segunda-feira, maio 13, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor do parque da Bela Vista, Lisboa
 
 O ódio e a vingança

As guerras civis são alimentadas pelo ódio e pela vingança, quando deixam de haver regras e se perde o sentido de nação a lei é ditada pelo ódio e pela vingança. E muitos temos ódios, ódio ao patrão ou ao chefe que não nos promoveu, ódio ao vizinho que teve mais sucesso que nós, ódio ao professor que nos chumbou o filho ou ao médico que não foi capaz de nos salvar um familiar. Todos somos capazes de odiar e como dizem os especialistas o homicídio é o crime que todos cometemos. 
  
A democracia assenta na tolerância e na capacidade de resolver os conflitos de forma equilibrada, sem soltar os cães que muitas vezes tempos dentro de nós. Os ditadores, corruptos e incompetentes, os canalhas governam dividindo, espalhando o ódio, ignorando que somos uma nação. Há quem os apoie e quem os critique, entre os que os apoiam aparecem os ideólogos de circunstância, os pequenos Goebelzinhos que com um suposto dom da escrita ou da palavra  tornam tudo evidente. 
  
Quem lê o editorial do DN escrito por Paulo Baldaia só pode concordar com ele:

«A convergência entre público e privado vai passar pelas reformas e pode atingir direitos (imoralmente) adquiridos, chumbando no Tribunal Constitucional. Onde estava o TC quando sucessivos governos trataram inconstitucionalmente, em matéria de pensões, uns como filhos (público) e outros como enteados (privado)?»
  
Esses pensionistas são uns gatunos, é tão criminosa como os judeus o eram na Alemanha de Hitler, são parasitas, percevejos, abusaram, roubaram, agora não têm direitos, a Constituição não é uma cena que lhes assista. E porque não reintroduzir a pena de morte, julgá-los sumariamente, executá-los com um tiro na nuca depois de terem pago a bala e cavado a cova?
  
É o que merecem esses parasitas que estragam o país, que roubam a sua. Há que perseguir esses seres nefastos que prejudicam o país. O editorial tem toda a razão em espalhar o ódio e a vingança contra os pensionistas, seres superiores e exemplares estão sendo prejudicada por um país com direitos, princípios e constituição. Acabe-se com essas inutilidades, basta que o DN escolha quem está a mais e prontsh, eliminam-se os malandros.
 
 "Está-me a nascer qualquer coisa aqui onde tenho o dedo..."
 
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 Portas aceitou "TSU" nas pensões
 
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 Apenas despedimentos
   
«Vinte mil, trinta mil, cinquenta mil. Não passa um dia sem que apareça uma nova versão sobre quantos serão os funcionários públicos a despedir. E não vale a pena lembrar as palavras enfaticamente proferidas pelo ministro Portas sobre "as rescisões serem de mútuo acordo". São pura e simplesmente despedimentos, como todos sabemos, inclusive o líder do CDS. Não há necessidade de lhes chamar requalificações e convinha mesmo não insultar a inteligência das pessoas dizendo que essas pessoas não receberão salário mas mantêm o vínculo ao Estado, logo não são despedidas - esta mania governamental da mentirinha, da meia verdade, dos eufemismos, chega a causar quase tanta indignação como as políticas propriamente ditas.

Porém, ninguém do Governo foi ainda capaz de explicar qual a razão para estarmos a falar de vinte ou cinquenta mil despedimentos na função pública.
  
Salvo melhor opinião, despede-se esta gente toda porque há necessidade de fazer cortes. Como agora já sabemos que a história dos custos intermédios era uma versão da da carochinha e os ditos serão em salários e pensões, saca-se da máquina calculadora e zás: têm de ir estes para a rua. Depois põe-se um ar sério e diz-se que é uma reforma.
  
