sexta-feira, maio 17, 2013

Umas no cravo e outras na ferradura


 
   Foto Jumento
 
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Flor do Parque Florestal de Monsanto, Lisboa
   

 Pensões dos políticos

Não sou contra as pensões dos políticos ou, por exemplo, dos administradores do BdP, o que considero inaceitável é que as recebam antes de terem 65 anos e de não existir qualquer relação entre o que recebem e o que descontaram. Antes de qualquer mexida nas pensões o governo deveria ter reposto a justiça nestas pensões.

 A falta de sentido de humor de Vítor Gaspar


  
 Exportações, emprego e emigrações
   
«Mesmo no que toca ao reequilíbrio da despesa interna, ao contrário do que aconteceu em 2010 e 2011, em 2012 a queda do consumo privado foi superior à queda dos gastos públicos, situação que se deverá repetir no corrente ano.
Num ano, a economia portuguesa perdeu 229 mil empregos. Perdeu emprego de forma mais acentuada nos sectores transaccionáveis. Assistiu a uma redução das exportações. Perdeu população activa residente. Perdeu capacidade de produção. Nada disto ajuda ao necessário ajustamento económico.

Os números de Março revelam que o número de desempregados aumentou 130 mil, com o desemprego a atingir valores próximos de um milhão. No entanto, estes dados revelam apenas parte do problema. A queda do emprego foi muito superior. Num ano, a economia portuguesa perdeu 229 mil postos de trabalho.

A diferença entre os dois números é explicada principalmente pela emigração. Dados da Direcção-geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, citados na imprensa esta semana, referindo que em 2012 saíram do país 130 mil portugueses, confirmam esta ideia. Em 2012, Portugal teve não só o maior aumento de desemprego como a maior perda de população activa desde que os dados são registados.

A saída de um número tão elevado de trabalhadores, em particular de trabalhadores jovens e qualificados, compromete o potencial produtivo futuro da economia portuguesa. À perda de 130 mil trabalhadores com qualificações superiores à média pode corresponder uma perda de PIB potencial permanente de 4 ou 5 mil milhões por ano e receitas fiscais de mais de 2 mil milhões. Com esta sangria Portugal perde capacidade para crescer e para conseguir pagar as suas dívidas. 

Todos estes dados são contrários ao ajustamento de que a economia portuguesa necessita.

Na última década a economia portuguesa sofreu uma série de choques externos que acentuaram os seus desequilíbrios. O alargamento e a maior abertura da UE à China colocaram em cheque a nossa especialização tradicional, comprometendo o crescimento económico. A maior crise desde 1929 deu uma facada adicional. O fraco crescimento que daqui resultou, em paralelo com o acesso a crédito barato, estiveram na origem do desequilíbrio externo e do desequilíbrio orçamental.

Para os corrigir, a economia portuguesa precisava de um ajustamento das suas componentes. 

Portugal apresentou durante anos uma despesa superior à produção. Precisava de gastar menos e de produzir mais. 

Portugal produzia menos bens transaccionáveis do que consumia, o que significava que tinha um défice externo crónico. Precisava de reajustar a sua produção, passando a produzir mais transaccionáveis e menos não transaccionáveis.

O caminho de reequilíbrio ideal passaria por aumentar a produção, e para isso aumentar o investimento, em particular nos sectores transaccionáveis, para que aumentassem as exportações. O ajustamento teria de passar não apenas pelo aumento da produção de transaccionáveis e pelo aumento do investimento, mas também pela redução dos gastos públicos e do consumo. O reequilíbrio externo seria feito tanto pelo aumento das exportações como pela redução das importações.

Isso foi o que aconteceu entre 2010 e 2011. Os gastos públicos desceram mais que o consumo privado. O PIB caiu, o desemprego aumentou, mas a produção e o emprego na indústria transformadora e na agricultura aumentaram. Não se estava a seguir um ajustamento fácil, mas estava-se a caminhar no sentido correcto. 

No último ano, o ajustamento económico em Portugal não só está a ser mais duro, mas não está sequer a seguir no sentido correcto. O Investimento, que devia estar a aumentar, está a cair. O emprego nos sectores transaccionáveis, que devia estar a aumentar, está não só a cair, mas a cair de forma muito mais acentuada do que o emprego nos sectores não transaccionáveis – ver quadro. 

