quarta-feira, maio 22, 2013

Jumento do Dia


  
Senhor António

O senhor António o papá do Passos Coelho descobriu um ponto em que todos os portugueses apoiam e estão solidários com Pedro Passos Coelho, diz o progenitor que o seu rebento além de se divertir a rebentar com o país também está desejando ver-se livre do governo. Sejamos solidários com Passos Coelho e proporcionar ao papá o regresso do filho, não será apenas a família a festejar, somos todos.

«“O governo perde as eleições porque estes desígnios da austeridade são tramados.” A previsão é de Passos Coelho, o pai, que diz ao i, a partir de Vale de Nogueiras, Vila Real, que “toda a gente acha que isto está mau”, mas que “temos de viver em austeridade, não há volta a dar”. O médico reformado lembra, porém, que nunca quis ver o filho nos meandros da política: “Nunca gostámos que ele fosse para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem conserto. Há muitos anos, não é de agora", diz António Passos Coelho confessando que já disse ao filho: "isto não tem conserto, entrega isto".

A pouco mais de uma semana de completar 87 anos, António Passos Coelho é reservado nos comentários sobre a acção do governo. “Não sou político, portanto não faço análise política”, justifica. Ex-presidente da distrital do PSD de Vila Real, Passos Coelho foi responsável pelo primeiro contacto do actual primeiro-ministro com a política, quando, em 1978, o levou a um congresso do PSD em Lisboa. Hoje o ex-dirigente do partido não esconde que o país “está mal”. “A classe média é que está a pagar isto, não é a classe cá de baixo. Mas também tem de se ir buscar onde há”, explica o também ex-presidente da Assembleia Municipal de Vila Real.

Há pouco mais de dois anos – em plena campanha eleitoral – Passos Coelho deixava um recado ao filho: “Vais-te lixar”, anteviu o médico, guardando para si uma segunda previsão. “Toda esta gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te. Não disse isto porque parecia mal na altura”, recorda agora o pai do primeiro-ministro.» [i]
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