domingo, abril 28, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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DFlor de cerejeira, Lisboa
     

 O azar nos "swap"

Foi ter o António Borges em vez do  Oliveira e Costa no Goldman Sachs.

 Perguntar não ofende
 
Será que para ter um "p"residente destes vale a pena perder tempo e dinheiro com eleições presidenciais e gastar mais com ele do que os espanhóis gasta com o Rei de Espanha? Não faria mais sentido que o presidente da junta de freguesia de Belém desempenhasse as funções de Presidente da República por inerência? De nada serve fazer eleições para escolher alguém e depois não se saber o que ele faz porque é mais discreto do que o Fernando Lima quando toma café com os jornalistas do Público, de nada serve escolher um economista para ajudar o país se depois passa a vida a repetir as previsões do Gaspar e é o último a reparar que há recessão, de nada serve esperar que alguém sem estatura política é capaz de ser o Presidente de todos os portugueses, só de alguns e mesmo muito poucos.
 
 Rowan Corkill não quererá fazer uma exposição em Portugal?
 
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[CM]
 
 O problema do Gaspar
  
É ainda não ter percebido que ao destruir a economia portuguesa não cria condições para impor o seu modelo de país, o seu novo Estado Novo, levando Portugal à falência o que o Gaspar consegue é empurrar o país para uma guerra civil e o prejuízo para a Europa será tão grande que até os seus amigos conservadores alemães vão evitar falar com ele.

 A dúvida

De certeza que o Gaspar não queria que as suas medidas fossem consideradas inconstitucionais? A verdade é que as quer substituir pelas medidas que sempre desejou, o corte dos vencimentos e o despedimento dos funcionários públicos. De certeza que o OE 2013 não era manhoso e a intenção de Gaspar era conduzir o país para um beco sem saída.
 
Ou o país se livra do Gaspar e começa a negociar o seu futuro com a troika, ou corre um sério risco de ser empurrado para o abismo por um lunático que mesmo à beira da destruiçaõ da economia ainda continua convencido de que tem razão.
 
 O consenso
 
Não passa da bóia de salvação que o PSD encontrou para se salvar o partido as eleições autárquicas. Não é por acaso que os responsáveis do CDS quase ignoram esta questão, não têm muito a perder naquelas eleições.
 
 A carta do governo ao PS

É uma carta cheia de ricina política, não passa de mais uma tentativa de "eliminar" a oposição do líder do PS  amarrando-o aos cuidados intensivos da receita do Gasparoika, o talibã português do fundamentalismo alemão.
   

  
 O medo ao leme
   
«O Presidente da República leu no 39.º Aniversário do 25 de Abril o mais aporético e contraditório discurso da história da III República. Denunciou a incompetência da troika, mas saudou o doloroso cumprimento do seu insensato programa pelo esforçado povo português. Apelou a uma mudança do rumo da Europa, mas concordou com a tese do Governo que condena a nação a carregar a albarda dos credores até ao fim dos tempos. O discurso de Cavaco, com as suas oscilações de 180º, é um raro exemplo do medo como política pública. O País está à deriva, pois quem toma decisões está paralisado pelo pânico, em estado quimicamente puro. A única maneira de a História ser benevolente para com Cavaco Silva, o político que deu rosto a todos os pecados e omissões da III República, é a de ela nunca ser escrita. Seria a benevolência do esquecimento, resultante do desaparecimento de Portugal como sujeito histórico, como lugar onde a aventura da vida comum se cristaliza em memória. Será essa a secreta esperança do Presidente?» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.  
   
  
     
 O Gaspar foi longe demais
   
«O conselho de ministros só terminou perto das nove da noite e, ao que o Expresso apurou, decorreu num clima de confronto "duríssimo". "Foi muito duro", confirmou um dos presentes, sem adiantar certezas sobre o desfecho de uma confrontação de ideias que voltou a prolongar-se por 11 horas e que terá deixado no ar a ameaça de Portas romper.

