quinta-feira, maio 16, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Borboleta, Lisboa   

 Os pensionistas podem estar descansados 

Têm um campeão de pensões na Presidência da República.

 Um recadinho para a Nossa Senhora de Fátima
 
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 Que grande coesão
  
Se o governo teve de ir a Belém garantir a não aplicação da taxa sobre as pensões isso significa que houve rotura na coligação e que o governo só não caiu graças à intervenção do seu protector ou, talvez, por intercepção da Nossa Senhora de Fátima, que não terá querido ver o 13 de Maio prejudicado por uma crise política.

É a isto que se chama coesão e consenso, não é ó Maduro?


  
 Revelado o terceiro segredo de Cavaco
   
«Andavam Aníbal e Maria a passear o rebanho, não na Cova de Iria, mas no Poço de Boliqueime, quando viram dois clarões como se fossem relâmpagos. Nesse momento, viram em cima de uma azinheira uma Senhora vestida de branco e mais brilhante do que o Sol. Que disse: "Não tenhais medo." E Maria: "Donde é Vossemecê?" O rebanho não se surpreendeu, já se habituara a ver Maria muito afoita de conversa. O Aníbal é que não percebia nada, porque enquanto a prima via, ouvia e falava com a Senhora, ele só via mas não ouvia. A primita segredou-lhe ao ouvido e então ele virou-se para o rebanho [leitor, por favor, leia os telexes da Lusa para ver que não é o cronista que endoidou] e disse: "Penso que a sétima avaliação foi uma inspiração da Nossa Senhora de Fátima. É o que a minha mulher diz." O rebanho ficou espantado: 1) porque não sabia que os primos se tinham casado; 2) porque aquilo era a primeira aparição e não a sétima avaliação; 3) não entendia como a Angela Merkel (os rebanhos são muito prosaicos e o que veem, veem) se aguentava em cima da pequena azinheira. Havia um quarto espanto: como é que o Aníbal para confirmar que pensa, diz o que a Maria lhe diz? Mas o rebanho estava era preocupado com os cortes - em tempos de troika, até os três pastorinhos passam a dois - e com aquele "não tenhais medo" da gorda da azinheira que lhes cheirava a ameaça. Ruminava, o rebanho: isto nem com o Milagre do Sol em Outubro vai lá...» [DN]
   
Autor:
 
Ferreira Fernandes.

 A perfídia anda por aí
   
«Na história da democracia portuguesa nunca tão poucos fizeram tão mal a tantos. Ao mesmo tempo que a cègada política transforma as nossas monumentais perplexidades numa exasperada interrogação: que mais nos irá acontecer? O rol de indignidades é extenso e não deixa de aumentar: mentiras, omissões, faltas à palavra e aos compromissos, desprezo por todos nós, ocultação de factos e de decisões, por aí fora. Este fim-de-semana, Paulo Portas continuou a não contradizer a natureza do seu carácter, que se distingue pelo ambíguo e pela duplicidade. Denegou o que, uma semana antes, grave e sumptuoso, afirmara: não toleraria a aplicação de uma taxa às pensões e às reformas.
  
Ele sempre foi assim: pensa a política como um jogo de pertenças múltiplas, e os políticos não devem ser julgados através de padrões morais. As circunstâncias é que determinam, explicam e justificam os seus actos e as suas condutas. Segundo Paulo Portas, a democracia não se esgota na forma jurídico-política, e enriquece-se com a criatividade e a inventiva dos seus actores. O sentido da honra possui um valor supérfluo.

Estas confusões parecem ter adquirido carta de alforria, tendo em conta a naturalidade com que são encaradas. Há qualquer coisa de errado e de contagioso que excede o funcionamento processual da democracia. Quando um Governo, este, opera decisões que, de antemão, sabe serem anticonstitucionais, inscreve-se numa erosão endémica, que devia combater como norma fundamental da sua própria estrutura. As coisas, porém, não são assim. E se Paulo Portas intruja e desdiz-se, Passos Coelho não faz melhor do que seguir a banalidade que já pertence aos novos campos de intervenção política. Este Governo não é uma nódoa; é uma chaga pestilenta.

Quando, pressurosamente, o dr. Cavaco, coitado, fala em pós-troika, devia, sim, preocupar-se com as mazelas morais deixadas por esta gente equívoca, incompetente, grosseira e indecorosa, cujas relações com a democracia e os seus exigentes mecanismos são nulas e perigosas. Mas ele, infelizmente, não vê, na democracia outra coisa senão um objecto de ódio, de despeito e de sobranceria.