Os dados de Março também revelaram que as exportações, que deviam estar a aumentar, estão a cair. O reequilíbrio externo que, em 2010 e 2011, se estava a fazer mais pelo aumento das exportações do que pela redução das importações, está-se a fazer agora apenas pela redução das importações.

Mesmo no que toca ao reequilíbrio da despesa interna, ao contrário do que aconteceu em 2010 e 2011, em 2012 a queda do consumo privado foi superior à queda dos gastos públicos, situação que se deverá repetir no corrente ano. Os privados estão a fazer mais pelo ajustamento do que o Estado.

O principal problema que o país enfrenta neste momento não é a instabilidade dentro do Governo, nem a lentidão a que se está a processar a consolidação, é o facto de as medidas socialmente muito duras que estão a ser impostas não estarem a gerar o ajustamento da economia no sentido necessário. Portugal precisa de investir mais, produzir mais e exportar mais. E nada disto está a acontecer. » [Jornal de Negócios]
   
Autor:
 
Manuel Cadeira Cabral.   
   

 

 Ao que isto chegou!
   
«O deputado do PSD Duarte Marques escreveu uma carta à chanceler alemã, Angela Merkel, em que critica a alegada "desresponsabilização da Alemanha" pela austeridade aplicada na União Europeia, considerando-a "um oportunismo político.

Nesta carta o deputado social-democrta Duarte Marques faz alusão à notícia de hoje do jornal Público com o título "Berlim demarca-se da austeridade e acusa Barroso de incompetência", que refere responsáveis alemães, não identificados.

"Com o objetivo de apurar a verdade, não podia deixar de lhe enviar esta carta, cumprindo um dever de consciência, aguardando que tal conteúdo não corresponda à realidade", começa por afirmar o ex-presidente da Juventude Social Democrata (JSD).

"Na verdade, as Organizações como o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional já reúnem o odioso da opinião pública europeia", escreve Duarte Marques que lembra a Merkel que "nunca estive numa reunião do Conselho Europeu que aprovou medidas de austeridade, mas sei que o Ministro das Finanças alemão esteve lá. Se não concordava devia ter votado contra"» [DN]
   
Parecer:

Ainda não se chegou ao segundo resgate e já escrevem a bater na pobe senhora?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Dê-se a merecida gargalhada.»
   
 Qual terá sido a solução interna?
   
«O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Carlos Abreu Amorim garantiu hoje "não sentir ameaçado" o seu cargo no partido, confirmando que foi "resolvida internamente" a dualidade de opiniões sobre a substituição do ministro das Finanças.

Na semana passada, Carlos Abreu Amorim, que é também candidato à Câmara Municipal de Gaia pela coligação PSD/CDS-PP, considerou que "o tempo político de Vítor Gaspar terminou", pelo que "o Governo devia ponderar a sua substituição".

Estas declarações foram mal recebidas no PSD nacional, com o vice-presidente do partido, Jorge Moreira da Silva, a considerá-las "inaceitáveis", "incorretas" e "ineficientes".

Já hoje, o líder da bancada parlamentar do PSD, Luís Montenegro, à saída da reunião do grupo parlamentar social-democrata, afirmou que a questão "foi resolvida internamente".

"Foi resolvida internamente. Nós tivemos uma reunião da direção do grupo parlamentar. Já tive também ocasião de me reunir pessoalmente com o vice-presidente, Jorge Moreira da Silva. E a questão foi resolvida internamente", confirmou hoje à tarde Carlos Abreu Amorim, à margem de uma visita à Mostra da Oferta Educativa e Formativa de Gaia, uma iniciativa onde marcou presença na qualidade de candidato autárquico.» [DN]
   
Parecer:

Terão sido uns açoites ou ficaram-se pelo raspanete. Ou terão dito ao rapaz que se continuasse a dizer disparates não havia tacho para ninguém?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
     
 Defensores dos consumidores ou intermediários no negócio?
   
«A DECO considerou hoje que não compensa aderir à oferta combinada de gás e eletricidade da EDP, lançada segunda-feira, mas reconheceu ganhos anuais na eletricidade até 8 euros face ao tarifário da vencedora do leilão de eletricidade Endesa.

"O tarifário EDP [para a eletricidade] Casa Click é vantajoso a partir de 3,45 kVA de potência contratada, mas peca por não ser extensível à tarifa bi-horária. Já a oferta dupla da EDP, o EDP Casa Total Click, nunca compensa", afirma a associação de defesa do consumidor DECO, em comunicado.