"Isto está por um fio", desabafava outro dos presentes no rescaldo do conselho considerado como "dos mais difíceis".  Paulo Portas protagonizou, com Paula Teixeira da Cruz, Miguel Macedo, Aguiar Branco e Álvaro Santos Pereira a barragem a algumas das propostas mais radicais das Finanças, nomeadamente no que toca a cortes nas pensões e salários.

"É preciso preservar níveis de sensibilidade social e evitar que a economia fique ainda mais estrangulada", resumiu um ministro ao Expresso. Entre outras coisas, Portas opõe-se a cortes nas pensões da CGA inferiores a 600 euros, coisa que poderá não estar afastada.

Em causa, além do DEO (Documento de Estratégia Orçamental) que o Governo terá que fechar até ao fim do mês, estão as medidas para substituir os 1,3 mil milhões decorrentes do chumbo do Tribunal Constitucional ao Orçamento de Estado. Um trabalho "tecnicamente delicado e que exige ponderação".» [Expresso]
   
Parecer:
 
Já nem no governo o podem ver.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o incompetente.»
      
 Este Gaspar não tem uma única ideia ilegal
   
«A intenção do Governo pagar o subsídio de férias em duodécimos (que começara a pagar como sendo o de Natal) é ilegal, defendem os advogados especialistas em direito do trabalho contactados pelo Expresso.

Paulo Santos cita o nº 2 do artigo 208, da lei nº 59/2008 para o justificar: "o trabalhador tem direito a um subsídio de férias de valor igual a um mês de remuneração base mensal, que deve ser pago por inteiro no mês de Junho de cada ano".

É ilegal quer para os trabalhadores da função pública, quer para os do regime privado, acrescenta Paulo Santos, já que o Código de Trabalho estabelece inclusivamente que esse subsídio "salvo acordo escrito em contrário", seja pago "antes do início do período de férias e proporcionalmente em caso de gozo interpolado de férias" (nº 3 do artigo 264).» [Expresso]
   
Parecer:
 
Extremista.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se o "talibã", ou será antes um poliban, a verdade é que se farta de dar banhadas.»
   
 A anedota do dia
   
«"Parece-me óbvio que o Governo está num quadro de grande coesão da coligação, tentando encontrar a resposta para um problema ["chumbo" do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado para este ano], que é exigente", disse Jorge Moreira da Silva.

Questionados pelos jornalistas, durante uma vista à feira agro-pecuária Ovibeja, em Beja, Jorge Moreira da Silva disse que desconhece "totalmente" a existência de divisões no Conselho de Ministros de sexta-feira, das quais teve conhecimento através de um jornal, e, por isso, alegou não ter condições para fazer comentários.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Este Moreirita tem muita graça.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Na Irlanda a democracia não é um inconveniente
   
«Depois de terem sido apontados como os principais responsáveis pela crise em que a Islândia se afundou em 2008, os partidos do centro-direita preparam-se para regressar ao poder nas eleições legislativas deste sábado no país.

As secções de voto estão abertas entre as 9h e as 22h, mas as estimativas são tão esclarecedoras que já há poucas dúvidas de que a Islândia vai protagonizar uma das maiores reviravoltas da história da política europeia moderna.» [Público]
   
Parecer:
 
Os irlandeses têm sorte, o Cavaco é português.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   
 Até o Jorge Miranda ataca Cavaco
   
«O constitucionalista Jorge Miranda considera que o Presidente da República é “largamente responsável” pela falta de consenso entre os partidos políticos portugueses, sobretudo entre o PSD e o PS.

“Custa-me dizer isto, mas o Presidente da República é largamente responsável por não haver consenso”, disse numa entrevista, este sábado, à rádio Antena 1 e ao jornal Diário Económico.

Jorge Miranda critica o comportamento de Cavaco Silva após as eleições legislativas de 2009, ganhas pelo PS com maioria relativa, e a forma como tem actuado na crise actual.» [Público]
   
Parecer:
 
É óbvio.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se a Cavaco que não prejudique mais o país e a democracia portuguesa retirando-se para o luxo barato da Quinta da Coelha.»
   

   
   
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