quinta-feira, março 24, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura



  
 Jumento do dia
    
Marisa Matias, uma rapariga generosa

Parece que a eurodeputada está a coleccionar troféus de Jumento do Dia, mas é impossível ficar indiferente perante a sa tamanha generosidade humana. Depois dos atentados muitos cidadãos comuns foram oferecer a sua dádiva de sangue, foi um gesto de generosidade de cidadãos comuns que entendem ser seu dever ser solidário nestas horas.

Marisa Matias não podia deixar de dar  se contributo, mas como é uma deputada também acha que o seu gesto não deve ficar anónimo como o de qualquer cidadão comum e para que conte a comunicação social dá conta dessa notícias de primeira mão que lhe foi proporcionada pela corajosa e solidária deputada. Mas agora temos um pequeno problema, Marisa Matias foi dar sangue por solidariedade com os feridos nos atentados ou ara ser notícia à custa desses mesmos feridos? Enfim, até apetece gritar "Ó Marisa, vai dar sangue!".

Parece que esta política muito na moda não sabe que há gestos que só têm grandeza se forem mantidos anónimos, se forem usados para obter ganhos pessoais acabam no enojar. A deputada pode invocar que com o seu gesto quer estimular outros a fazer o mesmo, mas ninguém acredita que a esta hora os seus colegas do parlamento portugueses já estejam a organizar uma excursão para irem dar sangue a Bruxelas! Se eu desse sangue nestas circunstâncias e depois fosse a correr dar a boa-nova a um jornalista sentiria muita vergonha de mim próprio. Ainda por cima a senhora nem sequer foi dar sangue, inscreveu-se para isso e a notícia nem dá pormenores, mas os gesto de grandeza da deputada serviu de título ara a notícia.

 photo sangue_zps9ve1nj2o.png

 A sorte que o Cavaco teve!

 photo impichado_zpsj6rwtyyg.png

Os dois Passos Coelho,m o primeiro-ministo e o impichado

Reparei, a meio de um corte de cabelo, que os brasileiros tinham enriquecido a nossa língua, em especial a má-língua ou a chamada língua-viperina, com  um novo termo, daqueles que dizem tudo, ainda que o som não seja dois melhoires. Começaram por adoptar a palavra inglesa impeachement, adaptaram para português o que deu impichement e daí ao verbo impichar foi um pequeno passo. Agora dizem que querem impichar a Dilma.

E enquanto eles tentam impicha a Dilma ou forçá-la a sair antes que a impichem, dou comigo a pensar que o Cavaco foi um sortudo, quando inventou as falsas escutas a Belém bem que podia ter saído de Belém devidamente impichado. Aliás, quem anda com ares de que foi impichado é o Passos Coelho que dá ares de quem está convencido de que é ele o primeiro-ministro e ainda não percebeu porque é que o tiraram da residência de São Bento, porque é que o impicharam contra a sua vontade e, ao que diz, contra a vontade dos eleitores que lhe deram uma vitória para que não acabasse impichado.

No fim disto tudo temos um Passos Coelho que foi empossado primeiro-ministro para depois Cavaco o promover a primeiro-ministro emérito, de onde evoluiu para primeiro-ministro no exílio, queixa-se de ter sido ilegitimamente impichado por António Costa, daí o ar de impichado que põe nas suas aparições públicas.

 Estes é que deviam ter levado com as bombas de Bruxelas

 photo Lages_zpst74emmor.png

Encontro nas Lages (16 de Março de 2003)

      
 Um modelo de chefe
   
«Processos disciplinares, mudanças forçadas de funções e locais de trabalho e um clima de “assédio moral” e “bullying profissional” fizeram parte do dia-a-dia do centro distrital da Segurança Social de Braga nos últimos quatro anos. É esta a descrição feita por um grupo de funcionários daquele serviço, que, num relatório enviado ao Governo, aponta o dedo ao director Rui Barreira. A tutela já abriu um inquérito à actuação deste dirigente, que é militante do CDS. No final do mês passado, o ministro socialista Vieira da Silva pediu a Rui Barreira que se demitisse.  

Num memorando de 30 páginas, um grupo de trabalhadores de vários serviços da Segurança Social de Braga descreve a actuação de Rui Barreira à frente daquele serviço desde que, em 2011, foi nomeado director pelo anterior executivo como “autoritária”. O dirigente – que já tinha sido “vice” entre 2002 e 2005, também durante um Governo PSD-CDS – é acusado de ter uma “prática reiterada de retaliações a quem ousasse reagir” às suas decisões.

