quinta-feira, maio 09, 2013

Umas no cravo e outras na ferrdaura


 
   Foto Jumento
 
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Flor de oliveira, Quinta das Conchas, Lisboa
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Ponte ferroviária, Vouzela [J. de Sousa]
   
 9 de Maio: Dia da Europa (dia de São Schuman)


 Novas migrações
 
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Falou-se do despedimento de assistentes técnicos e o que faz a Presidência da República aos seus para que fiquem a salvo da austeridade? Promove-os a outra categoria.

Quem disse que Cavaco era o pai do monstro sabia muito bem o que estava dizendo.
 
 Uma pergunta ao ministro da Economia
 
O que é que os administradores festejaram com garrafas de champanhe, a saída do secretário de Estado da Energia ou a sua manutenção como ministro da Economia?
 
 Portugueses de primeira e portugueses de segunda
 
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Os portugueses de primeira recebem uma indemnização de 1,7 vencimentos por cada ano de trabalho, sem que a indemnização tenha qualquer limite e em cima disto o Estado decide conceder o subsídio de desemprego:
 
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Os portugueses de segunda, os filhos da outra, são funcionários públicos, serão pressionados sob chantagem para aceitarem um despedimento a que pomposamente chamam requalificação e se não aceitarem vão acabar por ficar com vencimento zero, não tendo direito a qualquer subsídio de desemprego.
 
Para o governo português os funcionários do BCP são gente de bem e os funcionários públcios não passa de gente que está a mais no país.



  
 O poder como manigância
   
«Graves e concentrados comentadores do óbvio precipitaram-se, entusiasmadíssimos, no discurso proferido pelo dr. Paulo Portas, domingo, acentuando o carácter "contundente" (disse um) do texto e a "notória divergência" (acentuou outro) com afirmações do dr. Passos Coelho, proferidas na sexta-feira anterior. A confusão, o despautério e o vazio de ideias grassam, infrenes, na Imprensa e nas televisões. Nem um anotador do facto revelou que o dr. Portas ocupara meia hora das televisões e do nosso pasmo para dizer rigorosamente nada. Melhor: para reafirmar a sua fé e a sua esperança, por igual intactas, no primeiro-ministro e nas suas sábias decisões. A fim de salvar as aparências, anunciou que defendera, com denodo e compaixão, os pobres pensionistas, aos quais, mercê dessa sua obstinação cristã, já não seria extorquida nem um cêntimo da reforma. E que, por sua intervenção, a idade limite para o trabalho não seria fixada em 67 anos, mas sim 65 e meio.
A encenação, organizada logo a seguir à fatal sexta-feira, com atabales e tubas, atingia o clímax. Até ontem, a algazarra não parou, atribuindo às declarações do dr. Portas uma distintiva aura de coragem e de espírito cristão-democrata. Quanto ao discurso, que ele leu, circunspecto e apoiado em gesticulação adequada, é um monumento de hipocrisia, com as preposições no lugar certo e a retórica que desconhece a ética e oculta um significante vazio. O engenho dele para o excesso, divertido, mas apenas convincente para otários e simpatizantes de jornalismo, é bem superior ao de Passos, desprovido de qualquer resquício de talento, tanto nesta como em outras matérias.
Portas percebe muito bem que o Governo está nas vascas da agonia. Mas não quer, por investimento político, dar-lhe o abanão final; como não deseja parecer o espeque que sustenta o edifício em ruínas. Diz umas coisas que agradam a tolos e confundem qualquer princípio de explicação racional das coisas. Espera, espera, com a certeza de que o tempo causará o que ele, agora, recusa praticar. Sempre soube regular as paixões e os interesses, combinando ambos com uma intuição que não admite regras, e que o torna no grande sobrevivente da política portuguesa.
Recorde-se a traquinada ao Marcelo Rebelo de Sousa, ou a urdidura que o fez trepar a presidente do CDS-PP, armadilhando o desventurado Manuel Monteiro, sua criação pessoal. Portas e Marcelo equivalem-se, na negligência moral e no tripúdio das mais elementares normas sociais de convivência. Como é um manipulador quase imparável e um sedutor sempre insatisfeito, os malabarismos deste género de política regalam-no e empolgam os que de ele se aproximam. Porém, compreende que o seu tempo está a chegar ao fim. Esta ambiguidade de carácter faz parte das suas autodefesas.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.   
   
