segunda-feira, maio 20, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Safara
   
Imagens dos visitantes d'O Jumento
 
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Costa Vicentina [J. Ferreira]   
Em exibição no cinema político de Lisboa
 
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Acuso a troika
   
Acuso a troika de ter ignorado por sua própria conveniência uma das partes que assinou o memorando durante pelo menos seis avaliações, com esta postura a troika tornou mais fácil a imposição de medidas de política económica de competência questionável, como se veio a comprovar pelos seus resultados.
Acuso a troika de ignorar que Portugal é membro de pleno direito das organizações que a integram e que pelo menos em relação ao BCE e à Comissão Europeia os seus representantes da troika não deveriam ignorar que a primeira condição para se pertencer à União é viver em democracia. A troika tem ignorado sistematicamente os valores constitucionais do país, actuando se estivesse num território ocupado e sem direitos de soberania.
Acuso a troika de se ter aproveitado de um governo de gente fraca para, com o recurso sistemático à chantagem feita através do porta-voz do comissário
Acuso a troika de falta de autoridade moral para impor a política que tem imposto em Portugal, a senhora Merkel foi a grande defensora das políticas expansionistas como resposta à crise financeira internacional e foi com base nos seus pedidos que a União Europeia permitiu aos Estados-membros o desrespeito dos limites ao défice, Durão Barros, presidente da Comissão, foi um dos governantes portugueses que não respeitou os princípios que agora defende.
Acuso a troika de incompetência, os seus mais altos responsáveis só dizem banalidades, os seus assessores revelam uma profunda falta de preparação e competência, algo mais do que evidente no estudo do FMI sobre o corte da despesa.

 A troika na imaginação de Maria Cavaco Silva
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 O silêncio de Cavaco Silva

Cavaco deixou de ser um presidente silencioso e em reclusão, agora todos os dias há aparições e quando não é a dona Maria a revelar os segredos da Virgem é o Marques Mendes a armar-se em pastorinho da Quinta da Coelha a anunciar os segredos do Cavaco.
 
 Marques Mendes revelou o 4.º segredo de Fátima
 
Afinal, Vítor Gsspar só andou na Católica para namorar com a filha do sacristão da capela académica, a sua licenciatura  foi tirada na Universidade Lusófona.
       
 No que ficamos?

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Isto está bonito, Pires de Lima lançou a nova tese do CDS, que a suspensão da TSU sobre as pensões era uma vitória do governo contra a troika e o deputado Nuno Melo confirma. Depois vem o PSD dizer que o CDS deve encontrar medidas alternativas à vitória do governo?

Era a este consenso que o Poiares se referia quando repetia a palavra dezenas de vezes? Se calhar era e é por esse motivo que o Poiares desaparece,

 Quem quer humilhar Paulo Portas

Só duas pessoas poderão querer humilhar Paulo Portas, Vítor Gaspar e Passos Coelho, ambos parece detestarem Paulo Portas e receiam que o líder do CDS passe a imagem de ser o bonzinho, contra a imagem dos mauzinhos.

Vítor Gaspar há muito que quer passar a mensagem de que é ele que manda e quem se mete com ele leva, já sucedeu com Álvaro Santos Pereira e está sucedendo com Portas, o truque é sempre o mesmo, uma fuga de informação vinda directamente de uma reunião do Conselho de Ministros.

Passos receia que seja o que resta do seu PSD a ficar com o odioso da política e não só tenta humilhar Portas para prazer de Gaspar, como fez quando disse que Portas era o número três, como vai mais longe tentando forçar Portas à humilhação pública.

Fica-se com a impressão de que estando sob uma qualquer chantagem o líder do CDS está nas mãos de Passos Coelho e disposto a aceitar todas as humilhações.

 E agora Luís

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Um bom motivo para Luís Amado andar desaparecido durante uns tempos poupando-nos às suas basófias políticas.  


  
 Nem a fé nos salva
   
«1- Acreditar nas palavras do primeiro-ministro é, já o aprendemos, um exercício arriscado. Poucos meses bastaram para percebermos que sempre que Passos Coelho apresenta uma medida há uma enorme possibilidade de esta nunca chegar a ser aplicada ou ser pura e simplesmente esquecida, como se o primeiro-ministro pensasse em voz alta perante todos os portugueses. Os exemplos da TSU e agora o da taxa sobre os pensionistas são os mais gritantes - não faltariam, infelizmente, muitos outros -, não só pela pompa e circunstância com que foram anunciadas as medidas mas sobretudo pela importância determinante para a vida das pessoas.

A descontração com que se anunciam disposições para depois se voltar atrás, ignorando olimpicamente as expectativas das pessoas, semeando o pânico e a insegurança na população, faz com que os cidadãos percam qualquer tipo de confiança em quem os governa. Neste Governo não são só algumas das normas acordadas com a troika que são facultativas, é tudo facultativo. Tudo pode acontecer, nada é previsível, tudo pode ser alterado dois minutos depois de ser anunciado. Nada parece ser minimamente estudado, tudo parece ser decidido na base dum qualquer achar ou baseado num compêndio mal estudado.