A associação fez as contas à campanha lançada pela EDP na segunda-feira, uma semana depois de anunciar que a Endesa venceu o leilão de eletricidade, com uma oferta de desconto de 5% (face aos preços das tarifas transitórias de eletricidade), limitado a 1,2% para as tarifas bi-horárias.

Mas os 600 mil consumidores inscritos no leilão organizado pela DECO, potenciais clientes da Endesa, têm mais vantagem em contratar o novo tarifário de eletricidade da EDP para potências a partir de 3,45 kVA (quilowatt-ampere).» [DN]
   
Parecer:
 
É evidente que a DECO nada tem de defensora dos consumidores e aparece mais como intermediária do chorudo negócio a energia. QUanto ganharão os dirigentes da DECO, quem são, como são escolhidos, que despesas podem fazer?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se.»
   
 Qual folga orçamental
   
«As medidas de reforma do Estado apresentadas pelo primeiro-ministro, que cortam 4,8 mil milhões de euros na despesa pública, não têm folga face aos montantes necessários para atingir as metas orçamentais. A conclusão pode ser retirada da análise da UTAO ao Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

No documento, a que o Diário Económico teve acesso, os economistas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) revelam que "os valores de algumas das medidas não se encontram líquidos dos respectivos impactos de redução de receita fiscal e contributiva, nem consideram as despesas acrescidas com os custos das indemnizações por rescisão".

Isto é, são valores em bruto. Os técnicos do Parlamento citam o GPEARI - o gabinete de estratégia e planeamento do Ministério das Finanças - para fazer aquela afirmação. Depois, os economistas da UTAO concluem: "este motivo justificará a diferença entre o valor global das medidas inscritas no DEO e a dimensão das medidas identificadas no quadro" que consta da carta enviada por Passos Coelho à Troika.» [DE]
   
Parecer:
 
Cavaco e Portas vão engolir o que têm andado a dizer aos pensonista a não ser que dfeendam o despedimento de mais uns quantos professores.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Espere-se para ver.»
   
 Austeridade chega a Bruxelas
   
«Os sindicatos criticam principalmente a posição dos Estados-membros e o "agressivo mandato" que, na sua opinião, aprovaram para as negociações com o Parlamento Europeu.

A União Sindical do Serviço Público Europeu, principal organização de trabalhadores das instituições comunitárias, denunciou hoje, em comunicado, que a adaptação dos salários e das pensões "se transformou num método para reduzir" estas prestações.

Em questão está a oposição dos sindicatos ao aumento da idade da reformar para os 67 anos e a aplicação de 6% de impostos sobre as pensões e subsídios.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Será que tal como acontece em Portugal com o Banco de Portugal o BCE vai ficar de fora?
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se e compare-se com os nossos amigos oportunistas do BdP.»
   
 Começa a zanga das comadres
   
«A contestação às medidas da troika não é só protagonizada pelos países sob intervenção mas também pela própria Alemanha, muitas vezes apresentada como a responsável pelos sacrifícios que estão a ser exigidos a portugueses, gregos e irlandeses.

Conta a edição desta quinta-feira do jornal Público que, vários responsáveis alemães contestam o que classificam de “receitas erradas”, como o aumento de impostos, que em nada contribuem para esses países saírem da crise através do crescimento e competitividade das suas economias.

Além da contestação ao caminho que está a ser seguido pelos governos dos países sob intervenção da troika, estes responsáveis alemães, salienta o Público, criticam também a dupla linguagem de alguns dirigentes do BCE, FMI e Comissão Europeia que ora defendem as medidas de austeridade, ora avisam que dessa forma os programas de ajustamento nunca vão funcionar, bem como o facto de nunca assumirem a responsabilidade pelos erros desses programas.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
Parece que o destare português está a levar à fuga das ratazanas.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se a Durão Barroso quendo tenciona fugir do navio.»
   
 Mais próximos da Irlanda ou da Grécia?
   
«O Instituto Irlandês de Investigações Sociais e Económicas (ESRI) subiu hoje as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Irlanda para 1,8% em 2013, mais cinco décimas que a estimativa de Dublin.» [Notícias ao Minuto]
   
Parecer:
 
O Gaspar prometia crescimento no final deste ano.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao minsitro das Finanças como vai o seu optimismo.»
   

   
   
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