Eu também sou daqueles que instintivamente diriam que há funcionários públicos a mais, mas antes gostava de saber que tipo de funções se quer para o Estado, que tipo de organização e métodos existem e que soluções se defendem para os melhorar. Até aí estes milhares de despedimentos não passam de medidas avulsas, sem racionalidade, sem estratégia e em que se corre o sério risco de estar a fragilizar ainda mais o já fraco Estado.
  
Em primeiro lugar, que Estado se quer? Quais as funções, qual o papel que deve desempenhar na comunidade? Só a partir deste ponto é que podemos saber se há funcionários públicos a mais ou a menos. E é preciso dizê-lo com clareza: este Governo ou não sabe o que quer do Estado ou esqueceu-se de nos explicar.
  
O Estado, ao mesmo ritmo que foi crescendo, foi esquecendo as suas funções essenciais. A justiça é um excelente exemplo dessa realidade, bem como a outro nível a regulação - que pouco mais é do que uma emanação das empresas que dominam o mercado - e outras funções se poderiam acrescentar. Tanto a dispersão de verbas como a de enfoque fez que as funções-chave se deteriorassem tanto ao nível dos profissionais que conseguem muito melhores compensações no sector privado, como no investimento em meios.
  
Em segundo lugar, é fundamental olhar para o actual funcionamento do Estado. Não é possível aos serviços do Estado funcionarem de forma aceitável quando há um emaranhado de leis e regulamentos que entopem qualquer tipo de processo. O Estado funciona demasiadas vezes como se o seu papel fosse dificultar a vida às pessoas e às empresas de modo que sejam precisos ainda mais funcionários para tentar desenrolar o novelo. E nesta situação tanto há responsabilidades dos que foram entupindo o Estado em legislação como dos que não modernizam a sua estrutura, quer simplificando a organização e os métodos de gestão quer ao nível da formação.
  
E importa fazer uma nota. Ouve-se muito a comparação dos métodos de gestão e organização entre o Estado e as empresas: digamos apenas que a falta de organização e de competências de gestão em Portugal está longe de ser monopólio do Estado, basta ver os nossos índices de produtividade.
  
Não será baixando sistematicamente os salários dos funcionários públicos ou tratá--los como se eles fossem os culpados de todos os males no funcionamento do Estado que se vai melhorar o desempenho da máquina estatal Longe disso. Esse tipo de medidas e de atitude perante os funcionários públicos afasta os melhores quadros da órbita do Estado prejudicando toda a comunidade.
  
Reformar exige que se saiba exactamente o caminho que se quer tomar, impõe uma enorme dose de negociação e outra igual de firmeza, obriga a uma preparação aturada de todos os passos, a uma permanente avaliação dos sucessos e insucessos e, já agora, que não se destrua o que os nossos antecessores foram fazendo. Exige sobretudo tempo. E, aí sim, são precisos consensos que ultrapassem legislaturas.
  
Grande ou pequeno, independentemente da opção política e ideológica, um Estado fraco não é opção. Mas despedindo indiscriminadamente e cortando cegamente é isso que irá acontecer. Só que há um problema: a democracia e o Estado de direito não se dão bem com Estados fracos.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes.   
   
  
     
 Mais santos
   
«Antonio Primaldo, um humilde sapateiro do século XV, originário de Otrante (no sul de Itália), será o primeiro santo do pontificado de Francisco. Com 800 companheiros, no ano 1480 em Otrante, foi decapitado pelas tropas turcas por ter recusado converter-se ao Islão.

Anunciada já pelo papa João Paulo II, esta canonização não será muito bem vista pelo mundo muçulmano, com o qual o papa Francisco pretende manter boas relações.

Com Antonio Primaldo, serão canonizadas também duas mulheres: a primeira santa colombiana, Laura de Santa Caterina de Siena Montoya e Upeguila, e a segunda santa mexicana, Maria Guadalupe Garcia Zavala. As duas mulheres fundaram ordens religiosas e morreram no século passado.  » [CM]
   
Parecer:
 
Muitos santos produz esta Igreja Católica...
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
   

   
   
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