quinta-feira, maio 02, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Mesquita de Lisboa

Fotos dos visitantes
 
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Tourém, Barroso [J. Ferreira]
   

 Velho forreta e nacionalista da treta!

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Mais uma vez o velho holandês foi manhoso, em vez de fazer o mega desconto no dia 1.º de Maio para concorrer com o Continente e provocar a esquerda portuguesa optou por aproveitar o boato para ter as lojas cheias sem qualquer investimento e foi isso que sucedeu. Ainda ontem o DE informava que as chefias das lojas foram convocadas para chegarem mais cedo, informação que, obviamente, não foi inventada. Tal como fez no ano passado o Pingo Doce recorreu ao boato, mas desta vez chegou ao fim do dia e desmentiu, fê-lo a uma hora a que essa informação já não chegaria a uma boa parte dos clientes. Hoje as lojas do Pingo Doce estavam cheias.
  
Enfim, mais uns lucros para irem gozar para a Holanda.
  
PS: O que é feito de António Barreto, um activo e conhecido empregado do merceeiro holandês? Parece que se juntou a outros desaparecidos da política portuguesa como António Borges, João Duque, Nogueira Leite e muitos outros.

 Pergunta?

Não faria sentido mudar o nome do canal SIC Notícias para PSD Notícias? Faz todo o sentido quando no 1.º de Maio aparece o homem de Massamá a falar com mais tempo de antena do que os líderes sindicais. O PSD fez a encenação com os seus TSD e o tio Balsemão mandou fazer o resto, a SIC até já parecia o Diário de Notícias, por este andar aquela rapariga que acompanha os trabalhos parlamentares ainda vai parar a secretária de Estado de qualquer coisa.
 
 Pensamentos do homem de Massamá

O homem de Massamá descobriu que os salários, as prestações sociais e os juros da dívida prefazem 80% e é para ai que se tem de olhar na hora dos cortes. Pois, já se viu que a dívida não para de aumentar pelo que um dia o Estado não pode ter funcionários, o Estado do Gaspar é um Estado virtual.
 
 Há aqui qualquer coisa de errado
  
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Há umas semanas atrás diziam que era o Portas que ia conduzir a reestruturação do Estado e mais tarde foi divulgado um memorando para o crescimento. Neste governo só é verdade aquilo que se sabe das suas reuniões, tudo o resto é mentira a não ser que seja dito por Vítor Gaspar. Aquilo ali para os lados das Finanças parece ser uma criação de sapos e Paulo Portas é um dos seus maiores consumidores, engole-os uns a seguir aos outros.


  
 Metamorfose
   
«Que o 1.º de Maio português continue a oferecer o triste espetáculo de duas centrais sindicais separadas nas suas comemorações é apenas mais uma prova de que o capitalismo continua a ser, com a sua extraordinária capacidade de metamorfose, o grande sujeito da história mundial. O movimento sindical segue no cortejo dos distraídos. Nos últimos trinta anos, a paisagem económica mudou. E, com o atraso habitual, mudaram os ingredientes sociais e a arquitetura política. Muita gente, entre os quais se conta uma multidão inumerável de pequenos e médios empresários, e, certamente, quase todos os dirigentes sindicais europeus, ainda julga que capitalismo e economia de mercado são a mesma coisa. Julgam que a impossibilidade de obterem crédito é uma coisa passageira. Consideram que a atual austeridade é da ordem da conjuntura. Esquecem que o sistema financeiro que não empresta é o mesmo que já custou 4 500 000 000 000 de euros aos contribuintes europeus, não contando com as operações de engenharia do tipo das swap, que acabam sempre no défice público. Os indicadores que nos chegam dos EUA, da Europa e do resto do mundo, incluindo a China, mostram que o capitalismo de hoje deslocou a sua imaginação da esfera da produção de riqueza, onde se revela cada vez mais incompetente e relapso de imaginação, para se concentrar com afã na redistribuição de riqueza disponível, concentrando-a nas mãos de uma superminoria, à custa do empobrecimento das classes médias e da fragilização do trabalho. Os sindicalistas modernos parece que já não leem Marx, mas os super-ricos, esses, continuam a ser praticantes fervorosos da religião da luta de classes.» [DN]
   
Autor:
 
Viriato Soromenho-Marques.
   

 Um discurso
   
«Um alarido inusitado, por injustificável, envolveu o discurso do dr. Cavaco nas cerimónias oficiais do 25 de Abril. No Parlamento a coisa foi pífia, nas ruas a festa assumiu o carácter do protesto contra o que estamos a viver. Ouvi e li o que disse o dr. Cavaco e não fiquei nem surpreendido nem chocado. É a criatura que há, o Presidente que se arranja, irremissível e sombrio. Medíocre, ressentido, mau-carácter, incapaz de compreender a natureza e a magnitude histórica da revolução. E sempre agiu e se comportou consoante a estreita concepção de mundo com que foi educado. A defesa da direita mais estratificada está-lhe no sangue e na alma, além de manter, redondo e inamovível, um verdete avassalador pela cultura. O possidonismo da sua estrutura comportamental pode ser aferido naquela cena irremediável, em que, de mão dada com a família, sobe a rampa que conduz ao Pátio dos Bichos, no Palácio de Belém, quando venceu as presidenciais.

