sexta-feira, março 04, 2016

Umas no cravo e outras na ferradura


  
 Jumento do dia
    
Maria Luís, uma rapariga com muito humor

Esta rapariga teve sempre muita graça! Será que o marido também vai para a financeira, com o gosto de dar porrada era uma excelente ajuda nas cobranças difíceis. Dizer que vai apoiar a financeira com os seus conhecimentos macroeconómicos só pode ser uma piada, a empresa deve ter umas dúzias de quadros capazes de dar lições de macroeconomia à senhora.

«Entretanto, Maria Luís Albuquerque emitiu um comunicado onde confirma ter sido contratada pela Arrow. "As funções que vou desempenhar são de natureza estritamente não executiva, isto é, sem participação nas decisões sobre negócios em concreto, em Portugal ou noutros países." Para a ex-ministra, o objectivo da sua contratação "é de aportar valor à empresa sobre matérias de enquadramento macroeconómico e regulatório ao nível europeu, sobretudo da Europa continental". "Nenhuma decisão tomada pela empresa no passado foi condicionada ou influenciada por qualquer tipo de decisão que eu tenha tomado." Quanto à sua permanência no Parlamento, ou à passagem para uma empresa com a qual o Estado indirectamente negociou quando tutelava as Finanças, Albuquerque não vê nenhuma incompatibilidade: "A função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido Ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada. Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento político partidário."» [Público]

 Os bons princípios de Manuela Ferreira Leite
  
Gostei de ouvir os bons princípios de Manuela Ferreira Leite sobre a demissão de dirigentes do Estado, fiquei feliz por saber que a senhora defende que os dirigentes do Estado devem ser tratados com dignidade. As suas posições na TVI24 foram tomadas a propósito da substituição do gestor do CCB.
  
Mas a senhora já deve estar com alguns problemas de memória e ter-se-á esquecido da forma como se comportou quando foi ministra, foi fez todas as barbaridades que agora critica em João Soares e ainda por cima mentiu. Quando questionada no parlamento sobre o que ia fazer para combater a evasão fiscal a agora cheia de princípios éticos Manuela Ferreira Leite respondeu "primeira medida de combate à fraude e evasão fiscais foi demitir o director-geral dos Impostos". Pois, combateu tanto a evasão fiscal que aumentou o IVA em 2% e não conseguiu mais um tostão de receita e quando o país estava em desespero vendeu as dívidas ao fisco ao desbarato.
  
Na ocasião o director-geral pediu um inquérito ao seu desempenho e declarou publicamente "Só assim a História me poderá salvaguardar e permitir-me manter de cabeça erguida, ou então (no que não acredito) condenar-me àquilo a que, sem julgamento, os meus detractores já me condenaram". O que fez a tão cheia de bons princípios Manuela Ferreira Leite?
  
A ex-ministra perdeu uma boa oportunidade de ficar calada pois sobre o tema de que falou o seu telhado tem telhas de vidro muito frágil.
  
Recorde-se que para o lugar Manuela Ferreira leite escolheu um senhor que se revelou um desastre, ficou famoso por ter emitido um despacho determinado que os dirigentes do Estado não estavam sujeitos a multas de estacionamento e dedicava-se a fazer um doutoramento enquanto a receita fiscal se afundava para desespero da ministra.
  
E em relação às críticas que Manuela Ferreira Leite fez a Maria Luís também tem um pequeno problema de credibilidade, em 2006, menos de dois anos depois de abandonar o lugar de ministra das Finanças, tomou posse como administradora do Banco Santander (Público). Enfim, nos ensina o velho provérbio "Bem o prega Frei Tomás; façamos o que ele diz e não o que ele faz".

Para se perceber melhor ler notícia da época no Público.