A falta de sentido de Estado e sobretudo o desrespeito pelos cidadãos, que cada vez mais se sentem governados por aprendizes de feiticeiro que tratam as pessoas como se fossem cobaias, não se restringem, muito longe disso, ao primeiro-ministro. Temos o ministro Portas, que traça linhas vermelhas para depois, pendurado pelas orelhas por Passos Coelho e Cavaco Silva, ser obrigado a traçá-las noutro lado qualquer, qual rapazinho da escola primária de antigamente; temos o secretário de Estado Rosalino, que num dia despede os funcionários públicos sem direito a subsídio de desemprego e no outro vem dizer que afinal o que tinha dito não era bem aquilo...; temos Miguel Maduro, que em Florença, como professor, imagino, defende uma política para a Europa, e aqui em Lisboa é o ministro que coordena politicamente um Governo que defende o oposto do que proclamou em Itália.

Nunca um Governo fez tanto pelo desprestígio da política e dos políticos. O cidadão pode não concordar com uma decisão, pode até discordar de toda uma linha política. Outra coisa é não ter a mínima confiança em quem lidera o País, não poder acreditar naquilo que o Governo anuncia, porque o mais certo será ser desdito no dia seguinte. O que faz o cidadão perder a confiança nos políticos é ver um ministro, que fez grande parte da sua carreira a denunciar as falhas dos políticos, a fazer uma declaração ao País num dia dizendo que não aceita uma norma, vinte e quatro horas depois dá o dito pelo não dito e passados três dias volta à primeira opinião . O que destrói o prestígio da política e dos políticos é assistirmos a um primeiro-ministro a dizer que os cortes, a semana passada designados como poupanças, não atingem a generalidade dos cidadãos, só os pensionistas, reformados e funcionários públicos, como se estes fossem cidadãos de segunda ou tivessem alguma culpa especial pelo actual estado de coisas ou como se estes cortes não tivessem um profundo impacto económico e social na comunidade. O que mina a relação entre representantes e representados é um primeiro-ministro dizer que tem uma folga de 800 milhões no plano de cortes (como se já não fosse lamentável deixar uma folga deste valor num qualquer plano) e depois ser corrigido pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental que demonstra claramente que essa margem não existe.

Um Governo em que não se pode confiar, um Governo completamente descredibilizado e que descredibiliza a política e os políticos , um Governo que luta mais internamente do que com a troika ou a crise, um Governo manifestamente incompetente. Este Governo é em si mesmo uma crise política. Mantê-lo é agravar essa crise.

Valha-nos nossa senhora de Fátima, já que o seu devoto Cavaco Silva prefere ver o País a afundar-se a ter de assumir as suas responsabilidades.

2 Os deputados que na passada sexta-feira aprovaram a lei da co-adopção por casais do mesmo sexo contribuíram para que a nossa comunidade se tornasse um bocadinho mais decente. Finalmente, uma boa notícia.» [DN]
   
Autor:
 
Pedro Marques Lopes. 
   
     
 Porta desistiu depressa da pasta da Economia
   
«António Pires de Lima diz que tem sido mal interpretado nas críticas que faz ao Governo, sobretudo no que diz respeito à economia: lamenta que o trabalho do ministro Álvaro Santos Pereira não seja valorizado no seio do Executivo e admite que é um cargo "extraordinariamente difícil" de assumir, neste Governo, e com um ministro das Finanças como Vítor Gaspar.» [DN]
   
Parecer:
 
O mesmo Portas que dia sim, dia não anuncia uma crise e que discorda em público de tudo o que aprovou em privado, parece ter desistido da pasta da Economia e mandou o Pires de Limar anunciar  essa desistência. Aliás, com tanta viagem e ausência prolongada não se entende como é que vai fazer o guião da detruição do Estado, quanto mais acumular as pastas do espumante e dos pasteis de nata.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Sorria-se.»
      
 Ricardo Salgado reforça segurança pessoal
   
«O presidente-executivo do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Salgado, e o administrador e chief financial officer (CFO) do BES, Amílcar Morais Pires, terão reforçado a sua segurança pessoal. Fontes contactadas pelo i adiantaram mesmo que o novo dispositivo conta inclusivamente com elementos que colaboraram com os serviços secretos israelitas (Mossad).

A medida terá sido tomada depois de a Esegur, empresa do Grupo Espírito Santo para a área da segurança, ter concluído que seria melhor reforçar a segurança pessoal do CEO do BES e do seu braço-direito. Ainda assim, confrontada ontem pelo i com estas informações, a empresa não confirmou: “O tema que suscita é muito delicado, posto que envolve questões relacionadas com a segurança do banco e das pessoas que nele têm responsabilidades.” No mesmo email, o gabinete de comunicação e marketing adianta ainda que as informações recolhidas “são especulativas e não são exactas”.» [i]
   
Parecer:
 
Um sinal de que os banqueiros começam a recear o pior par o país.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   

   
   
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