O homem confunde Thomas Mann com Thomas More; ignora que Os Lusíadas são compostos por dez cantos; omite o nome de José Saramago, por torpe vingança, na recente viagem à Colômbia, enquanto o Presidente deste país nomeou o Nobel português com satisfação e realce; não se lhe conhece o mais módico interesse pela leitura; e, quando primeiro-ministro, recusou à viúva de Salgueiro Maia uma pensão, que, jubiloso e feliz, atribuiu a antigos torcionários da PIDE. Conhece-se a arteirice com a qual acabrunhou Fernando Nogueira, seu afeiçoado; a inventona das escutas em Belém, montada por um assessor insalubre e por um jornalista leviano; a confusa alcavala com o BPN, com a qual auferiu uns milhares de euros; contrariou uma tradição, por ódio e rancor (sempre o ódio e o rancor), e não condecorou José Sócrates, quando este saiu de primeiro-ministro. É uma criatura sem amigos; dispõe, apenas, de instantes de amizade interesseira. Nada mais.

O discurso que tem suscitado tanta brotoeja é o seu normal. Tão mal escrito quanto os outros; desprovido de conteúdo racional, emocional e ético; e um atropelo às mais elementares normas de sensatez e equilíbrio exigíveis a quem desempenha aquelas nobres funções. Espanto e indignação porquê e para quê?, se ele não tem emenda nem berço que o recomende.

Mas as coisas, ultimamente, têm atingido proporções inquietantes. A ida a Belém do primeiro-ministro e do ministro das Finanças perturbou o senhor. Parece julgar-se a rainha de Inglaterra, considerando o papel superior a que a si mesmo se atribui. A soberba dele sobe de tom, admitindo alguns de nós e muitos de entre eles que pode haver indícios de oligofrenia, doença incurável. "Eu bem avisei! Eu bem avisei!", costuma agora dizer, como uma tenebrosa ameaça. No núcleo estrutural deste homem emerge a complexidade indecisa de uma alma juvenil irresolvida - e, por isso mesmo, extremamente perigosa.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
      
 Abril na Educação
   
«Há quem diga que o 25 de Abril trouxe a paz, a liberdade, a democracia, o estado social…Prefiro afirmar que o 25 de Abril permitiu construir a paz, a liberdade, a democracia, o estado social…

Todos os progressos que hoje reconhecemos não nos foram trazidos, não nos foram dados. Foram o resultado da ação, do esforço, do empenho, da motivação e da força coletiva de querer construir um país melhor, mais livre e mais justo. Não sem conflitos, não sem tensões sociais e crises. Não sem dificuldades com a escassez de recursos humanos e financeiros.

Hoje podemos sentir orgulho por termos construído um país democrático e europeu, por ter terminado a guerra colonial e se terem tornado independentes e livres novos países que partilham connosco a língua portuguesa e laços de cooperação. Podemos orgulhar-nos de, neste pano de fundo, o nosso país ser não apenas mais livre, democrático e europeu, mas também mais moderno e mais justo para as mulheres, para os jovens, para os mais pobres e para os mais velhos.

As mudanças que ocorreram nos últimos 40 anos no setor da educação valem como exemplo do quanto investimos e do quanto construímos. O objetivo mais importante prosseguido por vários governos e ministros da educação, por vários autarcas e vereadores da educação, foi criar condições de acesso à escola e de sucesso educativo para todas as crianças e jovens, sem exceção. A partir de um sistema de ensino herdado do Estado Novo, organizado para proporcionar a 4.ª classe, ou quatro anos de escolaridade para as crianças com seis a dez anos de idade, foi progressivamente construído o atual sistema de 12 anos de escolaridade, abrangendo todas as crianças e jovens entre os três e os 18 anos. Neste processo de transformação, foi necessário, em particular:

• combater o trabalho infantil e criar um sistema de apoio social às famílias no esforço de educação dos seus filhos. Muitos já esqueceram que, em 1974, 30% das crianças com 13 anos e 57% das crianças com 14 anos trabalhava em lugar de estar na escola;

• construir mais de 1000 novas escolas básicas e secundárias para os mais de um milhão de alunos que hoje as frequentam. Muitos já esqueceram que existiam apenas cerca de 100 escolas técnicas e liceus, frequentados por cerca de 40.000 alunos;

• formar e profissionalizar milhares de professores. Muitos já esqueceram que existiam apenas 26.000 professores em 1974, dos quais apenas 6000 profissionalizados, e que atualmente estes são cerca de 150.000;

• definir novos currículos, programas e instrumentos de ensino necessários a uma escolaridade básica de nove anos e secundária de três. Muitos já esqueceram o tempo do livro único;

• criar uma rede de escolas profissionais, sobretudo de estatuto privado, cujo modelo de funcionamento veio, depois de 20 anos de boas práticas, a ser estendido às escolas secundárias públicas.

