, vinda de alguém de um partidos com os valores do PS é lamentável, tratando_se de um jurista que assumem como profissão ser consultor de empresas é caso para lhe perguntar porque razão no seu currículo parlamentar não consta o nome das empresas que serviu, já que anda tão empenhado em denunciar as relações profissionais dos outros.

«As presenças do advogado Diogo Lacerda Machado em negócios com o Estado são enumeradas por António Galamba, membro da comissão política nacional do PS e antigo membro da direção de António José Seguro. A intervenção do amigo pessoal de António Costa em processos com o Estado – que tem estado sob forte polémica nos últimos dias – é criticada pelo socialista que dá como exemplos de “confusão entre política e negócios” a intervenção do mesmo advogado no negócio de adjudicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) ou na compra dos helicópteros Kamov.

Num artigo de opinião publicado no jornal i (intitulado “Temos paquiderme na loja”), António Galamba avisa que “não há opacidade má de direita e opacidade boa de esquerda. Há falta de transparência, de rigor, na gestão da coisa pública, e a expectativa de que os portugueses possam ser tomados por parvo, pro bono ou por 2 mil euros brutos. Tudo o resto é como se tivéssemos uma manada de elefantes numa loja de porcelanas”, diz logo depois de falar nos dois negócios polémicos onde diz que Lacerda Machado interveio.» [Observador]

 Informalismos

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Critiquei aqui o informalismo do ministro da defesa enquanto fazia revista às tropas. Mas parece que a moda já vem detrás, e o seríssimo Aguiar Branco já se tinha apresentado na parada em "trajes menores".

      
 Sócrates só pode ouvir as escutas na CMTV
   
«O Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou um recurso do ex-primeiro-ministro José Sócrates contra a decisão do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre de lhe negar o acesso a escutas telefónicas da Operação Marquês.

Fonte da Relação de Lisboa adiantou à agência Lusa que os juízes desembargadores da 9.ª secção decidiram “manter a decisão” tomada pelo juiz.

Recentemente, José Sócrates viu retirada a medida de coação que o impedia de sair do país sem autorização judicial, conforme referiu à agência Lusa um dos advogados de defesa do antigo líder do PS.» [Observador]
   
Parecer:

Também não percebo porquê Sócrates quer ter acesso às escutas, basta ligar a CMTV. Aliás, estou mesmo convencido de que o próprio Mário Alexandre em vez de estudar os processos basta ver a televisão do Octávio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
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