quinta-feira, abril 21, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



   Foto Jumento


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 Jumento do dia
    
Luís Marques Guedes

Há uns meses atrás havia um Marques Guedes que era um ministro institucionalista, sério, a contrastar com os seus colegas do governo. Agora temos um Marques Guedes menos sério, que mais parece um deputado brasileiro em busca de um qualquer impeachment de um ministro para  ajudar a derrubar o governo.

Triste e lamentável, em vez de estar preocupado com os muitos milhões que os portugueses terão de pagar pelo BANIF, está empenhado em esconder essa realidade e em procurar espectáculo que iluda a verdade e a erdade é que o seu governo tem graves responsabilidades porque para ganhar as eleições não hesitou em passar a factura aos contribuintes..

«O deputado Luís Marques Guedes, do PSD, considerou hoje que o Ministério Público deve investigar se o ministro das Finanças, Mário Centeno, prestou um falso depoimento na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, destacando que tal configura um crime público.

"O Ministério Público terá que apurar o depoimento falso" de Mário Centeno, afirmou Marques Guedes logo no arranque dos trabalhos de hoje da comissão de inquérito, sublinhando que este órgão tem "poderes de autoridade judiciária".

Por isso, "prestar falsas declarações na comissão parlamentar de inquérito é crime público", vincou.

O deputado do PSD apontou para as alegadas "contradições" entre as duas audições do ministro das Finanças nesta comissão, no que toca aos esforços que o governante terá desenvolvido junto da Comissão Europeia relativamente à venda do Banif ao Santander Totta no âmbito do processo de resolução.» [DN]

      
  "Morreu" o Zé das Medalhas
   
«A bem dizer, a tradição perde-se na memória e já vem do tempo da monarquia, que semeava influência distribuindo títulos nobiliárquicos a torto e a direito. Almeida Garrett imortalizou a mania com rima certeira: "Foge cão, que te fazem barão. Para onde, se me fazem visconde?"

Esta é a tradição - mas Marcelo Rebelo de Sousa quer acabar com ela. O Presidente da República tenciona reduzir substancialmente no próximo 10 de Junho - o seu primeiro desde que chegou a Belém - a lista das pessoas (individuais ou coletivas) por si agraciadas com uma condecoração.

A intenção, segundo o DN soube, é valorizar apenas os "feitos excecionais". Ao encolher bastante o número de agraciados, Marcelo Rebelo de Sousa pretende também valorizar o gesto da condecoração presidencial , valorizando-o.» [DN]
   
Parecer:

Convenhamos que ao ritmo dos últimos dias do Zé das Medalhas o próximo medalhado teria de ser o faroleiro das Berlengas, isso se não fosse pedido um reforço financeiro à troika só para comprar mais medalhas. Mas se um dias destas não haveria quem medalhar, também parece que daqui a pouco tempo Marcelo não terá mais matérias em que afirmar a sua diferença em relação ao Zé das Medalhas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
 Bruxelas já não é o que era
   
«A comissária da Concorrência diz-se "ansiosa" para enviar respostas "substanciais" e documentação para a comissão de inquérito ao Banif. Margarethe Vestager contradiz o ministro Mário Centeno e nega qualquer responsabilidade ou pressão de Bruxelas para a resolução do banco.

"Claro que temos a nossa responsabilidade para aquilo que é a nossa responsabilidade, que é fazer o controlo das ajudas estatais e assegurarmo-nos de que, se a ajuda de estado é concedida, é dada a uma instituição que pode ser viável", afirmou, dizendo que a Direção-Geral da Concorrência se limitou a fazer o trabalho que lhe cabe.

"Nesta situação, não fizemos nem mais, nem menos do que se fez em situações anteriores quando se trata de situações de ajudas de Estado", afirmou a Comissária, considerando que isto não são "nem decisões para [o banco] ser posto em resolução, nem decisões sobre a quem deve ser vendido".» [DN]
   
Parecer:

Infiltrada pela direita europeia que transformou na comissão num bastião das suas políticas Bruxelas começa a ser um poder que não merece confiança, não é democrático, actua na sombra e começam a existir sinais de que usa os países mais vulneráveis em favor de alguns interesses instalados.

Esperemos que o governo passe a relacionar-se com Bruxelas registando tudo o que é dito em  privado e forçando a Comissão a assinar as actas desses contactos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Observe-se com atenção a  actuação da Comissão Europeia.»
  
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