 Reciclagem financeira

Maria Luís é a pessoa que neste momento melhor conhece a situação dos activos financeiros que no BES ou no BANIF foram considerados tóxicos e remetidos para o banco mau. Agora vai aconselhar uma empresa especializada na compra deste tipo de activos sobre o risco de negócios em Portugal. A isto cama-se reciclagem política e financeira. Só não percebe quem não quer perceber. E nem precisa de tirar o rabinho do parlamento para ganhar mais uns trocos, que compensem o que perdeu por não ter ido para a Comissão, ficando a amargar em Portugal.

      
 Contratação estranha
   
«Maria Luís Albuquerque foi contratada para diretora não-executiva, para o Comité de Auditoria e Risco, de uma financeira britânica – a Arrow Global. A informação, avançada pelo Diário de Notícias, foi apresentada esta quinta-feira através de um comunicado da empresa.

“É com prazer que anuncio que Maria Luís Albuquerque irá juntar-se à administração como diretora não-executiva. Como deputada do Parlamento português, que já desempenhou cargos de topo no Ministério das Finanças e do Tesouro público português, Maria Luís irá contribuir com uma vasta experiência internacional e no campo da gestão da dívida”, afirmou Jonathan Bloomer, presidente do Conselho de Administração da Arrow.» [Observador]
   
Parecer:

Aqui há gato... Num país com tanto banco mau uma financeira especializada em comprar crédito malparado contrata uma deputada que foi ministra para um lugar não executivo ara aconselhar sobre risco? Isto é, uma ex-ministra com infomação preciosa sobre muito produto tóxico resultante das intervenções no sistema financeiro vai aconselhar uma empresa financeira sobre o risco de negócios?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
  
 A ex-ministra irresponsável
   
«"Eu só me poderia sentir diretamente atingida e responsável se tivesse sido a criadora da causa da austeridade. Como não foi o anterior governo que criou o buraco em que estávamos metidos em 2011, o que eu posso lamentar é que se tenha chegado a esse ponto, que fosse necessário corrigir a trajetória com medidas que nenhum governo gosta de tomar", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas, no final de uma visita à feira de turismo BTL.

A candidata à presidência dos centristas, que foi ministra da Agricultura do Governo PSD/CDS, reagia ao relatório anual da Cáritas hoje divulgado, segundo o qual as medidas de austeridade foram responsáveis por "novas formas de pobreza que afetam agora as antigas famílias de classe média e as famílias de classe baixa", e que emergem de situações de desemprego e cortes salariais, principalmente na função pública, de aumento de impostos, de trabalho com baixas remunerações, aumento do trabalho temporário e não coberto pelas redes normais de segurança social.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Para a senhora irresponsável o excesso de austeridade adoptado com o objectivo de reformatar uma sociedade não é responsável por nada.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»

 Teodorices
   
«"Nós não dizemos em sítio nenhum que o défice ou saldo não seja cumprido. Chamamos é à atenção para os riscos e essa chamada de atenção para os riscos leva precisamente a dizer que a execução tem de ser muito atenta e cuidada, quer do lado das despesas, quer do lado das receitas", afirmou Teodora Cardoso, no parlamento.

As declarações da presidente do CFP surgiram em resposta o deputado do PS, Paulo Trigo Pereira, que criticou a análise da proposta de Orçamento do Estado para 2016 (OE2016) feita pela entidade liderada por Teodora Cardoso, conhecida na terça-feira.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:

Nos últimos anos Teodora Cardoso transformou as suas opiniões em matéria de politica económica em conclusões de uma ciência exacta, como se uma corrente da politica económica, aquela que ela apoiava, fosse a única. Durante quatro anos esta economista apoiou as politicas de Passos Coelho e apesar dos muitos desvios mais ou menos colossais nunca a vimos tão preocupada com os riscos orçamentais.

Seria muito interessante rever as suas posições no passado recente comparando-as com os resultados, a verdade e que Teodora Cardoso foi uma das mais firmes apoiantes da experiência económica a que o país foi sujeito, apoiando medidas que se sabiam inconstitucionais, como se a sua verdade económica estivesse acima da lei e da vontade de um país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
  
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