Dizem os trabalhadores que, nos últimos quatro anos, Barreira mudou de funções ou de local de trabalho os funcionários que “ousaram reclamar ou reivindicar”. Esta é uma prerrogativa que os directores podem usar para melhorar o funcionamento dos serviços, mas que terá passado a ser usada “como instrumento de humilhação vingança básica”. Além disso, o director regional enviava aos funcionários “mensagens electrónicas de caracter intimidatório”, lê-se também no memorando.» [Público]
   
Parecer:

Como diria a Assunção Cristas tem métodos de gestão de pessoal muito robustos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «
  
 António Costa 1 - 0 Pimeiro-ministro no exílio
   
«O Presidente da República aproveitou esta quarta-feira a receção ao Governo, que lhe foi prestar cumprimentos a Belém, para responder ao líder do PSD sobre o sistema financeiro. Passos Coelho pôs em causa a intervenção do primeiro-ministro, "e por maioria de razão do PR", nas movimentações em curso na banca. Marcelo responde: "justifica-se a intervenção" e "o desejável seria um consenso nacional nesta matéria".

Confirmando total alinhamento com António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que como chefe de Estado cumpre-lhe respeitar a Constituição. E foi em nome desse dever e da respetiva defesa do "interesse nacional" que considerou "natural" a intervenção do primeiro-ministro para garantir algum equilíbrio na origem dos capitais estrangeiros que entram na banca portuguesa.» [Expesso]
   
Parecer:

Sem Cavaco Silva este Passos não vai longe, não...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»

 O turco Edorgan
   
«O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse esta quarta-feira numa conferência de imprensa que um dos atacantes responsáveis pelos atentados em Bruxelas foi "apanhado na Turquia" em junho do ano passado.

Segundo a agência Reuters, Erdogan afirmou que o homem tinha sido deportado para a Holanda em julho de 2015 a seu pedido, e que a deportação tinha sido comunicada às autoridades holandesas. A Bélgica "ignorou" o aviso de que o homem era um combatente terrorista, afirma o presidente.» [DN]
   
Parecer:
O turco, aliado do ISIS desde a primeira hora e grande beneficiário dos negócios com o Califado escolheu o prior momento para chamar a si a liderança da luta contra os seus amigos.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Há dias assim
   
«O deputado do PCP Miguel Tiago defendeu ontem à noite, numa publicação na sua página de Facebook, que é preciso “acabar com a política de direita” para conseguir travar o terrorismo. “Tal como a pobreza, a fome, o desemprego, os baixos salários, a criminalidade, a guerra, a degradação cultural, artística, social e ambiental, também o terrorismo é resultado da ação dos nossos governos”, escreveu.

Mas esta quarta-feira, perante as reações, viria a justificar-se. Numa nova publicação na mesma página, o deputado usa da ironia para pedir “desculpa” àqueles que “presumiram que” não condenava os “atos terroristas e a barbárie ocorridos ontem em Bruxelas”.

“Para que não restem dúvidas: solidarizo-me com as vítimas e famílias e condeno todos os atos de terrorismo, independentemente do espaço em que ocorrem e da etnia ou credo dos que matam e morrem”, escreve, acrescentando que está a “tentar emendar” o “erro de ter tentado alertar para as causas e responsáveis do terrorismo sem deixar clara a condenação do ato”.» [Observador]
   
Parecer:

Isto de meter a cassete em vez de pensar tem destas consequências.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»

 Estarão a gozar?
   
«No requerimento enviado ao ministro da Saúde através da Assembleia da República, os deputados social-democratas referem que "são consabidas as dificuldades muitas vezes existentes no recrutamento de recursos humanos especializados para as unidades prestadoras de cuidados saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) localizadas no interior do país, de que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda não deixa de constituir um exemplo".

Os deputados apontam que entre 2013 e 2014 se verificou, em relação ao pessoal de enfermagem, "um recrutamento de mais 60 profissionais, o que correspondeu a uma variação positiva de 10,8%", mas referem que continuam a faltar enfermeiros naquela unidade de saúde, que abrange dois hospitais (Guarda e Seia) e 13 centros de saúde do distrito (exceto o de Aguiar da Beira).

"Sabemos continuar a verificar-se alguma escassez desses profissionais na ULS da Guarda, como ainda recentemente também o referiu o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que terá sustentado a necessidade de contratação de mais 65 profissionais para aquela unidade do SNS, a fim de melhorar a prestação de cuidados de saúde à população do distrito da Guarda", sustentam.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

O país ia ficando sem enfermeiros com a política de Passos, agora preocupam-se com a falta de enfermeiros numa unidade de saúde.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mande-se essa gente à bardamerda.»
  
blog comments powered by Disqus