     
 Um problema de consenso
   
«A contribuição especial para pensionistas vai cair antes mesmo de ser aplicada. No domingo Paulo Portas disse que não a deixaria passar, ontem o primeiro-ministro admitiu deixá-la cair – desde que seja substituída. Mas os centristas recusam apresentar alternativas: para o CDS a proposta do governo à troika “já tem essa solução” uma vez que “tem medidas a mais” face ao valor dos cortes que são exigidos, defende João Almeida. Já o PSD devolve a solução para a reforma do Estado a cargo... de Paulo Portas. Confuso? O braço de ferro resolve-se nos próximos dias, durante a visita extra da troika para ficar fechada a sétima avaliação ao programa.

Tudo começou quando Paulo Portas disse, no último domingo, que não deixaria passar a contribuição especial a aplicar sobre pensionistas (que vale 436 milhões de euros em 2014 e igual valor em 2015, de acordo com a carta do primeiro-ministro à troika). Ontem de manhã, o primeiro-ministro terá admitido deixar cair a polémica taxa, num encontro com a UGT, desde que esta fosse substituída. Mas o CDS não conta com a possibilidade de ter de apresentar propostas extra. João Almeida, porta-voz do partido, disse ontem que para o CDS “é positivo” que se estejam a “construir condições para que essa medida não vá para a frente”. E que não é necessário encontrar uma solução que valha o mesmo, uma vez que o pacote total de medidas tem uma folga de cerca de 800 milhões de euros que permite deixar cair a proposta. “Como é público, a carta que foi enviada pelo senhor primeiro-ministro à troika já tem essa solução, tem medidas a mais do que aquilo que é o limite”, disse João Almeida. Ao i, fonte centrista acrescenta que o buraco que apresentará no bolo total (cerca de 72 milhões de euros) pode ser compensado com mais poupanças nos consumos intermédios.» [i]
   
Parecer:
 
Uma oportunidade para o Maduro repetir a palavra até à exaustão.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Passos e a Portas o que é feito da tal coordenação da coligação que foi decidia aquando do arrufo de namorados a propósito da aprovação do OE para 2013.»
      
 Mais uma nódoa na imagem do Ministério Público
   
«O Tribunal de Oeiras iniciou hoje as alegações finais do processo Taguspark, no qual se acusa o gestor Rui Pedro Soares do uso do polo tecnológico para pagar contrapartidas a Luís Figo, pelo apoio à campanha de José Sócrates.

Durante as alegações finais, o procurador Luís Eloy justificou que, ao longo do julgamento, não ficou provado o envolvimento dos três arguidos num plano estratégico que visava utilizar o polo tecnológico de Oeiras para pagar contrapartidas a Luís Figo, pelo apoio à campanha de José Sócrates, então líder do Partido Socialista, nas legislativas de 2009.

No processo Taguspark estão em causa, segundo a acusação, alegadas contrapartidas que o polo tecnológico terá dado, por intermédio do ex-administrador Rui Pedro Soares, ao ex-futebolista Luís Figo, para este apoiar a campanha de José Sócrates, então primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Socialista, nas eleições legislativas de setembro de 2009.

Rui Pedro Soares, ex-administrador não executivo do polo tecnológico de Oeiras, Américo Tomatti, à data dos factos presidente da comissão executiva do Taguspark, e João Carlos Silva, antigo administrador do polo e ex-presidente da RTP, foram acusados de corrupção passiva para ato ilícito.
O caso começou a ser julgado em fevereiro deste ano e, entre as testemunhas arroladas, estiveram os ex-futebolistas Luís Figo, Rui Costa e Sá Pinto, o treinador José Mourinho, os administradores da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o atual diretor do Diário Económico, António Costa, e o advogado Paulo Penedos, arguido do processo Face Oculta.» [DN]
   
Parecer:
 
A relação entre o Ministério Público ou a parte mais activa do sindicalismo financiado por banqueiros duvidosos é uma vergonha para a justiça portuguesa.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se conhecimento ao Palma. um conhecido latifundiário do PSD.»
   
 O CMTV tem notícia: o grilo da Zirinha pode cantar
   
  
«O Tribunal de Braga absolveu hoje um cantor popular que foi processado por uma vizinha, de nome Alzira, por difamação e injúrias com a letra de um tema sobre "o grilo da Zirinha".» [DN]
   

   
   
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