Vai reunir-se, segunda-feira, o Conselho de Estado; e a crer no que numerosos dos seus componentes têm dito e escrito deste Executivo, não se vê razões para que a reunião seja pacífica, e o seu presidente contrarie os impugnadores desta política celerada, continuando a sustentar o nosso infortúnio. É verdade que a arrogância de Belém atinge os limites do insuportável; porém, não há "interesse nacional" (expressão que oculta todas as vilanias) que justifique o conjunto de infâmias que nos têm atingido nos últimos dois anos.
  
A coligação deixou de o ser há muito tempo. É um conjunto mal remendado de interesses, e um concentrado de servilismo a conveniências estrangeiras. A palavra perfídia anda perto.» [DN]
   
Autor:
 
Baptista-Bastos.
   
     
 Que lindo que é o ajustamento português
   
«A economia portuguesa registou uma quebra de 3,9 por cento nos primeiros três meses de 2013 em relação a igual período do ano passado, segundo a primeira estimativa das contas nacionais trimestrais divulgadas, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
  
Esta queda do Produto Interno Bruto (PIB) revela uma aceleração da degradação da economia. No último trimestre de 2012, a economia tinha já registado uma quebra de 3,8 por cento face aos últimos três meses de 2011.
  
Em termos de variação em cadeia, os dados divulgados pelo INE mostram que a economia portuguesa recuou 0,3 por cento face ao último trimestre do ano passado.» [CM]
   
Parecer:
 
Isto significa um grande sucesso de Vítor Gaspar e mais uma demonstração da sua competência.

O que nos vale é que há jornais e jornalistas muitos optimistas, capazes de encontrar milagres em pleno inferno:

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Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Lamente-se.»
      
 Pobre Rosalino
   
«O secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, admitia, na tarde de terça-feira, que o Executivo de Pedro Passos Coelho iria avançar com despedimentos na Função Pública. Apenas duas horas volvidas, o governante voltava atrás na declaração que havia feito, esclarecendo, em comunicado, que, afinal, não era bem assim, destaca a edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Isto de ter de se fazer o trabalho sujo tem os seus problemas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Vomite-se.»
   
 Não queriam acabar com o consumo?
   
«O indicador de poupança APFIPP/Universidade Católica subiu de 119,1 pontos em março para 123,9 pontos em abril, atingindo um máximo histórico, foi hoje divulgado.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Este ajustamento é lindo.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns ao brilhante Gaspar.»
   
 Quando o destino goza connosco
   
«O Presidente da República afirmou nesta quarta-feira à tarde, em Melgaço, na inauguração das novas instalações da Escola Superior de Desporto e Lazer (ESDL), situadas no coração de Monte de Prado, que quando viaja até ao interior do país “leva um ânimo mais forte do que aquele que trazia ao chegar”.

Cavaco Silva, que antes tinha também inaugurado as obras de reabilitação do Parque Termal do Peso, num investimento que rondou os seis milhões de euros, adiantou que “nas grandes cidades não faltam as más notícias”. Em contraponto, em Melgaço, recebeu “algumas boas notícias”.

“Nas grandes cidades, meus amigos, não faltam as más notícias. E nós, quando chegamos aqui (Melgaço), recebemos algumas boas notícias. E nós precisamos de algumas boas notícias, na esperança de um futuro melhor”, afirmou Cavaco Silva.» [Público]
   
Parecer:
 
As poucas coisas que Cavaco consegue inaugurar é a obra do maldito José Sócrates, o tal que não lhe ouviu os avisos e que lançou os investimentos que agora um Cavaco orgulhoso inaugura. Foi preciso inaugurar um projecto de Sócrtaes para dizer que ouviu uma boa bonítica!
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se com desprezo pela criatura.»
   
 Mais uma má notícia para os nossos exportadores
   
«Angola está a preparar-se para aumentar as tarifas aduaneiras de 30 para 50% ainda este ano, anunciaram hoje responsáveis das alfândegas, citados pela agência financeira Bloomberg. 

De acordo com a agência, que divulga também hoje uma entrevista com o ministro da Economia de Angola, o objetivo do novo código que deverá entrar em vigor ainda este ano é proteger o comércio local. 

Cerveja, água, refrigerantes e produtos agrícolas devem, assim, ver o imposto aumentar, ao passo que as trocas comerciais envolvendo petróleo deverão reger-se por um modelo separado, sendo que haverá "isenções fiscais para matérias-primas usadas na produção industrial", disse à Bloomberg o responsável angolano pelo Departamento de Tarifas e Comércio no Serviço Nacional de Alfândegas, Garcia Afonso. » [Expreeso]
   
Parecer:
 
EM maior ou menor grau vai travar as importações de produtos portugueses, ainda que o impacto dos direitos no preço final nos mercados não seja tão grande quanto isso.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   

   
   
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