Ao esforço inicial de alargamento e dimensionamento das infraestruturas e dos recursos de ensino, sucederam-se vários programas de modernização de todo o sistema. Nesse âmbito:

• foi criada uma rede de ensino pré-escolar frequentada hoje por mais de 250.000 crianças;
• foi construída uma nova rede de escolas do primeiro ciclo, requalificando algumas das velhas escolas primárias e encerrando escolas isoladas e muito degradadas, criando-se condições para o alargamento do horário de funcionamento e de uma escola a tempo inteiro;

• foram modernizadas todas as escolas básicas e secundárias, equipadas com meios tecnológicos de comunicação e informação, bibliotecas e equipamento desportivo, e transformadas em espaços públicos modernos e valorizadores do conhecimento e dos saberes.

O sistema de ensino mudou muito na dimensão e na qualidade. Transformou-se num sistema universal e promotor da igualdade de oportunidades para todas as crianças e jovens. Os resultados de toda esta transformação traduzem-se em indicadores como a taxa de escolaridade aos 17 anos de idade que passou de 28%, em 1974, para 80%. Ou a taxa de cobertura do pré-escolar, que passou de 8% para 80%. Ou, ainda, o número de jovens que hoje frequentam o ensino superior, hoje cerca de 400.000, sendo mulheres mais de metade.

Foram igualmente importantes as melhorias na qualidade das aprendizagens, medidas pela OCDE com testes internacionais. Nos relatórios de 2009 e 2012, Portugal encontrava-se entre os países com melhorias mais significativas em português, em ciências e em matemática. Um revelador de todas estas mudanças é também a taxa de abandono escolar precoce: nos últimos dez anos Portugal foi o país que mais progrediu na redução do número de jovens que entram no mercado de trabalho sem o 12.º ano.

Todo o progresso na educação, como na saúde, ou na criação de infraestruturas, exigiu um esforço de investimento, por vezes superior à riqueza que ia sendo produzida no país e, por isso, foi necessário o recurso ao crédito e aos fundos estruturais. Daí resultaram encargos de dívida que em parte serão da responsabilidade de futuras gerações, mas a verdade é que boa parte desses encargos se destinaram justamente a melhorar as condições de vida dessas futuras gerações e, sobretudo, a melhorar as condições da sua participação num mundo global.

Prevalece hoje um pessimismo que vai ao ponto de negar todos os progressos alcançados e todas as realizações. Querem-nos fazer acreditar que o sonho de modernizar o país foi um erro, que estava acima das nossas possibilidades, que devíamos ter continuado pobres e sem ambições, que não nos devíamos comparar com os países parceiros da União Europeia. Ouve-se falar em décadas perdidas.

Penso que as décadas só foram perdidas para aqueles portugueses que não beneficiaram do desenvolvimento do país, aqueles para quem a escola não foi uma verdadeira oportunidade e para quem o círculo da pobreza e da exclusão não foi quebrado.

Quer isto dizer que fizemos tudo bem? Quer isto dizer apenas que fizemos muito. Mas que ainda não chega.

O esforço e o investimento que ainda necessitamos de fazer no domínio da educação são enormes. A redução do abandono escolar precoce é um dos grandes objetivos da União Europeia para 2020.

Portugal assumiu o compromisso de reduzir o abandono escolar precoce para 10% até essa data. Todavia o abandono escolar precoce é ainda hoje superior a 20%. Isto é, em 2012, tinham abandonado a escola, sem concluir o secundário, mais de 170.000 jovens. São jovens que estão a iniciar a sua vida no mercado de trabalho sem terem as qualificações mínimas hoje exigidas no espaço europeu. Todos sabemos como a meta de 10% será difícil de alcançar sem um investimento forte e sem um empenho político incondicional no cumprimento da escolaridade obrigatória e nos programas de segunda oportunidade.

Precisamente quando se comemora o 25 de abril, vale a pena lembrar que é possível mesmo aquilo que parece impossível.» [Público]
   
Autor:
 
Maria de Lurdes Rodrigues.
   
  
     
 Rússia volta  a ter heróis do trabalho
   
«O Presidente russo, Vladimir Putin, entregou esta quarta-feira os cinco primeiros títulos honoríficos 'Herói do Trabalho', suprimidos depois da queda da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) em 1991 e recentemente restabelecidos.
  
A cerimónia teve lugar no Palácio de Constantino, em São Petersburgo, na presença de dirigentes sindicais, por ocasião do Dia da Primeira e do Trabalho, celebrado na Rússia a 01 de maio.

Entre as personalidades condecoradas figuram o maestro mundialmente conhecido Valeri Guerguiev e Alexandre Konovalov, director do Instituto de Neurocirurgia Burdenko, bem como três operários industriais.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Depois dos feriados seria uma boa ideia para o Álvaro, até poderia desenhar uma medalha com a forma de pastel de nata em honra das suas ideias salvadoras para o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sugira-se.»
      
 Bons sinais
   
«O número de pessoas a enfrentarem processos de insolvência aumentou 20 vezes entre 2007 e 2012, para um total de quase três mil, de acordo com dados da Direcção-Geral da Política de Justiça (DGPJ), citados pelo jornal i.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Que belo ajustamento.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao Gasparoika.»
   

   
   
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