quinta-feira, abril 28, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Eduardo Catroga

Este septuagenário ambicioso, conhecido licenciado promovido a professor catedrático a tempo parcial 0%, é um homem original, negociou o memorando em nome do PSD e não se incomodou com o aumento do IVA sobre a electricidade. Agora que trabalha para os patrões chineses da EDP usa os seus poderes de influência para baixar o IVA e estimular o consumo de electricidade, usando para isso o argumento da descida do preço.

Não seria má ideia se com este argumento os portugueses pudessem ter baixas nos preços dos combustíveis, dos automóveis, das casas e de todos os bens de consumo. Só não se entende o motivo porque foi recebido pelo Presidente da República, ou será que todos os homens que passaram pelo poder e agora estão ao serviço de interesses estrangeiros têm prioridade nas recepções no Palácio de Belém?

Enoja ver um dos mais extremistas defensores da austeridade vir agora sugerir a reversão de uma medida só para que os seus patrões possam aumentar as vendas sem redução de peço e assim obterem mais lucros.

«Em entrevista à Rádio Renascença, o atual chairman da EDP, Eduardo Catroga, afirmou que o Governo devia descer a carga fiscal sobre a eletricidade, sugerindo que o fizesse em vez da descida prometida do IVA da restauração. “Era, talvez, preferível reduzir o IVA na eletricidade do que reduzir o IVA nos restaurantes. São opções políticas. A redução do IVA na eletricidade às famílias beneficia todas as famílias portuguesas. A redução do IVA na restauração beneficia, essencialmente, os donos dos restaurantes, em certos segmentos”, disse, quando questionado sobre os elevados preços praticados pela EDP.

Portugal é precisamente um dos países da União Europeia onde a eletricidade é mais cara, mas Catroga justifica isso com a elevada carga fiscal que é aplicada ao setor. E é nesse sentido que sugere ao Governo que reduza o IVA na eletricidade, para a empresa poder então baixar os preços que cobra aos consumidores.

Segundo Catroga, que falou aos microfones da Renascença no programa “Terça à Noite”, a EDP não está disponível para ceder no défice tarifário, que é um dos objetivos do Governo, que pretende também negociar os juros que estão a ser pagos. “Está na lei e a filosofia é que a EDP não ganha nem perca com isso, em termos de rendimentos e juros. A empresa não quer perder nem quer ganhar com este financiamento, que é um favor que ela faz ao sistema”, disse.» [Observador]

      
 JS quer legalizar a prostituição
   
«A Juventude Socialista (JS) quer trazer para o centro do debate político a legalização da prostituição. O tema ganhou destaque recentemente depois de a França ter aprovado uma proposta de lei que pune quem for apanhado a comprar atos sexuais com multas que chegam aos 3500 euros. Desde março que a JS se tem reunido com várias associações para perceber de que forma o trabalho sexual pode ser reconhecido e legalizado.

Seguindo a recomendação do Parlamento Europeu, a França tornou-se o quinto país da Europa a penalizar os clientes da prostituição. Em Portugal, o Código Penal prevê apenas o crime de lenocínio. Quem fomentar a atividade de prostituição é punido, mas não há penalização para clientes ou prostitutas.» [DN]
   
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