sábado, abril 16, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Duarte Lima

Foi um príncipe do Cavaquismo, vice.-rei de Trás-os-Montes líder parlamentar do PSD, mas acabou por cair em desgraça quando se soube da sua vida luxuosa. Mais tarde regressou, curou-se de uma leucemia, tornou-se uma personalidade pública, exibia o seu lado de homem culto, liderou a causa dos doentes de leucemia. Volta agora a cair em desgraça, depois da acusação de homicídio, uma nova acusação, desta vez de "roubo". O fim triste deste cavaquista bem sucedido.

«O Ministério Público (MP) acusou Duarte Lima de abuso de confiança, por apropriação indevida de mais de cinco milhões de euros de Rosalina Ribeiro, de cuja morte é acusado no Brasil.

Em causa está, segundo o MP, a apropriação indevida por Duarte Lima de 5.240.868,05 euros que Rosalina Ribeiro lhe transferiu, a título provisório, em 2001, para uma conta na Suíça para que este guardasse a verba enquanto decorressem as ações judiciais interpostas pelos herdeiros do empresário português Lúcio Feteira contra Rosalina Ribeiro.

"Na posse de tal montante, Duarte Lima utilizou-o em proveito próprio, apropriando-se do mesmo, sem nunca o ter restituído a Rosalina Ribeiro", explica o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).» [Expresso]

      
 As paradas gay e as paradas de quartel
   
«Numa paródia dos Monty Python, o sargento (interpretado por Graham Chapman), com voz poderosa, manda oito soldados para a parada. Os soldados, em ordem unida, cadenciados, arrancam com passada harmoniosa, que passa a sê-lo até demais. Ancas meneando, mãozinha descaindo no pulso e gritinhos ("whoops!") no momento de volver à direita... "Esquisito!", diz o sargento sobre o exercício bichona de fardados. São só 40 segundos de marcha, onde a piada menor não é a ironia de Graham Chapman ser o único gay dos Monty Python, os grandes humoristas da história da televisão. Há ali, na voz grossa do sargento, uma vontade em não querer confundir o cu com as calças. Uma parada gay é um exercício feérico, um encantamento pela igualdade conquistada. Já as paradas de quartel são para criar um espírito de corpo onde os desejos do corpo abdicam em nome do dever. Aquela é festa; estas, esforço. O marechal Lyautey, o maior militar do império colonial francês, era homossexual. O general Montgomery, comandante britânico da II Guerra Mundial, era homossexual. Podemos gostar ou não das batalhas que eles ganharam mas o certo é que ambos as perderiam (porque sem autoridade) se tivessem confundido as paradas. Reparei que na recente discussão sobre o Colégio Militar nenhum jornal ousou fazer ligação para o vídeo dos Monty Python (está no YouTube), apesar de que ele podia ilustrar uma explicação. Whoops!, está tão mariquinhas a nossa opinião pública.» [DN]
   
Autor:

Ferreira Fernandes.

      
 MP é empresa de auditoria
   
«O novo secretário de Estado da Juventude e do Desporto foi constituído arguido por suspeitas da prática dos crimes de corrupção, administração danosa, infidelidade e abuso de poder entre 2013 e 28 de agosto de 2015 — altura em que os autos onde João Paulo Rebelo estava a ser investigado enquanto presidente do organismo público Movijovem, juntamente com mais dois ex-administradores (Helena Alves e Alexandra Alvarez), foram arquivados pelo Departamento Investigação e Ação Penal de Évora.

Apesar de ilibar os arguidos e de constatar a prescrição do crime de abuso de poder, o Ministério Público (MP) censurou-os por “imprudência na gestão” e por decisões “arriscadas ou erradamente ponderadas”. Além disso, como se lê no despacho de arquivamento a que o Observador teve acesso, o MP critica uma “falta de cuidado em desagrado das melhores regras de gestão, o que, noutra perspetiva, poderia ser relevante em termos de apreciação do mérito do seu desempenho profissional nos cargos”.» [Observador]
   
Parecer:

Reparo agora na comunicação social que o MP também faz auditoria e conclui sobre a gestão, imagino que o Centro de Estudos Judiciários terá criado uma especialidade de auditoria empresarial.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
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